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A coordenadora nacional para a área da saúde da FNSTFPS, Elizabete Gonçalves, explicou que os trabalhadores técnicos auxiliares de saúde estão a ser particularmente prejudicados pela paragem nas conversações. “Neste momento estão a perder bastante dinheiro porque não são posicionados em níveis remuneratórios adequados ao tempo de desempenho que têm”, afirmou à agência Lusa, sublinhando que a não negociação do acordo coletivo de trabalho trava a progressão salarial destes profissionais.
Há várias matérias por resolver, como a contratação de trabalhadores, mas segundo a responsável “não há politicamente uma vontade para resolver as questões”. Os sindicalistas queixam-se de que têm andado “a ser empurrados de um lado para o outro” entre diferentes organismos da administração pública, sem que se avance com soluções concretas.
Os manifestantes exibiam cartazes com palavras de ordem como “fartos de esperar, as carreiras são para negociar” e “Ministra escuta, os trabalhadores estão em luta”. Gritaram durante largos minutos, fazendo-se ouvir na artéria lisboeta.
Durante a tarde, está prevista a entrega no Ministério da Saúde de um abaixo-assinado que exige a abertura imediata da negociação dos acordos coletivos de trabalho para três categorias profissionais: Técnicos Auxiliares de Saúde, Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica e Técnicos Superiores de Saúde. O documento reclama igualmente a revisão do Acordo Coletivo de Trabalho das carreiras não revistas da Saúde.
A concentração desta manhã juntou sobretudo profissionais que se sentem esquecidos pelas tutelas. Alguns vieram de fora de Lisboa e garantem que vão manter-se atentos aos desenvolvimentos. Dizem não querer paralisações, mas admitem que a mobilização pode crescer se não houver resposta política. A FNSTFPS afirma que continuará a pressionar até que haja uma mesa de negociações formalmente constituída.
A ministra da Saúde não tem encontro agendado com os sindicatos, nem reação conhecida até ao momento. Os manifestantes prometem voltar caso o abaixo-assinado fique sem resposta.
NR/HN/Lusa



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