Ucranianos em Portugal lançam campanha para ajudar Hospital de Lviv

Ucranianos em Portugal lançam campanha para ajudar Hospital de Lviv

Em comunicado enviado à Lusa, aquela associação explica que a campanha pretende financiar a compra e instalação naquele hospital na Ucrânia de um gerador a diesel que garanta o fornecimento ininterrupto de energia à unidade de maternidade e departamento de cuidados intensivos e pós-intensivo de recém-nascidos, que custará 67 mil euros, de uma tubulação de oxigénio de maior diâmetro para a unidade de cuidados intensivos (29 mil euros) e de ventilação de alimentação e exaustão do sistema para a unidade de cuidados intensivos (83 mil euros).

A campanha foi lançada em ucraniaportugal.pt, estando já disponíveis vídeos, imagens e testemunhos sobre a situação atual do Hospital Regional de Lviv e os testemunhos de duas médicas.

As doações podem ser feitas através daquele sítio na internet, lembrando a associação a importância de todas as doações “por mais simbólicas que sejam”.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de quatro mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior, e causou a fuga de mais de 16 milhões de pessoas, das quais mais de 5,9 milhões para fora do país.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

NR/HN/LUSA

Mais de 400 mil idosos acima dos 80 anos já receberam segunda dose de reforço

Mais de 400 mil idosos acima dos 80 anos já receberam segunda dose de reforço

A DGS explica que o processo de administração da segunda dose de reforço (quarta dose), que se iniciou em 16 de maio, abrange pessoas com 80 ou mais anos e todos os residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI).

Segundo a DGS, as pessoas com 80 ou mais anos têm estado a ser convocados por agendamento local, através de mensagem (SMS) ou chamada telefónica, e por agendamento central, como já aconteceu noutras fases da vacinação contra a covid-19, e estão a ser vacinados nos centros de vacinação ou nos centros de saúde, podendo também dirigir-se à “Modalidade Casa Aberta”.

A Direção-Geral da Saúde indica que estão simultaneamente a ser convocados todos aqueles que ainda não fizeram a primeira dose de reforço (terceira dose) e se encontram elegíveis.

O jornal Público noticia hoje que falta vacinar com a terceira dose 1,5 milhões de adultos no país.

A DGS refere que a população elegível para esta segunda dose deve ser vacinada com um intervalo mínimo de quatro meses após a última dose ou após um diagnóstico de infeção por SARSCoV-2, ou seja, este reforço abrange também as pessoas que recuperaram da infeção.

A administração da segunda dose de reforço da vacina contra a covid-19 insere-se na estratégia de melhoria da proteção da população mais vulnerável.

No relatório sobre a evolução da pandemia divulgado na sexta-feira, a DGS e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) atualizaram os dados sobre internamentos por estado vacinal, indicando que, entre 01 e 31 de maio, as “pessoas com idade igual ou superior a 50 anos com um esquema vacinal completo parecem apresentar um risco de internamento semelhante ao das pessoas sem um esquema vacinal completo”, o que vem reforçar a recomendação da dose de reforço nos grupos etários mais velhos.

Já nos idosos com 80 e mais anos, a segunda dose de reforço reduz o risco de morte por covid-19 em quatro vezes em relação a quem tem o esquema vacinal completo e em sete vezes em relação aos não vacinados ou com esquema incompleto.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, Portugal já registou 5.301.167 casos de infeção, 338.018 dos quais suspeitas de reinfeção, que perfazem 6,4% do total de contágios.

NR/HN/LUSA

Médicos querem que PR envie norma de trabalho suplementar ao Tribunal Constitucional

Médicos querem que PR envie norma de trabalho suplementar ao Tribunal Constitucional

Em comunicado enviado à Lusa, a FNAM explica que solicitou a Marcelo Rebelo de Sousa, e também à provedora de Justiça e procuradora-geral da República, que requeira ao TC a declaração de inconstitucionalidade daquela norma constante no Orçamento do Estado para 2022.

Para a FNAM, “não há dúvidas sobre a inconstitucionalidade da norma, por não respeitar, pelo menos, o artigo 59.º da Constituição da República Portuguesa (CRP), sobre o direito de conciliação da vida profissional com a vida pessoal, o direito à prestação de trabalho em condições de segurança e saúde e o direito ao repouso e lazer, a um limite máximo da jornada de trabalho e ao descanso semanal”.

Aquela Federação considera que “ao poder obrigar os médicos a trabalharem muito para além de 150 horas anuais de trabalho suplementar, limite que se encontra definido legalmente, na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas e no Código do Trabalho, deita-se por terra todo e qualquer respeito pela sua vida familiar e pelo seu direito ao repouso e ao lazer, impondo-lhes o trabalho infinito, sem limites e sem direitos”.

Segundo a FNAM, a CRP prevê, no artigo 59.º, “a existência do dever de fixação, a nível nacional, dos limites da duração de trabalho”, limites que, defende, “são ultrapassados com esta norma”, assim como “não se encontra salvaguardado” o dever de proteção especial do trabalho prestado em condições de risco e penosidade, igualmente consagrado naquele artigo.

No texto salienta-se que “o trabalho em serviço de urgência é uma atividade que exige uma resposta permanente a várias e diferenciadas situações de doença súbita ou aguda” e que “a elevada complexidade e responsabilidade do trabalho médico no serviço de urgência é um trabalho de especial exigência, geradora de elevados níveis de cansaço, de desgaste e de stresse”.

Por isso, a FNAM considera “incompreensível que para o Governo seja viável a acumulação de mais cansaço, de um maior desgaste e de mais stresse sobre os médicos dos serviços de urgência, em particular depois do trabalho feito durante a pandemia de covid-19”.

A FNAM aponta ainda outra violação à CRP: “A norma do Orçamento do Estado para 2022 viola ainda o n.º 1 do artigo 64.º da CRP, por colocar em causa o direito à proteção na saúde dos utentes, podendo potenciar o risco de ocorrência de erros e falhas técnicas, devido ao nível de cansaço e exaustão, durante os cuidados médicos nos serviços de urgência do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

Para a FNAM, “não é com este tipo de medidas que o Governo vai conseguir fixar os médicos no SNS”.

“Para isso, é urgente que o Ministério da Saúde queira revalorizar a carreira médica e respeite a especialização médica”, aponta.

NR/HN/LUSA

Nova Unidade de Cuidados Intensivos de Viseu com quartos de pressão controlada

Nova Unidade de Cuidados Intensivos de Viseu com quartos de pressão controlada

“Faz [hoje] 25 anos” que a unidade abriu no CHTV. Então, “não havia medicina intensiva, abriu com oito camas e, ao longo do tempo, foi-se vendo que era insuficiente e era uma necessidade alargar os cuidados intensivos. Com a covid foi ainda mais notório”, afirmou Ana Albuquerque.

A diretora do serviço de Medicina Intensiva falava aos jornalistas, hoje, após a sessão de inauguração da nova unidade.

Com a nova unidade, continuou a responsável, o serviço dispõe agora de quartos de “isolamento a compressões com regulação de pressões”, que não existem na primeira unidade, que contempla oito camas.

“Já tínhamos dois quartos de isolamento na antiga unidade, mas não havia regulação de pressão. Nestes aqui temos todos estes quartos” em que “é possível regular a pressão negativa, ou positiva, em função das necessidades”, precisou.

A UCIP2 é constituída por oito quartos, cinco individuais, dois com cama dupla e um com três, num total de 12 camas, para além das oito já existentes na UCIP1, totalizando, assim, 20 camas no serviço.

Na “lista de espera” para estrear as camas estão “quatro utentes”, atualmente instalados “numa unidade de cuidados intermédios da cirurgia” e que, “durante o mês de agosto”, serão mudados.

“Depois serão alargadas em função dos recursos humanos, que é uma coisa que não temos neste momento”, afirmou a diretora, salientando que “só [há] quatro médicos a fazer noite” e, por isso, “faltam muitos”.

Sem adiantar nenhum número em específico, Ana Albuquerque admitiu que “dez médicos seria o ideal para estarem sempre dois médicos, por dia, nas 24 horas”.

O secretário de Estado Adjunto da Saúde, António Lacerda Sales, que também participou na sessão de inauguração da nova unidade, destacou que esta “é uma obra muito importante” para a região, considerando que, “nos momentos de comemoração não se fazem essas queixas”.

“Mas nós sabemos que elas existem, com certeza. Na saúde as coisas funcionam assim, quando oferecemos melhores respostas são necessários mais recursos humanos e ainda bem”, acrescentou.

Neste sentido, defendeu que é necessário, fazer “um esforço por reter, para fixar esses recursos humanos, para que possam ter projetos de carreira, possam sentir-se valorizados e possam trabalhar em áreas como esta”, que é, de facto, “aliciante para qualquer médico”.

A UCIP2 envolveu um investimento de cerca de três milhões de euros, financiados na totalidade pelo Governo, através da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) do Ministério da Saúde, indicou o presidente do conselho de administração do CHTV, Nuno Duarte.

NR/HN/LUSA

Governo aprova 25,8 ME para Centro Ambulatório de Radioterapia do Hospital de Viseu

Governo aprova 25,8 ME para Centro Ambulatório de Radioterapia do Hospital de Viseu

“E é com igual entusiasmo que anuncio que aprovámos esta semana a construção do novo Centro de Ambulatório e Radioterapia (CAR) do Centro Hospitalar Tondela-Viseu, tendo sido autorizada a aquisição da empreitada de construção do referido centro”, anunciou António Lacerda Sales.

O secretário de Estado falava hoje, em Viseu, durante a sessão que assinalou os 25 anos do atual edifício do CHTV, perante dezenas de profissionais, a quem disse que o CAR “é um investimento de 25,8 milhões de euros (ME), cofinanciado em mais de 13 ME por fundos comunitários, no âmbito do Portugal 2020”.

“Sabemos, e sei particularmente, quanto esta é uma ambição antiga. E também sabemos que é uma obra necessária e, por isso, aqui estamos para cumprir a vossa ambição”, sublinhou o governante.

E também é “a ambição, essa sim, de muitos doentes oncológicos, que é essa que de facto interessa, que muitos doentes oncológicos terão mais e melhor acesso com resposta às suas necessidades e saúde”, acrescentou.

À agência Lusa, o presidente do conselho de administração do CHTV, Nuno Duarte, admitiu que “agora é a fase mais burocrática”, mas disse estar “convicto que até outubro haverá condições para lançar o concurso” para a construção do centro.

Lacerda Sales, na sua intervenção, destacou ainda outros investimentos realizados nos últimos anos no CHTV, como o que foi inaugurado hoje, a nova Unidade de Cuidados Intensivos Polivalentes (UCIP2) do Serviço de Medina Intensiva, que passou de oito para 20 camas.

O secretário de Estado destacou, igualmente, “o Laboratório de Biologia Celular, um investimento superior a 735 mil euros, que permitiu aumentar e qualificar a resposta deste hospital no diagnóstico”, e o projeto, em curso, de ampliação e remodelação das urgências, um investimento de cerca de 7,3 ME.

“Não há também uma boa saúde sem uma boa saúde mental”, realçou, fazendo referência à nova unidade de internamento em psiquiatria, um investimento superior a 6,2 milhões de euros, que se encontra em fase de aprovação”.

Entretanto será adquirida, por “mais de 30 mil euros” uma viatura elétrica, para a “mobilidade das equipas comunitárias de saúde mental da infância, da adolescência e dos adultos”.

A Saúde “deve também assentar no claro respeito pelo ambiente e, por isso, está em fase de aprovação, um investimento superior a 6,3 ME, para financiar projetos de eficiência energética neste Centro Hospitalar, recorrendo ao fundo ambiental”.

Recordando que este centro hospitalar abrange uma população de cerca de 500 mil pessoas, Lacerda Sales realçou que, “por dia, os profissionais do CHTV realizam, em média: 750 consultas, 23 cirurgias, 44 cirurgias de ambulatório, 4 partos, 152 sessões de hospital de dia e mais de 9 mil exames por dia. Dão, ainda, resposta a 294 episódios de urgência geral, 39 de urgência obstétrica e 93 de urgência pediátrica”.

“Que ninguém duvide: o trabalho que aqui fazem, diariamente, contribui, decisivamente, para a equidade do país e para combater as assimetrias geográficas, promovendo a coesão social e territorial”, salientou.

Durante a sua intervenção, Lacerda Sales não poupou elogios aos profissionais e assumiu que se “sentia em casa”, uma vez que foi em Viseu que, em 1988, iniciou a sua especialidade (ortopedia), ainda nas antigas instalações, onde o Hospital de São Teotónio funcionou durante 150 anos.

Nuno Duarte, também enalteceu o trabalho dos “quase três mil colaboradores”. com destaque para os últimos dois anos, devido à pandemia de covid-19 e que “em 2022 ainda se refletem”, e enumerou os projetos em curso.

“A desmaterialização e digitalização dos serviços é mais um trabalho em curso, que permitirá dar um salto qualitativo na facilidade de acesso aos profissionais, na segurança médica e no conforto dos utentes”, apontou.

Também, “para breve, a disponibilização de um portal do utente, com aplicação para telemóvel reforçam o objetivo de aproximar o centro hospitalar do cidadão, fazendo melhor uso das tecnologias”.

NR/HN/LUSA

PS saúda acordo de descentralização hoje assinado entre Governo e ANMP

PS saúda acordo de descentralização hoje assinado entre Governo e ANMP

Em comunicado, o secretário-geral adjunto do PS, João Torres (n imagem), considerou que, com a assinatura deste acordo, nas áreas da Saúde e da Educação, “é dado um passo crucial na reforma do Estado e na aproximação dos seus serviços aos cidadãos”.

“Saudamos o empenho de todos os envolvidos e, naturalmente, dos autarcas, na pessoa da presidente da ANMP, Luísa Salgueiro. O PS continua firmemente convicto de que a descentralização é a pedra angular da reforma do Estado, e consciente de que as grandes mudanças implicam sempre diálogo e concertação”, sustenta.

Para os socialistas, o acordo de compromisso aprovado esta semana em Conselho de Ministros “tem como objetivo permitir que os municípios tenham os meios necessários para cumprir a sua missão e melhor servir o cidadão no âmbito do processo de descentralização, em especial nos domínios da educação e da saúde”.

“Na área da educação, o acordo engloba o reforço do valor para a manutenção das escolas; a reconstrução e requalificação das escolas identificadas como prioritárias; e a atualização da comparticipação das refeições escolares. na vertente da saúde, o acordo inclui a construção de novos centros de saúde e obras de requalificação, através de financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR); a aquisição de viaturas elétricas para a prestação de serviços de saúde, no âmbito do PRR; e a possibilidade de envolvimento dos municípios na definição dos horários dos centros de saúde”, destaca-se neste comunicado.

NR/HN/LUSA