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A Fundação AstraZeneca lançou esta semana a nova edição do Prémio FAZ Ciência, uma iniciativa bienal que pretende apoiar projetos de investigação translacional em oncologia desenvolvidos em território nacional. As candidaturas estão abertas entre 2 de março e 30 de abril, e o valor da bolsa pode chegar aos 80 mil euros, o que coloca este prémio entre os mais relevantes do setor em Portugal.
Inserido no Plano Estratégico da Fundação para o triénio 2025-2028, o prémio assume-se como um dos eixos centrais da atuação da instituição no fomento à produção de conhecimento científico com impacto real na prática clínica. A periodicidade bienal, aliás, não é um detalhe menor: pretende-se, com este intervalo, dar espaço a projetos que já tenham alguma maturação e permitir uma avaliação mais aprofundada, coisa que nem sempre é possível em concursos de cadência anual.
Maria do Céu Machado, presidente da Fundação AstraZeneca, sublinhou a importância de criar condições para quem investiga. “O Prémio FAZ Ciência nasce da convicção de que apoiar a investigação é essencial para acelerar o conhecimento e melhorar a resposta na área da oncologia. Com este prémio, pretendemos contribuir para que os investigadores tenham condições para desenvolver projetos com potencial real de impacto na vida das pessoas”, afirmou.
Podem concorrer investigadores a título individual, equipas ou instituições, desde que o trabalho seja realizado em Portugal e cumpra o regulamento. Os projetos devem inscrever-se no domínio da investigação translacional — ou seja, aquela que faz a ponte entre a bancada e o doente — e incluir pesquisa empírica e trabalho de campo. É exigida uma proposta estruturada, com enquadramento científico, metodologia, resultados esperados, plano de publicação e estimativa de custos.
A avaliação das candidaturas estará a cargo de uma comissão independente composta por cinco especialistas: Henrique Veiga-Fernandes, que preside ao júri, Inês Vaz-Luis, Joana Paredes, Rui Soares e Lúcio Lara Santos. Os critérios de análise incluem relevância científica, originalidade, exequibilidade e potencial impacto. Henrique Veiga-Fernandes, presidente do júri, frisou a importância de mecanismos de financiamento exigentes. “A existência de mecanismos de financiamento competitivos e rigorosos é essencial para estimular investigação científica de excelência. O Prémio FAZ Ciência tem um papel relevante ao apoiar projetos com mérito, potencial impacto e capacidade de gerar novo conhecimento na área da oncologia”, disse.
As candidaturas são gratuitas e devem ser submetidas em inglês para o endereço eletrónico dedicado ao prémio. O vencedor será conhecido em setembro. Com esta iniciativa, a Fundação AstraZeneca espera continuar a fortalecer o ecossistema científico português e estimular colaborações entre instituições.
A candidatura é gratuita e deverá ser submetida em língua inglesa para o endereço eletrónico dedicado ao Prémio premiofazciencia@astrazeneca.
PR/HN/MM



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