Estudo internacional avalia os serviços de saúde

Estudo internacional avalia os serviços de saúde

Este estudo irá ajudar a melhorar os cuidados de saúde que lhe são prestados e também irá incentivar os sistemas de saúde a tornarem-se mais centrados nas pessoas. Este é um estudo realizado a nível internacional e irá permitir a comparação de diferentes sistemas de saúde.

O acesso e a qualidade dos serviços de saúde, a capacitação do utente na gestão dos seus problemas de saúde, o impacto da pandemia COVID-19 no acesso e a qualidade de vida, bem como o bem-estar físico e psicológico, são alguns aspetos que estarão em avaliação neste estudo.

Uma amostra de profissionais de saúde e de utentes será convidada a participar através de uma seleção aleatória de todos os utentes com mais de 45 anos que tiveram contacto com o centro de saúde/a unidade de saúde nos últimos seis meses. Se foi selecionado poderá participar preenchendo o questionário disponibilizado online ou em papel. O questionário terá perguntas relativas à experiência vivenciada no contato com o seu centro de saúde e aos resultados mais valorizados pelos utentes.

Estão envolvidos neste projeto a  Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Universidade NOVA de Lisboa (parceiro académico).

SNS/HN

 

Católica procura trendsetters para participar em estudo sobre a alimentação do futuro

Católica procura trendsetters para participar em estudo sobre a alimentação do futuro

Para a realização deste estudo sobre alimentação sustentável, a equipa multidisciplinar de investigadoras da CATÓLICA-LISBON e da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa está à procura de casais jovens. As inscrições decorrem até 15 de outubro no site do estudo https://www.cbqf.esb.ucp.pt/en/ChangeEat .

Garantir uma alimentação saudável, sustentável e acessível a todos é porventura o maior desafio que a Humanidade enfrenta no desenrolar do século XXI. Sucessivas crises económicas – como as associadas ao colapso do mercado subprime nos Estados Unidos, à pandemia COVID-19 e à guerra na Ucrânia –, fenómenos climáticos extremos, como a seca severa vivida este Verão –, e o rápido crescimento da população mundial têm vindo a pressionar os sistemas de produção e distribuição alimentar mundiais, e a acelerar a sua mudança. De acordo com Ana Isabel Costa, investigadora na CATÓLICA-LISBON e uma das coordenadoras do ChangeEat! ‘Para assegurar um planeta e uma população mais saudáveis no futuro é preciso desenvolver produtos alimentares inovadores e incentivar a mudança de comportamentos de consumo. Sabemos como fazer isso na Católica – precisamos agora que os jovens portugueses se juntem a nós para o pôr em prática.’

A dieta para a saúde planetária foi proposta por cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, em 2019. Mas só agora estão a ser realizados os primeiros estudos internacionais que a concretizam e que testam a sua aceitação e eficácia ao nível populacional. Entre eles está o ChangeEat! – Jantar Proteínas Alternativas, uma intervenção que investiga o potencial de adoção duma dieta para a saúde planetária, em que o consumo de carnes vermelhas e processadas é reduzido através da introdução de novas fontes de proteína (com origem em insetos comestíveis e leguminosas), mais saudáveis e sustentáveis, nos jovens adultos portugueses.

Podem participar neste estudo casais das regiões Norte e Centro do país, com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos, sem filhos, saudáveis e motivados para reduzir o consumo de carne através da adoção de alimentos inovadores na confeção do jantar diário.

‘Existem várias vantagens em participar’, esclarece Maria João Monteiro, investigadora na Escola Superior de Biotecnologia, ‘desde já a possibilidade de experimentar em primeira mão os alimentos do futuro e tornar-se num/a trendsetter no domínio da alimentação sustentável na Europa. Providenciamos ainda cabazes de produtos para a confeção de 18 jantares, ferramentas e aconselhamento especializado em alimentação e nutrição, e um cartão presente como forma de agradecimento pela participação.’

‘O ChangeEat! procura concretizar aquilo que percebemos ser uma vontade crescente de adotar comportamentos alimentares mais saudáveis e sustentáveis entre os jovens adultos portugueses, sem, no entanto, comprometer o prazer gastronómico, a gestão do orçamento doméstico, a conveniência e o convívio – tudo valores igualmente importantes para eles’, acrescenta Ana Isabel Costa.

Este estudo decorre entre outubro e dezembro de 2022 e inclui o preenchimento de um breve inquérito online, a experiência de confeção e consumo de novos produtos alimentares em casa, a utilização de uma aplicação móvel para registo do consumo alimentar e, pontualmente, a participação em sessões de prova de produto no campus da Universidade Católica Portuguesa, na cidade do Porto, em horário pós-laboral. Para obter mais esclarecimentos pode enviar-se email para changeeat@ucp.pt ou consultar o site https://www.cbqf.esb.ucp.pt/en/ChangeEat.

PR/HN

 

Como o intestino delgado se defende contra as bactérias

Como o intestino delgado se defende contra as bactérias

Na imagem: Gunnar C. Hansson e Brendan Dolan, Academia Sahlgrenska da Universidade de Gotemburgo

Investigadores da Universidade de Gotemburgo estudam há mais de 30 anos o muco envolvido na defesa dos intestinos e das vias respiratórias contra infeções. Até à data, o seu trabalho tem-se concentrado essencialmente no intestino grosso, mas num novo estudo, publicado na revista Science Signaling, mostram agora, pela primeira vez, como este muco protege normalmente as criptas (invaginações) do intestino delgado.

O estudo foi realizado em amostras de tecido de ratos e em células cultivadas. Incluiu o mapeamento de vários mecanismos moleculares e processos celulares que servem como importantes meios de defesa das criptas do intestino delgado.

Na mucosa do intestino delgado há pequenas invaginações – criptas – onde “células do intestino delgado” e outras células intestinais especializadas, trabalham em conjunto para expelir as bactérias, impedindo assim que estas se estabeleçam e invadam as células.

“O nosso estudo mostra que as bactérias são eliminadas destas criptas por células de dois tipos que trabalham em conjunto. Juntas, provocam a formação de um tampão de muco a partir do muco que se segrega das células da taça e do fluido fornecido pelas células adjacentes. As bactérias são lavadas nas criptas quando o tampão é empurrado para fora”.
A afirmação é de Brendan Dolan, pós-doutorando de Dublin, Irlanda na Academia Sahlgrenska da Universidade de Gotemburgo. Utilizando um microscópio avançado, Dolan conseguiu também filmar, a nível celular, a secreção de muco na mucosa do intestino delgado.

O estudo revela também um mecanismo anteriormente desconhecido, pelo qual o muco “embalado” que se formou no interior das células se expande no interior da célula antes de ser libertado. Este muco é armazenado em pequenas vesículas dentro das células do intestino delgado e, quando as vesículas se rompem dentro das células e as enchem com o muco, as células esvaziam vigorosa e rapidamente o seu conteúdo.

A descoberta é relevante para a doença de Crohn, uma doença gastrointestinal crónica, uma vez que a sua inflamação afeta, em particular, o intestino delgado. Até 30.000 suecos vivem com a doença de Crohn.

“É uma doença crónica que não tem cura no presente. Já sabemos há algum tempo que a doença começa com a entrada de bactérias nas criptas intestinais e com a invasão das células. Se conseguirmos compreender os mecanismos de como as bactérias são normalmente eliminadas, seremos capazes de desenvolver novas terapias para evitar recaídas na doença de Crohn”, diz Gunnar C Hansson, autor correspondente do estudo.

Vídeo 1  AQUI: mostra uma célula taça com um pequeno grânulo verde com muco que primeiro se rompe dentro da célula, o muco preenche a parte superior da célula, seguido de libertação de muco da célula.

Vídio 2 AQUI: mostra uma célula taça com um pequeno grânulo verde com muco que primeiro se rompe dentro da célula, o muco preenche a parte superior da célula, seguido de libertação de muco da célula.

https://www.gu.se/en/news/how-the-small-intestine-defends-itself-against-bacteria

NR/HN/Alphagalileo

 

Novo alvo terapêutico poderia avaliar o progresso da doença de Alzheimer

Novo alvo terapêutico poderia avaliar o progresso da doença de Alzheimer

A investigadora da Universidade de Málaga conseguiu reduzir a quantidade de proteínas tóxicas no cérebro – cujo agregado é a principal causa de morte neuronal na doença de Alzheimer – num modelo pré-clínico.

Equilíbrio
Estas proteínas também estão presentes no sangue, e de acordo com este especialista da UMA estão em equilíbrio com o cérebro – se aumentam no cérebro, aumentam no sangue, e vice-versa. Com base nestes resultados, Moreno propõe a remoção destes agregados tóxicos como alvo para a terapia da doença de Alzheimer. O artigo foi publicado pela revista científica Molecular Psychiatry.

“Remover as proteínas tóxicas do cérebro é o objetivo da maioria das terapias atuais para a doença de Alzheimer”, explica a investigadora do grupo da UMA “NeuroAD”.

Actuar a nível circulatório
A inovação desta investigação é que propõe a redução destas toxinas do sangue, uma vez que elas também estão presentes na corrente sanguínea. “Verificámos que se removermos toxinas do sangue, elas drenam novamente do cérebro para o sangue em busca do equilíbrio, melhorando os sinais clínicos e a patologia da doença”, diz Moreno.

A cientista salienta que hoje em dia a análise de amostras de sangue já é utilizada, em alguns casos, para o diagnóstico da doença como uma alternativa à neuroimagem. No entanto, até agora nunca foi utilizada para o fim comprovado neste artigo. Consequentemente, esta nova utilização “abre a porta a potenciais estratégias terapêuticas não invasivas a serem implementadas a nível circulatório”.

Desta forma, os resultados comprovados em modelos animais demonstraram que este tratamento melhoraria a memória e a capacidade de aprendizagem, e corrigia deficiências cognitivas, sendo capaz, não só de remover proteínas tóxicas, mas também de modificar fatores-chave no desenvolvimento de Alzheimer.

Próximo passo: modelo clínico
A Universidade do Texas, onde Inés Moreno é professora associada, continuará com este estudo a nível clínico, procurando determinar os mecanismos moleculares envolvidos nesta melhoria da doença e, também, se o tratamento funcionaria em pacientes através de, por exemplo, diálise ou mesmo transfusões em pacientes com demência.

Veja o vídeo AQUI

NR/HN/Alphagalileo

 

Investigadora Ana Luísa Teixeira recebeu prémio de 5.000 euros da Liga Contra o Cancro

Investigadora Ana Luísa Teixeira recebeu prémio de 5.000 euros da Liga Contra o Cancro

Intitulado “MicroRNAs derivados de vesículas extracelulares como mediadores da resistência ao tratamento em modelos ‘in vitro’ 3D esferoides de cancro da próstata”, o trabalho visa “mimetizar o comportamento de tumores resistentes à enzalutamida [fármaco usado no tratamento do cancro da próstata]”.

Com este projeto pretende-se “identificar microRNAs que circulam no interior de vesículas extracelulares associados à aquisição de resistência à enzalutamida, de modo a identificar biomarcadores de resistência e que possam ser usados durante o ‘follow-up’ dos doentes de cancro de próstata submetidos a este agente terapêutico, de modo a auxiliar a identificação precoce de aquisição de resistência clínica”.

Em declarações à Lusa, o presidente da LPCC-Norte disse que houve consenso na atribuição deste prémio.

Entre os 45 projetos a concurso, “foi difícil selecionar os melhores, mas foi por consenso que escolhemos o trabalho premiado”, da investigadora Ana Luísa Teixeira, que tem como instituição de acolhimento o Centro de Investigação do IPO-Porto, disse Vítor Veloso.

O anúncio e entrega do prémio decorreram no 4.º Encontro Nacional de Jovens Investigadores em Oncologia, no Porto, que pretendeu assinalar também o Dia Mundial da Investigação em Oncologia.

Participaram cerca de 120 investigadores “com trabalhos promissores no diagnóstico e tratamento do cancro, nomeadamente na área das nano partículas, biomarcadores e culturas 3 Ds (criação de mini órgãos)”, referiu.

Segundo Vítor Veloso, o apoio à investigação é primordial, porque é “o ponto de viragem no tratamento do cancro”.

Consciente disso, “a LPCC tem como objetivo potenciar o desenvolvimento de projetos inovadores com aplicabilidade clínica, permitindo avanços e melhorias na prevenção, no diagnóstico e mesmo no tratamento”, sublinhou.

Anualmente, o Núcleo Regional do Norte da LPCC investe 168 mil euros em bolsas de investigação.

Em declarações à Lusa, Vítor Veloso afirmou que “este é um investimento que, além de ser precioso para o país, tem tido um retorno muito grande”.

“Muitos dos bolseiros, que em 2021, foram contemplados, já tiveram vários prémios, porque os trabalhos eram extremamente bons e faziam falta”, disse, lamentando que “o Estado continue a disponibilizar quantias ridículas na ajuda aos investigadores, nomeadamente aos jovens investigadores”.

“Temos inúmeros investigadores portugueses no estrangeiro que, neste momento, não são só considerados bons, são chefes e diretores de laboratórios de grande prestígio internacional”, sublinhou.

Pedidos de mobilidade por doença sem colocação não podem ser analisados caso a caso

Pedidos de mobilidade por doença sem colocação não podem ser analisados caso a caso

“Não é legal a análise casuística de pedidos que não se enquadram no Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho”, que estabelece o novo regime, refere o parecer do Centro de Competências Jurídicas do Estado – JurisApp divulgado pelo Ministério da Educação em comunicado.

Em causa está um parecer jurídico solicitado pelo Ministério da Educação sobre a legalidade da análise e decisão casuística dos pedidos de mobilidade por doença feitos pelos professores à margem do procedimento conduzido pela Direção-Geral da Administração Escolar em julho e em que apenas 56% dos mais de 7.500 professores candidatos conseguiram colocação.

Na altura, a tutela anunciou que iria analisar, caso a caso, esses pedidos, mas a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) alertou que a apreciação casuística causaria dúvidas entre os docentes admitidos, mas não colocados. Por isso, e entendendo que a organização sindical colocava assim em causa a legalidade do procedimento, o Ministério pediu um parecer jurídico.

De acordo com a apreciação da JursiApp, só poderão ser analisados os pedidos que, por um lado, “resultem de doença que ocorra durante o ano letivo” ou, por outro lado, quando estejam em falta elementos processuais e a candidatura possa ser aperfeiçoada.

Em comunicado, a tutela acrescenta que “está a organizar e desenvolver os mecanismos de gestão dos seus Recursos Humanos (…) que respondam às necessidades dos docentes que careçam de adaptação das suas condições de trabalho nos agrupamentos de escolas/escolas não agrupadas em que se encontram colocados”.

A agência Lusa pediu esclarecimentos ao Ministério da Educação sobre que mecanismos seriam esses, mas até ao momento não obteve resposta.

Da parte da Fenprof, o secretário-geral rejeitou a justificação apresentada pelo ministro João Costa, afirmando que a legalidade da análise casuística nunca foi questionada e que a Fenprof até defendia que fosse feita.

“Isto não é um concurso. Tem regras, mas há casos que é preciso ter em conta, analisar e resolver”, disse à Lusa Mário Nogueira, considerando que essa avaliação era a única forma de alguns professores conseguirem obter colocação, ainda que pudesse ser entendida como injusto pelos docentes que não viram a sua situação resolvida.

O secretário-geral da Fenprof referiu ainda que, em seu entender, não era necessário qualquer parecer jurídico e alertou para as consequências de haver agora um entendimento de que o Ministério não pode, legalmente, analisar os pedidos que não conseguiram colocação.

“Muitos destes professores estavam disponíveis e capazes de trabalhar desde que não tivessem de fazer colocações, mas isto vai aumentar o número de baixas, porque muitos ainda estavam a aguardar a decisão”, sustentou Mário Nogueira.

Este ano, foram aterradas as regras da mobilidade por doença, com critérios que limitam, por exemplo, a colocação dos docentes à capacidade de acolhimento das escolas, tornam obrigatória a componente letiva, e definem uma distância mínima entre a escola de origem, a residência ou prestador de cuidados médicos e a escola para a qual o docente pede transferência.

Com o novo regime, só 4.268 dos 7.547 pedidos de mobilidade por doença para o ano letivo 2022/2023 foram aceites, o equivalente a 56%.

Comparativamente ao ano letivo passado, quando cerca de 8.800 doentes tinham mudado de escola por motivo de doença, o número de professores em mobilidade caiu para menos de metade.

NR/HN/LUSA