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A genética tem ganho terreno no estudo das doenças cardíacas, e condições como a miocardiopatia hipertrófica – doença hereditária que afeta cerca de uma em cada 500 pessoas na Europa – estão no centro das preocupações. Frequentemente diagnosticadas em jovens, estas patologias podem ser responsáveis por queixas de insuficiência cardíaca ao longo da vida e, nos casos mais graves, por morte súbita. Por ser uma das áreas mais diferenciadas e desafiantes da cardiologia, a reunião tem registado um aumento progressivo de inscrições, segundo a organização. O programa completo do encontro está disponível online.
A iniciativa não se fica, porém, pelas sessões principais. Nos dias 4 e 5 de março, antes do arranque oficial da reunião, realizam-se três cursos formativos em colaboração com diferentes grupos de estudo da SPC e com a Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Eletrofisiologia (APAPE). Um deles, organizado com o Grupo de Estudo de Genética e Biologia Celular da SPC, intitula-se “Descodificar a Genética das Miocardiopatias” e promete abordar as bases hereditárias destas doenças. Outro, em parceria com o Grupo de Estudo de Fisiopatologia de Esforço e Reabilitação Cardíaca da SPC, chama-se “Miocardio-PT: O esforço nas Miocardiopatias” e foca-se na resposta ao exercício. O terceiro curso, desenvolvido com a APAPE, tem como título “Ao ritmo das miocardiopatias” e explora as arritmias associadas a estas condições.
O objetivo declarado do Grupo de Estudo das Doenças do Miocárdio e Pericárdio da SPC é duplo: por um lado, promover o melhor diagnóstico e tratamento para os doentes em Portugal; por outro, formar mais cardiologistas com vocação para esta área específica. As novas terapêuticas de precisão, algumas já acessíveis no país, visam melhorar a sobrevida e a qualidade de vida dos doentes, num campo onde a investigação não para e onde os avanços científicos têm surgido a um ritmo acelerado. A expectativa dos especialistas é que o encontro contribua para disseminar o conhecimento e uniformizar boas práticas nos hospitais portugueses.
PR/HN/MM



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