Atendimento em urgência nos hospitais algarvios com aumento de 42,8%

Atendimento em urgência nos hospitais algarvios com aumento de 42,8%

Em comunicado, o CHUA refere que, no primeiro semestre de 2022, foram registados 175.820 episódios de urgência, mais 52.695 do que em 2021, representando, em média, 971 atendimentos diários nas diversas tipologias dos 10 serviços de urgências assegurados pelo CHUA.

“O aumento mais expressivo verificou-se nas urgências de Pediatria, com 81,6% de acréscimo face ao mesmo período de 2021”, sublinha o centro hospitalar, acrescentando que os quatro Serviços de Urgência Básica (SUB) da região “registaram também um aumento muito substancial, na ordem dos 63%”.

Segundo o CHUA, logo a seguir às urgências, a área cirúrgica foi “a que registou o maior aumento com um total de 8.816 cirurgias, o que representa um acréscimo de 21,3% em relação ao primeiro semestre de 2021”.

Também no que se refere à atividade de consultas externas de especialidade, verificou-se um aumento de 2,8% em relação a 2021, tendo sido realizadas um total de 162.709 consultas, mais 4.444 do que no mesmo período de 2021.

Já as consultas não médicas, como é o caso das consultas de enfermagem, nutrição e psicologia, registaram um crescimento de quase 5%, correspondendo a 1.130 num total de 25.563 consultas, quantifica.

Relativamente à lista de inscritos para cirurgia, assistiu-se, de acordo com o CHUA, “a uma diminuição quer nas situações com tempos máximos de resposta garantidos esgotados (3%), quer nas situações com tempo de espera superior a um ano (11%)”.

Paralelamente ao aumento das cirurgias e das consultas, aumentou também o número de exames complementares de diagnóstico realizados no interior do centro hospitalar, reduzindo-se em 32% os exames realizados no exterior.

“Foram realizados no CHUA mais 116.605 exames que em igual período do ano anterior, num total de 2.406.600 exames”, prossegue a nota.

Nos hospitais de dia foram realizadas 29.180 sessões, o que representa um acréscimo de 10,9% relativamente ao primeiro semestre de 2021, acrescenta.

Quanto aos internamentos hospitalares, no primeiro semestre o CHUA deu alta a 15.600 doentes, representado um aumento de 2,8% face ao período homólogo de 2021.

Já na área da hospitalização domiciliária, cuja abrangência foi alargada a alguns lares algarvios em março deste ano, registaram-se 176 internamentos, correspondendo a um aumento de atividade de 17,3%.

O Centro Hospitalar Universitário do Algarve garante cuidados de saúde à população algarvia, cerca de 500 mil habitantes, número que triplica na época balnear devido ao turismo.

LUSA/HN

Hospital de Ponta Delgada reduz passivo em 2021 para 88 ME

Hospital de Ponta Delgada reduz passivo em 2021 para 88 ME

De acordo com uma nota sobre o relatório e contas de 2021 do maior hospital dos Açores, o documento “reflete a dureza de um ano claramente marcado pela pandemia” de covid-19, mas “ao mesmo tempo o enorme esforço” na recuperação da atividade assistencial e “o foco na imprescindível reabilitação financeira da sua componente como empresa do setor público regional”.

De acordo com o relatório agora divulgado, do total do passivo a maior fatia refere-se a fornecedores, cujo valor da dívida é de quase 59 milhões de euros.

“De entre vários aspetos em que se nota uma alteração de rumo, registe-se a redução do prazo médio de pagamento aos fornecedores, que baixou de 386 dias para 308 dias [quase três meses de redução]”, é assinalado na nota divulgada pelo HDES.

No documento é ainda indicado que o HDES recebeu ao abrigo do contrato programa com o Governo 150 milhões de euros e houve a transferência de quatro milhões de euros para fazer face ao combate à covid-19, para o programa CIRURGE (Plano Urgente de Cirurgias) e para o subsídio social de mobilidade.

No relatório e contas é também realçado que, em 2021, as consultas hospitalares na maior unidade de saúde dos Açores apresentaram um aumento, “contribuindo para isto o incremento do número de consultas médicas em cerca de 16%”.

Por outro lado, a lista de espera para consulta teve um decréscimo, em 2021, de 8,8% (menos 815 consultas em relação a 2020).

Em 2021, o número de atendimentos no serviço de urgência apresentou um aumento de cerca de 20%, em relação a 2020, com “um total de 85.265 doentes atendidos”, lê-se no relatório.

As áreas médica e covid-19 representaram 54% dos atendimentos no serviço de urgência do Hospital de Ponta Delgada, em São Miguel.

O documento revela igualmente que, em 2021, se registou “um incremento exponencial da produção cirúrgica com mais 1.251 cirurgias realizadas” do que em 2020, ano em que houve 5.693 cirurgias. Em 2021, realizou-se um total de 9.092 cirurgias.

A lista de espera cirúrgica contabilizava, em 31 de dezembro de 2021, um total de 10.889 utentes inscritos, representando uma diminuição de 10,6% em relação a 2020.

Ao longo de 2021, foram contratados para o Hospital de Ponta Delgada 260 novos colaboradores, entre os quais 82 enfermeiros, 68 assistentes operacionais e 64 médicos, incluindo internos de formação geral e específica.

Numa mensagem no início do relatório e contas, a presidente do conselho de administração do Hospital de Ponta Delgada, Cristina Fraga, destaca que “a saúde financeira da instituição foi reabilitada”, assinalando ainda que, ao longo da “terrível fase de pandemia, toda a equipa do HDES demonstrou o seu compromisso inabalável”.

LUSA/HN

Observatório de Violência Obstétrica defende centros de parto normal para aliviar urgências

Observatório de Violência Obstétrica defende centros de parto normal para aliviar urgências

“A situação atual remete para a criação dos centros normais de parto que a Ordem dos Enfermeiros (OE) apresentou recentemente”, para rentabilizar os recursos humanos e garantir acessibilidade aos cuidados de saúde materna e obstétrica, adianta o Observatório de Violência Obstétrica (OVO PT) em comunicado.

Os centros de parto normal surgiram com o objetivo de resgatar o direito à privacidade e à dignidade da mulher durante o trabalho de parto e pós-parto, num local semelhante ao seu ambiente familiar e, ao mesmo tempo, garantir cuidados seguros, oferecendo-lhes recursos tecnológicos apropriados em casos de eventual necessidade.

Tal como a OE, também o observatório defende o envolvimento dos enfermeiros especialistas em Saúde Materna e Obstétrica na reorganização dos serviços, assumindo estes as funções de vigilância da gravidez e assistência ao parto de baixo risco.

O Observatório, uma associação sem fins lucrativos, formada por utentes e profissionais do sistema de saúde, insiste também na multidisciplinaridade dentro do Serviço Nacional de Saúde, designadamente no envolvimento dos profissionais não médicos, considerando que “desta forma é possível melhorar os cuidados prestados e, simultaneamente, retirar a atual pressão sobre a classe médica”.

A tomada de posição da Ordem dos Enfermeiros, emitida pela Mesa do Colégio da Especialidade de Enfermagem em Saúde Materna e Obstétrica, foi enviada no início de julho pela Ordem à ministra da Saúde, na sequência dos “constrangimentos severos” que têm ocorrido nos serviços de urgência de obstetrícia.

No final de junho, a bastonária da OE, Ana Rita Cavaco, afirmou, em declarações à Lusa, que existe “uma diretiva comunitária já com alguns anos que determina – e a maioria dos países assim o fez – que estes enfermeiros especialistas detêm competências para seguir autonomamente a gravidez de baixo risco nos centros de saúde”, mas que nunca foi transposta em Portugal.

A bastonária disse que se esta diretiva tivesse sido transposta para Portugal, significaria que as grávidas teriam um seguimento normal e regular nos centros de saúde das gravidezes de baixo risco, recorrendo muito menos à urgência” dos hospitais.

Recentemente, o observatório também lamentou a “total dependência” dos hospitais dos médicos especialistas.

“Os serviços são organizados com total dependência de médicos especialistas, ao invés de ser dada autonomia aos enfermeiros especialistas em saúde materna e obstetrícia, o que resulta num total colapso do sistema de apoio às mulheres grávidas em todas as fases do seu acompanhamento”, advertiu.

De acordo com a OE, existem em Portugal 3.182 enfermeiros especialistas em saúde materna e obstetrícia.

LUSA/HN

Hospital de Beja reabriu Serviço de Ginecologia/Obstetrícia

Hospital de Beja reabriu Serviço de Ginecologia/Obstetrícia

Fonte da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) indicou que o serviço, incluindo o internamento, as urgências e o bloco de partos, está a funcionar com normalidade, após a reabertura.

Além de todo o serviço ter estado encerrado desde domingo até ao início da manhã de hoje, também as urgências da mesma especialidade estiveram fechadas entre as 08:00 de sexta-feira e as 08:00 de sábado, igualmente por falta de médicos.

Durante todo este período, “não houve necessidade de transferir qualquer parturiente para outra unidade hospitalar”, afirmou a mesma fonte da ULSBA.

Este foi o terceiro fim de semana consecutivo com constrangimentos nestes serviços do hospital de Beja devido à impossibilidade de preenchimento das escalas médicas.

As urgências de Ginecologia e Obstetrícia e os blocos de parto têm registado condicionamentos nos últimos meses, uma situação que se repete um pouco por todo o país, por dificuldades em assegurar escalas por falta de especialistas.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Lacerda Sales, garantiu recentemente que “ninguém ficará sem resposta” do Serviço Nacional de Saúde (SNS) durante o mês de agosto, porque os hospitais funcionam em rede.

Para informar as grávidas destes constrangimentos foi criada esta plataforma no Portal do SNS sob proposta da Comissão de Acompanhamento da Resposta em Urgência de Ginecologia/Obstetrícia e Bloco de Partos.

Uma vez que a informação é dinâmica, os utentes são aconselhados a consultarem o motor de busca antes de se deslocarem a estes serviços de saúde.

Em declarações anteriores à agência Lusa, o coordenador da Comissão de Acompanhamento, Diogo Ayres de Campos, disse que esta medida tem como objetivos “evitar que haja situações de risco neste verão”.

LUSA/HN

Hospitais de Coimbra realizam angioplastia coronária com procedimento pioneiro

Hospitais de Coimbra realizam angioplastia coronária com procedimento pioneiro

“Trata-se de um dispositivo que temos à nossa disposição e que permite, através da angioplastia coronária (desobstrução de vasos sanguíneos), que é um procedimento que se faz há várias décadas, tratar doentes complexos, que até agora eram arriscados de tratar”, disse hoje, à agência Lusa, o diretor do Serviço de Cardiologia do CHUC, Lino Gonçalves.

Segundo o médico, a angioplastia coronária era difícil de tratar devido ao estado de fragilidade dos doentes, com perda de contração devido à doença coronária.

O dispositivo de assistência ventricular mecânica permite “fazer essa intervenção com mais segurança para o doente”, acrescentou.

O iVac 2L é um cateter de lúmen simples, que permite a circulação do fluxo sanguíneo de modo bidirecional e conta com uma válvula mecânica que abre e fecha para direcionar o fluxo.

A equipa que procedeu à intervenção pioneira, realizada no dia 27 de julho, foi constituída pelos cardiologistas Marco Costa (Coordenador da Unidade de Intervenção Cardiovascular do Serviço de Cardiologia) e Luís Leite, pelos técnicos Susana Margalho e Fernando Arede e pelo enfermeiro Filipe Correia.

LUSA/HN

Centro Hospitalar do Médio Tejo reforça quadros com 11 médicos especialistas

Centro Hospitalar do Médio Tejo reforça quadros com 11 médicos especialistas

Questionada pela Lusa, a administração do CHMT disse que “foram dadas esta semana as boas-vindas aos 11 novos especialistas médicos que vieram reforçar os quadros da instituição”, precisando que quatro são especialistas de Medicina Interna, dois de Pediatria, um de Psiquiatria, um de Anestesiologia, um de Nefrologia, um de Patologia Clínica e um especialista em Medicina Física e Reabilitação.

“Apesar de não terem sido preenchidas a totalidade das vagas autorizadas, é muito significativo o CHMT ter preenchido a totalidade das quatro vagas da especialidade de Medicina Interna, bem como o reforço de dois especialistas na área da Pediatria, preenchendo igualmente as vagas que estavam autorizadas”, disse à Lusa o presidente do conselho de administração.

Em “áreas especialmente carenciadas a nível nacional, como é o caso da especialidade de Anestesiologia ou Psiquiatria, também o CHMT conseguiu atrair especialistas para reforçar a capacidade assistencial à população do Médio Tejo”, frisou Casimiro Ramos.

No concurso aberto pelo Governo, no final de junho, para a contratação de médicos a nível nacional, o CHMT foi autorizado a contratar 25 especialistas – entre os quais se evidenciavam as quatro vagas em Medicina Interna, as duas em Pediatria e duas em Psiquiatria, a que somavam um em cada uma das restantes áreas clínicas, entre elas a Ginecologia e Obstetrícia, cuja vaga não foi preenchida.

Casimiro Ramos entende que”este reforço de especialistas vai permitir aumentar a capacidade assistencial à população do Médio Tejo”, sublinhando que “este ano, claramente, o CHMT vai superar a capacidade de resposta face a 2019 – um ano recorde a nível assistencial em todo o Serviço Nacional de Saúde” (SNS).

Neste concurso nacional, em que todos os hospitais do SNS foram autorizados a reforçar os seus quadros, “o CHMT evidenciou-se como a primeira escolha de vários especialistas médicos de áreas muito carenciadas a nível nacional, como é o caso da Medicina Interna, Pediatria, Anestesiologia e Psiquiatria”, afirmou o administrador hospitalar, para quem a atratividade do CHMT é uma “realidade incontestável”.

“Acreditamos que estes profissionais escolheram o CHMT porque sabem que aqui encontrarão todas as condições para desenvolver a sua missão”, afirmou o representante, destacando a “qualidade das equipas de profissionais” e o “nível dos equipamentos e infraestruturas, bem como no âmbito da investigação e desenvolvimento”.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 266 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, a par da Golegã, da Lezíria do Tejo, também do distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

LUSA/HN