Abel Ferreira positivo à covid-19 falha deslocação do Palmeiras ao São Paulo

Abel Ferreira positivo à covid-19 falha deslocação do Palmeiras ao São Paulo

“Abel Ferreira apresentou sintomas gripais, foi submetido ao teste para deteção da covid-19 e teve resultado positivo. Foi isolado e será monitorizado pelos médicos do clube. Desejamos uma pronta recuperação ao nosso técnico”, escreveu o Palmeiras, no Twitter.

Assim, o técnico luso vai falhar o ‘clássico’ no estádio do Morumbi, referente à 13.ª jornada do campeonato brasileiro, pelo que nesta visita o Palmeiras deve ser orientado pelo adjunto João Martins.

Na quinta-feira, o Palmeiras volta ao Morumbi, desta vez para o desafio da primeira mão dos oitavos de final da Taça do Brasil.

NR/HN/LUSA

Monkeypox: DGS divulga cuidados a ter em eventos antes e após contactos sexuais

Monkeypox: DGS divulga cuidados a ter em eventos antes e após contactos sexuais

A forma de apresentação e disseminação da infeção sugere que a transmissão esteja a acontecer por contacto próximo, incluindo relações sexuais, refere a DGS, adiantando que os casos notificados no atual surto foram na sua maioria detetados em homens que têm sexo com homens, embora a transmissão também tenha sido documentada noutras pessoas.

Portugal registou mais 35 casos de infeção pelo vírus ‘Monkeypox’, elevando para 276 o total de pessoas infetadas, todos homens que se encontram clinicamente estáveis, referiu hoje a DGS.

Segundo a informação divulgada pela autoridade de saúde, eventos públicos, privados e viagens, facilitaram a transmissão de infeções, mas estes eventos “poderão ser oportunidades para sensibilizar os participantes e transmitir informação, ao mesmo tempo que se podem desenvolver medidas de prevenção e higienização para reduzir riscos nesses contextos”.

Para a DGS, “os parceiros comunitários são essenciais para garantir uma comunicação eficaz e atempada, adequada ao público a envolver, identificar as principais mensagens de prevenção e promoção da saúde e o alinhamento entre todos os envolvidos, para identificar rumores/desinformação e ajudar a melhorar o conhecimento sobre a infeção, e para facilitar a adesão às medidas de proteção”.

Entre o conteúdo das ‘mensagens chave’ a transmitir, a DGS refere que a infeção por Monkeypox caracteriza-se pelo aparecimento de lesões na pele ou mucosas, que podem ser localizadas numa determinada região do corpo ou generalizadas, atingindo habitualmente a face e boca, membros superiores e inferiores ou região ano-genital.

O surgimento de sintomas deve motivar a procura de aconselhamento e avaliação médica e deve evitar-se o contacto físico próximo, incluindo relações sexuais.

“O contacto físico próximo é a principal forma de transmissão. Uma relação sexual pode envolver risco. Relações sexuais com múltiplos parceiros/as aumentam o risco”, destaca a DGS.

A utilização do preservativo é importante para prevenir a transmissão do VIH e outras infeções sexualmente transmissíveis (IST), mas não oferece proteção eficaz para o vírus Monkeypox, alerta ainda na informação.

Entre as medidas a adotar “antes, durante e após” os eventos, a DGS recomenda que seja desincentivada a participação em caso da existência de sintomas e que os organizadores considerem o envio de informação prévia aos participantes, através das redes sociais ou no momento da inscrição.

A DGS aconselha também formar os trabalhadores e funcionários sobre os sinais e sintomas mais comuns de infeção e sobre o aconselhamento a dar a casos suspeitos, bem como dispensar os funcionários/voluntários que apresentem sintomas.

Entre as sugestões, a autoridade de saúde quer que os organizadores incentivem os participantes a “guardar os contactos das pessoas com quem mantiverem contacto físico próximo, incluindo relações sexuais, caso seja necessário identificá-los posteriormente”.

Entre as recomendações de higiene, a DGS aconselha que “se existir roupa de cama, deve ser mudada após utilização por um novo participante/cliente”.

“Essa roupa deve ser manipulada por funcionários de limpeza que utilizem luvas e máscaras e lavada a mais de 60 graus centígrados. Após manipulação da roupa, deve retirar-se as luvas e lavar/higienizar as mãos”, pode ler-se.

A informação da autoridade de saúde adverte também contra a estigmatização da doença, tendo em conta que “a maioria dos casos até agora foram reportados em homens que têm sexo com homens”.

“O estigma e o medo podem dificultar as respostas em matéria de saúde pública, pois podem fazer com que as pessoas escondam a sua doença e são barreiras de acesso aos cuidados de saúde”, alerta a DGS.

Entre os conselhos para mitigar a estigmatização, a autoridade de saúde pede que se utilize “uma linguagem respeitosa e inclusiva” e que se transmitam “os factos de forma clara e acessível”.

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da ‘Monkeypox’ é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infetadas a recuperar da doença em poucas semanas.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, nódulos linfáticos inchados, calafrios, exaustão, evoluindo para erupção cutânea.

O período de incubação é tipicamente de seis a 16 dias, mas pode chegar aos 21 e, quando a crosta das erupções cutâneas cai, a pessoa infetada deixa de ser infecciosa.

Portugal vai receber 2.700 doses das vacinas contra o vírus ‘Monkeypox’ adquiridas pela Comissão Europeia, confirmou recentemente a DGS, que está a elaborar uma norma técnica que definirá a forma como serão utilizadas.

NR/HN/LUSA

Covid-19: Ocupação hospitalar com tendência decrescente

Covid-19: Ocupação hospitalar com tendência decrescente

“O impacto nos internamentos apresenta uma inversão da tendência, pelo que é expectável a manutenção da diminuição da procura de cuidados de saúde”, avança o documento da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) hoje divulgado.

De acordo com a DGS e o INSA, regista-se agora uma tendência decrescente da ocupação hospitalar por casos de covid-19, com 1.896 internados na segunda-feira, o que representa menos 5% em relação ao mesmo dia da semana anterior.

Estavam nas unidades de cuidados intensivos (UCI) 98 doentes, que correspondiam a 34,8% do limiar definido como crítico de 255 camas ocupadas, valor mais baixo do que os 42,4% registados no anterior relatório.

Segundo o documento, os hospitais do Norte e do Alentejo são os que apresentam maior ocupação em UCI, 55% e 45% respetivamente, enquanto as restantes regiões se “encontram ainda distantes dos seus níveis de alerta”.

Quanto à mortalidade específica por covid-19, estava nos 53,7 mortes em 14 dias por um milhão de habitantes, mas com um abrandamento da tendência crescente, apesar de ainda bastante superior ao limiar de 20 óbitos definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC).

“A mortalidade por todas as causas encontra-se acima do esperado para a época do ano, indicando um excesso moderado de mortalidade por todas as causas, em parte associado à mortalidade específica por covid-19”, adiantam a DGS e o INSA.

O documento sublinha ainda que, entre 01 e 30 de abril, as pessoas com idade igual ou superior a 50 anos com um esquema vacinal completo “parecem apresentar um risco de internamento semelhante ao das pessoas sem um esquema vacinal completo”.

“Esta evidência vem reforçar a recomendação de dose de reforço nos grupos etários mais velhos”, salienta o documento, que avança também que, na população com 80 e mais anos, a dose de reforço reduz o risco de morte por covid-19 em três vezes em relação a quem tem o esquema vacinal completo e em seis vezes em relação aos não vacinados ou com esquema incompleto.

Perante estes indicadores, o relatório refere que a epidemia de covid-19 mantém uma incidência muito elevada, embora com tendência decrescente, aconselhando “fortemente o reforço das medidas de proteção individual e vacinação de reforço, assim como da sua comunicação frequente à população”.

NR/HN/LUSA

Ryanair superará no verão capacidade com que voava antes da pandemia

Ryanair superará no verão capacidade com que voava antes da pandemia

O responsável disse à agência espanhola Efe que a Ryanair “tem feito melhor do que outras companhias aéreas” e tem as suas tripulações preparadas desde o ano passado, pelo que não está a ter problemas com falta de pessoal para o verão de 2022.

Segundo Hugues, algumas companhias aéreas foram obrigadas a reduzir a sua capacidade não só por problemas nos aeroportos, devido à falta de mão de obra em áreas como os controlos de segurança, mas sobretudo por dificuldades em fazer regressar os seus trabalhadores, após dois anos de pandemia.

O responsável espera que, nas próximas semanas, as restantes companhias aéreas possam estar a 100% da sua capacidade e, também, que haja cada vez menos problemas nos aeroportos europeus.

A companhia aérea irlandesa de baixo custo mantém a previsão de transportar 165 milhões de passageiros em toda a sua rede no atual ano fiscal (de abril de 2022 a março de 2023), 18% acima dos 140 milhões de 2019.

A empresa prevê uma ligeira subida de preços durante o verão, entre os meses de julho e setembro, devido ao aumento dos preços dos combustíveis, embora, como lembrou Hugues, o seu impacto seja menor no caso da Ryanair, que tem assegurado cerca de 80% do combustível a um preço mais baixo até março de 2023.

O gestor criticou o novo imposto extraordinário que o governo húngaro introduziu em maio e que afeta, entre outras empresas, as companhias aéreas, e que a Ryanair está a repercutir nos bilhetes, incluindo os vendidos anteriormente, cobrando um valor adicional.

“É um erro, pois nesta altura pós-covid o que temos de fazer é tornar as viagens atrativas para todos os clientes e não colocar-lhes obstáculos”, acrescentou.

NR/HN/LUSA

Terapia celular inovadora para o tratamento do cancro do sangue apresentada no Brasil

Terapia celular inovadora para o tratamento do cancro do sangue apresentada no Brasil

O estudo, que também envolveu o Haocentro Riberao Preto e a Universidade Estadual de São Paulo (USP), mostrou que a terapia era “altamente eficaz no tratamento de alguns tipos de cancro do sangue, tais como linfoma e leucemia linfóide aguda”, indicou o Governo regional em comunicado.

O programa, supervisionado pela Secretaria da Ciência, Investigação e Desenvolvimento em Saúde, funcionará em dois centros, um em São Paulo, a capital regional, e outro em Riberao Preto, com uma capacidade combinada para tratar 300 pacientes por ano.

A terapia celular CAR-T (recetor de antigénio quimérico) utiliza células T, que são linfócitos do sistema imunitário, para “reprogramá-las” para combater os “agentes patogénicos” do cancro do sangue.

A partir de São Paulo, o objetivo é que a terapia chegue ao Sistema de Saúde Unificado, a rede de saúde pública do país.

O primeiro voluntário do programa experimental formulado no Centro de Terapia Celular da Escola de Medicina da USP em Ribeirão Preto conseguiu “uma remissão total de um linfoma terminal” e, ao longo dos dois anos de ensaios, outros pacientes conseguiram inverter as suas condições oncológicas, lê-se na mesma nora.

“Esta é uma terapia revolucionária e individualizada que utiliza as células de defesa do próprio paciente para combater o cancro”, disse o secretário regional da saúde, David Uip.

Por se tratar de um programa experimental, os pacientes tratados estavam todos na fase terminal, pelo que o estudo será alargado a voluntários nas fases iniciais da doença, a fim de obter um aval definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa, regular).

“Curar uma pessoa que estava quase doente terminal é uma emoção indescritível”, disse Dimas Covas, o diretor do Instituto Butantan e coordenador do estudo, que envolveu 50 profissionais da ciência médica.

NR/HN/LUSA

Moody’s alerta que Moçambique é um dos países africanos mais expostos ao impacto da guerra

Moody’s alerta que Moçambique é um dos países africanos mais expostos ao impacto da guerra

“Nos próximos 18 meses, antevemos um aumento nos riscos sociais e políticos em resultado do choque global nos preços alimentares e energéticos, como aconteceu em 2008”, lê-se numa análise ao impacto da guerra na Ucrânia sobre os países do Médio Oriente e de África.

No documento, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso, a Moody’s analisa 16 países africanos e conclui que “Líbano, Moçambique, Togo, Namíbia, Jordânia e Senegal são os mais expostos aos choques energéticos e alimentares e, por isso, os mais vulneráveis a agitação social e política”.

Para elaborar esta lista, a Moody’s olhou para a dependência energética e alimentar e comparou com os custos das importações de alimentos e energia, em percentagem do PIB, considerando que “são bons indicadores porque um aumento nos preços alimentares e de energia tem um espetro alargado e não é limitado aos preços do trigo e do petróleo”.

Os países com uma forte dependência de importações de petróleo e alimentos, já com elevados riscos sociais e com um sistema de governação onde os países não têm uma escapatória eleitoral para mostrar as suas frustrações, são os que estão mais em risco de agitação política e social, diz a Moody’s.

A ajuda internacional, acrescentam, “tem sido enviada pela comunidade de doadores internacionais, mas é pouco provável que consiga proteger totalmente os rendimentos mais vulneráveis, devido à provável escassez de produtos básicos, como os cereais”.

A invasão da Ucrânia pela Rússia teve como consequência um aumento dos preços dos alimentos e da energia numa região que ainda tentava recuperar dos efeitos da pandemia de covid-19.

“Os preços mais elevados dos alimentos e da energia vão impulsionar a inflação e afetar negativamente a balança de pagamentos e as finanças públicas dos países que são importadores líquidos de alimentos e petróleo, exacerbando os desafios macroeconómicos e os desequilíbrios orçamentais e externos”, conclui a Moody’s.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

NR/HN/LUSA