Dinamarca é o primeiro país da União Europeia a eliminar maioria das restrições

Dinamarca é o primeiro país da União Europeia a eliminar maioria das restrições

A razão para tal é que, apesar de a variante Ómicron estar a propagar-se no país escandinavo, não está a sobrecarregar muito o sistema de saúde, e o país tem uma elevada taxa de vacinação, indicaram as autoridades.

A primeira-ministra, Mette Frederiksen, disse à rádio dinamarquesa que é demasiado cedo para saber se será necessário voltar a impor novamente restrições.

“Não me atrevo a dizer que é o último adeus às restrições. Não sabemos o que acontecerá no outono, se haverá uma nova variante”, afirmou.

A Dinamarca, um país com 5,8 milhões de habitantes, registou nas últimas semanas uma média de mais de 50 mil novos casos diários, ao passo que o número de pessoas hospitalizadas em unidades de cuidados intensivos (UCI) diminuiu.

Outros países da União Europeia estão também a aliviar as medidas de combate à pandemia: a Irlanda levantou a maioria das restrições e os Países Baixos têm atenuado o seu confinamento, embora os bares e restaurantes do país ainda tenham de encerrar às 22:00.

O presidente da Autoridade de Saúde Dinamarquesa, Søren Brostrøm, disse à estação televisiva nacional TV2 que estava mais concentrado no número de pessoas em UCI que no número de novas infeções.

Segundo o responsável, o número de hospitalizados em UCI “foi caindo e é agora incrivelmente baixo”, com apenas 32 doentes, quando há algumas semanas eram 80.

A restrição mais visível que desaparecerá é o uso de máscaras, que deixa de ser obrigatório nos transportes públicos, lojas e para clientes de pé em espaços interiores de cafés, pastelarias e restaurantes.

As autoridades passam apenas a recomendar o uso de máscaras em hospitais, instalações de cuidados de saúde e lares de terceira idade.

Outra restrição que deixará de existir é a apresentação de certificado digital para entrar em discotecas, bares e para sentar à mesa em espaços interiores de restaurantes.

As autoridades da saúde instaram os dinamarqueses a fazerem testes regularmente para que o país possa “reagir depressa se necessário”, como disse o ministro da Saúde, Magnus Heunicke, na semana passada.

“O nosso programa de vacinação nacional foi muito bem-sucedido ao longo de 2021: muitas pessoas receberam as duas doses da vacina, e muitas receberam também as três doses, e muitas dessas doses foram administradas no quarto trimestre de 2021”, declarou Jens Lundgren, professor de doenças virais no Hospital da Universidade de Copenhaga, citado pela agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP).

Mais de 60% da população da Dinamarca com mais de 12 anos levou uma terceira dose da vacina, de acordo com dados oficiais.

O Governo dinamarquês alertou que o país poderá assistir a um aumento das infeções nas próximas semanas e que uma quarta dose da vacina poderá ser necessária.

As restrições destinadas a combater a pandemia de Covid-19 foram inicialmente introduzidas em julho, mas foram eliminadas cerca de dez semanas mais tarde, após uma campanha de vacinação bem-sucedida. Voltaram a ser impostas quando o número de casos diários disparou.

Em 2020, a Dinamarca tornou-se um dos primeiros países europeus a encerrar escolas devido à pandemia e a enviar para teletrabalho todos os funcionários públicos não-essenciais.

Na vizinha Finlândia, as restrições de combate à Covid-19 terminam este mês, tendo a primeira-ministra, Sanna Marin, afirmado que o seu Governo social-democrata negociaria com os outros partidos com assento parlamentar o calendário para o levantamento das medidas.

Na segunda-feira, terminaram os controlos fronteiriços nas fronteiras internas entre a Finlândia e os outros países Schengen que formam a área de livre circulação da UE. Essa restrição fora introduzida no final de dezembro para abrandar a propagação da variante Ómicron.

Os viajantes procedentes de fora da UE continuarão a encontrar controlos fronteiriços pelo menos até 14 de fevereiro.

Na terça-feira, o diário norueguês Dagbladet noticiou o primeiro caso de Covid-19 de sempre na ilha de Utsira, no mar do Norte.

“Conseguimos evitá-la durante dois anos”, disse a presidente da câmara, Marte Eide Klovning, ao Dagbladet, acrescentando que os 188 habitantes da ilha foram vacinados. Não é claro como é que o vírus chegou à ilha, situada cerca de 120 quilómetros a sul de Bergen, a segunda maior cidade da Noruega.

Mas nem todos os países da UE estão a avançar na mesma direção da Dinamarca: Itália, por exemplo, tem gradualmente aumentado as situações em que é exigida apresentação de certificado de saúde durante a vaga da variante Ómicron.

A partir de segunda-feira, é necessário pelo menos um teste negativo feito nas 48 anteriores para entrar em bancos e estações de correios, e qualquer pessoa com mais de 50 anos que não tenha sido vacinada arrisca-se a pagar uma multa de 100 euros.

A Covid-19 causou pelo menos 5.671.154 de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência noticiosa France-Presse (AFP), com base em dados oficiais.

A doença respiratória é causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 na China.

LUSA/HN

Doze pessoas morreram e 104 hospitalizadas com Ómicron no Reino Unido

Doze pessoas morreram e 104 hospitalizadas com Ómicron no Reino Unido

“Se olharmos para a Ómicron, o que sabemos é que está a espalhar-se muito rapidamente. Atualmente temos 104 hospitalizações [de pessoas] com Ómicron, tivemos 12 mortes. Mas há um intervalo de tempo em termos de dados, por isso não sabemos realmente a gravidade”, disse Raab à Rádio Times.

“A única coisa que sabemos é que quem recebe a vacina de reforço tem mais de 70% de proteção efetiva”, acrescentou, justificando a aceleração da campanha de vacinação de reforço decidida pelo Governo.

Quase metade das pessoas com mais de 12 anos recebeu uma terceira dose da vacina contra a Covid-19 no Reino Unido, que tem registado um aumento acentuado no número de casos (82.886 registados no domingo) devido à variante Omicron.

O país é um dos mais afetados pela pandemia na Europa, com mais de 147 mil mortos.

Perante esta situação, o primeiro-ministro, Boris Johnson, introduziu novas medidas de contenção, incluindo o uso de máscara em espaços públicos fechados, exceto em bares e restaurantes, e a introdução de passes sanitários para entrar em discotecas, espetáculos e grandes eventos.

Mas um número considerável de deputados do Partido Conservador opõe-se a estas novas medidas por limitarem as liberdades individuais, tendo o secretário de Estado para as relações europeias David Frost apresentado a demissão no sábado.

Cientistas britânicos têm defendido a necessidade de mais medidas para desacelerar a multiplicação de casos que arriscam sobrecarregar os serviços de saúde, além de estarem a ter já efeito na falta de polícias, bombeiros e profissionais de saúde em isolamento.

Porém, alguns dos ministros querem esperar por mais informação antes de introduzir mais restrições, às quais se opõem cerca de um terço deles, incluindo o ministro das Finanças, Rishi Sunak, de acordo com o jornal The Times.

Apesar da situação, Dominic Raab considerou que o país terá “um Natal muito melhor do que no ano passado por causa do nível de vacinação, tanto o nível geral de vacinação, mas particularmente o impacto da campanha de [vacinas de] reforço”.

No entanto, no domingo, o ministro da Saúde, Sajid Javid, não descartou a introdução de novas regras até o Natal, explicando que não há “nada garantido nesta pandemia”.

LUSA/HN

Madeira com mais uma morte e 73 novos casos

Madeira com mais uma morte e 73 novos casos

A informação divulgada pela Secretaria Regional da Saúde e Proteção Civil do arquipélago refere que a vítima mortal foi um doente com 75 anos, com comorbilidades associadas, que morreu no Hospital Dr.Nélio Mendonça, no Funchal.

Esta foi a segunda morte na sequência da infeção por SAR-Cov-2 ocorrida esta semana na região.

O boletim epidemiológico diário divulgado pela Direção Regional de Saúde (DRS) refere que dos novos casos, 67 são de transmissão local e apenas seis importados, nomeadamente da Áustria (três), Reino Unido (dois) e Suíça (um).

A Madeira contabiliza um total de 12.718 casos confirmados de infeção por SARS-CoV-2 desde o início da pandemia.

A DRS indica que estão identificadas 407 situações ativas, sendo 49 casos importados e 358 de transmissão local.

Estas pessoas infetadas estão a cumprir isolamento, encontrando-se 30 internadas na unidade hospitalar da região, cinco das quais nos cuidados intensivos.

Outras 45 estão isoladas num hotel e as restantes permanecem em alojamento próprio.

As autoridades de saúde insulares estão também a avaliar 155 casos relacionadas com viajantes identificados no aeroporto, contactos com casos positivos ou outras situações reportadas à linha SRS24 ou provenientes dos vários postos de testagem da Madeira.

Ainda estão em vigilância ativa 495 pessoas que tiveram contacto com pessoas infetadas e 35.717 viajantes que chegaram à região através da aplicação ‘MadeiraSafe’.

A região sinalizou mais 38 doentes recuperados da Covid-19, totalizando 12.231 pessoas curadas depois de terem sido infetadas com o novo coronavírus.

As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A Covid-19 provocou pelo menos 5.094.101 mortes em todo o mundo, entre 252.864.960 infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.257 pessoas e foram contabilizados 1.107.488 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

LUSA/HN

Madeira com 63 novos casos e 19 doentes hospitalizados

Madeira com 63 novos casos e 19 doentes hospitalizados

A última vez que a Madeira ultrapassou as seis dezenas de infetados foi em agosto deste ano, no dia 18, quando registou 61 novos casos.

“Há a reportar 63 novos casos de infeção por SARS-CoV-2, pelo que a região passa a contabilizar 12.615 casos confirmados de Covid-19”, lê-se no boletim epidemiológico hoje difundido.

No documento é também indicado que estão identificadas 379 situações ativas no arquipélago, das quais 333 são de transmissão local e 46 importadas.

Estes infetados estão a cumprir isolamento, encontrando-se 19 pessoas no Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, quatro na Unidade de Cuidados Intensivos dedicada à Covid-19.

Outras 46 estão confinadas numa unidade hoteleira e as restantes permanecem em alojamento próprio.

“No total, há 495 situações que se encontram hoje em apreciação pelas autoridades de saúde, estando relacionadas com viajantes identificados no aeroporto, contactos com casos positivos ou outras situações reportadas à linha SRS24 ou provenientes dos vários postos de testagem da Madeira”, é indicado na mesma informação.

A DRS menciona que 546 pessoas que estiveram em contacto com casos positivos estão em vigilância ativa pelas autoridades de saúde e, com recurso à aplicação ‘MadeiraSafe’ estão a ser acompanhados 35.637 viajantes que chegaram à região.

Foram ainda reportados 39 recuperados, contabilizando a região 12.158 casos de pessoas que conseguiram curar-se da infeção.

A Madeira mantém um total de 78 óbitos associados à Covid-19.

As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A Covid-19 provocou pelo menos 5.078.208 mortes em todo o mundo, entre mais de 251,87 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.234 pessoas e foram contabilizados 1.104.189 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

LUSA/HN

Estudo aponta quase metade de infetados com imunidade passados dez meses

Estudo aponta quase metade de infetados com imunidade passados dez meses

Na investigação realizada pela Ordem dos Médicos, Universidade Nova e várias fundações parceiras, 42% das cerca de 600 pessoas analisadas desde março de 2020 mantinham imunidade, uma das tendências foi para as pessoas que tiveram Covid-19 com mais gravidade terem mais anticorpos.

O infeciologista Francisco Antunes afirmou que, nos doentes hospitalizados (06% da amostra), “menos de 10% apresentam-se sem imunidade dez meses depois de serem infetados, o que indica, “regra geral, uma imunidade mais robusta e duradoura do que nos indivíduos com sintomas ligeiros ou assintomáticos”.

A investigadora Helena Canhão, da Universidade Nova de Lisboa, afirmou que o estudo, por acompanhar as mesmas pessoas ao longo de vários meses, poderá permitir identificar “fatores preditivos” que podem influenciar a imunidade que as pessoas desenvolvem, e esse trabalho continua.

Outra das tendências verificadas foi que a imunidade revelou-se maior nas pessoas da amostra com mais idade, um dos aspetos que levanta mais questões do que as respostas que já existem.

“Quando a pessoa desenvolve anticorpos, isso depende da resposta imune, da agressividade do agente infeccioso e de estar mais ou menos exposta à carga viral”, afirmou Helena Canhão.

A investigadora assumiu que há vários fatores que se desconhecem em relação ao SARS-CoV-2 e que não permitem ainda ter certezas quanto à sua relação com os hospedeiros humanos.

“Pode acontecer que mesmo em infeções com poucos sintomas, as pessoas têm um nível de anticorpos que lhes permita estarem protegidas de reinfeções ou de infeções com mais gravidade. É isso que ainda estamos a tentar perceber”, indicou.

Francisco Antunes salientou que pensar em dar “passaportes de imunidade” às pessoas que já foram infetadas, independentemente da gravidade dos sintomas ou de terem estado assintomáticas, “tem questões que devem ser levantadas”.

“Com estes indivíduos, já se sabe que as reinfeções são mais frequentes do que inicialmente se pensava, muito em particular com as variantes mais transmissíveis e que podem ser mais graves. Esta população tem que ter o mesmo comportamento em relação às medidas não farmacológicas, como o uso de máscaras, o distanciamento e a higienização, que têm que ser exatamente idênticas às adotadas pelos indivíduos que nunca foram infetados”, defendeu.

Questionados sobre estratégias como a que se pondera em França de dar só uma dose de vacina a quem já tenha sido infetado, contando com a imunidade humoral (desenvolvimento de anticorpos), consideraram que não há provas de que seja eficaz.

Das 608 pessoas envolvidas no estudo, 24% não tiveram anticorpos e dos 76% restantes, alguns foram-nos perdendo ao longo do tempo e em outras a quantidade de anticorpos aumentou de análise para análise.

Os assintomáticos representam 19% da amostra e 44% têm mais de 50 anos.

Todas foram contagiadas na primeira vaga da pandemia, em março e abril, e foram fazendo análises serológicas regulares.

A maioria (76%) são mulheres e 24% são homens. A maioria (42%) mora no sul do país, 36% na região Norte e 22% na região Centro.

Metade das pessoas analisadas são profissionais de saúde e cerca de um terço utentes e funcionários de residências para idosos.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.408.243 mortos no mundo, resultantes de mais de 109 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 15.522 pessoas dos 788.561 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.