Biden anuncia medidas para facilitar acesso de mulheres que querem abortar a medicamentos

Biden anuncia medidas para facilitar acesso de mulheres que querem abortar a medicamentos

O presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou hoje a implementação de uma série de medidas para facilitar o acesso das mulheres que pretendem abortar a medicamentos, bem como novas garantias de proteção para as farmácias que vendem esta medicação.

A decisão foi anunciada por Joe Biden numa comunicação que feita por ocasião dos 50 anos da decisão “Roe v. Wade”, que desde 1973 protegia federalmente o direito ao aborto até 23 semanas de gestação.

Em junho do ano passado o Supremo Tribunal dos EUA, que conta atualmente com uma ampla maioria conservadora, viria a anular esta decisão e a deixar nas mãos de cada Estado as políticas relativas ao aborto.

Contudo, o Governo federal norte-americano goza de certos poderes, como os que foram aproveitados este domingo por Biden, que ordenou ao Ministério da Saúde e Serviços Humanos que criasse um novo guia de apoio a fornecedores e farmácias para distribuir aos pacientes os medicamentos de que necessitam, refere a agência noticiosa Europa Press.

Da mesma forma, o memorando presidencial também determina um novo guia para garantir um acesso seguro a estes medicamentos nas farmácias “livres de ameaças e violência”.

O presidente lamentou que a decisão do Supremo Tribunal “tire ao povo norte-americano um direito constitucional”, apesar de “as mulheres poderem tomar estas decisões profundamente pessoais sem interferência política”.

“No entanto, os republicanos no Congresso e em todo o país continuam a insistir na proibição do aborto a nível nacional, a criminalizar médicos e enfermeiros e a dificultar o acesso aos métodos contracetivos. É perigoso, extremista e completamente alheio à realidade”, lamentou Biden.

Por último, o presidente dos Estados Unidos voltou a pedir que se dê luz verde a uma iniciativa para codificar todas as proteções previstas na decisão “Roe V. Wade” sob a forma de lei federal como “a única forma de garantir o direito de escolha das mulheres em todos os estados do país”.

NR/HN/LUSA

Covid-19: Taiwan oferece ajuda à China para responder à vaga de casos

Covid-19: Taiwan oferece ajuda à China para responder à vaga de casos

A ilha democrática de Taiwan, com uma população de 24 milhões de habitantes, está sob constante ameaça de invasão pela China, que a vê como parte do território a ser recuperada um dia, se necessário pela força.

Num discurso pacífico, Tsai Ing-wen (na imagem) disse que os taiwaneses estavam “prontos a fornecer a assistência necessária com base em preocupações humanitárias” a Pequim, “enquanto houver necessidade”.

A Presidente acrescentou esperar que, com esta ajuda, “mais pessoas deixassem de estar doentes e a tivessem um Ano Novo seguro”, de acordo com a agência de notícias France-Presse.

A China enfrenta uma vaga de casos de covid-19, na sequência do fim abrupto da política “zero covid” no mês passado, três anos depois dos primeiros casos terem surgido na cidade de Wuhan (centro), no final de dezembro de 2019.

A política chinesa “zero covid” permitiu uma ampla proteção da população desde 2020, graças a testes de despistagem generalizados, monitorização rigorosa dos movimentos e confinamento e quarentena obrigatórios com a deteção de casos.

Estas medidas, que isolaram largamente a China do resto do mundo, infligiram um duro golpe à segunda maior economia do mundo. Nos últimos meses, levaram a uma crescente frustração pública e a protestos antigovernamentais invulgares.

No discurso televisivo de Ano Novo, no sábado, o Presidente chinês, Xi Jinping, disse que a “luz da esperança está à frente”, à medida que a prevenção e controlo da epidemia entra “numa nova fase”.

Mas Xi Jinping também disse, numa outra intervenção na sexta-feira, que Pequim tinha “lutado resolutamente contra as tentativas dos separatistas de alcançar a “independência de Taiwan” e a intervenção de forças externas para o conseguir.

As relações entre Taiwan e a China deterioraram-se em 2022, quando Pequim intensificou a pressão militar, diplomática e económica sobre a ilha autónoma. Em agosto, Pequim encenou exercícios militares maciços perto da ilha para protestar contra uma visita a Taipé pela presidente cessante da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos Nancy Pelosi.

No tradicional discurso de Ano Novo, Tsai disse que as atividades militares chinesas em torno de Taiwan “não ajudaram” a manter as relações entre os dois lados.

“A guerra nunca foi uma opção para resolver problemas. Só o diálogo, a cooperação e o objetivo comum de promover a estabilidade e o desenvolvimento na região podem fazer com que mais pessoas se sintam seguras e felizes”, disse.

Uma missão comum a Taiwan e à China em 2023 é “restaurar intercâmbios saudáveis e sustentáveis pós-pandémicos entre pessoas de ambos os lados” do estreito de Taiwan, acrescentou.

“Temos também o dever comum de manter a paz e a estabilidade no estreito de Taiwan e na região”, defendeu Tsai Ing-wen.

NR/HN/LUSA

Covid-19: Aeroportos europeus lamentam restrições unilaterais para quem vem da China

Covid-19: Aeroportos europeus lamentam restrições unilaterais para quem vem da China

Os aeroportos “consideram que testar viajantes da China e/ou impor outras restrições aos viajantes da China não é cientificamente justificado ou baseado em riscos”, lembrando que isso mesmo disse expressamente o Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC), em comunicado.

As medidas que estão a ser aplicadas por alguns países, incluindo da União Europeia, como Itália, França e Espanha, e por terceiros “estão em desacordo com toda a experiência e evidência obtidas nos últimos três anos”, denunciou a ACI Europe.

“A ineficácia das restrições internacionais em viagens para prevenir a propagação da covid-19 e as suas variantes preocupantes foi inequivocamente reconhecida tanto pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças como pela Organização Mundial de Saúde (OMS)”, lê-se na nota.

A ACI Europe considera que “o foco deveria estar em aumentar a sequenciação do vírus de forma a identificar potenciais novas variantes e fazer a vigilância”.

Neste contexto, recordam que a Comissária Europeia para a Saúde, Stella Kyriakides, convidou esta semana, numa carta dirigida aos Ministros da Saúde, os Estados da UE a aumentarem as orientações de vigilância, por exemplo, sequenciando amostras para detetar novas variantes.

A Comissão Europeia sublinhou esta semana a importância da “coordenação” das medidas nacionais entre os 27, face à emergência de infeções por coronavírus na China.

“Temos de agir em conjunto e vamos continuar as nossas discussões (…). A coordenação das respostas nacionais a sérias ameaças transfronteiriças para a saúde é essencial”, afirmou a Comissão Europeia no Twitter, na quinta-feira, no final de uma reunião do Comité de Segurança da Saúde para discutir a situação com os Estados-membros.

A Comissão não propôs qualquer protocolo específico para os viajantes oriundos da China, como fizeram países como Espanha, Itália, França, Índia, Taiwan, Coreia do Sul, Malásia, Japão ou Estados Unidos, embora Bruxelas tenha salientado que, na reunião que decorreu na quinta-feira, “alguns Estados-Membros propuseram medidas como testes aleatórios aos viajantes”.

“Mais uma vez estamos a afundar-nos numa manta de restrições de viagem injustificadas e descoordenadas, que não têm base científica”, disse Olivier Jankovec, diretor-geral da ACI Europe.

A China vive uma vaga sem precedentes de infeções pelo coronavírus responsável pela doença respiratória covid-19, agravada desde que pôs fim, abruptamente no início de dezembro, às fortes restrições, com confinamentos e testes aleatórios.

As estatísticas oficiais indicam mais de 7.000 novos casos hoje e apenas uma morte ligada à covid, mas estes dados são considerados desfasados da realidade, até face ao registo de hospitais e morgues sobrelotadas há semanas.

NR/HN/LUSA

 

Covid-19: Marrocos proibe entrada a quem venha da China

Covid-19: Marrocos proibe entrada a quem venha da China

O Ministério dos Negócios Estrangeiros marroquino explicou, num comunicado, que o país está a acompanhar de perto a evolução da pandemia na China nas últimas semanas e anunciou esta medida, que vai mais longe do que outros países que se limitaram a impor restrições como testes aos passageiros e tripulações vindos daquele país asiático.

“Para evitar as consequências de uma nova onda de infeções em Marrocos, as autoridades marroquinas decidiram proibir a entrada em território nacional de todos os viajantes procedentes da China, independentemente da sua nacionalidade”, lê-se na nota.

A medida “não afeta de forma alguma a estreita amizade entre os dois povos e a parceria estratégica entre os dois”, salvaguarda o Governo marroquino.

A situação de saúde em Marrocos está controlada, com o registo oficial hoje de 47 novos casos, o que eleva o número total de infeções desde o início da pandemia para 1.271.595 pessoas.

Alguns inquéritos realizados pelas autoridades de saúde na China indicam que até 60% da população de algumas localidades foi infetada recentemente com SARS-CoV-2, mas têm minimizado a perigosidade das variantes ativas do coronavírus.

A Organização Mundial de Saúde manifestou “preocupação” com a evolução da covid-19 na China e pediu, após uma reunião hoje, às autoridades chinesas que informassem regularmente e em tempo real sobre a situação epidemiológica no país.

Pequim respondeu que partilha os seus dados “de forma aberta, oportuna e transparente” desde o início da pandemia.

A China vive uma vaga sem precedentes de infeções pelo coronavírus responsável pela doença respiratória covid-19, agravada desde que pôs fim, abruptamente no início de dezembro, às fortes restrições, com confinamentos e testes aleatórios.

As estatísticas oficiais indicam mais de 7.000 novos casos hoje e apenas uma morte devido à covid-19, mas estes dados são considerados desfasados da realidade, até face ao registo de hospitais e morgues sobrelotadas há semanas.

Países como Espanha, Itália, França, Índia, Taiwan, Coreia do Sul, Malásia, Japão ou Estados Unidos estão a impor medidas sanitárias para os viajantes que chegam da China, nomeadamente testes à chegada aos seus aeroportos.

O Governo português está a preparar medidas de controlo da covid-19 para passageiros provenientes da China, a implementar caso sejam necessárias, anunciou sexta-feira o ministro da Saúde, recusando “alarmismos” face ao recente aumento de infeções na população chinesa.

Segundo disse esta sexta-feira o governante, o executivo está a acompanhar a evolução da covid-19 na China, que “constitui um motivo de preocupação”, mantendo um “diálogo estreito com os outros países europeus, designadamente no quadro da União Europeia e com os organismos sanitários internacionais”.

NR/HN/LUSA

 

Secretário-geral do PCP diz que “há dinheiro e não é pouco” para a saúde

Secretário-geral do PCP diz que “há dinheiro e não é pouco” para a saúde

“Não há dinheiro? Há e não é pouco. Se há 55% do Orçamento do Estado destinado à Saúde que está desde já encaminhado para os grupos económicos do negócio da doença, como é que não há dinheiro?”, questionou Paulo Raimundo, quando discursava em Braga, no jantar de fim de ano, perante cerca de três centenas de apoiantes.

O secretário-geral dos comunistas afirmou que “não vale a pena andarem a derramar lágrimas de crocodilo”, salientando que “o que é preciso e urgente, é a valorização dos profissionais de saúde”.

“Com direitos, carreira, formação, reconhecimento e respeito. Criar condições também materiais para a sua dedicação exclusiva à causa pública do Serviço Nacional de Saúde. É por aqui que temos de ir, garantir médico de família a mais de um milhão de pessoas que ainda não o têm, estancar a sangria de recursos humanos e técnicos do Serviço Nacional de Saúde para a saúde privada”, defendeu Paulo Raimundo.

O líder comunista frisou que na saúde “todos os dias há problemas, novos ataques e justificações para novos golpes”, dando o exemplo do que se passa no distrito de Braga neste setor.

“Aqui [distrito de Braga] estamos confrontados com a ameaça de encerramento da maternidade de Famalicão, com a necessidade de novas instalações para o Hospital de Barcelos, centros de saúde fechados, como é o caso de Belinho, em Esposende, ou o urgente reforço de meios e ampliação das instalações do Hospital de Braga”, descreveu Paulo Raimundo.

Outro dos pontos abordado pelo dirigente comunista no seu discurso foi “o facto” de os portugueses pagarem e os lucros aumentarem.

“E o que fazer perante o facto: nós a pagar e os lucros a aumentar. 18,4 % de inflação nos bens alimentares, acrescente-se as margens de lucros sempre a crescer e veja-se o resultado final, preço do cabaz alimentar com uma subida extraordinária e os lucros da distribuição como há muito não se viam; podíamos estender a afirmação à luz, ao gás, à habitação, e por aí fora”, destacou o secretário-geral do PCP.

Nesse sentido, Paulo Raimundo defendeu “que se avance para o controlo de preços de bens alimentares, para o IVA a 6% na eletricidade, no gás e em todos os alimentos e IVA a 13% nas telecomunicações”.

“É ou não justo que o aumento do custo de vida não pese tanto sobre quem menos tem e quem vive do trabalho? Não é só justo como é urgente”, sustentou o líder comunista.

Paulo Raimundo defendeu também a aplicação de uma taxa de 35% a empresas de vários setores.

“E nós a trabalhar, a sermos empurrados para a pobreza e um punhado a encher-se como se não houvesse amanhã. É justo? Para cada um de nós os sacrifícios, enquanto uns poucos se abotoam e aproveitam isto tudo. E taxar os lucros dos grupos económicos, na energia, na distribuição, mas também na banca e nos seguros, com uma taxa de 35%? Isso sim era de valor, isso sim permitia dar combate à gritante desigualdade que vivemos”, defendeu o secretário-geral do PCP.

O líder comunista afirmou ainda que “há mais de dois milhões de pessoas em situação de pobreza, 388 mil das quais crianças e 700 mil trabalham todos os dias e mesmo assim não conseguem sair dessa situação”.

“O que é isto? É isto uma sociedade moderna e avançada? É que dois milhões correspondem a mais de 20% da sociedade, 388 mil crianças são uma em cada quatro, 700 mil trabalhadores são perto de 18% de todos os trabalhadores, é este o presente e o futuro que têm para nos oferecer? Aumentem-se os salários, as reformas, as pensões e os apoios sociais. Fixe-se o salário mínimo em 850 euros, aumentem-se as pensões em 8% no mínimo de 50 euros, acabe-se com as injustiças e as desigualdades. Isto sim são opções de futuro”, vincou Raimundo.

NR/HN/LUSA

 

Mais de 10.000 manifestantes protestam em Madrid contra privatização da saúde

Mais de 10.000 manifestantes protestam em Madrid contra privatização da saúde

No protesto, que juntou partidos políticos e diversos sindicatos, os manifestantes gritaram palavras de ordem contra “os cortes e as privatizações”, defendendo “o serviço público de saúde” e culpando o governo regional de Madrid, liderado por Isabel Díaz Ayuso (do Partido Popular), pela situação “precária” do setor.

“A saúde pública que eles (a Comunidade de Madrid) reivindicam não é saúde, nem é pública. Não é saúde porque, na verdade, é um negócio, (…) e não é público porque está parasitado”, argumentou Carmen Esbrí, porta-voz do MEDSAP, citada pelas agências internacionais.

Esbrí explicou que abrir pontos de cuidados continuados “sem profissionais de saúde” é como “abrir um aeroporto sem aviões”.

“Como podemos ter unidades básicas com carências, com poucas equipas? Como seremos capazes de cuidar dos nossos idosos e das nossas crianças?”, questionou a porta-voz sindical.

A resposta do comité de saúde pública de Madrid é investir mais nos cuidados básicos, aplicando até 25% do orçamento para o setor, para contratar mais profissionais de saúde.

A porta-voz do partido regional Más Madrid, Mónica García, criticou a “incapacidade” de Díaz Ayuso para “chegar a soluções”, a quem acusa de não ser capaz de dialogar com os profissionais de saúde e de ignorar as reais necessidades do setor.

“Dizemos à senhora Ayuso o que temos dito há meses: não se brinca com a saúde. Os médicos estão a proteger-nos. O que o governo da Comunidade de Madrid tem de fazer é, basicamente, sentar-se com os médicos da mesma forma e com a mesma desenvoltura com que se senta com os fundos de investimento”, disse García.

A porta-voz da secção de Madrid do movimento Unidas Podemos, Alejandra Jacinto, pediu a Ayuso para parar de “torturar” médicos e pediatras, acusando-a de “manifestar arrogância” na forma como aprova os orçamentos regionais.

NR/HN/LUSA