Surto de cólera mata 490 pessoas no Haiti desde outubro

Surto de cólera mata 490 pessoas no Haiti desde outubro

Segundo o último balanço oficial, reportado a sábado, as autoridades de saúde pública do Haiti confirmaram 1.742 casos de cólera, estando por verificar 24.536 suspeitas.

O número de internados com sintomas associados à cólera ascendeu a 20.505, desde que foi confirmado o primeiro caso, em 03 de outubro.

Os internados têm, em média, 20 anos, verificando-se uma especial incidência entre as crianças com entre um e nove anos.

Esta crise sanitária decorre numa altura em que a fome e a insegurança têm vindo a aumentar no país.

O Governo do Canadá já anunciou que vai enviar veículos blindados para aumentar a segurança no Haiti, em resposta ao pedido que lhe tinha sido endereçado.

O primeiro-ministro, Ariel Henry, avançou que o país vai começar a receber apoio financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI) para responder à emergência alimentar.

NR/HN/LUSA

Biden anuncia medidas para facilitar acesso de mulheres que querem abortar a medicamentos

Biden anuncia medidas para facilitar acesso de mulheres que querem abortar a medicamentos

O presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou hoje a implementação de uma série de medidas para facilitar o acesso das mulheres que pretendem abortar a medicamentos, bem como novas garantias de proteção para as farmácias que vendem esta medicação.

A decisão foi anunciada por Joe Biden numa comunicação que feita por ocasião dos 50 anos da decisão “Roe v. Wade”, que desde 1973 protegia federalmente o direito ao aborto até 23 semanas de gestação.

Em junho do ano passado o Supremo Tribunal dos EUA, que conta atualmente com uma ampla maioria conservadora, viria a anular esta decisão e a deixar nas mãos de cada Estado as políticas relativas ao aborto.

Contudo, o Governo federal norte-americano goza de certos poderes, como os que foram aproveitados este domingo por Biden, que ordenou ao Ministério da Saúde e Serviços Humanos que criasse um novo guia de apoio a fornecedores e farmácias para distribuir aos pacientes os medicamentos de que necessitam, refere a agência noticiosa Europa Press.

Da mesma forma, o memorando presidencial também determina um novo guia para garantir um acesso seguro a estes medicamentos nas farmácias “livres de ameaças e violência”.

O presidente lamentou que a decisão do Supremo Tribunal “tire ao povo norte-americano um direito constitucional”, apesar de “as mulheres poderem tomar estas decisões profundamente pessoais sem interferência política”.

“No entanto, os republicanos no Congresso e em todo o país continuam a insistir na proibição do aborto a nível nacional, a criminalizar médicos e enfermeiros e a dificultar o acesso aos métodos contracetivos. É perigoso, extremista e completamente alheio à realidade”, lamentou Biden.

Por último, o presidente dos Estados Unidos voltou a pedir que se dê luz verde a uma iniciativa para codificar todas as proteções previstas na decisão “Roe V. Wade” sob a forma de lei federal como “a única forma de garantir o direito de escolha das mulheres em todos os estados do país”.

NR/HN/LUSA

Pelo menos 13.000 pessoas morreram na China na última semana

Pelo menos 13.000 pessoas morreram na China na última semana

Os dados dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) do país indicam que 681 doentes morreram no hospital devido a insuficiência respiratória causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a covid-19, enquanto 11.977 morreram devido ao agravamento de patologias prévias devido à covid-19.

Desde 19 de janeiro, 472.000 doentes foram hospitalizados com covid-19 na China, dos quais cerca de 51.700 em estado grave, segundo o balanço dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças divulgado pela agência oficial China News Service.

O balanço é divulgado depois do Ministério da Cultura e Turismo da China ter anunciado no sábado que as viagens de grupo para fins turísticos serão retomadas em 06 de fevereiro para 20 países.

As viagens de grupo de cidadãos chineses, organizadas por agências de viagens e operadores turísticos em linha, serão novamente autorizadas como parte da política da China de aliviar as suas restrições contra a pandemia de covid-19.

NR/HN/LUSA

Manifestantes chineses admitem “remorsos” após mortes com fim das restrições

Manifestantes chineses admitem “remorsos” após mortes com fim das restrições

“Talvez estivesse errada”, disse uma das participantes nos protestos ocorridos na capital chinesa, no final de novembro. “Agora vejo tantos idosos a morrer, hospitais sobrelotados e, sobretudo quando ouço alguém dizer que o pai morreu de covid, não posso deixar de me sentir culpada”, acrescentou a ex-manifestante, que solicitou anonimato.

Os protestos contra a política de ‘zero casos’ de covid-19 irromperam em várias cidades da China no final de novembro. A estratégia chinesa incluía o isolamento de todos os casos positivos e contactos próximos, o bloqueio de bairros ou cidades inteiras e a realização constante de testes em massa.

O gatilho para as manifestações pacíficas foi a morte de dez pessoas num incêndio na cidade de Urumqi. Imagens difundidas nas redes sociais mostram que o camião dos bombeiros não conseguiu entrar inicialmente no bairro, já que o portão de acesso estava trancado, e que os moradores também não conseguiram escapar do prédio, cuja porta estava bloqueada, em resultado das medidas de prevenção epidémica então vigentes no país.

Face ao crescente descontentamento popular e colapso dos dados económicos, Pequim optou então pelo desmantelamento acelerado da estratégia.

Em entrevista à agência Lusa, Ben Cowling, epidemiologista e estatístico na área médica da Universidade de Hong Kong, explicou que as autoridades chinesas optaram por um “salto imediato” de uma fase de contenção para uma fase de recuperação, abdicando de estratégias de mitigação para abrandar a curva de infeções.

“Reduzir a altura do pico epidémico e distribuir os casos por um período de tempo mais longo podia ter salvado muitas vidas, enquanto os recursos de saúde estão sob forte pressão”, frisou.

A súbita retirada das restrições resultou numa vaga sem precedentes. Um estudo da Universidade de Pequim estimou que 900 milhões de pessoas contraíram covid-19 na China, ao longo das últimas semanas. O país asiático tem 1,4 mil milhões de habitantes.

De acordo com dados oficiais divulgados no domingo passado, a China registou quase 60 mil mortes nos hospitais ligadas à pandemia da covid-19, desde o levantamento das medidas de prevenção no início de dezembro.

Ben Cowling considerou que aquele número está “certamente aquém” da realidade. Diferentes estimativas apontam para cerca de um milhão de mortos na China, ao longo dos meses de inverno.

O impacto da doença pode ser agravado pelos deslocamentos internos que marcam o feriado do Ano Novo Lunar. Centenas de milhões de trabalhadores chineses migrados nas cidades regressam esta semana à terra natal.

“Exigi o fim dos bloqueios com entusiasmo, mas agora sinto-me receoso. É aterrador”, admitiu à Lusa outro manifestante, que também pediu para não ser identificado.

Após o levantamento das restrições, nacionalistas chineses culparam os manifestantes pelos mortos, acusando-os de serem “traidores” ao serviço de “forças estrangeiras”. Isto ilustra a politização da pandemia no país asiático, onde a estratégia de ‘zero casos’ de covid-19 foi assumida pelo líder chinês, Xi Jinping, como um trunfo político e prova da superioridade do modelo de governação chinês, após o país conter com sucesso os surtos iniciais da doença.

Face às acusações, uma das participantes nos protestos em Pequim admitiu ter por “um breve momento” sentido “dúvidas”.

“Senti-me triste e débil com a mortalidade e caí na armadilha de me sentir responsável”, admitiu. “No entanto, passado algum tempo, voltei a ponderar sobre as razões e, hoje, tenho a certeza de que fizemos a coisa certa”, apontou.

NR/HN/LUSA

Projeto para a redução de 50% de quatro tipos de infeções hospitalares no Hospital de Braga

Projeto para a redução de 50% de quatro tipos de infeções hospitalares no Hospital de Braga

O Hospital de Braga participa novamente no Desafio Stop Infeção Hospitalar – Stop Infeção 2.0, uma iniciativa do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistências a Antimicrobianos da Direção-Geral da Saúde (PPCIRA/DGS), em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) e com a orientação técnico-científica do Institute for Healthcare Improvement (IHI), cujo principal objetivo é a redução em 50% da incidência de quatro tipos de infeções hospitalares, até 2025. 

A Unidade Hospitalar Bracarense integra, assim, esta iniciativa, estando a constituir um grupo de trabalho, o qual será composto por um número alargado de profissionais de saúde de vários serviços, nomeadamente Medicina Intensiva, Medicina Interna, Ortopedia, Cirurgia Geral, Bloco Operatório.

Esta equipa irá utilizar uma metodologia baseada no modelo de melhoria contínua com o objetivo de reduzir para metade as infeções urinárias associadas a cateter vesical, as infeções relacionadas com cateter vascular central, as pneumonias associadas ao tubo endotraqueal e as infeções do local cirúrgico.

Importante referir que o “STOP Infeção 1.0” surgiu, em 2015, após Portugal ter sido considerado um dos países com maior incidência de infeções hospitalares, segundo o relatório “Um Futuro para a Saúde” (Fundação Calouste Gulbenkian), e obteve resultados notáveis em 3 anos, como a redução de mais de 50% da incidência nas quatro tipologias de infeções hospitalares, nas Instituições participantes, incluindo o Hospital de Braga.

Aproveitando o conhecimento e a experiência resultantes de ter integrado a anterior edição, o Hospital de Braga irá tentar maximizar e expandir os resultados positivos alcançados para, em conjunto com as restantes 21 Instituições, atingir este ambicioso objetivo.

PR/HN

Maláui esgota todas as vacinas que dispunha para combater surto de cólera

Maláui esgota todas as vacinas que dispunha para combater surto de cólera

“É verdade que já não temos vacinas contra a cólera. Utilizámos todas as vacinas que tínhamos. Estamos a falar com a OMS [Organização Mundial de Saúde] para receber outro carregamento”, disse o porta-voz do Ministério da Saúde do Maláui, Adrian Chikumbe, em declarações divulgadas hoje pelos meios de comunicação locais.

“Mas (…) não há garantia de que receberemos outro carregamento nos próximos dias”, lamentou Adrian Chikumbe.

A escassez mundial de vacinas orais contra a cólera, face aos 30 surtos declarados em 2022 no mundo, obrigou no passado mês de outubro o grupo de organizações que gerem as reservas internacionais (OMS, Médicos Sem Fronteiras, Federação Internacional da Cruz Vermelha e Unicef) a reduzir o número de doses administradas de duas para uma.

A razão do elevado número atual de infeções é a multiplicação de fenómenos climáticos extremos, tais como inundações, secas, bem como guerras e deslocamentos forçados de populações, que limitam o acesso à água potável.

Nos cinco anos anteriores, pelo contrário, menos de 20 países comunicaram situações de propagação de doenças.

Até agora, o surto de cólera no Maláui resultou em 28.132 infeções e 916 mortes, disseram as autoridades sanitárias do país africano na sexta-feira.

No final de novembro, o país lançou uma campanha de vacinação dirigida a 2,9 milhões de pessoas com mais de um ano de idade para travar o surto.

A cólera é uma doença diarreica aguda causada pela ingestão de alimentos ou água contaminada com o bacilo ‘vibrio cholerae’.

Segundo a OMS, esta doença continua a ser “uma ameaça global para a saúde pública e um indicador de desigualdade e de falta de desenvolvimento”.

NR/HN/LUSA