Supremo dos EUA anula direito constitucional ao aborto no país

Supremo dos EUA anula direito constitucional ao aborto no país

Os juízes da mais alta instância judicial norte-americana, atualmente com uma maioria conservadora, decidiram anular a decisão do processo “Roe vs. Wade”, que, desde 1973, protegia como constitucional o direito das mulheres ao aborto.

Esta decisão não torna ilegais as interrupções da gravidez, mas devolve ao país a situação vigente antes do emblemático julgamento, quando cada Estado era livre para autorizar ou para proibir tal procedimento.

LUSA/HN

SMZS alerta que cuidados de saúde materno-infantil estão em risco e acusa ministério de ignorar “sinais de alarme”

SMZS alerta que cuidados de saúde materno-infantil estão em risco e acusa ministério de ignorar “sinais de alarme”

O sindicato alertou hoje que a “qualidade da prestação de cuidados à saúde da mulher e da grávida” estão em risco, uma situação provocada pela falta de médicos especialistas que têm obrigado ao encerramento do serviços de obstetrícia/ginecologia nos últimos dias.

No comunicado, a entidade sindical refere que “o Ministério não entende que existem serviços em que está a ser proposto pagar 150 euros por hora aos médicos tarefeiros, não sendo, ainda assim, possível assegurar as escalas de urgência com os especialistas necessários”.

“A opção por depender de médicos tarefeiros não permite sequer resolver o problema da falta de condições, havendo situações graves em que, não existindo acesso ao bloco de partos, há grávidas a parir nos corredores dos hospitais, sem acesso aos cuidados de saúde adequados e à privacidade que o momento exige”, denuncia.

O SMZS afirmou que a a Comissão de Acompanhamento da Resposta em Urgência de Ginecologia/Obstetrícia e Bloco de Partos que “não tem os recursos necessários para garantir resposta”.

Os médicos exigem, assim, incentivos que motivem a fixação dos médicos no SNS. “Os médicos querem trabalhar com condições, com serviços organizados, sem falta de pessoal e que não coloquem em risco a vida das utentes e o seu futuro profissional. O SMZS continuará a denunciar situações que coloquem os utentes em risco e exponham os seus profissionais a situações de stress e risco acrescido de erro médico.”

A ARS de Lisboa e Vale do Tejo anunciou hoje que as urgências de Ginecologia/Obstetrícia do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, vão estar encerradas entre as 14:00 de hoje e as 08:00 de sábado.

PR/HN/Vaishaly Camões

Urgências de Obstetrícia do Hospital Beatriz Ângelo encerradas a partir das 14:00 até 08:00 de sábado

Urgências de Obstetrícia do Hospital Beatriz Ângelo encerradas a partir das 14:00 até 08:00 de sábado

Em comunicado, a ARSLVT refere que durante este período as utentes devem dirigir-se a outras unidades da região de Lisboa ou serão encaminhadas para esses serviços.

“Informa-se, ainda, que os restantes serviços de Ginecologia/Obstetrícia da região estão a funcionar dentro da normalidade”, indica a nota.

No entanto, a ARSLVT ressalva que “poderão existir limitações em algumas unidades hospitalares”, o que significa que “alguns hospitais, num determinado período do dia, poderão ativar o desvio de ambulâncias para outras unidades da rede”.

“Os hospitais que, por períodos transitórios, acionam o desvio de CODU [Centro de Orientação de Doentes Urgentes] mantêm a urgência externa a funcionar, dando resposta a quem lá se dirigir pelos seus meios. Neste caso, as grávidas transportadas pelo CODU/INEM serão encaminhadas para outras unidades da Região, as quais assegurarão a resposta e o funcionamento em rede”, refere a nota.

LUSA/HN

Estudo indica que vacinas evitaram 19,8 milhões de mortes das 31,4 milhões potenciais

Estudo indica que vacinas evitaram 19,8 milhões de mortes das 31,4 milhões potenciais

A maior parte das mortes (12,2 milhões das 19,8) evitou-se nos países de altos e médios rendimentos, uma contundente prova das desigualdades existentes no acesso às vacinas em todo o mundo.

O estudo, indica que se poderiam ter evitado outras 599.300 mortes se tivesse sido cumprido o objetivo da Organização Mundial da Saúde (OMS) de vacinar 40% da população de cada país no final de 2021.

Baseado em dados de 185 países, o estudo avalia as mortes evitadas direta e indiretamente pelas vacinas contra a Covid-19.

Os resultados foram publicados na sexta-feira na revista The Lancet Infectious Diseases.

Liderado por investigadores do Imperial College de Londres, o estudo foi financiado pelas organizações Schmidt Futures & Rhodes Trust, a OMS, o Medical Research Council do Reino Unido, a Fundação Bill and Melinda Gates, e a Community Jameel, entre outros.

O trabalho conclui que as vacinas reduziram em mais de metade o número potencial de mortes durante a pandemia no primeiro ano (63 %).

Das quase 20 milhões de mortes que se evitaram, quase 7,5 milhões eram nos países em que chegou a iniciativa COVAX, uma aliança subscrita por 190 países para garantizar o acesso equitativo a estes medicamentos.

Para Oliver Watson, autor principal do estudo e investigador do Imperial College, estes resultados demonstram que as vacinas “salvaram milhões de vidas. Mas poderia ter-se feito mais”.

“Se tivessem sido alcançados os objetivos fixados pela OMS, calculamos que poderiam ter-se salvado aproximadamente uma em cada 5 das vidas que se calcula que se tenham perdido por causa da covid nos países de baixos rendimentos”.

Até agora, vários estudos trataram de estimar o impacto da vacinação na pandemia, mas este é o primeiro que se faz a nível mundial.

Os investigadores usaram dados de mortes por covid notificadas entre 08 de dezembro de 2020 e 08 de dezembro de 2021 e tiveram em conta a subnotificação das mortes nos países com sistemas de vigilância mais débeis (a China não se incluiu devido à numerosa população e às medidas de bloqueio, que adulterariam os resultados).

A equipa descobriu que neste período, a vacinação evitou aproximadamente 19,8 milhões de mortes das 31,4 milhões de mortes potenciais.

A proteção indireta das vacinas evitou 4,3 milhões de mortes. As vacinas ajudaram a reduzir a transmissão do vírus e reduziram a carga nos sistemas de saúde.

Em geral, o número estimado de mortes evitadas foi maior nos países de elevados rendimentos, o que reflete o desenvolvimento mais antecipado e mais amplo das campanhas de vacinação nestas áreas.

Os 83 países incluídos na análise e que recorreram à ajuda da COVAX, evitaram 7,4 milhões de mortes de um potencial de 17,9 milhões (41%).

Calcula-se que o incumprimento do objetivo da COVAX de vacinar 20% da população de cada país tenha provocado 156.900 mortes adicionais (132.700 das quais apenas em África).

LUSA/HN

Sobe para 348 o número total de casos por infeção humana por vírus Monkeypox

Sobe para 348 o número total de casos por infeção humana por vírus Monkeypox

Segundo a DGS, também há registo de casos nas regiões do Norte, Alentejo e Algarve.

Todas as infeções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos. Os novos casos foram confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

A DGS adianta que os casos identificados se mantêm “em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”.

A autoridade nacional de saúde recorda que uma pessoa que esteja doente deixa de estar infeciosa “apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas”, período que poderá ultrapassar quatro semanas.

“A informação recolhida através dos inquéritos epidemiológicos está a ser analisada para contribuir para a avaliação do surto a nível nacional e internacional”, acrescenta a DGS, que diz continuar a acompanhar a situação a nível nacional em articulação com as instituições europeias.

LUSA/HN

Primeira fábrica de vacinas de RNA mensageiro em África inaugurada no Ruanda

Primeira fábrica de vacinas de RNA mensageiro em África inaugurada no Ruanda

A fábrica instalada pelo laboratório farmacêutico alemão BioNTech na capital ruandesa, Kigali, é a primeira das três planeadas para o continente africano.

“Esta inauguração é um passo histórico para a equidade nas vacinas”, disse o Presidente do Ruanda, Paul Kagame, numa cerimónia em que participou o diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, o chefe da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, e outros altos funcionários.

África é o continente que está menos vacinado contra a Covid-19, com menos de 20% dos seus 1,2 mil milhões de pessoas com duas doses de vacina.

A pandemia revelou a enorme dependência da África das vacinas importadas e o seu atraso tecnológico em relação à Europa, China e Estados Unidos.

“A melhor maneira de combater a desigualdade é colocar as ferramentas nas mãos daqueles que mais precisam delas”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A BioNTech disse que planeia empregar cerca de 100 ruandeses, assim que a fábrica estiver operacional, e treiná-los para fazer várias novas vacinas, utilizando a mais recente tecnologia mRNA.

“A ideia é que (…) as vacinas para os africanos sejam produzidas no continente africano”, disse o diretor executivo da BioNTech, Ugur Sahin, à agência AFP.

Garantiu que a tecnologia implantada no Ruanda – e mais tarde nas fábricas na África do Sul e no Senegal – assegura que as vacinas serão produzidas “com a mesma qualidade do que em qualquer outro lugar”.

“Porque é que os africanos não deveriam ter acesso aos produtos farmacêuticos mais modernos e eficazes? Não há nenhuma razão para isto”, acrescentou.

A produção incluirá vacinas para a Covid-19, mas também tratamentos pioneiros atualmente em desenvolvimento para a malária, tuberculose e VIH.

Os ensaios em humanos de uma vacina contra a malária BioNTech, utilizando a tecnologia mRNA, deverão começar em finais de 2022.

LUSA/HN