Portugal com mais de 157 mil casos e 191 mortes entre 10 e 16 de maio

Portugal com mais de 157 mil casos e 191 mortes entre 10 e 16 de maio

Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, em relação à semana anterior, registaram-se mais 57.959 casos de infeção, verificando-se também mais 47 óbitos na comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por Covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 1.450 pessoas, mais 243 do que no mesmo dia da semana anterior, com 84 doentes em unidades de cuidados intensivos, mais 25.

De acordo com os dados da DGS, a incidência a sete dias estava, na segunda-feira, nos 1.529 casos por 100 mil habitantes, tendo registado um crescimento de 58% em relação à semana anterior, enquanto o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-CoV-2 passou de 1,13 para 1,23.

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo registou 46.824 casos entre 10 e 16 de maio, mais 17.969 do que no período anterior, e 57 óbitos, mais 29.

A região Centro contabilizou 28.232 casos (mais 7.303) e 54 mortes (mais 18) e o Norte totalizou 63.487 casos de infeção (mais 27.553) e 50 mortes (menos cinco).

No Alentejo foram registados 7.744 casos positivos (mais 1.992) e 16 óbitos (mais quatro) e no Algarve verificaram-se 5.405 infeções pelo SARS-CoV-2 (mais 1.878) e sete mortes (menos duas).

Quanto às regiões autónomas, os Açores tiveram 4.320 novos contágios entre 10 e 16 de maio (mais 952) e quatro mortes (o mesmo número do que na semana anterior), enquanto a Madeira registou 1.490 casos nesses sete dias (mais 312) e três óbitos (mais três).

De acordo com a DGS, a faixa etária entre os 40 e os 49 anos foi a que apresentou maior número de casos a sete dias (27.434), seguida das pessoas entre os 50 e os 59 anos (24.407), enquanto as crianças até nove anos foram o grupo com menos infeções (7.229) nesta semana.

Dos internamentos totais, 625 foram de idosos com mais de 80 anos, seguindo-se a faixa etária dos 70 aos 79 anos (329) e dos 60 aos 69 anos (185).

A DGS contabilizou ainda 18 internamentos no grupo etário das crianças até aos nove anos, seis dos 10 aos 19 anos, 22 dos 20 aos 29 anos, 35 dos 30 aos 39 anos, 43 dos 40 aos 49 anos e 95 dos 50 aos 59 anos.

O boletim refere também que, nestes sete dias, morreram 146 idosos com mais de 80 anos, 33 pessoas entre os 70 e 79 anos, oito entre os 60 e 69 anos, uma entre os 50 e 59 anos e três entre os 40 e 49 anos.

Relativamente à vacinação contra a Covid-19, o boletim refere que 100% dos grupos etários das pessoas com mais de 80 anos, entre 65 e 79 anos e entre os 50 e 64 anos têm a vacinação completa contra a Covid-19.

Quanto à dose de reforço da imunização contra o SARS-CoV-2, 95% dos idosos com mais de 80 anos já a recebeu, assim como 97% das pessoas entre os 65 e 79 anos, 84% entre os 50 e 64 anos, 60% entre os 25 e os 49 anos e 46% entre os 18 e 24 anos.

LUSA/HN

Sindicato dos médicos exige reforço da vacina para profissionais de saúde

Sindicato dos médicos exige reforço da vacina para profissionais de saúde

“É fundamental que se vacine as pessoas dos grupos de risco e os profissionais de saúde, que já estão a passar mais de seis meses desde a última inoculação”, adiantou à agência Lusa o secretário-geral do SIM.

Jorge Roque da Cunha salientou ter conhecimento de que “são muitas dezenas de médicos, enfermeiros e administrativos” que estão atualmente infetados pelo SARS-CoV-2, na sequência do aumento da incidência de casos que se verifica nos últimos dias no país.

“Muitos deles são médicos, só na minha unidade são três infetados”, alertou o dirigente sindical, ao considerar “muito grave” que o Ministério da Saúde não tenha “sinalizado a importância da vacinação dos profissionais de saúde” na nova fase de administração da segunda dose de reforço que se iniciou na segunda-feira.

Segundo Roque da Cunha, nos últimos dois meses o ministério de Marta Temido “desvalorizou” a pandemia, “não ouvindo a sua comissão técnica que, aliás, está desaparecida, e deixando de comparticipar os testes nas farmácias”.

“Veio infelizmente a ter a consequência que mais temíamos, que é um aumento da incidência” de infeções, sublinhou o secretário-geral do SIM, que referiu “não se conformar com a circunstância de dizer que morrem poucas pessoas por serem idosas”.

Portugal registou na segunda-feira 33.939 novas infeções, o valor mais alto desde 08 de fevereiro, dia em que foram confirmados 34.096 casos, e 29 mortos associados à Covid-19.

O Hospital de São João, no Porto, vai decidir até sábado se interrompe a atividade programada em 20% para fazer face ao aumento de casos Covid-19, disse também hoje o diretor da Unidade Autónoma de Gestão de Urgência e Medicina Intensiva.

“Estamos a chegar às 08:00 de cada dia sem nenhuma vaga no hospital”, disse Nelson Pereira, que, em declarações aos jornalistas junto ao serviço de urgência deste hospital, explicou estar em causa a ativação do nível 3 do plano de contingência, algo a decidir até ao fim de semana.

O diretor da Unidade Autónoma de Gestão de Urgência e Medicina Intensiva contou que cerca de 200 profissionais deste hospital estão ausentes por estarem infetados.

Questionado sobre como é que o hospital está a gerir a ausência dessas centenas de profissionais, Nelson Pereira deu o seu exemplo pessoal, contando que, em 10 dias, está a cumprir a quinta noite no serviço de urgência.

Também os atendimentos nas urgências do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, atingiram na segunda-feira o valor mais alto desde o início da pandemia, com 800 doentes, mas quase dois terços eram não covid, disse à Lusa fonte hospitalar.

LUSA/HN

Pequim encerra parques e impõe novas restrições para travar surto

Pequim encerra parques e impõe novas restrições para travar surto

A cidade registou 49 infeções, nas últimas 24 horas, incluindo 16 casos assintomáticos, elevando o total da atual vaga para pouco mais de 700.

A China pratica uma política de ‘zero casos’, que inclui o isolamento de bairros ou cidades inteiras, sempre que um surto é detetado.

Chaoyang e Shunyi – os dois distritos de Pequim no centro das últimas infeções – estão paralisados. Os moradores foram instruídos a ficar em casa e os habitantes em outras áreas da cidade proibidos de entrar nas zonas afetadas.

Todos os serviços de transporte público em Chaoyang – que abriga quase 4 milhões de pessoas e muitos complexos comerciais – foram interrompidos e os funcionários de escritório estão a trabalhar a partir de casa.

O Parque Chaoyang, um dos maiores de Pequim, foi fechado até novo aviso, juntamente com a Floresta Olímpica e os parques de Shunyi.

“O número de novos casos ainda está em níveis altos”, disse o porta-voz do governo municipal de Pequim, Xu Hejian, no domingo.

“A batalha contra o vírus está num impasse. Devemos intensificar o controlo em áreas-chave”, afirmou.

Os moradores de Pequim passaram por três rodadas de testes em massa desde o início do surto, juntamente com outras medidas de precaução, para impedir a propagação da doença.

No distrito de Dongcheng – o centro cultural da cidade – as pessoas devem apresentar um resultado de teste PCR negativo feito nos sete dias anteriores para aceder a locais públicos.

As reclamações sobre a inconveniência causada pelas medidas antiepidémicas aumentaram.

Um consultor português radicado na capital chinesa, que prefere não ser identificado, disse à Lusa ter recebido ordem para ficar em casa nos próximos 17 dias, após dois moradores no seu condomínio terem testado positivo.

O condomínio, situado na zona oeste de Pequim, é composto por 12 prédios e abriga mais de cinco mil pessoas. Todos os moradores vão ter que cumprir quarentena e serão sujeitos a seis rondas de testes.

Grades foram colocadas em torno dos edifícios, para impedir a saída dos moradores, segundo fotografias partilhas pelo consultor.

“Todos os prédios foram barricados, apesar de apenas num edifício existirem dois moradores que testaram positivo”, descreveu. “Isto faz algum sentido?”, questionou.

LUSA/HN

Fauci diz que disseminação do vírus nos EUA está controlada

Fauci diz que disseminação do vírus nos EUA está controlada

“Estamos num momento diferente da pandemia”, adiantou Anthony Fauci, em entrevista à agência de notícias Associated Press (AP).

Após uma onda brutal no inverno, “agora desaceleramos e passamos para uma fase mais controlada. Mas não significa que a pandemia acabou”, indicou.

Os seus comentários surgem um dia depois de ter dito no programa “NewsHour” da PBS que os Estados Unidos estavam “fora da fase de pandemia” e também referiu ao jornal The Washington Post que país estava finalmente “fora da fase de pandemia explosiva”.

As observações de Anthony Fauci refletem como as autoridades de saúde a lutar com o próximo estágio da pandemia – como gerir os casos e os internamentos de covid-19 e aprender a viver com o que ainda é um vírus mutante e imprevisível.

Anthony Fauci disse que os Estados Unidos parecem estar fora do que chamou de “fase fulminante” da pandemia, de grandes surtos de variantes que, no pior dos casos, provocaram de milhares de infeções diariamente, além de dezenas de milhares de internamentos e milhares de mortes.

Os casos de covid-19 estão num ponto mais baixo do que em meses e dois terços da população norte-americana está vacinada.

“Estamos muito, muito melhor do que estávamos há um ano”, atentou o principal epidemiologista do Governo norte-americano.

Para continuar a melhorar a situação no país, Anthony Fauci elaborou uma lista de tarefas: conseguir mais pessoas vacinadas; desenvolver vacinas melhores; descobrir a melhor estratégia de reforço para contrariar as variantes; e garantir que as pessoas possam ter acesso ao tratamento assim que precisarem.

“Não podemos tirar o pé do acelerador. Há muita dinâmica viral em todo o mundo e ainda podemos ter outra variante que pode levar a outro potencial aumento [de infeções]”, acrescentou.

LUSA/HN

Índice de transmissibilidade volta a subir para os 1,02 em Portugal, indica INSA

Índice de transmissibilidade volta a subir para os 1,02 em Portugal, indica INSA

“O valor médio do Rt para os dias de 18 a 22 de abril foi de 1,02” a nível nacional, o que representa um aumento em relação ao valor de 1,00 registado na semana anterior, avança o relatório do INSA sobre a evolução do número de casos no país.

Entre 21 de janeiro e 15 de fevereiro, este indicador tinha registado uma descida acentuada, chegando aos 0,71.

Segundo os dados hoje divulgados, o número médio a cinco dias de casos diários passou dos 8.931 para os 9.474 a nível nacional, sendo mais baixo em Portugal continental (8.842).

O documento do INSA adianta ainda que o Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus – está acima do limiar de 1 no Norte (1,07), no Centro (1,03) e nos Açores (1,05), o que “indica uma tendência crescente” de infeções pelo SARS-CoV-2.

Este indicador está nos 0,99 em Lisboa e Vale do Tejo, nos 0,98 no Alentejo, nos 0,95 no Algarve e nos 0,89 na Madeira.

“Portugal apresenta a taxa de notificação acumulada de 14 dias superior a 960 por 100 mil habitantes e um Rt superior a 1, ou seja, uma taxa de notificação muito elevada e com tendência crescente”, adianta o instituto.

LUSA/HN