350 colaboradores da Sonae aceitaram o desafio da Liga Portuguesa Contra o Cancro

350 colaboradores da Sonae aceitaram o desafio da Liga Portuguesa Contra o Cancro

A iniciativa contou com 350 colaboradores das várias empresas Sonae, que, na semana em que se assinala o Dia Mundial do Cancro (4 de fevereiro), percorreram 5 km tirando partido dos espaços exteriores do parque empresarial onde se localiza a sede do grupo. Os participantes contribuíram, assim, com 1.750 quilómetros para o objetivo da LPCC de atingir 40.075 km, o equivalente ao perímetro da Terra, num ato simbólico para “dar a volta ao mundo” e “dar a volta ao cancro”.

A iniciativa, que contou com o apoio das marcas Continente, Sport Zone e Solinca, insere-se no programa de promoção da saúde e bem-estar dos colaboradores, que vai desde a implementação de medidas de flexibilidade laboral à disponibilização de serviços e infraestruturas do Sonae Campus que facilitam uma vida equilibrada.

“A saúde e bem-estar dos nossos colaboradores é uma prioridade para a Sonae e, como tal, não podíamos ficar indiferentes a esta iniciativa tão meritória. A prevenção é fundamental para a saúde física e mental de todos nós, pelo que esperamos que com este gesto simbólico, que teve uma adesão notável por parte das nossas colaboradoras e colaboradores, mais pessoas fiquem a conhecer o desafio da Liga Portuguesa Contra o Cancro e se juntem a este movimento”, afirma Eduardo Mendes, diretor de People & Leadership da Sonae.

O compromisso da Sonae com a saúde e bem-estar dos seus colaboradores “reflete-se na oferta alargada de espaços e serviços disponíveis no Sonae Campus, como ginásio, campos de futebol e de padel, ciclovia e bicicletas, análises clínicas e serviços de enfermagem, consultas de nutrição, serviços de conveniência (quiosque, lavandaria e engomadoria, centro de lavagem de viaturas, entregas de farmácia, etc.), cabeleireiro e centro de estética, um polo da Brave Generation Academy para os filhos de colaboradores, entre outros”, refere o grupo.

PR/HN/RA

Bayer quer integrar o top 10 de empresas líderes em oncologia em 2023

Bayer quer integrar o top 10 de empresas líderes em oncologia em 2023

A Bayer tem em consideração que o cancro não é apenas uma doença, mas tem muitas manifestações diferentes, e continua a investir em áreas com potencial para responder a necessidades adicionais não atendidas no cancro, incluindo radiofármacos direcionados, terapias-alvo, imuno-oncologia de nova geração, terapia celular oncológica, bem como abordagens de oncologia de precisão.

A Imuno-oncologia trouxe uma grande mudança à forma como a Bayer aborda o tratamento do cancro. Os cientistas da Bayer estão a desenvolver novas formas de reativar as defesas imunitárias do organismo contra as células cancerígenas e estão empenhados em alargar os benefícios a mais doentes. E a Bayer tem vindo a aplicar hoje a energia de precisão das partículas alfa para destruir seletivamente células tumorais – enquanto é reduzida drasticamente a exposição à radiação de células saudáveis.

“Cada pessoa é única; cada tumor é distinto. E é por isso que impulsionamos a investigação inovadora através de uma vasta gama de alvos e modalidades de tratamento do cancro. Para nos ajudar a continuar a realizar todo o potencial da ciência e da tecnologia, reunimos os principais investigadores mundiais para libertar o poder da colaboração numa rede global. Estamos empenhados em encontrar os objetivos de amanhã – fazer uma diferença duradoura no mundo da investigação do cancro. E com novas capacidades, estamos a procurar soluções para doenças que se pensava não terem tratamento durante anos”, refere Marco Dietrich, diretor-geral da Bayer em Portugal.

Espera-se que, nos próximos anos, a prevalência de doenças crónicas como doenças cardiovasculares ou cancro aumente drasticamente devido ao envelhecimento da população e uma classe média crescente com estilos de vida sedentários.

A Bayer tem-se focado em novas opções tratamento para doenças com necessidades médicas não atendidas, tais como cancro e doenças cardiovasculares, nomeadamente o cancro da próstata, que é um problema mundial de saúde, representando cerca de 3,5% de todas as mortes e mais de 10% das mortes por cancro. Em Portugal, o cancro da próstata é o mais frequente em homens com mais de 50 anos, afetando cerca de seis mil portugueses por ano.

PR/HN/RA

IQVIA alerta que 30 a 50% dos cancros são evitáveis

IQVIA alerta que 30 a 50% dos cancros são evitáveis

O cancro é a segunda maior causa de morte no país, contabilizando-se 28.393 mortes devido a tumores malignos em 2020, frisa a IQVIA.

De acordo com o seu Estudo Hospitalar Nacional, nos hospitais do SNS, entre 2017 e 2022, os gastos com medicamentos antineoplásicos aumentaram 9,6%, de 500 milhões de euros para 790 milhões. E a despesa com medicamentos antineoplásicos/imunomoduladores em Portugal representa 41% dos gastos totais nos hospitais públicos.

As soluções terapêuticas podem ser categorizadas em quatro classes: quimioterapia, imunoterapia, hormonoterapia e terapia dirigida.

HN/RA

Ministro da Saúde admite que rastreio do cancro do colo do útero não recuperou desde a pandemia

Ministro da Saúde admite que rastreio do cancro do colo do útero não recuperou desde a pandemia

“No caso do cancro da mama, o rastreio está francamente bem. Convocámos em 2022, 98% das mulheres elegíveis para esses rastreios. Esse é um resultado muitíssimo positivo”, declarou o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, à margem da cerimónia para assinalar o Dia Mundial do Cancro, que decorreu hoje de manhã no Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

No caso do rastreio do cancro do colo do útero, Manuel Pizarro assumiu que Portugal está ainda a recuperar.

“Francamente não conseguimos o nível de rastreio que havia antes da pandemia [da covid-19]. É um trabalho que estamos a fazer. Espero que 2023 seja já, desse ponto de vista, um ano de melhoria”.

Em relação ao rastreio do cancro colorretal, o ministro da Saúde admitiu que a situação é díspar no país, estando melhor no Norte do que nas restantes zonas nacionais.

“Estamos muito bem na região Norte, onde 85% das pessoas que deviam ser rastreadas, foram convocadas e mobilizadas para o rastreio. Estamos menos bem noutras regiões”, disse.

Manuel Pizarro defendeu, neste contexto, a criação de condições para expandir para o resto do país os “bons resultados” que existem na região Norte.

Questionado pelos jornalistas, o ministro da Saúde considerou que esta disparidade se poderá explicar “fundamentalmente por questões logísticas”, mas não descartou que possa ser também influenciada pela falta de profissionais no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Fundamentalmente, com questões logísticas, embora, por ventura, o tema dos profissionais também tenha o seu lugar. É um trabalho que estamos agora a fazer do ponto de vista técnico, perceber porque é que nuns sítios estamos melhor que noutros e procurar uniformizar com os melhores resultados”.

Segundo Manuel Pizarro, Portugal tem razões para se orgulhar do trabalho que está a fazer na luta contra o cancro e citou um estudo publicado esta semana, da OCDE e da Comissão Europeia, que indica que Portugal tem resultados que “comparam favoravelmente com a média europeia”.

“Resultados a todos os níveis. Na deteção precoce, no tratamento, na sobrevida dos doentes, no fundo é o resultado que mais importa. Isto é feito para as pessoas”, disse, observando, todavia, que temos espaço para melhorar e que “esse trabalho tem de continuar a ser feito”.

Pizarro esteve hoje nas cerimónias para assinalar o Dia Mundial do Cancro no Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro, com a presença de Fernando Araújo, CEO do SNS, participando na homenagem ao presidente da Direção Regional do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro, Vítor Veloso, pelos 20 anos de dedicação à instituição em regime de voluntariado e uma vida dedicada à oncologia e defesa dos direitos dos doentes.

LUSA/HN

Novo Centro de Mama do Hospital de São João com “mais qualidade e conforto”

Novo Centro de Mama do Hospital de São João com “mais qualidade e conforto”

“O que estas instalações trazem de novo, principalmente, é um aumento da qualidade no atendimento e no conforto para utentes e profissionais. Vamos ter mais gabinetes de trabalho pelo que poderemos fazer mais consultas”, disse o diretor do Centro de Mama do CHUSJ, José Luís Fougo.

O Centro de Mama do São João fez, em 2022, 14 mil consultas.

José Luís Fougo destacou que não existe atualmente lista de espera.

Em declarações aos jornalistas após uma visita do ministro da Saúde, Manuel Pizarro, o diretor adiantou que o hospital está a trabalhar para que seja possível abrir o novo centro de manhã e de tarde, bem como para “diversificar a oferta”, nomeadamente oferecendo consultas de cirurgia plástica.

Este novo centro substitui as instalações às quais esta sexta-feira Manuel Pizarro chamou de “contentores qualificados”, mas admitindo que “o desejo antigo por melhoria fazia sentido”.

O Centro de Mama do CHUSJ funcionou em contentores desde 2008.

Ao todo, a equipa conta com 48 profissionais, desde médicos de várias especialidades, como oncologistas cirúrgicos e radiologistas, enfermeiros, assistentes operacionais, técnicos e profissionais ligados à genética e anatomia patologica.

No que diz respeito a ganhos em tecnologia, José Luís Fougo adiantou que está à espera da instalação de um segundo mamografo.

O investimento nestas novas instalações foi de 395 mil euros.

LUSA/HN

Desvendadas alterações que aumentam risco de desenvolver cancro gástrico hereditário

Desvendadas alterações que aumentam risco de desenvolver cancro gástrico hereditário

Em comunicado, o instituto do Porto revela hoje que o estudo, publicado na revista Lancet Oncology, identificou as alterações no gene CDH1 que “especificamente aumentam o risco de desenvolvimento dos cancros associados à síndrome de cancro gástrico difuso hereditário”.

A síndrome de cancro gástrico difuso hereditário, causada por alterações no gene CDH1, afeta perto de 50 mil pessoas por ano em todo o mundo, sendo que os portadores dessas alterações apresentam um elevado risco de desenvolver cancro do estômago (homens) e da mama (mulheres) em idade jovem.

Quando conhecida a causa genética da doença, a prevenção e sobrevida dos doentes são maximizadas se o estômago ou mama forem removidos profilaticamente após os 18 anos e antes de a doença se manifestar.

Na investigação foram estudadas as diversas variantes que ocorrem no gene CDH1 e provado que “apenas as alterações que eliminam a produção de Caderina-E aumentam o risco de desenvolver cancro da mama e cancro do estômago”, esclarece, citada no comunicado, a investigadora Carla Oliveira.

A clarificação das variantes do gene da Caderina-E que acarretam maior propensão de desenvolver a síndrome e os tipos de cancro mais prevalentes permitem “repensar os critérios clínicos para teste genético, no sentido de melhorar a gestão clínica de famílias portadoras destas variantes”, salienta, também citado no comunicado, o primeiro autor do artigo, José Garcia-Pelaez.

“Ao clarificarmos as mutações especificas no gene CDH1 que constituem um risco real para o indivíduo e quais as mutações que não são preocupantes, conseguimos avançar com três novos critérios clínicos, a somar aos atualmente utilizados, que ajudarão a identificar famílias em risco”, acrescenta o investigador.

O estudo abrangeu dados de 854 doentes portadores de 398 variantes raras diferentes do gene CDH1, assim como mais de 1.000 familiares que foram seguidos clinicamente e desenvolveram cerca de 2.000 cancros, acrescenta Carla Oliveira, notando que este foi um “trabalho multicêntrico”, ao recorrer a dados de 29 laboratórios de 10 países europeus.

Para a realização do estudo, os investigadores recorreram ainda a informação dos testes genéticos e dados clínicos disponíveis na Rede Europeia de Referencia em Síndromes de Risco de Tumores (ERN-GENTURIS).

As conclusões deste estudo “permitem propor critérios clínicos mais assertivos que maximizam a identificação de famílias em risco para esta síndrome”, salienta também a investigadora.

Estes novos critérios clínicos serão validados entre pares na próxima reunião do consórcio do projeto que reúne especialistas internacionais e decorrerá no Porto em 2024.

“As implicações não são apenas no sentido preventivo individual, estamos a falar de uma síndrome de cancros hereditários, ou seja, que tem implicações familiares, afetando os doentes e, com grande probabilidade, também os seus familiares de sangue”, acrescenta Carla Oliveira, lembrando que o estudo pode ajudar inúmeras famílias a tomar decisões informadas para a gestão individual de risco.

Além dos parceiros europeus da ERN-GENTURIS, a investigação contou com a participação dos grupos de investigação “Population Genetics & Evolution” e “UnIGENe” do i3S, do Ipatimup Diagnósticos e de equipas do Centro Hospitalar Universitário de São João, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, IPO-Porto, GenoMed, Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra e Porto Comprehensive Cancer Centre Raquel Seruca.

LUSA/HN