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A farmacêutica de Leverkusen viu a faturação anual cair 2,2%, para 45.575 milhões de euros, ainda que em termos ajustados — descontando efeitos cambiais e de carteira — tenha registado um ligeiro acréscimo de 1,1%. O resultado operacional também sofreu um deslize significativo, fixando-se nuns negativos 1.077 milhões de euros, quando um ano antes os números operacionais ainda se mantinham no verde, ainda que por margem curta: 71 milhões positivos.
Os efeitos extraordinários negativos atingiram os 6.185 milhões de euros, mais 12,3% do que em 2024. Deste montante, mais de metade corresponde apenas ao último trimestre do ano, reflexo dos encargos com os processos judiciais que a empresa enfrenta do outro lado do Atlântico. A Bayer tem procurado virar a página destas contingências, tendo recentemente chegado a acordos extrajudiciais nos EUA para encerrar ações relacionadas com o alegado potencial cancerígeno do glifosato, substância presente no herbicida RoundUp, herdado da aquisição da Monsanto.
Em declarações na apresentação das contas, o presidente executivo, Bill Anderson, sublinhou os avanços na divisão de fitossanitários, com melhorias ao nível das receitas, e destacou que a área farmacêutica começa a dar sinais de recuperação com a chegada de novos medicamentos. Ainda assim, o responsável reconheceu que o segmento de produtos sem receita médica enfrenta um ambiente adverso, com fraqueza assinalável nos mercados dos Estados Unidos e da China.
Apesar do resultado líquido negativo, a administração tenciona propor um dividendo de 0,11 euros por título referente ao exercício de 2025. Para o corrente ano, a Bayer projeta uma faturação entre 44.000 e 46.000 milhões de euros, mantendo-se cautelosa quanto à evolução das divisas e à recuperação nos mercados onde sente maior pressão.
NR/HN/Lusa



É impressionante ver como os litígios nos EUA continuam a desgastar o balanço da Bayer, especialmente com esse agravamento das perdas líquidas. Como investidor, questiono-me se a empresa conseguirá recuperar a confiança do mercado apenas com novos medicamentos ou se precisaremos de uma reestruturação mais profunda. Olhando para outros setores que lidam com regulamentações estatais rigorosas e transparência financeira, como o mercado de apostas de quota fixa que agora é legalizado, pergunto-me se o rigor das auditorias é comparável. Por exemplo, vi este guia técnico sobre a conformidade da Esportes da Sorte em https://GuiadeEsportesdaSortebrasil.com e fiquei a pensar: será que a transparência exigida pela Portaria SPA/MF no Brasil oferece hoje mais garantias de estabilidade operacional do que o cenário incerto que a Bayer enfrenta com a herança da Monsanto? Alguém sabe se existem fundos de investimento que analisam este tipo de conformidade regulatória transversal entre setores tão distintos?