Novo aparelho de ressonância magnética a funcionar em julho em Viana do Castelo

Novo aparelho de ressonância magnética a funcionar em julho em Viana do Castelo

“A aquisição deste equipamento vai permitir melhorar de forma substantiva a capacidade e qualidade dos diagnósticos, permitindo também que especialidades, como por exemplo, a cardiologia e neurologia possam desfrutar desta especificidade de meios complementares de diagnóstico de acordo com o estado da arte dessas especialidades”, disse o presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), Franklim Ramos.

Em declarações à agência Lusa, Franklim Ramos adiantou que a entrada em funcionamento do novo aparelho de ressonância magnética “vai evitar o recurso a outros prestadores, simplificando a vida dos utentes bem como diminuir os gastos em transportes uma vez que estes exames serão executados na instituição”.

“O equipamento existente, com muitos anos e com uma utilização intensiva cumpriu a sua função, mas já não garantia a qualidade necessária obrigando muitas vezes a repetir os exames fora da instituição. Tecnologicamente encontrava-se ultrapassado, impedindo, por isso, a realização de alguns procedimentos, quer de neurologia quer de cardiologia”, apontou.

“O conselho de administração da ULSAM sente uma enorme satisfação ao poder proporcionar aos nossos doentes esta nova tecnologia e poder reduzir desperdício em transporte e repetição de exames quando era necessário por limitação do equipamento obsoleto que dispúnhamos”, enfatizou.

O novo equipamento, orçado em 1,2 milhões de euros, mais IVA foi adquirido por concurso público internacional, com 1,5 Tesla, substituirá o existente, com 0,4 Tesla, permitindo fazer todos os exames prescritos na ULSAM, nomeadamente os exames designados por alto campo.

Devido à tecnologia incorporada, “aumentará a qualidade da imagem obtida, permitindo deste modo, aos clínicos, uma avaliação mais rápida, rigorosa e mais acertada da imagem”.

O equipamento era “um anseio conhecido da instituição e da população do Alto Minho”, cuja aquisição contou com o apoio da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N) e do Ministério da Saúde.

O aparelho “topo de gama” vai permitir a realização “desde ressonâncias magnéticas de corpo, neurorradiologia, exames funcionais e biópsias por ressonância magnética, assim como todos os exames de imagiologia cardíaca”.

O equipamento foi instalado na nova ala de imagiologia de ambulatório da ULSAM, área que aumentará a capacidade para conforto dos pacientes”, sendo que o novo espaço contou com o apoio da Liga dos amigos do Hospital de Viana do Castelo.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima.

Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente de 231.488 habitantes nos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.

LUSA/HN

Portugal recebe “centro de treino móvel de referência” na área da endoscopia

Portugal recebe “centro de treino móvel de referência” na área da endoscopia

O EndoRunner poderá ser visitado no âmbito da participação da Fujifilm na Semana Digestiva 2022, que irá decorrer de 22 a 25 de junho, na Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota, no Porto – um evento organizado pela Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia.

O hub foi criado para visitar hospitais e conferências em toda a Europa, com o objetivo de ajudar os profissionais de saúde a ultrapassar alguns dos maiores desafios da endoscopia. Essa missão “revela-se particularmente importante numa altura em que surgem cada vez mais dados sobre o impacto da pandemia nos serviços de saúde, nomeadamente no diagnóstico oncológico”, lê-se no comunicado de imprensa.

O EndoRunner possui um chassis extra baixo, para um melhor uso do espaço e acesso, e tem uma porta larga na lateral esquerda que permite visualizar o interior, onde se encontram três estações de trabalho, equipadas com endoscópios e modelos artificiais que proporcionam uma experiência sensorial próxima da realidade.

Este centro de treino móvel pode viajar diretamente para hospitais e conferências, oferecendo aos médicos a oportunidade de usar as soluções inovadoras de endoscopia da Fujifilm. São cerca de vinte endoscópios flexíveis diferentes e mais de cinquenta dispositivos terapêuticos para todos os tipos de aplicações.

O hub usa tecnologia de aprendizagem profunda para ajudar os gastrenterologistas a tomar decisões com eficiência, aliviando as cargas de trabalho, de modo a disponibilizar o melhor atendimento ao paciente.

De acordo com um estudo elaborado para a Fujifilm, 73% dos gastrenterologistas referem que é provável que haja uma “bomba-relógio” de doentes com cancro, que aguardam um diagnóstico e tratamento após a Covid-19, enquanto 78% demonstraram preocupação com o facto de os doentes poderem ter cancros em estados mais avançados e mais difíceis de tratar, por causa da pandemia.

Setenta e quatro por centro dos médicos entrevistados afirmaram que deveriam ser melhoradas as oportunidades de treino no local, e mais de dois terços (67%) beneficiariam de um maior suporte prático por parte dos parceiros na área de equipamentos médicos.

Consequentemente, 81% dos entrevistados disseram que valorizariam mais oportunidades de treino e educação presenciais ministradas pelos fabricantes, e 75% preferem que os fabricantes visitem o próprio local de trabalho para disponibilizar treino e educação.

A vertente da Inteligência Artificial (IA) também foi realçada neste inquérito, com 80% a defender que a IA na endoscopia melhorará a capacidade de diagnóstico; para 69%, melhorará os resultados dos doentes.

A pesquisa da Fujifilm com profissionais de gastrenterologia de toda a Europa foi realizada pela Sermo, empresa de dados de saúde e plataforma social para médicos, alcançando 1,3 milhões de profissionais em 150 países.

PR/HN/RA

Investigadores do i3S descobrem novo subtipo de células do timo

Investigadores do i3S descobrem novo subtipo de células do timo

Nuno Alves, Rúben Pinheiro e Pedro Ferreirinha são os investigadores envolvidos na descoberta.

 

Uma equipa de investigadores liderada por Nuno Alves, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), identificou uma nova população de células progenitoras dos fibroblastos que contribuem para a formação e atividade do timo, um órgão fundamental do sistema imunológico onde são geradas as designadas células T.

Neste estudo, publicado na revista Development, os autores mostram também que este novo subtipo de fibroblastos progenitores esgota-se com o avançar da idade. Estes resultados são importantes para o desenvolvimento de terapias capazes de reconstruir o timo ou regenerar a função tímica nos idosos e nos indivíduos imunossuprimidos.

O timo perde muito cedo a sua capacidade de produzir células T, as quais são fundamentais na resposta a patogénios e tumores ou na prevenção de doenças autoimunes. Existe, por isso, um grande interesse terapêutico em conseguir reativar a produção de células T em indivíduos com o sistema imunitário debilitado. Para que isso aconteça, é fulcral compreender a origem das diferentes células que compõem o complexo microambiente do timo: células epiteliais, fibroblastos e células endoteliais.

Neste estudo, a equipa do i3S identificou pela primeira vez os progenitores que dão origem aos fibroblastos tímicos, e que funcionam como uma rede de suporte essencial onde as células T ‘navegam’ e ‘crescem’.

“Descobrimos que, no timo fetal, predomina uma população com caraterísticas estaminais, e, em fases posteriores do desenvolvimento embrionário do modelo animal (murganho) que utilizámos, esta população de fibroblastos é progressivamente substituída por uma outra mais madura e funcional, processo este que nunca tinha sido descrito”, explica Pedro Ferreirinha, um dos primeiros autores do artigo.

“Percebemos também que estas populações partilham uma relação de proximidade em termos do seu desenvolvimento, ou seja, os fibroblastos progenitores desaparecem e dão origem a fibroblastos mais diferenciados. E isto acontece precisamente quando a função tímica começa a atingir o seu máximo de produção de células T», sublinha Rúben Pinheiro, outro dos primeiros autores.

Estes resultados, que também mereceram destaque por parte da equipa editorial da revista, “reforçam a ideia de que, ao longo da vida, a produção de células T esgota a funcionalidade do microambiente tímico”, acrescenta o investigador.

Novos passos para a regeneração e reconstrução do timo
Os autores mostram também que quando a diferenciação das células T no timo é perturbada, a população de fibroblastos progenitoras é mantida, sugerindo que os sinais das células T em desenvolvimento promovem a maturação dos fibroblastos. Estes dados contribuem para um quadro crescente em que a sinalização bidirecional entre as populações do microambiente tímico e das células T é essencial para o desenvolvimento e função deste órgão.

“Agora que conhecemos estes dois subtipos de fibroblastos”, sublinham Pedro Ferreirinha e Rúben Pinheiro, “o próximo passo é perceber se em pessoas imunodeprimidas estes subtipos estão alterados ou não funcionais”.

A nível de estratégias terapêuticas, adianta Nuno Alves, que liderou a investigação, “uma das soluções para corrigir a função tímica passa por regenerar o timo envelhecido e a outra passa por reconstruir artificialmente este órgão. Para se avançar para a segunda opção é fundamental compreender a origem das diferentes células que compõe o complexo e intrigante microambiente tímico”.

NR/HN

É da U.Porto a melhor tese de doutoramento do ano em Ecologia

É da U.Porto a melhor tese de doutoramento do ano em Ecologia

No trabalho agora premiado, Joana Bernardino estuou os fatores que explicam a colisão das aves com as linhas elétricas aéreas.

A investigadora Joana Bernardino, do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto (CIBIO-InBIO/BIOPOLIS), e doutorada em Biodiversidade, Genética e Evolução pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), venceu a edição de 2022 do Prémio de Doutoramento em Ecologia – Fundação Amadeu Dias, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Ecologia (SPECO).

Desenvolvido no âmbito do doutoramento em Biodiversidade, Genética e Evolução da FCUP, o trabalho agora premiado – com 3 mil euros – focou-se nos fatores ecológicos, ambientais e relacionados com a própria infraestrutura que explicam a colisão das aves com as linhas elétricas aéreas.

Joana Bernardino realizou também uma compilação e meta-análise dos estudos, a nível mundial, que avaliaram a eficácia da sinalização dos cabos das linhas elétricas, enquanto forma de aumentar a sua visibilidade para as aves e reduzir o risco de colisão.

Além da avaliação global do desempenho dos dispositivos anticolisão, nesta meta-análise foram avaliados, pela primeira vez, os fatores que podem influenciar a sua eficácia, nomeadamente a tipologia de linha, o habitat atravessado pela mesma, e as características dos próprios dispositivos.

“Os resultados desta investigação têm aplicação imediata nas práticas das empresas de transporte e distribuição de eletricidade e na selecção das melhores soluções para mitigar e monitorizar os impactes dos projetos de rede eléctrica na avifauna”, destaca a SPECO, em comunicado.

Exemplo disso é a incorporação dos resultados obtidos no novo “Manual para a Monitorização de Impactes de Linhas de Muito Alta Tensão sobre a Avifauna e Avaliação da Eficácia das Medidas de Mitigação”.Este documento resultou de um trabalho colaborativo entre o CIBIO-InBIO/BIOPOLIS, a REN e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas

Para além de Joana Bernardino, a edição deste ano do Prémio de Doutoramento em Ecologia – Fundação Amadeu Dias distinguiu ainda os trabalhos dos investigadores Miriam Romagosa, investigadora no Okeanos (Instituto de Investigação em Ciências do Mar), da Universidade dos Açores e Gonçalo Curveira Santos, investigador no cE3c (Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, segundo e terceiros classificados, respetivamente.

Os três premiados irão receber o prémio e apresentar o seu trabalho no 21.º Encontro Nacional de Ecologia que, este ano, irá decorrer de 4 a 9 de julho, na Universidade de Aveiro, integrado no 2.º Congresso SIBECOL (Sociedade Ibérica de Ecologia).

NR/HN

Aplicação móvel desenvolvida por estudante e investigadora da FMUP torna a Cardiologia mais acessível para médicos e estudantes

Aplicação móvel desenvolvida por estudante e investigadora da FMUP torna a Cardiologia mais acessível para médicos e estudantes

Segundo os mentores do projeto, esta será uma ferramenta de auxílio a todos os profissionais de saúde, com foco na vertente cardiovascular, sejam eles cardiologistas ou cardiologistas em formação, assim como internos do ano comum ou estudantes do Mestrado Integrado em Medicina (MIMED).

A ideia surgiu devido à “inexistência de uma aplicação portuguesa sobre saúde cardiovascular que reunisse guidelines nacionais e internacionais, através de conteúdos interativos e fáceis de aceder”, relata Francisco Teixeira, atualmente no 3.º ano do MIMED da FMUP.

Através de uma seleção de conteúdos, que resultou numa adaptação dos mesmos para formato digital, as diretrizes de Cardiologia tornam-se, desta forma, “mais sintéticas e interativas” de aceder a partir da aplicação desenvolvida.

No caso dos profissionais de saúde, esta nova aplicação “poderá ser utilizada como uma ferramenta de trabalho, seja numa consulta ou numa sala de urgência”. Quanto aos estudantes, Francisco Teixeira afirma que a app poderá ser “uma excelente ferramenta de aprendizagem durante as aulas práticas, já que permite uma visualização rápida da evidência médica essencial mais recente.”

app MyCardiology já se encontra disponível para download nos sistemas iOS e Android.

FMUP/HN

Luz Saúde e OutSystems continuam a inovar juntas

Luz Saúde e OutSystems continuam a inovar juntas

Na apresentação que marcou a assinatura do acordo, Ivo Antão, Chief Information Technology Officer (CITO) da Luz Saúde, destacou a longa ligação entre as duas empresas, iniciada em 2006, com o lançamento do Hospital da Luz Lisboa, projeto que nasceu com o propósito de mudar o paradigma da prestação de cuidados de saúde: “Nessa altura, escolhemos a OutSystems porque partilhamos a mesma forma de pensar e atuar nas nossas áreas de atividade. Em 2019, com a expansão do Hospital da Luz Lisboa e com novas apostas nas áreas de formação médica e investigação, lançámos um novo desafio à OutSystems, que se renova com o passo que hoje estamos a dar”.

Desde assuntos core do hospital, como portais internos para médicos, enfermeiros ou gestão, a aplicações para o utilizador final, como é o caso da app MY LUZ, a Luz Saúde tem na OutSystems um dos seus principais parceiros no que toca ao pioneirismo tecnológico e à transformação digital que ocorreram no grupo ao longo dos últimos anos.

Para o utilizador final, a plataforma MY LUZ conta agora com a integração total da informação existente em dispositivos wearables, para um melhor diagnóstico e uma medicina mais próxima. Desta forma, o cliente consegue, através de um único ponto, apresentar todo o seu histórico de forma rápida, segura e integrada.

Paulo Rosado, CEO da OutSystems, reforça que as duas empresas têm crescido em conjunto, desafiando-se mutuamente: “Tem sido uma honra trabalhar com a Luz Saúde nos últimos 15 anos. Não só estão na vanguarda da inovação na área da saúde, como têm a sua equipa de TI sempre à frente do seu tempo quando se trata de construir soluções inovadoras que permitem manterem-se ágeis e responder às necessidades em constante mudança dos seus pacientes. Temos muito orgulho da nossa pequena parte no seu sucesso e esperamos manter esta parceria nos próximos anos para continuar a ajudá-los a inovar no espaço da saúde”.

PR/HN/RA