Clube da aldeia aposta na ginástica regular para incentivar hábitos de vida saudável nas crianças

Clube da aldeia aposta na ginástica regular para incentivar hábitos de vida saudável nas crianças

Para além dos benefícios para a saúde física e mental de todos os habitantes da Freguesia, os objetivos visam também o preenchimento de tempos livres, principalmente na Natureza, minimizando os excessos do “uso do telemóvel”.

Já foram efetuados jogos tradicionais portugueses para toda a família, jogos pais/mães/ avós e filhos, caminhadas e passeios de Bicicleta.

Na passada quarta feira chegou a vez da ginástica infantil. A União Desportiva Machedense, organizou o seu primeiro Sarau Gímnico Infantil tendo como principal objetivo  fazer com que as crianças da Freguesia gostem e passem a praticar ginástica de uma forma regular.

HN

 

Ordem alerta para falta de médicos de todas as especialidades durante o verão

Ordem alerta para falta de médicos de todas as especialidades durante o verão

“Não me parece haver na próxima semana tantos hospitais, ao mesmo tempo com tantos serviços em risco de rutura, agora teremos julho e agosto, para a frente […] e era importante perceber como é que vai ser o verão, em toda as especialidades e não apenas nesta”, afirmou Alexandre Valentim Lourenço, nas Caldas da Rainha, onde hoje visitou o Serviço de Urgência de Obstetrícia.

Aludindo à criação de uma Comissão de Acompanhamento em Obstetrícia, na sequência dos casos recentes de encerramento temporário das urgências por falta de profissionais, o presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos (OM) lembrou que não existem, nem fariam sentido, comissões de acompanhamento para outras especialidades, apesar de faltarem “ortopedistas, anestesistas e pediatras”, entre outros.

Alexandre Valentim Lourenço sublinhou a necessidade de “mudanças estruturais” no Serviço Nacional de Saúde (SNS), que defende dever ser assente “em outros princípios técnicos, de boa retribuição, conhecimentos profissionais e em que seja possível ser-se feliz a trabalhar”, como o garante para a fixação de médicos no serviço público.

Princípios que, reconhece, “foram assumidos pela tutela” e em relação aos quais os médicos exigem saber “que medidas vão ser implementadas”, uma vez que não se pode “ter pensos rápidos como a contratação de estrangeiros, ou uma formação à pressa, ou ter profissionais menos qualificados a fazer determinadas funções para tapar este buraco eternamente”.

O dirigente da Ordem dos Médicos falava à agência Lusa nas Caldas da Rainha, onde visitou as Urgências de Obstetrícia, por no início da semana ter tido notícia de que “não haveria médicos escalados para este fim de semana”.

A situação acabou por não se verificar, com o recurso “a empresas de tarefeiros que contrataram médicos já reformados ou que já pertenceram a este hospital, há dez anos que se voluntariaram, pelos valores de empresas tarefeiros para substituir e manter este sistema aberto”.

Uma solução apelidada por Alexandre Lourenço de “um penso rápido, um remendo que impede as mudanças estruturais” quer a nível nacional que neste hospital em concreto, onde hoje verificou existir “muito movimento para os poucos médicos”, dando como o exemplo a especialidade de Anestesia, suprida hoje com a vinda de um médico de Coimbra.

As urgências de hospitais em várias zonas do país voltam este fim de semana a registar constrangimentos e encerramentos, nomeadamente em Braga, no Algarve e em Santarém.

Depois de terem encerrado às 20:00 de sexta-feira, por impossibilidade de se completarem as escalas de trabalho necessárias, as urgências de ginecologia e obstetrícia de Braga reabrem hoje às 08:00. Para domingo, está já anunciado novo encerramento, a partir das 08:00 e até às 08:00 de segunda-feira.

O Hospital de Santarém, que Alexandre Lourenço visita também esta tarde, adiantou que terá limitações no bloco de partos e cirurgia traumatológica durante o dia de hoje e no domingo, por falta de anestesistas, o que vai obrigar ao reencaminhamento de doentes urgentes para outros hospitais da rede.

No Algarve, o centro hospitalar e universitário também continua a registar dificuldades em assegurar as escalas de médicos, o que levou a unidade de Portimão a encerrar as urgências de ginecologia e obstetrícia até às 09:00 de segunda-feira.

Em Lisboa e Vale do Tejo, a Administração Regional de Saúde (ARSLVT) admitiu que poderão existir limitações em alguns hospitais, o que poderá levar, num determinado período do dia, a terem de ativar o desvio de utentes transportadas por ambulância, através do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU/INEM), para outros hospitais da rede do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A ARSLVT ressalvou, contudo, que mesmo esses hospitais que, por períodos transitórios, acionem o desvio de CODU mantêm a urgência externa a funcionar, dando resposta a quem lá se dirigir pelos seus meios.

NR/HN/LUSA

Monkeypox: OMS elimina distinção entre países endémicos e não endémicos

Monkeypox: OMS elimina distinção entre países endémicos e não endémicos

“Suprimimos a distinção entre os países endémicos e os países não endémicos, e apresentamos os países todos juntos quando for possível, de forma a refletir a resposta unificada que é necessária”, indicou a OMS no seu boletim de sexta-feira, enviado hoje à comunicação social.

O documento, hoje citado pela agência France-Presse, indica que desde o início do ano a até 15 de junho há “um total de 2.103 casos confirmados, um caso provável e uma morte” que foram assinalados pela OMS em 42 países.

No dia 23 de junho, a organização sediada em Genebra vai avaliar se o surto atual representa uma “urgência de saúde pública de dimensão internacional”, o seu nível mais alto de alerta.

A região europeia está no centro da propagação do vírus, com 1.773 casos confirmados, 84% do total mundial.

Os casos do vírus ‘monkeypox’ em zonas onde a doença não é endémica superam os 2.000 em 36 países, segundo a OMS, numa catalogação feita ainda com a separação que hoje se suprime.

Segundo o documento citado pela agência Efe, os países com mais casos confirmados são o Reino Unido (524 contágios), Espanha (313), Alemanha (263), Portugal (241), Canadá (159) e França (125), sendo a Europa a região mais afetada, com 26 países com casos positivos.

Na América, além dos casos registados no Canadá, confirmam-se 72 nos Estados Unidos, cinco no México e Brasil, três na Argentina e um na Venezuela.

Quanto à África central e ocidental, de onde a doença é endémica, este ano já se confirmaram 64 contágios, ainda que se tenham registado mais de 1.400 casos suspeitos.

A OMS mantém o nível de risco “moderado” perante o surto, por ser a primeira vez que se dão focos de contágio em países não endémicos, e muito distantes entre si.

A organização com sede em Genebra liga o atual surto a contactos sexuais entre homens, ainda que, em princípio, não se trate de uma doença sexualmente transmissiva, mas sim transmitida por contacto físico próximo.

Relativamente ao surto, a OMS mantém a sua recomendação de não adotar restrições a viagens, ainda que aconselhe que se evitem deslocações a quem revele sintomas ligados à doença.

R/HN/LUSA

Hospital de Setúbal encerra urgências de ginecologia e obstetrícia até 09:00 de domingo

Hospital de Setúbal encerra urgências de ginecologia e obstetrícia até 09:00 de domingo

No seu relatório diário, a ARSLVT refere que as urgências de ginecologia e obstetrícia do Centro Hospitalar de Setúbal encerraram às 09:00 de hoje devido a doença súbita de um dos profissionais e manter-se-ão encerradas até às 09:00 da manhã de domingo.

As grávidas devem dirigir-se e serão encaminhadas para outras unidades da rede, nomeadamente para o Centro Hospitalar Barreiro Montijo (CHBM) e para o Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, assim como para as maternidades da cidade de Lisboa, acrescentou.

Ainda segundo a ARSLVT, os restantes serviços de ginecologia e obstetrícia da região estão a funcionar dentro da normalidade.

No entanto, a entidade continua a alertar que “poderão existir limitações em algumas unidades hospitalares” em determinados períodos do dia, pelo que alguns hospitais poderão ativar o desvio de utentes transportados de ambulância (CODU/INEM) para outras unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Os hospitais que, por períodos transitórios, acionem o desvio de ambulâncias para outras unidades “mantêm a urgência externa a funcionar, dando resposta a quem lá se dirigir pelos seus meios”, sublinhou.

NR/HN/LUSA

Portugal com 114.410 casos e 256 mortes associadas à covid-19 entre 07 e 13 de junho

Portugal com 114.410 casos e 256 mortes associadas à covid-19 entre 07 e 13 de junho

Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, em relação à semana anterior, registaram-se menos 43.534 casos de infeção, verificando-se ainda uma redução de 41 mortes na comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 1.896 pessoas, menos 95 do que no mesmo dia da semana anterior, com 98 doentes em unidades de cuidados intensivos, menos 10.

De acordo com o boletim da DGS, a incidência a sete dias estava, na segunda-feira, nos 1.111 casos por 100 mil habitantes, tendo registado uma diminuição de 28% em relação à semana anterior.

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo registou 50.786 casos entre 07 e 13 de junho, menos 18.368 do que no período anterior, e 79 óbitos, menos 19.

A região Centro contabilizou 15.773 casos (menos 6.336) e 63 mortes (menos quatro) e o Norte totalizou 30.295 casos de infeção (menos 15.227) e 75 mortes (menos oito).

No Alentejo foram registados 4.341 casos positivos (menos 2.379) e 17 óbitos (menos cinco) e no Algarve verificaram-se 4.523 infeções pelo SARS-CoV-2 (menos 1.013) e 11 mortes (menos cinco).

Quanto às regiões autónomas, os Açores tiveram 4.571 novos contágios entre 07 e 13 de junho (mais 153) e três mortes (menos quatro), enquanto a Madeira registou 4.121 casos nesses sete dias (menos 364) e oito óbitos (mais quatro), de acordo com os dados da DGS.

Segundo o relatório, a faixa etária entre os 40 e os 49 anos foi a que apresentou maior número de casos a sete dias (19.147), seguida das pessoas entre os 50 e os 59 anos (17.829), enquanto as crianças até 9 anos foram o grupo com menos infeções (6.551) nesta semana.

Dos internamentos totais, 768 foram de idosos com mais de 80 anos, seguindo-se a faixa etária dos 70 aos 79 anos (459) e dos 60 aos 69 anos (229).

A DGS contabilizou ainda 21 internamentos no grupo etário das crianças até aos 9 anos, 10 dos 10 aos 19 anos, 18 dos 20 aos 29 anos, 40 dos 30 aos 39 anos, 67 dos 40 aos 49 anos e 110 dos 50 aos 59 anos.

O boletim refere também que, nestes sete dias, morreram 186 pessoas com mais de 80 anos, 56 pessoas entre os 70 e 79 anos, 10 entre os 60 e 69 anos, três entre os 50 e 59 anos e uma entre os 20 e 29 anos.

Relativamente à vacinação contra a covid-19, o boletim refere que 93% da população tem a vacinação completa, 64% dos elegíveis a primeira dose de reforço e 45% dos idosos com 80 ou mais anos a segunda dose para reforçar a imunização contra o SARS-CoV-2.

LUSA/HN

Investigadores do i3S descobrem novo subtipo de células do timo

Investigadores do i3S descobrem novo subtipo de células do timo

Nuno Alves, Rúben Pinheiro e Pedro Ferreirinha são os investigadores envolvidos na descoberta.

 

Uma equipa de investigadores liderada por Nuno Alves, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), identificou uma nova população de células progenitoras dos fibroblastos que contribuem para a formação e atividade do timo, um órgão fundamental do sistema imunológico onde são geradas as designadas células T.

Neste estudo, publicado na revista Development, os autores mostram também que este novo subtipo de fibroblastos progenitores esgota-se com o avançar da idade. Estes resultados são importantes para o desenvolvimento de terapias capazes de reconstruir o timo ou regenerar a função tímica nos idosos e nos indivíduos imunossuprimidos.

O timo perde muito cedo a sua capacidade de produzir células T, as quais são fundamentais na resposta a patogénios e tumores ou na prevenção de doenças autoimunes. Existe, por isso, um grande interesse terapêutico em conseguir reativar a produção de células T em indivíduos com o sistema imunitário debilitado. Para que isso aconteça, é fulcral compreender a origem das diferentes células que compõem o complexo microambiente do timo: células epiteliais, fibroblastos e células endoteliais.

Neste estudo, a equipa do i3S identificou pela primeira vez os progenitores que dão origem aos fibroblastos tímicos, e que funcionam como uma rede de suporte essencial onde as células T ‘navegam’ e ‘crescem’.

“Descobrimos que, no timo fetal, predomina uma população com caraterísticas estaminais, e, em fases posteriores do desenvolvimento embrionário do modelo animal (murganho) que utilizámos, esta população de fibroblastos é progressivamente substituída por uma outra mais madura e funcional, processo este que nunca tinha sido descrito”, explica Pedro Ferreirinha, um dos primeiros autores do artigo.

“Percebemos também que estas populações partilham uma relação de proximidade em termos do seu desenvolvimento, ou seja, os fibroblastos progenitores desaparecem e dão origem a fibroblastos mais diferenciados. E isto acontece precisamente quando a função tímica começa a atingir o seu máximo de produção de células T», sublinha Rúben Pinheiro, outro dos primeiros autores.

Estes resultados, que também mereceram destaque por parte da equipa editorial da revista, “reforçam a ideia de que, ao longo da vida, a produção de células T esgota a funcionalidade do microambiente tímico”, acrescenta o investigador.

Novos passos para a regeneração e reconstrução do timo
Os autores mostram também que quando a diferenciação das células T no timo é perturbada, a população de fibroblastos progenitoras é mantida, sugerindo que os sinais das células T em desenvolvimento promovem a maturação dos fibroblastos. Estes dados contribuem para um quadro crescente em que a sinalização bidirecional entre as populações do microambiente tímico e das células T é essencial para o desenvolvimento e função deste órgão.

“Agora que conhecemos estes dois subtipos de fibroblastos”, sublinham Pedro Ferreirinha e Rúben Pinheiro, “o próximo passo é perceber se em pessoas imunodeprimidas estes subtipos estão alterados ou não funcionais”.

A nível de estratégias terapêuticas, adianta Nuno Alves, que liderou a investigação, “uma das soluções para corrigir a função tímica passa por regenerar o timo envelhecido e a outra passa por reconstruir artificialmente este órgão. Para se avançar para a segunda opção é fundamental compreender a origem das diferentes células que compõe o complexo e intrigante microambiente tímico”.

NR/HN