Doze toneladas de resíduos recolhidas no cortejo da Queima das Fitas de Coimbra

Doze toneladas de resíduos recolhidas no cortejo da Queima das Fitas de Coimbra

“Estes números representam uma redução de 18 toneladas relativamente ao último desfile de estudantes, em maio de 2019, em que foram recolhidas 30 toneladas de resíduos”, sublinhou a autarquia, em comunicado.

Uma imensa multidão, com milhares de pessoas, encheu no domingo o percurso da Queima das Fitas de Coimbra, com o desfile de 78 carros alegóricos, entre a Alta e a Baixa da cidade.

Segundo o município de Coimbra, a diminuição da quantidade de resíduos justifica-se “com a disponibilização de mais pontos de recolha de resíduos que facilitaram a separação e ainda com o facto de a Câmara, em articulação com a Comissão Organizadora, ter trabalhado na sensibilização para a redução de desperdício relativo às bebidas nos carros alegóricos”.

Este ano, a quantidade de cerveja foi limitada a 1.000 latas por carro alegórico, para evitar os banhos habituais com aquela bebida, embora com um sucesso relativo.

A operação de recolha de lixo e de limpeza das ruas foi desenvolvida imediatamente a seguir à passagem dos 78 carros alegóricos dos estudantes, entre a Alta e a Baixa da cidade, e envolveu 73 operacionais e 22 meios mecânicos da Divisão de Saúde e Ambiente da Câmara Municipal e da empresa SUMA.

NR/HN/LUSA

Convento de Cristo em Tomar encerrado de 23 a 27 de maio devido a rodagem de filme da Netflix

Convento de Cristo em Tomar encerrado de 23 a 27 de maio devido a rodagem de filme da Netflix

Em comunicado, a Direção Geral do Património Cultural refere que os trabalhos de preparação condicionam, nomeadamente, as visitas ao Refeitório, Cozinha dos Frades e Sala das Talhas deste monumento Património da Humanidade.

Além da rodagem no Convento de Cristo, em Tomar (distrito de Santarém), as filmagens decorrerão, igualmente, no Mosteiro da Batalha (distrito de Leiria), nos próximos dias 19 e 20, no Claustro Real e nas Capelas Imperfeitas, podendo ser visitadas a Igreja e a Capela do Fundador, é acrescentado na nota.

Realizado por Juan Carlos Fresnadillo a partir de argumento de Dan Mazeau, “Damsel” envolve uma equipa técnica com cerca de 250 pessoas. O elenco integra Millie Bobby Brown, da série “Stranger things”, Shohreh Aghdashloo, Robin Wright, Nick Robinson, Angela Bassett, Ray Winstone e Brooke Carter. Participam ainda cerca de 35 figurantes portugueses.

“Damsel” (em português, “Donzela”) tem estreia prevista para o primeiro semestre de 2023, no serviço de ‘streaming’ da Netflix.

Na sinopse, a longa-metragem é apresentada como um conto de fadas em torno de Elodie, papel interpretado por Millie Bobby Brown, que casa com o impetuoso príncipe Henry, herdeiro do reino de Áurea. Depois do enlace, Elodie é aprisionada numa caverna como sacrifício para manter um dragão satisfeito. Elodie terá de usar a força e a inteligência para sobreviver e encontrar forma de escapar.

LUSA/HN

Clara Azevedo inaugura em Lisboa exposição sobre o impacto da pandemia

Clara Azevedo inaugura em Lisboa exposição sobre o impacto da pandemia

A exposição de Clara Azevedo é inaugurada pelas 17:30 na Galeria Santa Maria Maior e estará patente ao público até 07 de maio, entre as 15:00 e as 20:00. Com curadoria de Rogério Cruz d’Oliveira, a exposição apresenta uma seleção de 27 fotografias,

Natural de Lisboa, Clara Azevedo foi fotojornalista no jornal Expresso e, a partir de 1995, iniciou um percurso como fotógrafa independente, tendo desenvolvido vários projetos pessoais que deram já origem a 14 livros.

Nesta sua última obra, “365 dias que mudaram as nossas vidas”, editada pela Imprensa Nacional Casa da Moeda, registou em fotografia o primeiro ano da pandemia da covid-19 em Portugal, procurando deixar para memória futura o seu “estado de alma” e o do país ao longo de 2020.

Em 18 de março de 2020, Clara Azevedo decidiu fazer um diário, que seria a sua “ligação à nova realidade partilhada na rede social Instagram”.

“A terapia para os dias da pandemia era a fotografia, memória e documento. Vivi a incerteza de cada dia, na rua, em casa, no meu trabalho. Tudo fechou, mesmo o espaço aéreo. Percorrer a Avenida da Liberdade, em Lisboa, sem ver um carro ou encontrar alguém era quase impensável, mas real. A cidade estava adormecida, em silêncio absoluto”, escreve no seu livro.

Clara Azevedo refere ainda que, para si, nesses dias de confinamento geral por causa da covid-19, “gestos simples eram ruído”.

“Cada disparo das minhas máquinas fotográficas era perturbador. Pensei como seria perfeito se as fotografias tivessem som… registassem o silêncio”, acrescenta.

No prefácio do livro, o primeiro-ministro defende que quem folhear o diário fotográfico de Clara Azevedo concluiu que “o que está omnipresente é o vazio”.

“O vazio que a pandemia trouxe às nossas vidas e que ocupa todo o campo de imagem, sobrepondo-se aos objetos, às pessoas, à paisagem. Temos obviamente a imagem dos profissionais de saúde a lutar para salvar vidas, por vezes – muitas vezes, por cento – com o olhar da desesperança de já ser tarde demais, os cemitérios onde tantos encontraram a solidão eterna”, observa.

No entanto, para António Costa, “este é sobretudo o diário da vida comum num tempo incomum”.

“Um tempo vazio. Em cada uma das fotos o que está mais presente é o que está ausente. O que sabemos que devia estar e não está. Os idosos que ali estariam a jogar às cartas, o buliço do trânsito que engarrafaria a Avenida, os corpos que se estenderiam ao sol na praia”, assinala o líder do executivo.

Para António Costa, o registo fotográfico do período de pandemia da covid-19 vai ajudar “a preservar o que a seletividade da memória tenderá a diluir e a eliminar, nem sempre com a previdência de saber retirar lições aprendidas – e há muitas a reter”.

“O vazio nas imagens captadas na objetiva da Clara Azevedo assegura-nos esse legado”, conclui o primeiro-ministro neste seu texto com o título “O tempo do vazio”.

A primeira fotografia do livro tem a data de 18 de março de 2020 e mostra António Costa de lado e de pé a ler vários papéis que tem na mão, no Palácio de São Bento, momentos antes de ser decretado o primeiro estado de emergência em Portugal

LUSA/HN

Carlos Alberto Moniz junta-se à APDP na campanha de angariação de fundos “A APDP precisa de si!”

Carlos Alberto Moniz junta-se à APDP na campanha de angariação de fundos “A APDP precisa de si!”

Em comunicado de imprensa, a  Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) anuncia que volta a lançar a campanha de angariação de fundos “A APDP precisa de si!”, que tem como objetivo apelar à doação, sem custos, de 0,5% da consignação do IRS dos portugueses para ajudar a associação a continuar a garantir o melhor acompanhamento às pessoas com diabetes. A campanha, informa a APDP no comunicado,  conta com o apoio do músico Carlos Alberto Moniz.

“Queremos continuar a apoiar, o melhor que conseguimos, as pessoas com diabetes e para darmos continuidade aos projetos de apoio que fomos desenvolvendo ao longo dos anos precisamos desta ajuda fundamental”, explica José Manuel Boavida, presidente da APDP, acrescentando: “Juntos, conseguiremos ajudar ainda mais pessoas”.

Ajudar todas as pessoas com diabetes e os seus familiares e cuidadores é a missão da APDP. Neste momento, a associação foi ainda mais além e presta apoio aos refugiados ucranianos com diabetes, assegurando as condições necessárias para que a assistência e a medicação não lhes falte. Enquanto a situação dos refugiados no Serviço Nacional de Saúde não estiver regularizada, todas as despesas com consultas, análises, exames e disponibilização de insulina e outros medicamentos são suportadas pela associação.

Na nota À imprensa, a ADPD explica que “Para ajudar a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal a dar continuidade ao trabalho realizado diariamente, ao preencher a declaração anual de IRS basta selecionar “Instituições particulares de solidariedade social ou pessoas coletivas de utilidade pública” e inserir o NIF 500 851 875 no quadro 11 do modelo 3 (em papel ou online), selecionando “IRS”. A doação de 0,5% do seu IRS não tem qualquer custo associado e não afeta o que tenha a receber das finanças”

CI/NR/HN

Dois anos depois a União Audiovisual ainda entrega alimentos a 500 pessoas

Dois anos depois a União Audiovisual ainda entrega alimentos a 500 pessoas

Em abril de 2020, cerca de um mês depois de as salas de espetáculos terem encerrado e terem deixado milhares de pessoas sem trabalho, cinco amigos começaram a promover recolhas de alimentos, para ajudarem colegas de profissão de um setor no qual a informalidade das relações laborais é bastante comum.

“Na altura, achámos que seria uma coisa para acontecer durante um curto período de tempo. Mas, efetivamente, isso não aconteceu. Tudo isto foi ganhando proporções à medida que as carências alimentares começaram a surgir cada vez maiores”, recordou Rita Diedra, da União Audiovisual, em declarações à Lusa.

O grupo informal de cinco pessoas, formado em abril de 2020, em Lisboa, é hoje uma associação na qual trabalham, de forma voluntária, mais de 50 pessoas de Norte a Sul do país, “a produzir e a organizar os cabazes alimentares que continuam a ser distribuídos”.

Com o tempo, “existiu um decréscimo [de pessoas ajudadas], até porque já existem atualmente muitas pessoas a trabalhar no mercado”. No entanto, de acordo com Rita Diedra, “cerca de 500 pessoas continuam a ser ajudadas a nível nacional, o que corresponde a cerca de 210/215 famílias”.

“Sendo que o polo de Lisboa continua a ser o que tem mais pedidos. Ainda fazemos em Lisboa cerca de 110 cabazes mensais”, disse.

O ‘pico’ de pessoas ajudadas foi de cerca de 800, “correspondente a cerca de 350 famílias”. “Só no polo de Lisboa estávamos a ajudar cerca de 140 famílias”, recordou Rita Diedra.

O número de pessoas ajudadas, apesar de ter diminuído, “oscila muito”.

“Há pessoas que deixaram de ter necessidade de receber esta ajuda durante determinados períodos, mas depois voltam a necessitar desta ajuda alimentar, o que tem a ver com a forma como o próprio mercado se encontra. Quando há expectativa de abertura de mercado e de voltarem a trabalhar, recusam a ajuda alimentar, porque se conseguem organizar durante alguns meses, mas efetivamente muitos pedidos acabam por voltar a existir”, contou.

Inicialmente, as recolhas de bens alimentares eram feitas todas as semanas, em vários locais, que iam sendo anunciados numa página criada na rede social Facebook.

“Mantemos a recolha, mas atualmente temos pontos de recolha fixos de Norte a Sul do país e também nos Açores”, referiu Rita Diedra, salientando que, “de facto, neste momento, praticamente não existem donativos alimentares, nem de outros bens de primeira necessidade”.

“Atualmente, a forma como conseguimos ter estes bens alimentares é também de todo o trabalho que já desenvolvemos ao longo de todo este tempo e que nos permite ainda podermos fazer esse investimento, e de iniciativas [como concertos, galas, exposições, que promovem recolha de bens ou canalizam parte das verbas para a UA] que vão existindo um pouco por todo o lado, mas sobretudo na zona da Grande Lisboa, e que vão permitindo fazermos esta recolha”, contou.

Segundo Rita Diedra, o “grande decréscimo” em termos de apoios, sentiu-se também nos donativos financeiros.

A União Audiovisual considera importante “desmistificar a ideia de que esta é uma área [Cultura] que já não necessita de qualquer apoio, porque efetivamente os pedidos de ajuda alimentar continuam a existir”.

“Muitas pessoas consideram que a maior parte dos profissionais do setor já está a trabalhar, porque já há espetáculos a serem realizados, digressões, o mercado abriu. Mas, efetivamente, ainda não abriu totalmente, e há pessoas que continuam a não ter possibilidade de ter um sustento financeiro trabalhando nesta área”, alertou Rita Diedra, lembrando que, nos últimos dois anos, “houve muitos que acabaram por mudar de profissão, optando por outras áreas mais estáveis e que permitiam alguma segurança financeira”.

Com a chegada do verão e o regresso em pleno dos festivais de música, Rita Diedra acredita que “possa haver um decréscimo” de beneficiários da ajuda da UA. “Mas existem outras áreas que são muito difíceis, como a do circo. Continuam a não abrir e a ter, na mesma, dificuldades em poder continuar o seu trabalho”, alertou.

Há várias formas de poder ajudar a União Audiovisual. “Através do Facebook ou do Instagram dá para fazer donativos diretos. No nosso ‘site’ [https://uniaoaudiovisual.pt/] estão todas as formas em que é possível fazer donativos, quer através da entrega de bens alimentares nos sítios de recolha, quer donativos financeiros”, elencou Rita Diedra.

Além disso, vão sendo partilhadas nas contas da UA nas redes sociais “as iniciativas pontuais, que vão existindo em todo o país, em que há possibilidade de contribuir”.

A UA vai continuar a existir “enquanto houver pedidos” de ajuda, mas os voluntários desta associação estão a tentar que esta “não seja apenas para entregar cabazes”.

“Temos o objetivo de ajudar estes profissionais. Temos uma assistente social que trabalha connosco e nos ajuda a encontrar situações alternativas para alguns agregados. Somos um bocadinho psicólogos, terapeutas, consultores. Vamos manter esta associação numa perspetiva muito solidária, queremos dar continuidade ao trabalho tendo por base espírito de entreajuda, que não é só através de bens alimentares”, disse.

Para que tudo isso aconteça, a UA precisa “que continuem a existir donativos”.

LUSA/HN

Centro Hospitalar do Porto e Museu Nacional Soares dos Reis juntam arte e saúde

Centro Hospitalar do Porto e Museu Nacional Soares dos Reis juntam arte e saúde

A parceria prevê “ações de intervenção cultural em diferentes espaços do Hospital de Santo António, com os seus utentes e acompanhantes”, segundo a informação remetida pelo museu à Lusa.

Esta colaboração entre as duas instituições vizinhas centra-se “na capacidade de a arte ser utilizada para minimizar o impacto da doença e contribuir para a construção de um ambiente favorável”, e pretende aproximar “os profissionais do CHUP, os utentes e seus acompanhantes do Museu, que procura solidificar-se fora de portas”.

No âmbito desta iniciativa, serão expostas, em vários pontos do hospital, “fotografias de autor com pormenores de pinturas e esculturas de artistas como António Soares dos Reis, Artur Loureiro, Aurélia de Souza, Henrique Pousão, José Malhoa, Marques de Oliveira e Silva Porto, que fazem parte da exposição de longa duração do MNSR”.

“Os trabalhos fotográficos procuram tornar o espaço mais humanizado e ilustram detalhes de peças que transmitem sensações de relaxamento ou bem-estar”, destaca a nota.

Os utentes e acompanhantes do Centro de Cirurgia de Ambulatório e do Hospital de Dia de Oncologia terão acesso a um ‘voucher’ de 50% de desconto na entrada do Museu, que “deverá ser usado nos dias de cirurgia ambulatória ou tratamento”.

Estão também previstas atividades no Museu para os colaboradores do hospital e está “em curso” uma parceria com o serviço de pediatria com “atividades educativas para o público infantil, prosseguindo objetivos de humanização e de educação pela arte”.

Além destas iniciativas, o MNSR vai produzir “vídeos sobre as suas exposições e coleções que serão apresentados nos circuitos internos de vídeo do CHUP”.

NR/HN/LUSA