Mau tempo nos Açores faz 11 feridos, quatro em estado grave

Mau tempo nos Açores faz 11 feridos, quatro em estado grave

Cinco dos feridos foram encaminhados para o Hospital de Santo Espírito da ilha Terceira, a mais afetada, e seis para o Centro de Saúde da Praia da Vitória, pode ler-se na mesma nota.

O SRPCBA alertou ainda para a emissão de aviso laranja para a possibilidade de ocorrência de chuva “por vezes forte, podendo ser acompanhada de trovoada”.

O aviso laranja, em vigor, termina às 09:00, devendo então baixar para amarelo, até às 12:00.

O alerta do SRPCBA surge na sequência dos avisos feitos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) devido ao mau tempo no arquipélago.

LUSA/HN

Vila Real, Bragança e Guarda sob aviso amarelo devido ao calor

Vila Real, Bragança e Guarda sob aviso amarelo devido ao calor

O aviso amarelo devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima nestes três distritos, para os quais estão previstos 37 graus em Bragança, 35 em Vila Real e 30 na Guarda, vigora até às 18:00 de hoje, de acordo com a informação publicada no ‘site’ do IPMA.

O Grupo Central dos Açores, constituído pelas ilhas Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial, está sob aviso laranja, mas devido à previsão de chuva forte até às 09:00 locais de hoje (10:00 em Lisboa), passando a aviso amarelo a partir do meio-dia (13:00 em Lisboa).

Na escala de avisos do IPMA, que tem o vermelho como o mais grave, o laranja refere-se a uma “situação meteorológica de risco moderado a elevado” e o amarelo avisa para uma “situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica”.

O IPMA informa ainda que os distritos de Viana do Castelo e do Porto estão hoje com risco elevado de exposição aos raios ultravioleta (UV) e os restantes distritos de Portugal continental em risco muito elevado, assim como a Região Autónoma da Madeira e a ilha das Flores, nos Açores.

As ilhas açorianas Terceira e São Miguel estão em risco elevado de exposição aos raios ultravioleta (UV).

A escala de radiação ultravioleta tem cinco níveis, entre risco extremo e baixo, sendo que nas situações de risco muito elevado é aconselhado a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, guarda-sol e protetor solar, e que se evite a exposição das crianças ao sol.

O cálculo do risco de exposição à radiação ultravioleta (UV) é feito com base nos valores observados às 13:00 de cada dia relativamente à temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

As previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera para Portugal continental, apontam para céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de muito nublado no litoral oeste até ao final da manhã, nebulosidade que poderá persistir em alguns locais da faixa costeira a norte do Cabo Raso.

Há também a possibilidade de ocorrência de chuviscos em alguns locais do litoral Norte e Centro.

O vento soprará em geral fraco, predominando do quadrante oeste, soprando temporariamente moderado de sudoeste na costa sul
do Algarve durante a tarde, e sendo por vezes forte (até 40 km/h)
do quadrante norte nas terras altas da região Norte até final da
manhã e a partir do final da tarde.
Para a Madeira, prevê-se céu pouco nublado ou limpo, aumentando temporariamente de nebulosidade na vertente norte da ilha da Madeira e na ilha de Porto Santo.
O vento estará fraco a moderado de nordeste, soprando por vezes forte nos extremos leste e oeste da ilha da Madeira.

Nos Açores, grupo central, são esperados períodos de céu muito nublado com abertas, e períodos de chuva e aguaceiros, por vezes forte, na madrugada e manhã.

Há ainda Condições favoráveis à ocorrência de trovoada.

No Grupo Ocidental (ilhas do Corvo e Flores), o céu terá períodos de muito nublado com boas abertas, com aguaceiros fracos.

Para o Grupo Oriental, (ilhas de Santa Maria e São Miguel), as previsões também apontam para períodos de céu muito nublado com abertas e aguaceiros a partir da tarde.

LUSA/HN

Risco muito elevado de radiação UV para o continente e arquipélago da Madeira

Risco muito elevado de radiação UV para o continente e arquipélago da Madeira

Com níveis elevados de exposição à radiação UV, estão as ilhas de São Miguel e Flores, nos Açores, adianta a informação publicada no ‘site’ do IPMA.

A escala de radiação ultravioleta tem cinco níveis, entre risco extremo e baixo.

Para as regiões com risco muito elevado, o IPMA aconselha a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol, protetor solar e que se evite a exposição das crianças ao sol.

As recomendações para as regiões com risco elevado são o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t’shirt’ e protetor

Para hoje, as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera apontam para céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade até ao final da manhã, em especial no litoral oeste.

O vento soprará fraco a moderado (até 25 km/h) do quadrante oeste, sendo do quadrante sul no interior durante a manhã, soprando por vezes forte (até 40 km/h) nas terras altas a partir do final da tarde.

As temperaturas as máximas vão oscilar entre os 23 graus em Viana do Castelo e Braga e os 36 graus em Bragança e Vila Real.

LUSA/HN

Cinco distritos sob aviso laranja até 2.ª feira devido às elevadas temperaturas

Cinco distritos sob aviso laranja até 2.ª feira devido às elevadas temperaturas

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os restantes distritos do continente estão sob aviso amarelo, à exceção do de Faro, o único que está hoje a verde.

Ainda segundo a mesma fonte, todo o continente estará hoje com índice ultravioleta muito elevado, pelo que aconselha cuidados como evitar uso de óculos de sol, chapéu e t-shirt, guarda-sol, protetor solar e que se evite a exposição de crianças ao sol.

O aviso laranja, o segundo mais grave de uma escala de três, é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação meteorológica de risco moderado a elevado que requer atenção para as orientações da Proteção Civil, e o amarelo, o menos grave, é emitido sempre que existe um risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O IPMA já tinha alertado para uma subida acentuada de temperatura neste fim de semana, com valores que podem chegar aos 42º Celsius em regiões do interior no Norte, Centro e Alentejo.

Devido ao tempo quente, mais de 100 concelhos localizados sobretudo no interior Norte e Centro, mas também no Alentejo e no Algarve apresentam hoje perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo o Instituto, o perigo de incêndio rural vai manter-se em risco máximo de incêndio no interior Norte e Centro do continente pelo menos até quarta-feira.

Também a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) lançou um aviso à população para o perigo de incêndios até segunda-feira, devido às temperaturas altas previstas e graus de humidade baixos, apelando para comportamentos preventivos.

Para hoje, o IPMA prevê no continente tempo quente com céu nublado ou limpo com subida da temperatura em especial no Norte e no Centro e enfraquecimento do vento no litoral

As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 15 graus Celsius (em Coimbra) e os 23 (em Faro) e as máximas entre os 30 (em Aveiro) e os 40 (em Évora e em castelo Branco).

LUSA/HN

Humanidade consumiu até hoje tudo o que o planeta pode produzir num ano sem se esgotar

Humanidade consumiu até hoje tudo o que o planeta pode produzir num ano sem se esgotar

Em sentido figurado, seriam necessários 1,75 planetas Terra para suprir as necessidades da população de forma sustentável, segundo um indicador criado por investigadores no início dos anos 1990, que continua a piorar.

Esta data, 28 de julho, corresponde ao momento em que “a humanidade consumiu tudo o que os ecossistemas podem regenerar no espaço de um ano”, explicam as ONG Global Footprint Network e WWF.

“Durante os 156 dias restantes [até o final do ano], o nosso consumo de recursos renováveis irá consistir em corroer o ‘capital natural’ do planeta”, alerta Laetitia Mailhes, da Global Footprint Network.

Estes dados nem têm em conta as necessidades de outras espécies que vivem na Terra.

“Temos também que deixar espaço para o mundo selvagem”, refere.

O ‘Overshoot Day’ (Dia de Sobrecarga da Terra) ocorre quando a pressão humana excede as capacidades regenerativas dos ecossistemas naturais.

Segundo a Global Footprint Network, que monitoriza esta mediação, este indicador tem aumentado ao longo de 50 anos: 29 de dezembro de 1970, 04 de novembro de 1980, 11 de outubro de 1990, 23 de setembro de 2000 e 07 de agosto de 2010.

Em 2020, esta data foi adiada por três semanas, devido ao efeito dos confinamentos motivados pela pandemia de covid-19, antes de regressar aos níveis anteriores.

Esta pegada ecológica é calculada a partir de seis categorias diferentes: agricultura, pastagens, áreas florestais necessárias para produtos florestais, áreas de pesca, áreas construídas e áreas florestais necessárias para absorver o carbono emitido pela combustão de ‘combustíveis fósseis’ e que está intimamente ligada aos padrões de consumo, principalmente nos países ricos.

Por exemplo, se todos os humanos vivessem como os franceses, o ‘Overshoot Day’ teria ocorrido ainda mais cedo, em 05 de maio de 2022.

O WWF e a Global Footprint Network apontam o dedo em particular para o sistema alimentar.

“O nosso sistema alimentar perdeu a cabeça com o consumo excessivo de recursos naturais, sem atender às necessidades da luta contra a pobreza” por um lado, e por outro uma epidemia de excesso de peso e obesidade, sublinha Pierre Cannet, do WWF França.

As duas ONG destacaram que a pegada ecológica dos alimentos é considerável, sendo que a produção de alimentos mobiliza todas as categorias de pegada, em especial as de cultura (necessárias para a alimentação animal e humana) e de carbono (a agricultura é um setor de alta emissão de gases de efeito estufa).

“No total, mais da metade da biocapacidade do planeta (55%) é usada para alimentar a humanidade”, salientam.

Mais especificamente, “uma grande parte dos alimentos e matérias-primas são utilizados para alimentar os animais e os animais que consumimos posteriormente”, detalha ainda Pierre Cannet.

No caso da União Europeia, “63% das terras cultiváveis (…) estão diretamente associadas à produção animal”.

No entanto, a agricultura contribui para a desflorestação, para as alterações climáticas, emitindo gases de efeito estufa, para a perda de biodiversidade e para a degradação dos ecossistemas, enquanto utiliza grande parte da água doce, apontam as ONG.

Com base em recomendações científicas, estas defendem a redução do consumo de carne nos países ricos.

“Se pudéssemos reduzir o consumo de carne para metade, poderíamos adiar em 17 dias a data do Dia de Sobrecarga da Terra”, explica Laetitia Mailhes.

Já limitar o desperdício de alimentos permitiria adiar a data em 13 dias, acrescentou, salientando que um terço dos alimentos é desperdiçado no mundo.

LUSA/HN

Discriminação racial afeta a microestrutura cerebral

Discriminação racial afeta a microestrutura cerebral

Como experiências traumáticas, como a discriminação, aumentam a vulnerabilidade à doença continua a ser um tema de intensa investigação. Agora, um novo estudo mostra que a experiência de discriminação racial afeta a microestrutura do cérebro, além de aumentar o risco de distúrbios de saúde.
O estudo, liderado por Negar Fani, Professor do Departamento de Psiquiatria e Ciências Comportamentais da Universidade Emory, Atlanta, GA, EUA, foi publicado na revista Biological Psychiatry: Cognitive Neuroscience and Neuroimaging, publicado pela Elsevier.
De acordo com o Dr. Fani: “Aqui vemos um caminho pelo qual experiências racistas podem aumentar o risco de problemas de saúde por meio de efeitos em vias cerebrais sensíveis ao estresse selecionadas. Anteriormente, descobrimos que a discriminação racial tem um impacto negativo na matéria branca do cérebro; agora podemos ver que essas mudanças podem aumentar o risco de resultados negativos para a saúde, possivelmente influenciando os comportamentos regulatórios”.
Para o estudo, os investigadores recrutaram 79 mulheres negras de um hospital municipal em Atlanta, Geórgia. As mulheres foram avaliadas clinicamente por trauma e por distúrbios médicos que vão desde a asma, diabetes e dor crónica. Mais da metade das mulheres relatou grave desvantagem económica, com rendimentos familiares inferiores a 1.000 dólares por mês, para a qual os investigadores controlaram em sua análise.
Os participantes também foram submetidos a uma varredura do cérebro usando ressonância magnética (MRI). Os investigadores mediram a anisotropia fracionária (FA) do cérebro, um reflexo do movimento da água através da substância branca do cérebro – especificamente os longos tratos gordurosos que conectam regiões distantes do cérebro. Alterações na AF podem resultar de ruturas estruturais dos tratos da substância branca.
As mulheres que sofreram mais discriminação racial apresentaram menor AF em determinados tratos cerebrais, incluindo o feixe do cíngulo anterior e o corpo caloso, que conecta os dois hemisférios do cérebro. Além disso, a integridade estrutural desses dois tratos específicos mediava a relação entre discriminação racial e distúrbios médicos nessas mulheres.
“Isso aponta para um possível mecanismo cerebral para resultados adversos à saúde”, acrescentou o Dr. Fani.
Cameron Carter, MD, editor de Biological Psychiatry: Cognitive Neuroscience and Neuroimaging, disse sobre o trabalho: “Estas descobertas fornecem novas evidências importantes de que mudanças no cérebro medidas por ressonância magnética podem ocorrer, em associação com uma série de problemas crónicos de saúde em curso, no despertar de experiências contínuas de discriminação racial em mulheres afro-americanas. Tais insights podem contribuir para nossa compreensão das origens das disparidades de saúde em comunidades minoritárias e o impacto negativo que a discriminação racial pode ter na saúde humana”.
Os autores levantam a hipótese de que a carga de trauma e discriminação racial pode afetar a integridade da matéria cerebral através do sistema de estresse. Os tratos afetados estão envolvidos na regulação emocional e nos processos cognitivos, que por sua vez podem levar a alterações comportamentais, como aumento do consumo de drogas ou alimentos, que aumentam o risco de problemas de saúde.

NR/HN/Alphagalileo