Agendamento da vacina contra a covid-19 já está disponível para utentes com 18 ou mais anos

Agendamento da vacina contra a covid-19 já está disponível para utentes com 18 ou mais anos

Desde que o autoagendamento arrancou para maiores de 45 anos, no dia 19 de janeiro, foram realizados até hoje cerca de 7.150 pedidos de agendamentos, adiantam os SPMS em comunicado.

A campanha de vacinação sazonal da covid-19 arrancou em setembro de 2022, tendo sido administradas mais de 3 milhões de doses da vacina, a maioria doses de reforço da população elegível, inicialmente maiores de 60 anos e, posteriormente, a faixa etária acima dos 50 anos.

Atualmente, a dose de reforço está também disponível para os cidadãos com idade igual ou superior aos 18 anos, que tenham completado o esquema vacinal primário contra a covid-19 e que não tenham sido infetados há menos de 90 dias, tendo oportunidade de fazer uma primeira ou segunda dose de reforço.

Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde sublinham que “a facilidade de acesso à vacinação sazonal através do autoagendamento do Portal SNS 24 representa uma mais-valia para os utentes e pretende contribuir para manter as taxas de vacinação altas contra a covid-19” em Portugal.

O agendamento pode ser feito no Portal SNS 24 https://www.sns24.gov.pt/agendamento-de-vacina-covid-19. O utente recebe depois uma mensagem pelo número 2424 com a confirmação de data, hora e local de vacinação, devendo responder à SMS para confirmar o agendamento.

LUSA/HN

Surto de cólera mata 490 pessoas no Haiti desde outubro

Surto de cólera mata 490 pessoas no Haiti desde outubro

Segundo o último balanço oficial, reportado a sábado, as autoridades de saúde pública do Haiti confirmaram 1.742 casos de cólera, estando por verificar 24.536 suspeitas.

O número de internados com sintomas associados à cólera ascendeu a 20.505, desde que foi confirmado o primeiro caso, em 03 de outubro.

Os internados têm, em média, 20 anos, verificando-se uma especial incidência entre as crianças com entre um e nove anos.

Esta crise sanitária decorre numa altura em que a fome e a insegurança têm vindo a aumentar no país.

O Governo do Canadá já anunciou que vai enviar veículos blindados para aumentar a segurança no Haiti, em resposta ao pedido que lhe tinha sido endereçado.

O primeiro-ministro, Ariel Henry, avançou que o país vai começar a receber apoio financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI) para responder à emergência alimentar.

NR/HN/LUSA

Maláui esgota todas as vacinas que dispunha para combater surto de cólera

Maláui esgota todas as vacinas que dispunha para combater surto de cólera

“É verdade que já não temos vacinas contra a cólera. Utilizámos todas as vacinas que tínhamos. Estamos a falar com a OMS [Organização Mundial de Saúde] para receber outro carregamento”, disse o porta-voz do Ministério da Saúde do Maláui, Adrian Chikumbe, em declarações divulgadas hoje pelos meios de comunicação locais.

“Mas (…) não há garantia de que receberemos outro carregamento nos próximos dias”, lamentou Adrian Chikumbe.

A escassez mundial de vacinas orais contra a cólera, face aos 30 surtos declarados em 2022 no mundo, obrigou no passado mês de outubro o grupo de organizações que gerem as reservas internacionais (OMS, Médicos Sem Fronteiras, Federação Internacional da Cruz Vermelha e Unicef) a reduzir o número de doses administradas de duas para uma.

A razão do elevado número atual de infeções é a multiplicação de fenómenos climáticos extremos, tais como inundações, secas, bem como guerras e deslocamentos forçados de populações, que limitam o acesso à água potável.

Nos cinco anos anteriores, pelo contrário, menos de 20 países comunicaram situações de propagação de doenças.

Até agora, o surto de cólera no Maláui resultou em 28.132 infeções e 916 mortes, disseram as autoridades sanitárias do país africano na sexta-feira.

No final de novembro, o país lançou uma campanha de vacinação dirigida a 2,9 milhões de pessoas com mais de um ano de idade para travar o surto.

A cólera é uma doença diarreica aguda causada pela ingestão de alimentos ou água contaminada com o bacilo ‘vibrio cholerae’.

Segundo a OMS, esta doença continua a ser “uma ameaça global para a saúde pública e um indicador de desigualdade e de falta de desenvolvimento”.

NR/HN/LUSA

Administração da ULS Baixo Alentejo vai ser julgada em Beja devido a vacinas contra a Covid-19

Administração da ULS Baixo Alentejo vai ser julgada em Beja devido a vacinas contra a Covid-19

O julgamento envolve seis arguidos e está previsto começar em 13 de fevereiro, às 09:30, decorrendo no juízo local criminal do Tribunal de Beja, indicou hoje à agência Lusa fonte judicial.

O despacho de acusação foi deduzido em 28 de fevereiro de 2022.

No dia 14 de dezembro, o juiz marcou o julgamento para 13 de fevereiro, assim como mais duas sessões, para os dias 17 (09:30) e 24 (14:00) do mesmo mês, disse a mesma fonte.

Segundo o despacho de acusação do Ministério Público (MP), consultado hoje pela Lusa, os arguidos são os seis elementos que, no final de 2020 e em 2021, faziam parte do conselho de administração (CA) da Unidade Loca de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), sediada em Beja.

Maria da Conceição Margalha, presidente do CA e diretora clínica para a área dos cuidados de saúde primários, José Aníbal Soares, vogal executivo e diretor clínico para a área dos cuidados hospitalares, e Joaquim Brissos, vogal executivo e enfermeiro diretor, são três dos arguidos.

Os outros são os vogais executivos Manuel Soares, Patrícia Ataíde e Iria Velez, sendo que estas duas últimas já não integram o conselho de administração da ULSBA, cujo mandato terminou em 31 de dezembro de 2022, mas que se mantém em funções.

De acordo com o MP, os seis arguidos estão acusados em coautoria material e na forma consumada de um crime de abuso de poder por, no início de 2021, alegadamente terem elaborado um ‘mapa’ que permitiu vacinar quatro dos membros do CA e “centenas” de outros funcionários não pertencentes a grupos prioritários.

Na altura, o Hospital José Joaquim Fernandes, da ULSBA, recebeu vacinas para os utentes das Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI), mas, devido a surtos existentes nos lares, estas não puderem ser administradas e a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo solicitou ao hospital para identificar profissionais de saúde a vacinar com “o excedente de vacinas”, pode ler-se no despacho.

Os arguidos, “em conjugação de esforços e de vontades e de acordo com um plano previamente delineado, criaram um ‘mapa de prioridades’”, colocando, no nível 1, os profissionais “diretamente ligados ao tratamento de doentes com covid-19” e, no nível 2, “os profissionais ligados ao tratamento de doentes”.

“Decidiram criar um nível 3, correspondente aos ‘profissionais considerados essenciais ao tratamento de doentes, não incluídos nos dois níveis anteriores’, e aqui fizeram-se incluir a eles próprios, apesar de não serem profissionais de saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados a doentes”, assim como “outros funcionários”, lê-se no despacho.

Conceição Margalha foi vacinada em 21 de janeiro de 2021, Patrícia Ataíde e Manuel Soares no dia seguinte, enquanto a vacina de José Aníbal Soares foi administrada no dia 29 desse mês, de acordo com o MP.

Foram ainda vacinadas “centenas” de funcionários do hospital, em número não apurado “mas inferior a 1.592”, até 29 de janeiro, o que, em consequência, deixou sem vacina “outras pessoas que legitimamente eram destinatárias da mesma naquele momento e naquelas circunstâncias”.

Para o MP, os arguidos, ao decidirem criar um nível 3 de profissionais a serem vacinados, sabiam que “abusavam dos seus poderes” e “violavam os deveres de imparcialidade e isenção”, mas fizeram-no “agindo em proveito próprio e dos funcionários dos serviços administrativos da ULSBA”.

A Lusa contactou a ULSBA, para obter uma reação ao início do julgamento, mas a unidade escusou-se a tecer qualquer comentário.

O ‘site’ de informação Lidador Notícias, de Beja, avança que, para a advogada dos seis arguidos, a acusação do MP “é totalmente improcedente”, porque “à data do início da vacinação na ULSBA não existiam normas da Direção-Geral de Saúde (DGS)” e também não havia ainda “nenhuma orientação para a gestão de sobras” de vacinas.

LUSA/HN

Agendamento da vacina contra a covid-19 já está disponível para utentes com 18 ou mais anos

Covid-19: Maiores de 45 anos já podem agendar dia e local de vacinação no Portal SNS 24

O agendamento pode ser feito através do endereço eletrónico https://www.sns24.gov.pt/agendamento-devacina-covid-19/, que conjuga a disponibilidade do utente com os horários dos centros de vacinação.

“O agendamento é feito com, pelo menos, três dias de antecedência, e é enviada uma mensagem SMS ao cidadão, com informação do dia, hora e local de vacinação”, adiantam os SPMS em comunicado.

A mensagem deve ser respondida pelo cidadão com “SNS.Número de utente.SIM” para confirmação da hora proposta, à semelhança do que aconteceu em outras fases de vacinação.

No dia anterior à vacinação, o cidadão receberá uma mensagem recordatória com data, hora e local agendados, referem os SPMS, anunciando que, posteriormente, será aberta a possibilidade de agendamento a outras faixas etárias.

Desde setembro, já foram vacinadas mais de três milhões de pessoas contra a covid-19.

O reforço sazonal da vacina contra a covid-19 decorre em vários centros de vacinação do país.

LUSA/HN

Estudo da única vacina contra VIH cancelado na última etapa

Estudo da única vacina contra VIH cancelado na última etapa

A vacina estava a ser desenvolvida por investigadores da farmacêutica Janssen, da multinacional Johnson & Johnson, juntamente com cientistas de serviços públicos dos Estados Unidos.

Num comunicado divulgado na quarta-feira, o NIH (agência de investigação médica) adiantou que os ensaios, realizados em três continentes e com 3.900 voluntários, mostraram que a vacina “era segura, mas não fornecia proteção” contra o contágio do VIH.

A decisão de cancelar o estudo da vacina, conhecida como Mosaico, foi tomada depois de um conselho independente de fiscalização determinar que não cumpria os requisitos, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

Segundo a agência de investigação médica, a vacina baseava-se num “mosaico” de imunogénios, que procuravam induzir uma resposta do sistema imunitário para combater várias variantes do VIH.

Um dos principais imunologistas dos Estados Unidos, Anthony Fauci, considerou a notícia da suspensão do estudo “dececionante”, mas defendeu que não se deve desistir de tentar encontrar uma vacina contra o vírus que causa a SIDA.

Mitchell Warren, diretor executivo da AVAC, uma organização para prevenção do VIH, também expressou o seu descontentamento, num comunicado.

“A dura verdade é que a ciência por trás do desenvolvimento de uma vacina contra o IVH é extremamente difícil, mas agora não é hora de recuar nas investigações em curso”, disse.

Dados da ONU indicam que mais de 38 milhões de pessoas em todo o mundo vivem atualmente com o vírus e que apenas em 2021 foram registadas 1,5 milhões de novas infeções.

LUSA/HN