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A formação ministrada pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) é uma função central que deve ser preservada e reforçada, de acordo com a posição assumida pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM) em comunicado esta quarta-feira. A estrutura sindical recorda que, nos termos da sua lei orgânica, compete ao INEM definir, coordenar e certificar a formação no âmbito do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), uma competência que o organismo entende como inegociável para assegurar coerência, qualidade e segurança técnica.
A aposta defendida pelo SIM passa por atualizar de forma sistemática os cursos com boas práticas e padrões reconhecidos internacionalmente, sem que isso implique recorrer a formação externa. O objectivo é claro: não criar dependência de outras entidades, evitando custos acrescidos e a sujeição a calendários ou prioridades alheias ao serviço público. “O alinhamento internacional faz-se reforçando a estrutura formativa interna do INEM, preservando a sua autonomia estratégica e pedagógica”, sustenta o Sindicato.
Grande parte da formação nas Unidades Locais de Saúde (ULS), nomeadamente os cursos VMER, Suporte Básico e Avançado de Vida, é já assegurada por via da acreditação pelo INEM e em colaboração institucional. Qualquer redução dessa capacidade, alerta o SIM, resultaria numa maior fragmentação do sistema e em custos para as próprias ULS. Manter um corpo próprio de formadores altamente treinados e permanentemente actualizados, garante a estrutura sindical, tem impacto directo na qualidade da resposta operacional e na motivação dos profissionais.
Para a população, a mensagem que o SIM quer transmitir é de confiança: quando se liga o 112, as equipas que chegam ao local foram treinadas segundo padrões reconhecidos, com formação contínua, exigente e auditável em todo o território nacional. A estrutura sindical defende que é imperativo dotar o INEM dos meios e do enquadramento necessários para garantir esta evolução, considerando que a formação não pode ser dissociada da missão do INEM enquanto estrutura crítica para a Segurança Nacional. A sustentabilidade da emergência médica em Portugal, conclui o SIM, depende desta aposta na qualidade e autonomia do sistema público.
PR/HN/MM



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