Testes comparticipados nas farmácias a partir de quarta-feira

Testes comparticipados nas farmácias a partir de quarta-feira

Segundo a presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), Ema Paulino, a situação está “em vias de resolução” e para hoje estão previstas reuniões com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde para operacionalizar a medida em termos técnicos e permitir às farmácias aceder às prescrições na plataforma usada.

Neste momento, apenas era possível fazer testes prescritos e comparticipados a 100% nos laboratórios com acordo com o Serviço Nacional de Saúde, possibilidade que volta a ser alargada às farmácias comunitárias com a portaria publicada na segunda-feira.

Com a publicação da portaria, o Governo retoma a comparticipação a 100% dos testes rápidos de antigénio (TRAg), mediante prescrição e com um valor máximo em termos de comparticipação de 10 euros.

Na altura, em declarações à Lusa, a responsável da ANF considerou que a decisão do Governo era “uma medida bastante positiva” e uma “excelente forma” de as farmácias “ajudarem a reduzir a pressão sobre os cuidados de saúde, nomeadamente, sobre as urgências hospitalares e centros de saúde”.

A presidente da ANF manifestou-se ainda convicta de que cerca de 1.500 farmácias devem aderir a este novo regime de comparticipação, o mesmo número de “farmácias que estava a efetuar os testes comparticipados no final de abril”.

A comparticipação dos TRAg de uso profissional nas condições expressas na portaria, assinada pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, está em vigor até final de junho.

Esta medida é justificada na portaria com a incidência muito elevada da pandemia de covid-19.

A portaria sublinha a relevância da realização de testes de diagnóstico para despiste de infeção por SARS-CoV-2, tanto para referenciação de pessoas sintomáticas como para deteção precoce de casos confirmados, acrescentando: “importa garantir o acesso e a realização de TRAg de uso profissional, prescritos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e financiados através de um regime especial de preços máximos para efeitos de comparticipação”.

NR/HN/LUSA

“Prevenir a gripe no doente idoso – abordagem multidisciplinar” é o tema do simpósio da Sanofi no CPC 2022

“Prevenir a gripe no doente idoso – abordagem multidisciplinar” é o tema do simpósio da Sanofi no CPC 2022

O evento, que acontece no Centro de Congressos do Algarve, em Vilamoura, junta alguns dos mais prestigiados nomes da medicina nacional para debater os temas no âmbito da cardiologia, suas consequências e abordagens terapêuticas.

Carlos Aguiar, João Raposo e Carlos Robalo Cordeiro serão os palestrantes do simpósio promovido pela Sanofi e que irá debater a prevenção da gripe na população idosa, fazer o estado da arte desta área clínica ligada às doenças cardíacas, e abordar as novas soluções preventivas.

Para Helena Freitas, diretora-geral da área de vacinas da Sanofi, “O Congresso Português de Cardiologia é um marco científico em Portugal, um local onde se debate o presente e o futuro da medicina e um ponto de encontro entre os mais reputados especialistas nacionais. Nesse sentido, é para a Sanofi uma honra participar neste evento e ser uma promotora ativa do conhecimento clínico e da estreita ligação entre as doenças respiratórias, como a gripe, e as doenças cardíacas”.

PR/HN

Gripe mantém tendência crescente mas taxa de incidência baixou

Gripe mantém tendência crescente mas taxa de incidência baixou

O último boletim de vigilância da gripe, correspondente à semana que terminou no domingo, indica que a taxa de incidência de infeção respiratória aguda (IRA) também caiu, para 25,5 por 100.000 habitantes.

Até ao momento, segundo o INSA, foram detetados 81 casos de co-infeção pelo vírus da gripe e por SARS-CoV-2 e as 13 Unidades de Cuidados Intensivos que enviaram informação reportaram dois casos de gripe, ambos com o vírus influenza A. Os doentes tinham entre 35-44 anos e 55-64 anos e apenas um apresentava doença crónica e estava vacinado.

Foi ainda reportado um caso de gripe pelas três enfermarias que enviaram informação.

Apesar dos valores mais baixos nas taxas de incidência da síndrome gripal e da infeção respiratória aguda, o INSA sublinha que estes valores devem ser interpretados “tendo em conta a reorganização do atendimento ao doente respiratório e a menor população sob observação do que a observada em período homólogo de anos anteriores”.

O documento refere também que a Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe (hospitais) tem observado um aumento do número de casos de gripe desde a semana 8/2022 (21 a 27 de fevereiro) e que, na semana 13 (28 de março a 03 de abril), foram identificados 1.055 casos positivos para o vírus da gripe, dos quais 1.045 do tipo A e 10 do tipo B. Em 164 dos casos foi identificado o subtipo A(H3) e em 13 o subtipo A(H1).

Na época 2021/2022, os laboratórios da Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe (hospitais) notificaram 87.910 casos de infeção respiratória e foram identificados 3.725 casos de gripe.

Segundo o INSA, foram detetados até ao momento um total de 81 casos de co-infeção pelo vírus da gripe e por SARS-CoV-2, segundo o INSA, que assinala que até à semana que terminou no domingo foram caracterizados 112 vírus da gripe com características antigénicas que se distinguem do vírus contemplado na vacina contra a gripe da época 2021/2022.

A vacinação contra a gripe arrancou em Portugal no final de setembro, mais cedo do que o habitual devido à pandemia de covid-19, e já foram vacinadas mais de 2,5 milhões de pessoas.

O boletim do INSA refere ainda que a mortalidade por todas as causas está “dentro do esperado para esta época do ano”.

Sobre a situação europeia, indica que há uma tendência crescente na atividade gripal e que na semana 12 (21 a 27 de março) vários países da região europeia apresentaram uma taxa de deteção laboratorial do vírus da gripe acima de 50% – Sérvia (69%), Holanda (67%), Dinamarca (63%), Eslovénia (62%), França (58%), Bélgica (57%), Hungria (57%) e Luxemburgo (54%).

NR/HN/LUSA