Câmaras de Palmela, Sesimbra e Setúbal exigem “soluções rápidas” para Centro Hospitalar

Câmaras de Palmela, Sesimbra e Setúbal exigem “soluções rápidas” para Centro Hospitalar

Num comunicado conjunto, os três autarcas, André Martins (Setúbal), Álvaro Amaro (Palmela) e Francisco de Jesus (Sesimbra), defendem a necessidade de “soluções rápidas e permanentes” para “impedir o agravamento da qualidade dos serviços prestados” nos hospitais de São Bernardo e do Outão, que integram o CHS.

Na nota, os três autarcas da CDU começam por saudar os profissionais de saúde do CHS “por continuarem a prestar, com a necessária qualidade, os indispensáveis serviços essenciais às populações”, apesar do que consideram ser o “arrastamento das dificuldades registadas na prestação de cuidados de saúde às populações servidas pelo Centro Hospitalar de Setúbal”.

“Os profissionais de saúde destes hospitais, em especial os médicos dos serviços de obstetrícia e ortopedia, merecem a nossa total solidariedade e apoio por continuarem a trabalhar empenhadamente num quadro de reiterada falta de resposta de quem tem a responsabilidade de resolver os problemas do SNS [Serviço Nacional de Saúde]”, lê-se no comunicado.

As câmaras municipais de Palmela, Sesimbra e Setúbal manifestam, igualmente, “total solidariedade com as populações afetadas por estes problemas e exigem, uma vez mais, ao Governo soluções concretas e urgentes para resolver as dificuldades nos serviços de urgência que afetam a prestação de cuidados de saúde às populações da região”.

Nas últimas semanas, o Hospital de São Bernardo, em Setúbal, tal como o Hospital Garcia de Orta, em Almada, têm tido dificuldades no preenchimento das escalas de serviço, particularmente nos serviços de Urgência de Obstetrícia e Ginecologia, devido à falta de médicos, obrigando algumas vezes ao reencaminhamento de doentes para outras unidades hospitalares.

LUSA/HN

Hospital de Setúbal prevê fechar urgências de obstetrícia 21 dias no verão

Hospital de Setúbal prevê fechar urgências de obstetrícia 21 dias no verão

“A previsão é que vai haver um agravamento nos próximos meses. Este mês de junho foi uma amostra (…) Por insuficiência na constituição das escalas, tenho nove dias previstos de encerramento para julho, seis para agosto e seis para setembro”, num total de 21, disse o responsável em declarações à estação de televisão SIC.

Questionado pela jornalista, o diretor do serviço de Obstetrícia do Hospital de Setúbal frisou que a sua equipa médica está “perfeitamente desfalcada” face ao número de utentes que é previsto atender, uma vez que deviam ter 23 especialistas e só têm oito, “menos de um terço”.

Desses oito, apenas sete fazem serviço de urgência, acrescentou.

José Pinto de Almeida disse ainda que as escalas estão feitas “no limite e com muita fragilidade”, de tal forma que “basta faltar um médico especialista para necessitar de encerramento”.

“Estamos muito dependentes de colegas tarefeiros. Neste momento, as nossas escalas recorrem entre 50% a 70% a esses colegas tarefeiros”, afirmou, acrescentando que, este mês, esses colegas mostraram-se menos disponíveis.

O diretor do serviço de Obstetrícia do Hospital de Setúbal classificou este problema de “estrutural” e sublinhou que decorrer “há muito tempo, muito antes do tempo covid”.

“É uma carência acumulada, que nunca foi colmatada”, indicou o médico, explicando que os especialistas foram saindo por reforma ou por opção dos hospitais públicos e, no caso do de Setúbal, nunca foram substituídos.

Nos últimos dias, vários serviços de urgência de obstetrícia e ginecologia e bloco de partos de vários pontos do país tiveram de encerrar por determinados períodos ou funcionaram com limitações, devido à dificuldade dos hospitais em completarem as escalas de serviço de médicos especialistas.

NR/HN/LUSA

Líder do PCP fala em “caos” nas urgências e critica PS por “medidas temporárias”

Líder do PCP fala em “caos” nas urgências e critica PS por “medidas temporárias”

“Perante o caos a que assistimos nas urgências obstétricas e as dificuldades em assegurar o atendimento médico urgente em várias especialidades, devido à falta de profissionais, e os atrasos” nas consultas, “bem se pode dizer que o PCP tinha razão para votar contra o Orçamento”, disse o líder comunista, Jerónimo de Sousa.

Na sua intervenção de encerramento da 10.ª Assembleia da Organização Regional de Beja do Partido Comunista Português (PCP), que decorreu na cidade alentejana, Jerónimo de Sousa abordou o fecho temporário, nos últimos dias, de urgências de Obstetrícia pelo país.

Tanto no anterior Governo, como no atual, “medidas consideradas indispensáveis” para a defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS), “para dar solução aos problemas que agora aparecem à luz do dia”, constavam do “núcleo duro” das propostas dos comunistas para aprovarem o Orçamento do Estado (OE).

Mas essas medidas, lembrou, “foram recusadas”, porque “o PS não quis defender o SNS do brutal ataque a que está sujeito pelos grupos económicos dos negociantes da doença”, acusou.

Agora, “a situação agravou-se”, alertou Jerónimo de Sousa, afiançando que os comunistas estão “profundamente preocupados”.

“A situação do SNS é pior do que há seis meses”, disse, vincando que “faltam médicos e enfermeiros de família, aumentam as queixas de atrasos e falta de respostas em consultas, tratamentos e cirurgias”.

Da parte do PS, contudo, “continuam os remendos dos planos de contingência em vez de soluções de fundo, como os salários, as carreiras, as condições de trabalho para fixar os médicos de várias especialidades no SNS”, criticou.

“Neste, com noutros domínios, o Governo PS limita-se a apontar medidas temporárias para atenuar alguns dos problemas que o povo e o país enfrentam” e os socialistas “fazem depender da União Europeia decisões que podem tomar”, segundo o líder comunista.

No anterior executivo de maioria socialista, “a resposta que o país e o SNS precisavam nunca chegou”, mas, “e agora?”, questionou.

“O PS tem uma maioria absoluta, tem nas mãos muito do futuro em termos governativos, legislativos. Então, precisava de uma maioria reforçada para quê? Porque continua o Governo a recusar a autonomia de contratação pelas unidades de saúde e o reforço de profissionais do SNS?”, perguntou Jerónimo de Sousa, defendendo que “é preciso salvar o SNS” e o PCP não vai “desistir desse combate”.

NR/HN/LUSA

Nobel Denis Mukwege pede “vontade política” contra violência sexual em conflitos

Nobel Denis Mukwege pede “vontade política” contra violência sexual em conflitos

“A violação e a violência sexual são usadas em todos os conflitos contemporâneos ao redor do mundo – como a situação atual na Ucrânia”, escreve, num comunicado à imprensa, o ginecologista da República Democrática do Congo, que recebeu o Prémio Nobel da Paz em 2018 pelo seu trabalho a favor das mulheres que são vítimas de violação como arma de guerra.

“Notamos com amargura que muitas vezes falta vontade política, que os meios financeiros são insuficientes”, lamenta o médico.

Mukwege considera também que “a cultura da impunidade de que beneficiam os autores e instigadores destes atos desprezíveis continua a ser mais a norma do que a exceção”.

“Por isso, mais uma vez, exortamos a comunidade de Estados e doadores a mobilizar recursos humanos e financeiros para enfrentar as consequências da violência sexual cometida em tempos de conflito e a redobrar os seus esforços para evitar a repetição desses crimes”, apela.

Segundo Denis Mukwege, “é também fundamental (…) assegurar a promoção da igualdade de género e a participação política ativa das mulheres”.

“Aqueles que toleram ou ordenam a transformação dos corpos de mulheres e de meninas, mas também de homens e de meninos, em campo de batalha, devem ser ostracizados da comunidade internacional, sujeitos à proibição de viagens e de vistos, e os seus bens e recursos financeiros devem ser congelados sem mais demora”, pede Denis Mukwege.

NR/HN/LUSA

Comissão de acompanhamento quer “maior coordenação” entre hospitais quando serviços fecham

Comissão de acompanhamento quer “maior coordenação” entre hospitais quando serviços fecham

“Vamos tratar sobretudo arranjar uma fórmula para que haja maior coordenação entre os hospitais quando há contingências e tentar que sejam bem claros para a população os tipos de contingência que existe”, disse à agência Lusa o coordenador nacional da comissão, o médico Diogo Ayres de Campos.

A comissão de acompanhamento de resposta em urgência de ginecologia, obstetrícia e bloco de partos foi anunciada na semana passada pela ministra da Saúde, Marta Temido, e é constituída por seis elementos, designadamente o coordenador nacional e outros cinco clínicos em representação por cada região do país.

Diogo Ayres de Campos, diretor do serviço de obstetrícia do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e presidente da Associação Europeia de Medicina Perinatal, considerou que deve existir uma maior coordenação entre hospitais quando um bloco de partos ou uma urgência encerra para que não aconteça em simultâneo e de forma desorganizada, como tem sucedido nos últimos dias.

“Às vezes fecha o bloco de partos, outras vezes as urgências e quando passa para a comunicação social nem sempre é muito claro o que está fechado e isso pode trazer alguma confusão às grávidas”, disse, sublinhando que as utentes têm de saber para onde se devem dirigir.

Diogo Ayres de Campos sublinhou que a “primeiro prioridade” da comissão “é arranjar soluções para o verão”, mas ao mesmo tempo e já que está a lidar com “estes problemas agudos” terá também de começar “a pegar nos problemas mais estruturais e tentar alterações aí, porque senão está apenas a reagir e não a planear”.

O médico disse também que, neste momento, não há um tempo fixo de duração da comissão de acompanhamento, que terá também como tarefa rever o mapa de referenciação hospitalar em saúde materna e infantil.

Questionado sobre se os serviços de urgência de obstetrícia e ginecologia e bloco de partos de vários pontos do país vão continuar a ter problemas nos próximos dias, Diogo Ayres de Campos afirmou não ter condições para responder a isso neste momento.

A comissão de acompanhamento, que foi nomeada na passada sexta-feira, vai reunir-se, na segunda-feira de manhã, com a ministra da Saúde, e à tarde com as administrações regionais de saúde (ARS).

Nos últimos dias, vários serviços de urgência de obstetrícia e ginecologia e bloco de partos de vários pontos do país tiveram de encerrar por determinados períodos ou funcionaram com limitações, devido à dificuldade dos hospitais em completarem as escalas de serviço de médicos especialistas.

Na quarta-feira passada, Marta Temido anunciou a criação de uma comissão para acompanhar a resposta das urgências de ginecologia e obstetrícia e bloco de partos dos hospitais.

NR/HN/LUSA

Publicado novo anúncio para requalificação da Unidade de Saúde da Ilha do Corvo

Publicado novo anúncio para requalificação da Unidade de Saúde da Ilha do Corvo

“Este é o segundo concurso que lançamos para esta obra, depois do primeiro ter ficado deserto face à escalada de preços que se tem verificado nos últimos meses”, informa a secretária regional da tutela das Obras Públicas, Berta Cabral, numa nota divulgada.

Citada na mesma nota publicada na página da Internet do Governo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) a governante refere ainda que “os desafios são grandes e a incerteza é permanente neste momento”.

Mas, a Secretaria Regional continua “com determinação a trabalhar junto do mercado para responder às necessidades das populações das nove ilhas”, acrescenta.

“É fundamental estarmos todos conscientes de que precisamos procurar soluções de forma sistemática, para que investimentos tão importantes para as necessidades básicas do nosso regime autonómico, como este que vamos fazer no Corvo, continuem a ser uma realidade”, sublinhou ainda Berta Cabral.

O período de apresentação de propostas para a empreitada de requalificação da Unidade de Saúde do Corvo, a mais pequena ilha dos Açores, está agora a decorrer, com um preço base de 370 mil euros e um prazo de execução de 270 dias.

A obra de requalificação e ampliação do edifício da Unidade de Saúde do Corvo, permitirá “melhorar as condições de utilização, reestruturação e reorganização funcional”, segundo o executivo açoriano.

NR/HN/LUSA