Nuno Jacinto à frente da maior associação médica portuguesa (APMGF)

Nuno Jacinto à frente da maior associação médica portuguesa (APMGF)

O m√©dico Nuno Jacinto, especialista em medicina geral e familiar a exercer em √Čvora, foi o grande vencedor das elei√ß√Ķes para o tri√©nio de 2021/2023 da associa√ß√£o portuguesa de medicina geral e familiar (APMGF), a maior associa√ß√£o portuguesa da especialidade.

Nuno Jacinto, substitu√≠ no cargo Rui Nogueira, de Coimbra que dirigiu os destinos da associa√ß√£o nos √ļltimos tr√™s mandatos.

A lista Ser APMGF foi a mais votada nas elei√ß√Ķes para os √ďrg√£os Nacionais da Associa√ß√£o Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) realizadas neste s√°bado (21 de novembro), com 283 votos para a Dire√ß√£o Nacional, 277 para o Conselho Fiscal e 284 para a Mesa da Assembleia Geral. A lista concorrente, intitulada Nova APMGF, recolheu 218 votos para a Dire√ß√£o Nacional, 223 votos para o Conselho Fiscal e 217 votos para a Mesa da Assembleia Geral.

A Associa√ß√£o ter√°, assim, nos pr√≥ximos tr√™s anos √† frente da Dire√ß√£o Nacional Nuno Jacinto (presidente), acompanhado por Paula Broeiro, Susete Sim√Ķes e Ant√≥nio Luz Pereira (vice-presidentes), Nina Monteiro (secret√°rio), Gil Lopes (tesoureiro), Maria Concei√ß√£o Outeirinho (vogal), M√°rio Santos (vogal), Denise Velho (vogal), Ana Margarida Cruz (suplente), Clara Jasmins (suplente), Vera Pires da Silva (suplente), Andr√© Reis (suplente), Carlos Mestre (suplente), Carina Ferreira (suplente), In√™s Rosendo (suplente) e Joana Romeira Torres (suplente).

O presidente da Mesa da Assembleia Geral será José Mendes Nunes, secundado por Teresa Pascoal (primeiro-secretário), Rubina Correia (segundo secretário), Nuno Basílio (suplente) e José Machado Nunes (suplente). Já o Conselho Fiscal será constituído por Ana Castro Pereira (presidente), Edgar Vaz (primeiro-secretário), Maria Clara Ferreira (segundo-secretário), Miguel Ornelas Azevedo (suplente) e Catarina Bica (suplente).

‚Äú√Č, para n√≥s, motivo de alegria e de um grande orgulho a vit√≥ria nestas elei√ß√Ķes, para al√©m de um privil√©gio conseguirmos chegar √† Dire√ß√£o Nacional da APMGF. Temos, agora, uma responsabilidade enorme perante os s√≥cios que nos atribu√≠ram esta tarefa e perante todos os m√©dicos de fam√≠lia, de dignificar a nossa especialidade e a nossa Associa√ß√£o, em particular‚ÄĚ, garante Nuno Jacinto. O presidente eleito da APMGF fez ainda quest√£o de deixar algumas notas de reconhecimento: ‚Äúagrade√ßo o empenho de todos quantos estiveram envolvidos neste processo eleitoral, n√£o apenas das pessoas da minha lista, mas tamb√©m das que participaram na Lista Nova APMGF. Quero, tamb√©m, deixar uma palavra de agradecimento ao Dr. Rui Nogueira, pelas ideias que apresentou, pelo trabalho que fez ao longo dos √ļltimos anos e pelos tempos que pass√°mos na Dire√ß√£o Nacional‚ÄĚ.

Os desafios que se colocam √† APMGF at√© 2023 s√£o, no entender de Nuno Jacinto, imensos e complexos, mas n√£o assustam o grupo de s√≥cios que assumir√° as r√©deas da organiza√ß√£o: ‚Äúestamos cheios de vontade, ideias e for√ßa para trabalhar, queremos faz√™-lo o mais depressa poss√≠vel e envolver todos os colegas que estejam dispon√≠veis para colaborar connosco. Por isso, temos a certeza de que vamos levar esta miss√£o a bom porto!‚ÄĚ.

De norte a sul, passando pelas ilhas, a Associação escolhe representantes locais

Em paralelo √†s elei√ß√Ķes para os √ďrg√£os Nacionais, realizaram-se tamb√©m atos eleitorais para as delega√ß√Ķes distritais e regionais. Na Delega√ß√£o Regional da Madeira, a √ļnica lista candidata recolheu 15 votos a favor. Desta forma, a delegada regional ser√° Joana Quintal, que contar√° com o apoio dos vogais Francisco Macedo e Lu√≠sa Maia e da suplente Graciela Andrade. Nos A√ßores, a delegada regional eleita √© Tatiana Antunes, numa lista que obteve 28 votos e que inclui tamb√©m Andr√© Amaral (vogal), Isabel Sousa Martins (vogal), Maria Teresa Silva (vogal), Vanessa Amaral (vogal), Marta Borges (suplente) e Sara Trigo (suplente).

J√° no territ√≥rio continental, √† frente da Delega√ß√£o Distrital de Bragan√ßa ficar√° Raquel Meireles, cuja candidatura obteve 13 votos a favor e integra ainda Filipa Faria (vogal), Lu√≠s Miguel Nazar√© Pereira (vogal), V√Ęnia Diz (suplente), Joana Freire (suplente) e Manuel Gon√ßalves (suplente). Em √Čvora, a lista candidata ao sufr√°gio congregou 20 votos a favor e √© liderada por Helena Gon√ßalves (delegada distrital). Os restantes membros da delega√ß√£o ser√£o Helena Chantre (vogal), Solange Gomes (vogal), Jo√£o Ant√≥nio Marques (suplente) e David Manuel Rodrigues (suplente).

Para a Delega√ß√£o Distrital de Faro foram eleitos, com 9 votos a favor, Daniela Em√≠lio (delegada distrital), Joana Veloso (vogal), Filipa Henriques da Silva (vogal) e Igor Gl√≥ria (suplente). Em Viana do Castelo, a delegada distrital continuar√° a ser Sofia Azevedo, √† frente de uma equipa que engloba os colegas Maria de Lurdes de Matos (vogal), Andr√© Carvalho (vogal), Cristina Lima Alves (suplente) e Daniela Alves (suplente). Esta lista obteve 18 votos no Alto Minho. A APMGF volta tamb√©m a ter uma delega√ß√£o distrital ativa em Viseu, onde a √ļnica lista candidata conseguiu alcan√ßar 29 votos. Neste distrito do centro do pa√≠s a delegada distrital ser√° Carla Moreira, os vogais Maria Jo√£o Pinheiro e Tiago Sanches e os suplentes Jos√© Varandas e In√™s Carvalho Santos.

Healthnews

Nuno Jacinto eleito presidente da maior associação médica portuguesa

Nuno Jacinto eleito presidente da maior associação médica portuguesa

O m√©dico Nuno Jacinto, especialista em medicina geral e familiar a exercer em √Čvora, foi o grande vencedor das elei√ß√Ķes para o tri√©nio de 2021/2023 da associa√ß√£o portuguesa de medicina geral e familiar (APMGF), a maior associa√ß√£o portuguesa da especialidade.

Nuno Jacinto, substitu√≠ no cargo Rui Nogueira, de Coimbra que dirigiu os destinos da associa√ß√£o nos √ļltimos tr√™s mandatos.

A lista Ser APMGF foi a mais votada nas elei√ß√Ķes para os √ďrg√£os Nacionais da Associa√ß√£o Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) realizadas neste s√°bado (21 de novembro), com 283 votos para a Dire√ß√£o Nacional, 277 para o Conselho Fiscal e 284 para a Mesa da Assembleia Geral. A lista concorrente, intitulada Nova APMGF, recolheu 218 votos para a Dire√ß√£o Nacional, 223 votos para o Conselho Fiscal e 217 votos para a Mesa da Assembleia Geral.

A Associa√ß√£o ter√°, assim, nos pr√≥ximos tr√™s anos √† frente da Dire√ß√£o Nacional Nuno Jacinto (presidente), acompanhado por Paula Broeiro, Susete Sim√Ķes e Ant√≥nio Luz Pereira (vice-presidentes), Nina Monteiro (secret√°rio), Gil Lopes (tesoureiro), Maria Concei√ß√£o Outeirinho (vogal), M√°rio Santos (vogal), Denise Velho (vogal), Ana Margarida Cruz (suplente), Clara Jasmins (suplente), Vera Pires da Silva (suplente), Andr√© Reis (suplente), Carlos Mestre (suplente), Carina Ferreira (suplente), In√™s Rosendo (suplente) e Joana Romeira Torres (suplente).

O presidente da Mesa da Assembleia Geral será José Mendes Nunes, secundado por Teresa Pascoal (primeiro-secretário), Rubina Correia (segundo secretário), Nuno Basílio (suplente) e José Machado Nunes (suplente). Já o Conselho Fiscal será constituído por Ana Castro Pereira (presidente), Edgar Vaz (primeiro-secretário), Maria Clara Ferreira (segundo-secretário), Miguel Ornelas Azevedo (suplente) e Catarina Bica (suplente).

‚Äú√Č, para n√≥s, motivo de alegria e de um grande orgulho a vit√≥ria nestas elei√ß√Ķes, para al√©m de um privil√©gio conseguirmos chegar √† Dire√ß√£o Nacional da APMGF. Temos, agora, uma responsabilidade enorme perante os s√≥cios que nos atribu√≠ram esta tarefa e perante todos os m√©dicos de fam√≠lia, de dignificar a nossa especialidade e a nossa Associa√ß√£o, em particular‚ÄĚ, garante Nuno Jacinto. O presidente eleito da APMGF fez ainda quest√£o de deixar algumas notas de reconhecimento: ‚Äúagrade√ßo o empenho de todos quantos estiveram envolvidos neste processo eleitoral, n√£o apenas das pessoas da minha lista, mas tamb√©m das que participaram na Lista Nova APMGF. Quero, tamb√©m, deixar uma palavra de agradecimento ao Dr. Rui Nogueira, pelas ideias que apresentou, pelo trabalho que fez ao longo dos √ļltimos anos e pelos tempos que pass√°mos na Dire√ß√£o Nacional‚ÄĚ.

Os desafios que se colocam √† APMGF at√© 2023 s√£o, no entender de Nuno Jacinto, imensos e complexos, mas n√£o assustam o grupo de s√≥cios que assumir√° as r√©deas da organiza√ß√£o: ‚Äúestamos cheios de vontade, ideias e for√ßa para trabalhar, queremos faz√™-lo o mais depressa poss√≠vel e envolver todos os colegas que estejam dispon√≠veis para colaborar connosco. Por isso, temos a certeza de que vamos levar esta miss√£o a bom porto!‚ÄĚ.

De norte a sul, passando pelas ilhas, a Associação escolhe representantes locais

Em paralelo √†s elei√ß√Ķes para os √ďrg√£os Nacionais, realizaram-se tamb√©m atos eleitorais para as delega√ß√Ķes distritais e regionais. Na Delega√ß√£o Regional da Madeira, a √ļnica lista candidata recolheu 15 votos a favor. Desta forma, a delegada regional ser√° Joana Quintal, que contar√° com o apoio dos vogais Francisco Macedo e Lu√≠sa Maia e da suplente Graciela Andrade. Nos A√ßores, a delegada regional eleita √© Tatiana Antunes, numa lista que obteve 28 votos e que inclui tamb√©m Andr√© Amaral (vogal), Isabel Sousa Martins (vogal), Maria Teresa Silva (vogal), Vanessa Amaral (vogal), Marta Borges (suplente) e Sara Trigo (suplente).

J√° no territ√≥rio continental, √† frente da Delega√ß√£o Distrital de Bragan√ßa ficar√° Raquel Meireles, cuja candidatura obteve 13 votos a favor e integra ainda Filipa Faria (vogal), Lu√≠s Miguel Nazar√© Pereira (vogal), V√Ęnia Diz (suplente), Joana Freire (suplente) e Manuel Gon√ßalves (suplente). Em √Čvora, a lista candidata ao sufr√°gio congregou 20 votos a favor e √© liderada por Helena Gon√ßalves (delegada distrital). Os restantes membros da delega√ß√£o ser√£o Helena Chantre (vogal), Solange Gomes (vogal), Jo√£o Ant√≥nio Marques (suplente) e David Manuel Rodrigues (suplente).

Para a Delega√ß√£o Distrital de Faro foram eleitos, com 9 votos a favor, Daniela Em√≠lio (delegada distrital), Joana Veloso (vogal), Filipa Henriques da Silva (vogal) e Igor Gl√≥ria (suplente). Em Viana do Castelo, a delegada distrital continuar√° a ser Sofia Azevedo, √† frente de uma equipa que engloba os colegas Maria de Lurdes de Matos (vogal), Andr√© Carvalho (vogal), Cristina Lima Alves (suplente) e Daniela Alves (suplente). Esta lista obteve 18 votos no Alto Minho. A APMGF volta tamb√©m a ter uma delega√ß√£o distrital ativa em Viseu, onde a √ļnica lista candidata conseguiu alcan√ßar 29 votos. Neste distrito do centro do pa√≠s a delegada distrital ser√° Carla Moreira, os vogais Maria Jo√£o Pinheiro e Tiago Sanches e os suplentes Jos√© Varandas e In√™s Carvalho Santos.

Healthnews

Ser APMGF ‚Äď A necessidade de mudan√ßa

Ser APMGF ‚Äď A necessidade de mudan√ßa

Clara Jasmins
M√©dica de Fam√≠lia; Membro da candidatura da Lista ‚ÄúSer APMGF” para os √≥rg√£os sociais da APMGF no tri√©nio 2021-23.

Ser APMGF ‚Äď A necessidade de mudan√ßa

Sou parte integrante da atual Dire√ß√£o Nacional da APMGF e integro a lista Ser APMGF, candidata √†s elei√ß√Ķes da nossa Associa√ß√£o para o tri√©nio 2021-2023.

Estava no 2¬ļ ano do internato quando iniciei o meu percurso enquanto dirigente associativa e muito cresci com a equipa com quem tive oportunidade de trabalhar.

No entanto e como em qualquer projeto, ou – arrisco-me at√© a dizer – fam√≠lia, as opini√Ķes, as estrat√©gias de atua√ß√£o e at√© mesmo a vis√£o sobre o futuro nem sempre seguem as mesmas linhas. Temos viv√™ncias diferentes, refletimos tempos diferentes e tudo isto condiciona a nossa maneira de pensar e agir. Passados tr√™s anos, sinto que √© necess√°rio fazer diferente. Faz falta ser irreverente. Arriscar. Porque afinal, se tanta gente se queixa de um distanciamento cada vez maior da associa√ß√£o, porqu√™ temer a mudan√ßa?

Mas para arriscar √© preciso estar desapegado. Agir em prol de um bem maior por todos, mesmo que isso n√£o signifique vantagem para o pr√≥prio. √Č necess√°ria a experi√™ncia dos mais velhos e a irrever√™ncia dos mais novos, mas o esp√≠rito paternalista n√£o se deve impor.
Confesso que √© com satisfa√ß√£o que fa√ßo parte destas elei√ß√Ķes independentemente do seu resultado. Nunca se escreveu tanto sobre a nossa Associa√ß√£o como agora, sobre as necessidades dos m√©dicos de fam√≠lia, no que que pretendemos todos para o futuro. Certamente serviu tamb√©m para uma reflex√£o interna sobre o que fizemos bem e menos bem, o que leva uma equipa a dividir-se e a seguir caminhos distintos, certos de que o objetivo de cada um ser√° sempre melhorar a APMGF.

Sou Ser APMGF porque acredito numa Associa√ß√£o com menos ret√≥rica e mais ‚Äúm√£o na massa‚ÄĚ, porque sei que em equipa podemos fazer a diferen√ßa, porque somos m√©dicos de fam√≠lia e devemos orgulhar-nos da Associa√ß√£o que nos representa, n√£o s√≥ a n√≠vel socio-profissional, mas sobretudo como Sociedade Cient√≠fica da nossa especialidade. Mas para isso precisamos de contar com todos, com proximidade, sem interlocutores. Queremos ser acess√≠veis, simples, de igual para igual.

Queremos Ser APMGF: por todos e para todos os Médicos de Família!

 

A Nova APMGF, irá  manter e reforçar colaboração com a WONCA

A Nova APMGF, irá manter e reforçar colaboração com a WONCA

Ana Barata
M√©dica de Fam√≠lia; Membro da candidatura da Lista ‚ÄúNOVA APMGF‚ÄĚ para os √≥rg√£os sociais da APMGF no tri√©nio 2021-23.

A Nova APMGF, irá manter e reforçar colaboração com a WONCA

 

O ano de 2020 foi um ano de ‚Äúreviravolta‚ÄĚ para todos n√≥s – a nossa capacidade de execu√ß√£o, lideran√ßa e gest√£o foi posta √† prova atendendo todas as conting√™ncias que a pandemia trouxe consigo.

A n√≠vel internacional o impacto foi ainda mais marcante‚Ķ no decorrer do ano viu-se como os v√°rios sistemas de sa√ļde se organizaram para responder √†s necessidades e, nesse contexto, a rede mundial de m√©dicos de fam√≠lia ainda se tornou mais forte. A organiza√ß√£o mundial de m√©dicos de fam√≠lia, WONCA, tem vindo a desenvolver solu√ß√Ķes √† dist√Ęncia atrav√©s de webinars, de modo a promover a continuidade de transmiss√£o e de discuss√£o de conhecimentos e evid√™ncias. Atrav√©s dos seus grupos de estudo, a WONCA tem vindo a procurar ir ao encontro das necessidades locais e globais, ao mesmo tempo que estabelece la√ßos mais fortes com outras organiza√ß√Ķes, como √© o caso da Organiza√ß√£o Mundial de Sa√ļde.

No √Ęmbito dos internos e jovens m√©dicos de fam√≠lia, √© certo que algumas atividades foram bastante prejudicadas com todo este contexto, nomeadamente os interc√Ęmbios que, infelizmente, tiveram de ser suspensos. No entanto, tamb√©m se procuraram desenvolver iniciativas din√Ęmicas que v√£o desde webinars ao estabelecimento de grupos de apoio para internos e jovens m√©dicos de fam√≠lia.

Integrando a Nova APMGF, ser√° uma das miss√Ķes desta lista a manuten√ß√£o da colabora√ß√£o com a WONCA, tanto a n√≠vel mundial, como a n√≠vel da WONCA Europe, WONCA CIMF (Confederaci√≥n Iberoamericana de Medicina Familiar), bem como do grupo de internos e jovens m√©dicos de fam√≠lia, nomeadamente o grupo representativo da regi√£o europeia da WONCA – Movimento Vasco da Gama.

Na Nova AMPGF iremos tamb√©m procurar alargar e refor√ßar parcerias com sociedades cong√©neres internacionais de m√©dicos de fam√≠lia, especialmente com a sociedade espanhola, semFYC. Procuraremos simultaneamente promover o desenvolvimento da Medicina Geral e Familiar nos diferentes pa√≠ses, particularmente nos PALOP, visando o estabelecimento e o refor√ßo dos cuidados de sa√ļde prim√°rios em todos os pa√≠ses.

Acreditamos na Medicina Geral e Familiar. Acreditamos que com a equipa da Nova APMGF iremos conseguir trabalhar a nível internacional para uma Medicina Geral e Familiar abrangente e de qualidade.

 

Nova APMGF ‚Äď Renovar e Crescer ‚ÄúMais Perto de Ti‚ÄĚ

Nova APMGF ‚Äď Renovar e Crescer ‚ÄúMais Perto de Ti‚ÄĚ

Nelson Rodrigues
Membro da candidatura da Lista ‚ÄúNOVA APMGF‚ÄĚ para os √≥rg√£os sociais da APMGF no tri√©nio 2021-23.

Nova APMGF ‚Äď Renovar e Crescer ‚ÄúMais Perto de Ti‚ÄĚ

A nossa candidatura aos √≥rg√£os diretivos nacionais prop√Ķe para o tri√©nio 2021-2023, no seu programa, 12 eixos fundamentais de atua√ß√£o.
O primeiro, e certamente o mais importante, tem o foco numa ligação mais familiar, como a nossa especialidade, mais perto dos sócios; de ti. Consideramos este vínculo prioritário e fundamental para se cumprir verdadeiramente o projeto associativo. Apoiar-te-emos mais!
A nossa vontade é fomentar a tua participação nas várias atividades associativas, disponibilizando suporte às tuas necessidades no exercício clínico e carreira médica, designadamente, quanto a dificuldades éticas e legais.
Elaboraremos um cronograma de atividades e iniciativas com as tuas sugest√Ķes. Criaremos um Gabinete de Provedoria para te auxiliar e esclarecer a n√≠vel √©tico-legal.
Para que este desejo seja uma realidade vota ‚ÄúNova APMGF ‚Äď Renovar e Crescer‚ÄĚ.

SER APMGF, ou uma NOVA APMGF? O debate entre as duas listas candidatas à maior sociedade médica em Portugal

SER APMGF, ou uma NOVA APMGF? O debate entre as duas listas candidatas à maior sociedade médica em Portugal

Decorreu esta sexta-feira pelas 21h o debate promovido pela HealthNews entre as duas listas candidatas √† presid√™ncia da Associa√ß√£o Portuguesa de Medicina Geral e M√©dicos de Fam√≠lia (APMGF), a maior associa√ß√£o m√©dica portuguesa de especialidade. De um lado esteve Rui Nogueira, atual presidente da APMG e candidato √† presid√™ncia pela Nova APMGF, e do outro Nuno Jacinto, candidato a presidente pela SER APMGF; a jornalista Teresa Dias Mendes foi a moderadora do debate. As elei√ß√Ķes decorrem dia 21 de novembro.

O in√≠cio do debate fica marcado pela defini√ß√£o da atual situa√ß√£o do pa√≠s e da APMGF perante a atual pandemia de Covid-19, bem como pela manifesta√ß√£o de surpresa face √† candidatura concorrente de Nuno Jacinto e da SER APMGF. Para Rui Nogueira, atual presidente da associa√ß√£o, a resposta deficiente √† pandemia √© fruto de uma falta de prepara√ß√£o para a segunda vaga e da falta de ‚Äúvontade pol√≠tica em investir nos cuidados de sa√ļde prim√°rios‚ÄĚ, que enfrentam ‚Äúfalta de recursos, excesso de trabalho e listas sobredimensionadas de doentes‚ÄĚ.

J√° Nuno Jacinto, candidato pela oposi√ß√£o √† atual dire√ß√£o, queixa-se do tempo que os m√©dicos de fam√≠lia passam ao telefone por causa da Covid-19, e de ser ‚Äúo parente pobre do SNS‚ÄĚ. ‚Äú√Č preciso esclarecer que h√° tarefas que n√£o devem ser efetuadas pelos m√©dicos de fam√≠lia, como os contactos telef√≥nicos, que nos roubam tempo infinito de atividade assistencial e das nossas atividades, porque este atendimento √© feito quando estamos de f√©rias, de fim-de-semana e √†s vezes fora de horas. Nunca aconteceu em nenhuma outra doen√ßa seguirmos um doente assintom√°tico que, apesar de positivo, nunca teve sintomas, para fazermos um registo e mias um processo administrativo‚ÄĚ, explicou enfatizando ainda a falta de recursos humanos nos sistemas de cuidados prim√°rios e concordando com a necessidade de reajustar as listas de utentes.

Outro dos pontos quentes do debate aconteceu perto do fim do mesmo, quando Nuno Jacinto se pronunciou sobre a proposta da sua lista de limitar o n√ļmero de mandatos do presidente da APMGF para apenas dois, uma medida que, de acordo com Rui Nogueira, faz tamb√©m parte da revis√£o dos estatutos proposta pela Nova APMGF.

Na discuss√£o, o Rui Nogueira fez quest√£o de lembrar uma proposta de redu√ß√£o da atividade da associa√ß√£o feita pelo seu advers√°rio que acusou de ‚Äúdesinvestir‚ÄĚ na associa√ß√£o e de construir depois uma outra lista. ‚ÄúComo √© que antes n√£o tinham tempo e agora apareceram com outra lista?‚ÄĚ, deixou escapar o atual presidente.

‚ÄúAchamos que tem que haver rotatividade no exerc√≠cio de cargos. Tudo o que foi debatido √© bastante interessante, mas temos que recordar que o Dr. Rui √© presidente h√° j√° dois mandatos, e parece-nos estranho que queira inovar no seu terceiro mandato tentadno descolar do que foi a realidade desta dire√ß√£o nacional. Porque √© que esta abertura e esta integra√ß√£o n√£o aconteceram antes? Porque √© que n√£o se tratou de disseminar a associa√ß√£o e estas delega√ß√Ķes antes? Esta quest√£o da limita√ß√£o de mandatos fomenta tamb√©m as ideias novas que √© muito de salutar. Como vimos aqui hoje, seja quem for o vencedor, o caminho vai ser claramente diferente‚ÄĚ, explicou Nuno Jacinto referindo-se √† limita√ß√£o de mandatos.

Rui Nogueira justificou a terceira candidatura com a situação anormal vivida em Portugal com a pandemia de Covid-19.

Outra das quest√Ķes enfatizadas no debate, sobretudo pelo atual presidente, √© a da investiga√ß√£o cient√≠fica. Rui Nogueira acredita que a investiga√ß√£o cient√≠fica √© ‚Äúpobre‚ÄĚ em Portugal, e que tem que ser apoiada ‚Äúcom medidas concretas, com investimento e a cria√ß√£o de condi√ß√Ķes para que se considere a pr√≥pria investiga√ß√£o como uma tarefa fundamental ao desenvolvimento cient√≠fico do m√©dico de fam√≠lia‚ÄĚ.

Para tal, na APMGF a solu√ß√£o passa por tornar os centros de cuidados de sa√ļde prim√°rios em unidades formadoras ‚Äúcom capacidade de desenvolver o conhecimento e atrair novos colegas‚ÄĚ.

Nuno Jacinto, por outro lado, preferiu focar-se na quest√£o da comunica√ß√£o interna da associa√ß√£o e, face √† proposta da lista advers√°ria de criar uma ‚Äúprovedoria do m√©dico de fam√≠lia‚ÄĚ, defende que n√£o existe necessidade de cria√ß√£o de tal √≥rg√£o, apenas que os √≥rg√£os sociais da APMGF tenham capacidade para escutar todos os m√©dicos de fam√≠lia.

Quanto √† carreira m√©dica, Rui Nogueira fez quest√£o de salientar o trabalho de reaprecia√ß√£o da mesma que est√° neste momento a ser desenvolvido. Para o atual presidente da APMGF, √© fundamental voltar a aposta na carreira m√©dica ‚Äúque deve ser abrangente e incluir todos os m√©dicos dentro e fora do SNS‚ÄĚ.

O presidente salutou ainda a velocidade com que s√£o feitos os concursos de provimento, mas acredita que o SNS precisa de encontrar condi√ß√Ķes para atrair m√©dicos de fam√≠lia rec√©m-formados ‚Äúmais exigentes‚ÄĚ.

Uma vis√£o partilhada por Nuno Jacinto que explicou que ‚ÄúColocar um jovem m√©dico especialista num sitio que n√£o tem as condi√ß√Ķes m√≠nimas: n√£o tem uma equipa funcional, uma lista de utentes sobredimensionada, sem tempo para fazer investiga√ß√£o, sem capacidade para formar internos, sem condi√ß√Ķes para crescer, torna muito dif√≠cil fazer algu√©m aceitar um desafio destes‚ÄĚ, aspetos importantes al√©m da remunera√ß√£o e que t√™m de ser contrariados.

O cen√°rio √© preocupante para o Sistema Nacional de Sa√ļde, sobretudo porque, como avan√ßou Rui Nogueira, o SNS est√° a perder m√©dicos de fam√≠lia: ‚ÄúVamos ter 500 aposentados no pr√≥ximo ano, e no ano seguinte mais 500, e este ano outros 500. Num curto espa√ßo de tr√™s anos o SNS vai perder quase 30% dos m√©dicos de fam√≠lia, o que n√£o √© poss√≠vel. Tem que haver uma pol√≠tica de investimento. Temos que redimensionar e reestruturar esta maneira de gerir utilizada nos √ļltimos anos, porque n√£o e poss√≠vel dar a volta a 1500 sa√≠das sem garantias de que conseguimos colocar 1.500 m√©dicos no seu lugar. O SNS est√° a perder mais de 20% dos m√©dicos que forma a cada ano.

‚ÄúEm vez de renovarmos estas sa√≠das, que n√£o nos permitira crescer mas sim manter os meios, estamos a diminuir a nossa capacidade‚ÄĚ, acrescentou o presidente da associa√ß√£o em concord√Ęncia com Nuno Jacinto que aproveitou a deixa para se manifestar contra a organiza√ß√£o das Unidades de Sa√ļde Familiar e Centros de Sa√ļde. ‚ÄúUma das nossas lutas √© que n√£o pode haver esta separa√ß√£o remunerat√≥ria [entre USF e UCSP], mas as equipas podem evoluir. Porque √© que estas equipas est√£o restritas as medicos, enfermeiros e assistentes t√©cnicos? N√£o √© algo que fa√ßa muito sentido. A chave passa precisamente pela quest√£o da proximidade. As elei√ß√Ķes j√° tiveram esse m√©rito de fazer mudar as ideias e reabrir a quest√£o. Do nosso ponto de vista, a APMGF n√£o precisa de uma estrutura cada vez mais complexa quando muitas vezes nem consegue por a funcionar a que tem‚ÄĚ.

Nuno Jacintou teceu ainda cr√≠ticas √† organiza√ß√£o interna da associa√ß√£o, mais concretamente ao departamento de internos onde julga faltar a realiza√ß√£o de um espa√ßo de discuss√£o de internos e para o qual a cria√ß√£o de mais um √≥rg√£o n√£o √© a solu√ß√£o. A SER APMFG defende uma associa√ß√£o mais descomplicada, menos burocr√°tica e mais ‚Äúfamiliar‚ÄĚ, pelas palavras de Nuno Jacinto.

‚ÄúA associa√ß√£o tem que extravasar a sua dire√ß√£o nacional, que tem que delegar e ser capaz de por todos os colegas a trabalhar. Criar uma estrutura complexa, segmentada e dividida n√£o nos parece o caminho certo quando n√£o fomos capazes de manter o funcionamento daquilo que temos com a vitalidade desej√°vel‚ÄĚ, elucidou o candidato da lista SER.

‚ÄúA NOVA APMGF est√° a olhar para o futuro. Estamos a criar n√£o estruturas, mas maneiras de trabalhar para o futuro. Temos o departamento de internos, mas queremos que este seja um conselho nacional. Queremos um conselho grande, com iniciativas, que apoiamos no que intenderem fazer, sejam encontros nacionais ou regionais. N√£o √© uma quest√£o de estruturas, trata-se de dar apoio‚ÄĚ, contrap√īs o atual presidente exemplificando o sucesso de medidas semelhantes, como os grupos de estudo.

Texto de Jo√£o Ruas Marques