Stress e problemas de saúde psicológica no trabalho custam 5,3 mil milhões por ano

Stress e problemas de saúde psicológica no trabalho custam 5,3 mil milhões por ano

De acordo com o documento “Prosperidade e Sustentabilidade das Organizações – Relatório do Custo do Stresse e dos Problemas de Saúde Psicológica no Trabalho”, o absentismo custou 1,8 mil milhões de euros em 2022 às empresas em Portugal. Já o presentismo (quando os trabalhadores vão para o seu local de emprego, mas funcionam abaixo das suas capacidades por motivo) teve um custo de 3,5 mil milhões de euros, registando-se assim uma perda total de produtividade de 5,3 mil milhões por ano.

Em dias, estima-se que os trabalhadores faltem 7,4 dias por ano devido ao stress e aos problemas de saúde psicológica e que o presentismo seja ainda mais representativo, podendo chegar aos 15,8 dias por ano – números que subiram em relação a 2020.

Este cálculo, realizado pela OPP, refere-se apenas a custos indiretos do stress e problemas de saúde psicológica no trabalho, como os que envolvem a perda de produtividade (absentismo, presentismo, rotatividade e erros/acidentes). Não estão representados custos diretos, como os gastos com serviços de saúde, pagamento de seguros, problemas legais ou pagamento de multas e compensações.

Um recente relatório sobre os benefícios económicos do investimento em saúde psicológica (McDaid e A-La Park, 2022) reporta que o retorno sobre o investimento em saúde psicológica é de cinco euros por cada euro investido.

PR/HN/RA

 

Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga despede-se de 2022 “com níveis históricos em todas as linhas de atividade”

Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga despede-se de 2022 “com níveis históricos em todas as linhas de atividade”

Por outro lado, de acordo com o comunicado enviado aos jornalistas, o nível de satisfação dos utentes com os serviços prestados “manteve-se em níveis muito elevados, sendo que 45,04% dos utentes classificam a sua experiência com a instituição com a pontuação de 9 ou 10 (numa escala de 0 a 10)”.

“O ano 2022 foi também muito positivo em termos de valorização e diferenciação da resposta assistencial aos doentes da região, com destaque para a qualificação do apoio à urgência, com alargamento da presença de cardiologistas ou a introdução do apoio de gastroenterologistas, com o início da actividade de podologia, com especial destaque para o tratamento dos doentes com Pé Diabético.”

PR/HN/RA

Bastonário considera residência farmacêutica “um passo importante”, mas “lei está mal desenhada”

Bastonário considera residência farmacêutica “um passo importante”, mas “lei está mal desenhada”

Em comunicado, a Onya Health destaca que o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Hélder Mota Filipe, felicita o Governo pela decisão de criar uma carreira específica para os farmacêuticos no SNS, mas deixa claro que a lei vai ter impacto negativo nas instituições hospitalares nos primeiros anos de implementação. Em entrevista ao podcast “Como anda a nossa saúde?”, alerta ainda para a escassez de 300 farmacêuticos no serviço público.

“Esta lei da carreira farmacêutica, a partir do dia 1 de janeiro (de 2023), não permite que especialistas cujo título tenha sido dado pela Ordem dos Farmacêuticos sejam reconhecidos no Serviço Nacional de Saúde”, começa por explicar Hélder Mota Filipe, citado em comunicado. “Apenas os farmacêuticos com os títulos que resultam da residência podem passar a ser reconhecidos.”

Segundo a nova lei, as instituições do SNS só poderão contratar farmacêuticos especialistas depois de cumpridos quatro anos de internato numa das três especialidades disponíveis: Farmácia Hospitalar, Análises Clínicas ou Genética Humana. Mas o bastonário alerta que o SNS não pode esperar quatro anos pelos primeiros especialistas: “O Serviço Nacional de Saúde não pode conviver com esta situação no momento em que já faltam 300 farmacêuticos para os hospitais do SNS”.

Apesar de concordar com a criação de uma carreira farmacêutica no serviço público, o bastonário afirma que a Ordem ainda está em negociações com o Ministério da Saúde para tornar a lei mais justa. A solução pode passar pela equiparação de competências, permitindo que os títulos atribuídos pela Ordem antes de 1 de janeiro possam ser igualmente reconhecidos pelas instituições públicas “até que o próprio SNS tenha capacidade de gerar os seus próprios especialistas”, conclui.

Para controlar a escassez de medicamentos, Hélder Mota Filipe afirma que é necessário implementar uma reserva estratégica de medicamentos para momentos de crise que só possa ser mobilizada pelas autoridades competentes. O bastonário fala ainda na criação de uma lista oficial de medicamentos equivalentes, para que o farmacêutico tenha sempre uma terapêutica alternativa caso algum medicamento esteja em falta.

PR/HN/RA

350 colaboradores da Sonae aceitaram o desafio da Liga Portuguesa Contra o Cancro

350 colaboradores da Sonae aceitaram o desafio da Liga Portuguesa Contra o Cancro

A iniciativa contou com 350 colaboradores das várias empresas Sonae, que, na semana em que se assinala o Dia Mundial do Cancro (4 de fevereiro), percorreram 5 km tirando partido dos espaços exteriores do parque empresarial onde se localiza a sede do grupo. Os participantes contribuíram, assim, com 1.750 quilómetros para o objetivo da LPCC de atingir 40.075 km, o equivalente ao perímetro da Terra, num ato simbólico para “dar a volta ao mundo” e “dar a volta ao cancro”.

A iniciativa, que contou com o apoio das marcas Continente, Sport Zone e Solinca, insere-se no programa de promoção da saúde e bem-estar dos colaboradores, que vai desde a implementação de medidas de flexibilidade laboral à disponibilização de serviços e infraestruturas do Sonae Campus que facilitam uma vida equilibrada.

“A saúde e bem-estar dos nossos colaboradores é uma prioridade para a Sonae e, como tal, não podíamos ficar indiferentes a esta iniciativa tão meritória. A prevenção é fundamental para a saúde física e mental de todos nós, pelo que esperamos que com este gesto simbólico, que teve uma adesão notável por parte das nossas colaboradoras e colaboradores, mais pessoas fiquem a conhecer o desafio da Liga Portuguesa Contra o Cancro e se juntem a este movimento”, afirma Eduardo Mendes, diretor de People & Leadership da Sonae.

O compromisso da Sonae com a saúde e bem-estar dos seus colaboradores “reflete-se na oferta alargada de espaços e serviços disponíveis no Sonae Campus, como ginásio, campos de futebol e de padel, ciclovia e bicicletas, análises clínicas e serviços de enfermagem, consultas de nutrição, serviços de conveniência (quiosque, lavandaria e engomadoria, centro de lavagem de viaturas, entregas de farmácia, etc.), cabeleireiro e centro de estética, um polo da Brave Generation Academy para os filhos de colaboradores, entre outros”, refere o grupo.

PR/HN/RA

Hospital de Santarém pede desvio de doentes urgentes de medicina interna a partir das 21:00

Hospital de Santarém pede desvio de doentes urgentes de medicina interna a partir das 21:00

A mesma fonte destacou à Lusa que o pedido ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) implica apenas o desvio de ambulâncias, mas os doentes que se desloquem ao hospital pelos seus próprios meios serão atendidos.

O pedido foi feito devido a constrangimentos neste serviço e tendo em conta o funcionamento em rede dos hospitais, mas esta situação pode ser revertida durante o período solicitado, caso os restantes hospitais da área entrem também em contingência, explicou.

Foi solicitado aos corpos de bombeiros para, durante esse período, passarem os dados clínicos dos doentes da área de influência desse hospital, para que possam ser referenciados pelo CODU.

Já na passada segunda-feira, o Hospital Distrital de Santarém tinha pedido ao CODU o desvio de doentes urgentes, devido ao congestionamento dos Serviços de Urgência deste hospital.

LUSA/HN

Duas crianças assistidas no Hospital da Estefânia após incêndio receberam alta

Duas crianças assistidas no Hospital da Estefânia após incêndio receberam alta

Dois adultos e duas crianças transportados para a urgência do Hospital de Santa Maria, na sequência do incêndio de sábado na Mouraria receberam alta durante a noite, segundo fonte da unidade hospitalar.

“Precisavam de receber oxigénio, mas não inspiravam cuidados”, afirmou fonte do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte.

Havia também cinco pessoas que deram entrada no sábado no Hospital de São José, em Lisboa, pelo mesmo motivo e que já tiveram alta.

O incêndio, no número 55 da Rua do Terreirinho, provou dois mortos e 14 feridos, todos de nacionalidades estrangeiras, a maior parte do sul da Ásia.

LUSA/HN