Evento “Decode the Future” apresenta novo tratamento para o cancro da próstata

Evento “Decode the Future” apresenta novo tratamento para o cancro da próstata

Esta nova solução terapêutica demonstrou ser capaz de proporcionar uma melhoria em termos de sobrevivência global e livre de metástases, preservando a qualidade de vida dos doentes. Encontra-se, desde janeiro de 2022, com o seu financiamento aprovado por parte do Infarmed.

O evento conta com a participação de especialistas em oncologia e urologia nacionais e internacionais, que vão debater diferentes temas em mesas-redondas e apresentações de casos clínicos. A moderação ficará a cargo do Prof. Arnaldo Figueiredo, urologista e diretor do Serviço de Urologia e Transplantação Renal do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), e da Dr.ª Gabriela Sousa, oncologista e diretora do Serviço de Oncologia Médica do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra. Pode consultar o programa completo aqui.

“O cancro da próstata é o mais comum entre a população masculina em Portugal, representando a terceira causa de morte por cancro. Por essa mesma razão é muito importante a realização deste evento para conhecermos as novas armas terapêuticas que temos à nossa disposição, bem como percebermos o impacto que estas podem ter no tratamento do cancro da próstata resistente à castração não-metastático”, refere Arnaldo Figueiredo, citado no comunicado da Bayer.

Segundo Gabriela Sousa, “vamos contar ainda com uma sessão de partilha de experiências sobre o estudo ARAMIS que demonstrou que este novo tratamento permite prolongar em 3,4 anos a sobrevivência livre de metástases e reduzir em 31% o risco de morte, sem comprometer a qualidade de vida”. “Julgo que este dia vai marcar positivamente o futuro da oncologia e que permitirá uma frutífera partilha de conhecimento entre todos os especialistas envolvidos”, conclui a médica.

Pode efetuar aqui o seu registo.

PR/HN/Rita Antunes

LPCC e Gillette lançam bolsa de investigação na área do cancro da próstata

LPCC e Gillette lançam bolsa de investigação na área do cancro da próstata

Esta bolsa deve-se à campanha promovida pela Gillette entre 12 de outubro e 22 de novembro, sob o mote “Com ou Sem Barba, Podes Ajudar”, na qual, na compra de um produto da marca Gillette ou King C Gillette (excluindo lâminas descartáveis), cada consumidor contribuiu para uma bolsa de investigação da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Este tipo de iniciativas e a investigação na área do cancro da próstata são cruciais num contexto em que este cancro, em Portugal, é o mais incidente no homem, com cerca de 6.759 novos casos no ano de 2020, esperando-se que este número aumente em cerca de 20% dentro de duas décadas. Esta é geralmente uma doença silenciosa e, por esta razão, o diagnóstico precoce é um ponto fulcral no combate contra o cancro da próstata.

O diagnóstico precoce, juntamente com o tratamento de qualidade e atempado, tem sido fundamental no aumento da sobrevida, da qualidade de vida e na diminuição da mortalidade que se tem verificado ao longo dos anos.

A investigação, a literacia em saúde e a consciencialização da sociedade são fundamentais para o sucesso das intervenções em saúde.

“É com muito orgulho que a Gillette e King C Gillette veem a abertura das candidaturas para esta bolsa, tão relevante para o homem. Gillette, que celebra este ano 120 anos de existência, e mais recentemente também King C Gillette são marcas que fazem e querem fazer parte do dia a dia dos homens, nos bons e maus momentos. Mais do que um contributo das marcas, esta bolsa é um contributo de todos os consumidores que, com ou sem barba, quiseram ajudar”, diz Francisco Reis, Brand Manager da Gillette e King C Gillette.

O prazo para as candidaturas (aqui) foi prolongado até 28 de fevereiro.

PR/HN/Rita Antunes

Investigadores portugueses desenvolvem técnica pioneira no tratamento do cancro da próstata

Investigadores portugueses desenvolvem técnica pioneira no tratamento do cancro da próstata

Paulo Magalhães Martins, investigador do Instituto de Biofísica e Engenharia Biomédica (IBEB) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, é um dos investigadores desta equipa, assinando como primeiro autor dois artigos publicados sobre o tema, na Scientific Reports e na Scientific Data, sendo que a primeira autoria deste último artigo é partilhada com Hugo Freitas, estudante de doutoramento no DKFZ.

A equipa é liderada por João Seco, professor da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, e integra também Stephan Brons, Benjamin Ackermann e Thomas Tessonnier, físicos médicos do Heidelberg Ion-Beam Therapy Center (HIT) do Heidelberg University Hospital, na Alemanha.

A terapia de protões é usada nos tumores mais difíceis de atingir e de tratar. No entanto, a elevada energia dos feixes de protões pode danificar células saudáveis em redor do tumor, o que reveste de enorme importância a verificação da distribuição da dose dada ao tumor. No caso do cancro da próstata, uma elevada dose aplicada à região retal está associada a um aumento da toxicidade gastrointestinal. A espectroscopia com radiação prompt gamma (PGS) permite medir desvios absolutos do alcance dos protões durante a terapia de protões. O objetivo é ter uma resposta, em tempo real, de forma a que eventuais movimentos dos órgãos sejam identificados e a sua irradiação seja evitada. Esta técnica assume uma particular importância no tratamento com protões do cancro da próstata.

Os investigadores têm vindo a trabalhar sobre o uso da técnica PGS para monitorizar a exposição da região retal à irradiação dos protões durante o tratamento deste cancro, tendo investigado o uso de um balão endoretal, usado normalmente para estabilizar o movimento da próstata, mas neste caso enchido com uma solução de dióxido de silício e inserido num fantoma da próstata – objeto inorgânico comumente utilizado para avaliar a performance de sistemas de radioterapia e medicina nuclear.

Os resultados demonstraram que o balão com a solução de dióxido de silício poderia ser usado como sonda para verificação do alcance dos protões durante uma sessão convencional de tratamento. Os investigadores validaram o método para vários ângulos de irradiação. Esta avaliação em tempo real da resposta poderá permitir aos médicos decidir se devem continuar ou corrigir o tratamento no sentido de evitar efeitos secundários gastrointestinais.

Mais informações no site da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

PR/HN/Rita Antunes