Pescadores do Norte garantem sardinha “abundante e de qualidade” para o S. João

Pescadores do Norte garantem sardinha “abundante e de qualidade” para o S. João

“Tem havido sardinha de qualidade, e com sinais claros de abundância. O tamanho nesta altura do ano ainda não é o ideal, mas já tem muito sabor e gordura suficiente para ‘pingar’ no pão. Ainda hoje as comi e estavam ótimas”, garantiu à agência Lusa Agostinho Mata, presidente da Propeixe.

O líder desta cooperativa de produtores de peixe do Norte, que engloba dezenas de embarcações na região, prometeu “sardinha suficiente para umas grandes festas de S. João à boa maneira do norte” e notou uma maior procura por este pescado em comparação com os últimos anos, marcados pela pandemia de covid-19.

“Tem havido mais procura, não só para o consumo normal como para as conserveiras. Isso tem pressionado o mercado o que é bom para nós. As lotas têm estado bem movimentadas e o preço pago tem sido justo em relação à qualidade do peixe”, partilhou.

Ainda assim, e reconhecendo que as vendas “têm sido melhores que anos anteriores com a covid-19”, Agostinho Mata lembra as dificuldades por que passa o setor devido ao aumento do preço dos combustíveis.

“Tem sido horrível para nós, e com um impacto enorme nas nossas contas. Estamos a vender o produto ao preço normal, que não cobre a despesa extra com o aumento do gasóleo”, lamentou.

O líder da Propeixe espera que a situação dos aumentos do combustível “não se mantenha por muito mais tempo”, vincando que está a “ser muito prejudicial para pesca”, e deixando um apelo aos governantes.

“Se não disponibilizarem mais ajuda, vai ser muito complicado manter a atividade rentável. Têm de ter mais atenção para este setor primário, que é base de tudo”, alertou Agostinho Mata.

O embalo das vendas para as festas dos santos populares e a perspetiva de um verão com mais consumo têm ajudado a minimizar o aumento dos custos de produção, que, ainda assim, se continuarem, podem tornar a situação “rapidamente insustentável”.

NR/HN/LUSA

Ryanair superará no verão capacidade com que voava antes da pandemia

Ryanair superará no verão capacidade com que voava antes da pandemia

O responsável disse à agência espanhola Efe que a Ryanair “tem feito melhor do que outras companhias aéreas” e tem as suas tripulações preparadas desde o ano passado, pelo que não está a ter problemas com falta de pessoal para o verão de 2022.

Segundo Hugues, algumas companhias aéreas foram obrigadas a reduzir a sua capacidade não só por problemas nos aeroportos, devido à falta de mão de obra em áreas como os controlos de segurança, mas sobretudo por dificuldades em fazer regressar os seus trabalhadores, após dois anos de pandemia.

O responsável espera que, nas próximas semanas, as restantes companhias aéreas possam estar a 100% da sua capacidade e, também, que haja cada vez menos problemas nos aeroportos europeus.

A companhia aérea irlandesa de baixo custo mantém a previsão de transportar 165 milhões de passageiros em toda a sua rede no atual ano fiscal (de abril de 2022 a março de 2023), 18% acima dos 140 milhões de 2019.

A empresa prevê uma ligeira subida de preços durante o verão, entre os meses de julho e setembro, devido ao aumento dos preços dos combustíveis, embora, como lembrou Hugues, o seu impacto seja menor no caso da Ryanair, que tem assegurado cerca de 80% do combustível a um preço mais baixo até março de 2023.

O gestor criticou o novo imposto extraordinário que o governo húngaro introduziu em maio e que afeta, entre outras empresas, as companhias aéreas, e que a Ryanair está a repercutir nos bilhetes, incluindo os vendidos anteriormente, cobrando um valor adicional.

“É um erro, pois nesta altura pós-covid o que temos de fazer é tornar as viagens atrativas para todos os clientes e não colocar-lhes obstáculos”, acrescentou.

NR/HN/LUSA

Covid-19: Especialistas recomendam vacinas da Moderna e Pfizer para bebés nos EUA

Covid-19: Especialistas recomendam vacinas da Moderna e Pfizer para bebés nos EUA

Os membros do comité analisaram todos os dados dos ensaios clínicos disponíveis, realizados em crianças entre os seis meses e quatro anos no caso da Pfizer e entre os seis meses e os cinco anos com a vacina da Moderna.

Esta análise e discussão foi transmitida ao vivo pela Internet, noticiou a agência France-Presse (AFP).

Como em muitos países, esta é a última faixa etária que ainda não tem acesso à proteção via vacina contra a covid-19.

Nas duas votações, os 21 especialistas decidiram unanimemente que os benefícios de vacinar crianças com as fórmulas da Moderna e Pfizer superam os riscos.

“Sei que muitos pais estão aliviados e a ouvir-nos hoje [quarta-feira]”, referiu Jay Portnoy, um dos membros do comité.

Com base nestas recomendações, cabe agora à agência norte-americana do Medicamento (FDA) dar a sua autorização oficial.

Após a “luz verde” ser emitida, cerca de 10 milhões de doses serão enviadas imediatamente para os quatro cantos do país, referiu o governo norte-americano.

De resto, as injeções podem começar a ser administradas já na terça-feira, assim que os Centros para Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) também deem autorização, sendo que é o painel desta entidade, que se reúne esta sexta-feira e sábado, que tem a palavra final.

A dosagem destas vacinas foi adaptada, sendo um quarto da quantidade aplicada em adultos no caso da Moderna (25 microgramas, face aos 100 para adultos) e um décimo para a Pfizer (03 microgramas, contra 30).

A principal diferença entre as duas vacinas é o número de injeções necessárias, visto que a vacina da Moderna será administrada em duas doses com um intervalo de um mês.

Um representante da Moderna referiu, no entanto, que já está a ser planeado um estudo para uma dose de reforço.

Já a vacina da Pfizer terá imediatamente três injeções, após as duas doses não terem provocado uma resposta imune suficiente, devido à baixa dosagem.

As duas primeiras injeções da Pfizer serão administradas com três semanas de intervalo, e a terceira administrada oito semanas após a segunda.

Ambas as vacinas são seguras e eficazes, de acordo com a FDA, que divulgou a sua própria análise de ensaios clínicos no final da semana passada para fornecer uma base de discussão para os especialistas.

Em relação a possíveis efeitos secundários, cerca de um quarto das crianças pequenas que receberam Moderna desenvolveram febre, especialmente após a segunda dose, sendo que este sintoma desaparece após um dia.

Enquanto alguns pais aguardam ansiosamente a possibilidade de vacinar os seus filhos, outro, no entanto, continuam céticos.

Segundo uma investigação realizada em maio, apenas uma família de uma criança menor de 5 anos, em cada cinco (18%), queria vaciná-la o mais rápido possível.

Mesmo que os mais jovens sejam menos vulneráveis à covid-19 e o risco para estes seja reduzido, cerca de 480 crianças menores de 4 anos morreram nos Estados Unidos.

As taxas de hospitalização também aumentaram acentuadamente para esta faixa etária durante a vaga associada à variante Ómicron.

NR/HN/LUSA

Terapia celular inovadora para o tratamento do cancro do sangue apresentada no Brasil

Terapia celular inovadora para o tratamento do cancro do sangue apresentada no Brasil

O estudo, que também envolveu o Haocentro Riberao Preto e a Universidade Estadual de São Paulo (USP), mostrou que a terapia era “altamente eficaz no tratamento de alguns tipos de cancro do sangue, tais como linfoma e leucemia linfóide aguda”, indicou o Governo regional em comunicado.

O programa, supervisionado pela Secretaria da Ciência, Investigação e Desenvolvimento em Saúde, funcionará em dois centros, um em São Paulo, a capital regional, e outro em Riberao Preto, com uma capacidade combinada para tratar 300 pacientes por ano.

A terapia celular CAR-T (recetor de antigénio quimérico) utiliza células T, que são linfócitos do sistema imunitário, para “reprogramá-las” para combater os “agentes patogénicos” do cancro do sangue.

A partir de São Paulo, o objetivo é que a terapia chegue ao Sistema de Saúde Unificado, a rede de saúde pública do país.

O primeiro voluntário do programa experimental formulado no Centro de Terapia Celular da Escola de Medicina da USP em Ribeirão Preto conseguiu “uma remissão total de um linfoma terminal” e, ao longo dos dois anos de ensaios, outros pacientes conseguiram inverter as suas condições oncológicas, lê-se na mesma nora.

“Esta é uma terapia revolucionária e individualizada que utiliza as células de defesa do próprio paciente para combater o cancro”, disse o secretário regional da saúde, David Uip.

Por se tratar de um programa experimental, os pacientes tratados estavam todos na fase terminal, pelo que o estudo será alargado a voluntários nas fases iniciais da doença, a fim de obter um aval definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa, regular).

“Curar uma pessoa que estava quase doente terminal é uma emoção indescritível”, disse Dimas Covas, o diretor do Instituto Butantan e coordenador do estudo, que envolveu 50 profissionais da ciência médica.

NR/HN/LUSA

Farmacêuticas pedem ao Governo que atualize preços dos medicamentos

Farmacêuticas pedem ao Governo que atualize preços dos medicamentos

Ao contrário de outros setores, os sucessivos aumentos dos encargos com a produção e distribuição de produtos farmacêuticos, causados inicialmente com a crise energética e agravados agora pelos efeito da guerra na Ucrânia, não podem ser compensados pelo aumento do preço dos medicamentos, cujas margens são estipuladas pelo Estado.

Em declarações à agência Lusa, José Redondo, vogal da Apifarma, afirmou que, este ano, houve uma redução de preços dos medicamentos, como tem sido habitual nos últimos anos, de cerca de 2%, o que faz com que as margens se reduzam, podendo haver produtos que entrem em situações de margens negativas.

“É evidente que para uma empresa, o mais importante é o seu portfólio do conjunto ter uma margem positiva, mas é pouco saudável ter produtos nessas circunstâncias e o risco que pode existir é a necessidade de descontinuar alguns produtos”, alertou.

Por outro lado, apontou José Redondo, também tem havido um “aumento de custo significativo” dos transportes. “É evidente que a indústria é menos afetada do que a distribuição, mas em Portugal muitas das empresas farmacêuticas oferecem um transporte semanal para os seus principais clientes e assumem esse custo”.

“Há também muita importação, nomeadamente de princípios ativos provenientes da Índia e da China, e os contentores variam de mês para mês, mas no mínimo quadruplicaram os preços relativamente àquilo que seria o preço médio do ano passado”, salientou, ressalvando que este aumento de preços foi agravado pela guerra na Ucrânia, mas já se vinha a sentir.

Já no final de 2021, havia um forte aumento de preços ao nível dos transportes e da energia devido à dificuldade de transporte com origem na China, “o que tem criado problemas de rutura e de manutenção das cadeias de abastecimento, que é um assunto que preocupa tanto a indústria farmacêutica como o aumento de preços”.

“As cadeias de abastecimento estão cada vez com maiores debilidades, o que, para minimizar, obriga a aumentar os ‘stocks’, a antecipar encomendas numa conjuntura de preços altos, tendo assim aqui uma série de fatores que contribuem muito negativamente para a estrutura de custos de produção da indústria farmacêutica”, sublinhou.

Para José Redondo, era importante, “do ponto de vista económico, e mesmo de bom senso, poder haver alguma atualização de preços, sobretudo dos medicamentos mais baratos, que têm dificuldade em poder suportar este aumento de custos, que já ninguém acredita que é temporário”.

Os distribuidores farmacêuticos também estão sofrer os impactos da inflação, estando a sua “grande preocupação” no aumento da energia e dos combustíveis, uma vez que a sua atividade está centrada na armazenagem e no transporte.

A cadeia de medicamentos de frio tem “um custo considerável de energia” e nos transportes é a questão dos combustíveis, disse o presidente Associação de Distribuidores Farmacêuticos (Adifa), Nuno Flora, adiantando que no primeiro trimestre deste ano tiveram um aumento de cerca de 15% nos custos energéticos totais.

“As empresas vão, até onde podem. Tentam melhorar a eficiência das suas operações, fazer algum reajuste de rotas das suas entregas, agrupar outras, porque a continuar a este ritmo, do ponto de vista económico, o ano está muito mal encaminhado, o ano está perdido”, lamentou.

Segundo o presidente da Adifa, as empresas têm tentado que não haja consequências na cadeia de abastecimento e têm conseguido.

“Agora, as empresas obviamente terão de ajustar aquilo que é a sua operação, torná-la mais eficiente e aquilo que é a sua operação junto dos clientes, farmácias, nomeadamente, mas também hospitais, se calhar com alguma redução de alguns dos serviços que é prestado, porque senão não é sustentável”, reiterou.

Além das 27 plataformas logísticas, com os inerentes custos energéticos, as empresas do setor dispõem de mais de 800 viaturas ligeiras de distribuição, que entregam diariamente mais de um milhão de embalagens aos clientes.

LUSA/HN

Pfizer vende a preço de custo mais de 20 medicamentos e vacinas aos países mais pobres

Pfizer vende a preço de custo mais de 20 medicamentos e vacinas aos países mais pobres

O anúncio foi feito durante o encontro anual do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, com o objetivo de melhorar o acesso a medicamentos em 45 países de baixo rendimento, a maior parte dos quais está em África, mas a lista inclui também Haiti, Síria, Camboja e Coreia do Norte.

Os produtos, que estão facilmente acessíveis nos Estados Unidos e na União Europeia, incluem 23 medicamentos e vacinas que tratam doenças infecciosas, alguns cancros e doenças inflamatórias e raras, disse a porta-voz da companhia, Pam Eisele, notando que apenas um pequeno número destes medicamentos e vacinas estão atualmente disponíveis nos 45 países.

Senegal, Ruanda, Gana, Maláui e Uganda foram os cinco países africanos que já assinaram este acordo, disse Angela Hwang, da Pfizer, à agência francesa de notícias France-Presse (AFP), acrescentando que “a iniciativa vai permitir o acesso a estes produtos a 1,2 mil milhões de pessoas”.

No princípio deste mês, o líder da Organização Mundial da Saúde pediu à Pfizer para permitir que o seu tratamento contra a covid-19 ficasse mais disponível a nível mundial, e principalmente nos países mais pobres.

A Pfizer já está a distribuir a vacina contra a covid-19, a Comirnaty, aos países mais pobres a preços sem lucro através do governo dos EUA, que compra as vacinas e depois as distribui gratuitamente.

A vacina Comirnaty rendeu quase 37 mil milhões de dólares (34,6 mil milhões de euros) em vendas no ano passado, e os analistas esperam que o tratamento contra a covid-19, o Paxlovid, acrescente 24 mil milhões de dólares (22,4 mil milhões de euros) na faturação da Pfizer este ano, de acordo com a consultora FactSet.