Bastonário considera residência farmacêutica “um passo importante”, mas “lei está mal desenhada”

Bastonário considera residência farmacêutica “um passo importante”, mas “lei está mal desenhada”

Em comunicado, a Onya Health destaca que o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Hélder Mota Filipe, felicita o Governo pela decisão de criar uma carreira específica para os farmacêuticos no SNS, mas deixa claro que a lei vai ter impacto negativo nas instituições hospitalares nos primeiros anos de implementação. Em entrevista ao podcast “Como anda a nossa saúde?”, alerta ainda para a escassez de 300 farmacêuticos no serviço público.

“Esta lei da carreira farmacêutica, a partir do dia 1 de janeiro (de 2023), não permite que especialistas cujo título tenha sido dado pela Ordem dos Farmacêuticos sejam reconhecidos no Serviço Nacional de Saúde”, começa por explicar Hélder Mota Filipe, citado em comunicado. “Apenas os farmacêuticos com os títulos que resultam da residência podem passar a ser reconhecidos.”

Segundo a nova lei, as instituições do SNS só poderão contratar farmacêuticos especialistas depois de cumpridos quatro anos de internato numa das três especialidades disponíveis: Farmácia Hospitalar, Análises Clínicas ou Genética Humana. Mas o bastonário alerta que o SNS não pode esperar quatro anos pelos primeiros especialistas: “O Serviço Nacional de Saúde não pode conviver com esta situação no momento em que já faltam 300 farmacêuticos para os hospitais do SNS”.

Apesar de concordar com a criação de uma carreira farmacêutica no serviço público, o bastonário afirma que a Ordem ainda está em negociações com o Ministério da Saúde para tornar a lei mais justa. A solução pode passar pela equiparação de competências, permitindo que os títulos atribuídos pela Ordem antes de 1 de janeiro possam ser igualmente reconhecidos pelas instituições públicas “até que o próprio SNS tenha capacidade de gerar os seus próprios especialistas”, conclui.

Para controlar a escassez de medicamentos, Hélder Mota Filipe afirma que é necessário implementar uma reserva estratégica de medicamentos para momentos de crise que só possa ser mobilizada pelas autoridades competentes. O bastonário fala ainda na criação de uma lista oficial de medicamentos equivalentes, para que o farmacêutico tenha sempre uma terapêutica alternativa caso algum medicamento esteja em falta.

PR/HN/RA

Bayer quer integrar o top 10 de empresas líderes em oncologia em 2023

Bayer quer integrar o top 10 de empresas líderes em oncologia em 2023

A Bayer tem em consideração que o cancro não é apenas uma doença, mas tem muitas manifestações diferentes, e continua a investir em áreas com potencial para responder a necessidades adicionais não atendidas no cancro, incluindo radiofármacos direcionados, terapias-alvo, imuno-oncologia de nova geração, terapia celular oncológica, bem como abordagens de oncologia de precisão.

A Imuno-oncologia trouxe uma grande mudança à forma como a Bayer aborda o tratamento do cancro. Os cientistas da Bayer estão a desenvolver novas formas de reativar as defesas imunitárias do organismo contra as células cancerígenas e estão empenhados em alargar os benefícios a mais doentes. E a Bayer tem vindo a aplicar hoje a energia de precisão das partículas alfa para destruir seletivamente células tumorais – enquanto é reduzida drasticamente a exposição à radiação de células saudáveis.

“Cada pessoa é única; cada tumor é distinto. E é por isso que impulsionamos a investigação inovadora através de uma vasta gama de alvos e modalidades de tratamento do cancro. Para nos ajudar a continuar a realizar todo o potencial da ciência e da tecnologia, reunimos os principais investigadores mundiais para libertar o poder da colaboração numa rede global. Estamos empenhados em encontrar os objetivos de amanhã – fazer uma diferença duradoura no mundo da investigação do cancro. E com novas capacidades, estamos a procurar soluções para doenças que se pensava não terem tratamento durante anos”, refere Marco Dietrich, diretor-geral da Bayer em Portugal.

Espera-se que, nos próximos anos, a prevalência de doenças crónicas como doenças cardiovasculares ou cancro aumente drasticamente devido ao envelhecimento da população e uma classe média crescente com estilos de vida sedentários.

A Bayer tem-se focado em novas opções tratamento para doenças com necessidades médicas não atendidas, tais como cancro e doenças cardiovasculares, nomeadamente o cancro da próstata, que é um problema mundial de saúde, representando cerca de 3,5% de todas as mortes e mais de 10% das mortes por cancro. Em Portugal, o cancro da próstata é o mais frequente em homens com mais de 50 anos, afetando cerca de seis mil portugueses por ano.

PR/HN/RA

Congresso das Farmácias regressa ao formato presencial, em Lisboa

Congresso das Farmácias regressa ao formato presencial, em Lisboa

A sessão de abertura, marcada para o dia 10, sexta-feira, conta com a presença do ministro da Saúde, Manuel Pizarro, e da presidente da ANF, Ema Paulino.

“O Congresso tem como objetivo prioritário a intervenção das farmácias na jornada de saúde das pessoas, destacando temáticas que vão ao encontro das principais necessidades presentes e futuras da população.” Durante três dias, “farmacêuticos, oradores internacionais, profissionais de saúde vão ouvir as pessoas e auscultar os parceiros, para promover uma maior integração das farmácias na rede de cuidados de saúde primários”, explica o comunicado de imprensa.

Em reflexão estarão temas como a dispensa de medicamentos hospitalares em proximidade, a renovação da terapêutica, a partilha e acesso a dados em saúde e a redução da sobrecarga dos serviços do SNS.

São esperados mais de mil congressistas.

Programa

PR/HN/RA

Austrália aprova uso de substâncias psicoativas para fins medicinais em duas doenças

Austrália aprova uso de substâncias psicoativas para fins medicinais em duas doenças

A medida entra em vigor a partir de 01 de julho, segundo um comunicado da Administração de Ativos Terapêuticos (TGA na sigla em inglês), emitido na sexta-feira e hoje divulgado pelos meios de comunicação australianos, onde é dito que se permite que ambas as substâncias sejam prescritas por “psiquiatras especificamente autorizados para o tratamento de algumas doenças mentais”.

A entidade reguladora do medicamento da Austrália permite, assim, a prescrição da droga sintética MDMA (3,4-metilendioximetanfetamina) para o tratamento do síndroma de stresse pós-traumático e da psilocibina para a depressão quando o paciente não melhora com outros medicamentos.

“Estas são as únicas duas doenças para as quais há evidências suficientes de benefício potencial para alguns pacientes”, refere-se no comunicado.

Para prescrever medicamentos com estas substâncias, os psiquiatras terão de obter a aprovação da TCA, que submeterá o pedido à apreciação de um comité de investigação ética.

A TGA reconheceu a “falta de opções” para pacientes com doenças mentais que resistem ao tratamento, mas assinala que será necessário controlar os possíveis efeitos adversos destas terapêuticas.

Sublinha além disso que a utilização destas substâncias fora destas duas doenças continua a ser proibida.

Embora no mercado australiano não existam produtos licenciados que contenham qualquer uma daquelas substâncias, a TGA vai permitir que os psiquiatras autorizados a prescrevê-las, adquiram legalmente os “medicamente não aprovados” que as contenham.

LUSA/HN

Lucro líquido da Merck sobe 11% e soma 13.302 milhões de euros em 2022

Lucro líquido da Merck sobe 11% e soma 13.302 milhões de euros em 2022

Em comunicado, a empresa norte-americana refere ter faturado 59.283 milhões de dólares (54.313 milhões de euros) no ano passado, um aumento de 22% face a 2021.

As contas da farmacêutica foram impulsionadas pelas vendas do medicamento oral contra a Covid-19 Molnupiravir (Lagevrio), aprovado pelos reguladores norte-americanos em finais de 2021 e que ascenderam a 5.684 milhões de dólares (5.210 milhões de euros) entre janeiro e dezembro de 2022.

Em 2023, a MSD prevê que as vendas mundiais se situem entre 57.200 milhões e 58.700 milhões de dólares (52.431 e 53.806 milhões de euros), das quais cerca de 1.000 milhões de dólares (917 milhões euros) correspondentes do Molnupiravir.

Citado no comunicado, o presidente e diretor executivo da empresa, Robert Davis, afirma que 2022 “foi um ano excecional para a Merck”.

No último trimestre do ano, a MSD registou vendas de 13.830 milhões de dólares (12.681 milhões de euros), mais 2% do que no período homólogo, e um lucro líquido de 3.017 milhões de dólares (2.766 milhões de euros), menos 20% do que no mesmo período do ano anterior.

LUSA/HN

Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo recebe duas farmacêuticas residentes

Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo recebe duas farmacêuticas residentes

Segundo a ULSBA, sediada em Beja, a farmacêutica Márcia Tavares ocupa a vaga de análises clínicas e a sua colega Fabiana Benigno ocupa a vaga de farmácia hospitalar.

Ambas estão a fazer “o seu programa formativo de quatro anos conducente à especialização”, o “que lhes abre também perspetivas para o ingresso para o quadro farmacêutico no Serviço Nacional de Saúde”, acrescentou.

“Para os serviços que as acolhem trata-se de um valioso desafio e também uma renovação geracional dos recursos humanos com perspetiva de fixação de profissionais qualificados na ULSBA”, disse a instituição alentejana.

LUSA/HN