Brasil confirma primeiros casos “autóctones” de Monkeypox

Brasil confirma primeiros casos “autóctones” de Monkeypox

Com o novo relatório, o gigante sul-americano passa a ter no total 14 casos e é a nação com casos mais confirmados da doença na América Latina.

Segundo o ministério brasileiro da Saúde, os casos autóctones correspondem a três homens entre 24 e 37 anos de idade “sem historial de viagens a países com casos confirmados”.

Os restantes 11 casos foram diagnosticados em pessoas que visitaram recentemente Espanha, Portugal e Inglaterra, países onde a doença está a expandir-se.

A maioria dos diagnósticos foi relatada no estado de São Paulo, com 10 casos, todos na capital paulista. Os outros quatro foram relatados nos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, com dois pacientes cada.

Ainda segundo o Governo brasileiro, todos os casos e todos os pacientes diagnosticados, incluindo os que estão sob suspeita, estão isolados e sob a supervisão de equipas de vigilância sanitária.

Os casos multiplicaram-se no país em apenas duas semanas. As autoridades sanitárias comunicaram o primeiro caso no Brasil em 8 de Junho.

Os últimos números da Organização Mundial de Saúde (OMS) elevam o número total de infeções por monkeypox para 3.300 em 40 países.

A organização considera que, embora este registo não represente um aumento massivo, em comparação com outros surtos como a Covid-19 ou o ébola, justificação a preocupação de que a propagação da doença não esteja a ser contida.

Os laboratórios confirmaram a circulação do vírus da monkeypox em, pelo menos, 36 países fora das regiões endémicas da África Central e Ocidental, sendo o Reino Unido o país com mais infeções (793), seguido pela Espanha (497) e Portugal (317).

A Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido identificou como grupo de maior risco os homens que fazem sexo com outros homens e que têm múltiplos parceiros, participam em sexo em grupo ou frequentam locais onde o sexo ocorre nas instalações.

A transmissão do vírus não está associada especificamente a relações homossexuais, mas é favorecida pela proximidade resultante de qualquer tipo de relação sexual.

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da Monkeypox é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infetadas a recuperar da doença em poucas semanas.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, nódulos linfáticos inchados, calafrios, exaustão, evoluindo para erupção cutânea.

O período de incubação é tipicamente de seis a 16 dias, mas pode chegar aos 21 e, quando a crosta das erupções cutâneas cai, a pessoa infetada deixa de poder contagiar.

LUSA/HN

Menina de 11 anos vítima de violação aborta no Brasil após controvérsia judicial

Menina de 11 anos vítima de violação aborta no Brasil após controvérsia judicial

O Hospital Universitário Polydoro Ernani em São Thiago, na cidade de Florianópolis (sul), “tomou todas as medidas necessárias para interromper a gravidez da menor”, de acordo com uma nota do Ministério Público Federal.

Fontes do Ministério Público acrescentaram que o procedimento foi realizado “na quarta-feira à noite” e que a rapariga, que ainda se encontra na clínica, “está bem”.

O caso veio a lume esta semana após o ‘site’ The Intercept Brasil ter relatado o conteúdo da audiência em que uma juíza, com o apoio da procuradora regional, pressionou a rapariga a ter o bebé e a entregá-lo para adoção.

A juíza argumentou que dar luz verde a um aborto nessa fase da gravidez seria “homicídio”, embora a vítima tivesse direito a ele, e também ordenou que a rapariga fosse colocada numa casa de acolhimento para a impedir de fazer um aborto.

No Brasil, o aborto só é atualmente permitido em casos de risco para a mãe, violação ou fetos com anencefalia.

O caso acabou nas mãos dos tribunais depois do hospital de Florianópolis se ter recusado a interromper a gravidez da menor no início, por violar os seus protocolos internos.

No entanto, o Ministério Público Federal recomendou ao hospital na véspera que cumprisse a lei e interrompesse a gravidez da menor, que estava prestes a entrar na 29.ª semana de gestação.

O organismo declarou numa nota que “o aborto legal não requer autorização judicial ou comunicação policial, nem existem limites na legislação relacionados com o período de gestação e peso fetal para o procedimento a ser realizado”.

O caso da menina de 11 anos teve grandes repercussões nas redes sociais e foi comentado por alguns políticos, como o congressista Eduardo Bolsonaro, filho do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que se manifestou em defesa da juíza que rejeitou o aborto da menor.

LUSA/HN

Mais uma morte em Cabo Verde 23 dias depois e recorde de casos em cinco meses

Mais uma morte em Cabo Verde 23 dias depois e recorde de casos em cinco meses

De acordo com o boletim diário sobre a evolução da doença no arquipélago, o óbito foi registado na cidade da Praia, ilha de Santiago, que aconteceu depois do anterior, na mesma ilha, em 29 de maio.

Com mais esta morte, Cabo Verde aumentou para 403 o total de óbitos por complicações associadas à Covid-19 desde o início da pandemia.

Nas últimas 24 horas, as autoridades de saúde cabo-verdianas registaram mais 303 novos casos, o valor mais alto desde 15 de janeiro, confirmando a tendência para o aumento de infeções no país nos últimos dias.

Cabo Verde atingiu um recorde diário de cerca de 1.400 novos infetados com o novo coronavírus num único dia em janeiro, já com a nova variante Ómicron a circular no arquipélago, chegando então a registar mais de 7.000 casos ativos, mas a situação melhorou rapidamente a partir da segunda semana de janeiro.

O país voltou em 06 de março à situação de alerta, o menos grave de três níveis, mantendo atualmente um nível “mínimo” de restrições devido à pandemia de Covid-19, deixando de ser obrigatório a utilização de máscara na via pública e, já no final de abril, também em espaços fechados.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, descartou o regresso às medidas restritivas, como ao uso de máscara obrigatório em espaços fechados, devido ao aumento de casos de Covid-19, mas recomendou a autoproteção.

Com os novos dados, o país aumentou para um total de 58.770 casos positivos acumulados, dos quais 57.250 casos recuperados da doença e há neste momento 1.065 casos ativos.

LUSA/HN

Brasil autoriza quarta dose da vacina para maiores de 40 anos

Brasil autoriza quarta dose da vacina para maiores de 40 anos

Até agora, o Governo brasileiro havia autorizado essa dose apenas para pessoas com 50 anos ou mais, além de imunodeprimidos e trabalhadores da área da saúde.

Para as doses de reforço são recomendadas as vacinas da Pfizer, AstraZeneca ou Janssen, quatro meses após a aplicação do primeiro reforço.

O Ministério da Saúde brasileiro também apresentou mudanças para quem tomou o imunizante fabricado pela Janssen como primeira dose. Neste caso, brasileiros com mais de 18 anos poderão tomar uma terceira dose. Também foi libertada uma quarta dose para aqueles que têm mais de 40 anos.

A mudança no programa de vacinação no país sul-americano acontece num momento em que ocorre, após flexibilizações, um aumento no número de mortes e casos conhecidos no país provocados por variantes da Ómicron.

Nas últimas semanas alguns estados e municípios brasileiros voltaram a recomendar o uso de máscaras em locais fechados.

Segundo informações oficias divulgadas pelo Governo brasileiro, desde o início da pandemia em 2020 até domingo, o país totalizou mais de 31 milhões de casos e 669.065 mortes provocadas pela Covid-19.

LUSA/HN

Mais uma morte em Cabo Verde 23 dias depois e recorde de casos em cinco meses

Primeiro-ministro cabo-verdiano descarta regresso às medidas restritivas, mas recomenda autoproteção

“A indicação que nós temos da Direção Nacional de Saúde [DNS] é que não seria impactante neste momento o retorno das máscaras, mas quando fizemos o alívio da última medida, houve essa recomendação no sentido da autoproteção”, recordou Ulisses Correia e Silva.

O país voltou em 06 de março à situação de alerta, o menos grave de três níveis, mantendo atualmente um nível “mínimo” de restrições devido à pandemia de Covid-19, deixando de ser obrigatório a utilização de máscara na via pública e, já no final de abril, também em espaços fechados.

Nas últimas semanas os casos têm aumentado, tendo o país 1.030 casos ativos de infeção, quando há uma semana tinha 498 e há duas semanas 244.

O primeiro-ministro, que recentemente foi infetado com a Covid-19, insistiu que em sítios fechados recomenda-se o uso de máscaras, bem como a adoção de outras medidas, como o distanciamento físico e lavagem e higienização das mãos.

“Acho que nós todos temos de fazer esse esforço adicional, individual, para podermos proteger-nos, sem prejuízo de medidas que possam ser mais restritivas, mas que não se justificam neste momento”, afirmou.

Em 10 de junho, o Governo anunciou um “aumento progressivo” de casos ativos nas últimas duas semanas e a partir de 01 de julho vai passar a exigir certificado de terceira dose de vacina para viagens interilhas.

Desde o início da pandemia no país em 20 de março de 2020, já foram registados um total de 58.176 casos positivos acumulados, dos quais 56.692 foram dados como recuperados e 402 resultaram em óbito.

LUSA/HN

OMS exorta Governo e sociedade guineenses sobre importância de garantir sangue seguro

OMS exorta Governo e sociedade guineenses sobre importância de garantir sangue seguro

“Por ocasião do Dia Mundial do Doador de Sangue exorto o Governo, parceiros, a sociedade civil a priorizarem a disponibilidade, recursos humanos e financeiros adequados para garantir o futuro dos serviços nacionais de transfusão de sangue que permita aos pacientes ter acesso ao sangue e aos produtos derivados de sangue seguros em quantidade suficiente”, apelou Mie Okamura.

Mie Okamura falava em representação do chefe da delegação da OMS, no ato central do Dia Mundial de Doadores de Sangue, assinalado no Centro Cultural Português na capital guineense.

A efeméride teve como lema: “Doar sangue é um ato de solidariedade, junte-se a esta causa e salve vidas”.

A responsável assinalou que na próxima semana, a OMS, em parceria com o Ministério da Saúde Pública da Guiné-Bissau vai enviar para Portugal a diretora nacional de sangue para uma ação de reforço de capacidade e também para contactos com os serviços congéneres portugueses.

 “O sangue e os produtos derivados é uma componente essencial para um sistema de saúde eficaz”, notou a dirigente da OMS em Bissau.

O secretário-geral do Ministério da Saúde guineense, Cletche Na Isna, que presidiu às comemorações, aproveitou a ocasião para apelar aos técnicos nos hospitais e centros de saúde no sentido de fazerem “uso racional” do sangue que é doado “a favor dos pacientes”.

Gentil da Silva, presidente da associação nacional de doadores de sangue na Guiné-Bissau enalteceu “a bondade e gesto de solidariedade” daqueles que doam sangue “de forma regular e voluntária”.

O responsável felicitou a escolha do lema deste ano que disse ser uma forma de agradecimento aos doadores de sangue “não renumeráveis”, especialmente os jovens.

O Centro Nacional de Sangue da Guiné-Bissau iniciou em abril uma campanha de recolha que vai durar até ao final do ano e que pretende sensibilizar os guineenses para a importância da doação de sangue, que pode salvar vidas.

A campanha, apoiada pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e pelas organizações não-governamentais Aida e Instituto Marquês Vale-Flor, vai decorrer até ao final do ano no terceiro sábado de cada mês.

LUSA/HN