Estudo revela que incidência da Covid-19 nos sem-abrigo é inferior à da população em geral

Estudo revela que incidência da Covid-19 nos sem-abrigo é inferior à da população em geral

O estudo “Vulneráveis mais vulneráveis? Diagnóstico e prevenção do risco da COVID 19 e do estado inflamatório das pessoas sem-abrigo em Lisboa” foi desenvolvido pelas plataformas Nursing Research Platform – Lisboa e SalivaTec do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS) da Universidade Católica Portuguesa em parceria com o NPISA Lisboa (Núcleo de Planeamento e intervenção para a pessoa em situação Sem-abrigo).

Os resultados da pesquisa apontam que a população sem-abrigo tem uma taxa de incidência de 2% enquanto a média nacional se encontra nos 18%.

Em comunicado é revelado que “das 500 pessoas em condição de sem-abrigo que integraram o estudo, os casos positivos à Covid 19 que residiam temporariamente em Centros de acolhimentos de emergência, foram isolados nas próprias instituições, após notificadas as autoridades Regionais e Locais de Saúde.”

“Outros casos positivos de pessoas em condição de sem-abrigo foram localizados na rua e encaminhadas para a Estrutura de Apoio de Retaguarda a fim de garantir o isolamento e convalescença”.

Com o alívio das medidas anticovid e a queda da máscara em espaços fechados, os especialistas são otimistas e apontam um impacto ligeiro ou nulo na incidência.

PR/HN/Vaishaly Camões

Incidência da gripe subiu ligeiramente, depois de queda abrupta

Incidência da gripe subiu ligeiramente, depois de queda abrupta

De acordo com o boletim de vigilância epidemiológica da gripe relativo ao período entre 11 e 17 de abril (semana 15), a taxa de incidência de síndrome gripal (SG) e de infeção respiratória aguda (IRA) foi de 5,2 por 100 mil habitantes (4,2 na semana anterior).

Segundo o INSA, foram reportados nesta semana cinco casos de gripe pelas 19 Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) que enviaram informação (todos por Influenza A). Dos cinco doentes, dois apresentavam doença crónica e estavam vacinados contra a gripe sazonal.

Desde o início da época, foram reportados 22 casos de gripe pelas UCI que colaboram na vigilância, todos por vírus Influenza A. Em quase dois terços dos casos (72,2%) o doentes tinham doença crónica e recomendação para vacinação contra a gripe sazonal.

As três enfermarias que enviaram informação reportaram três casos de internamento por gripe nesta semana. No total, desde o início da época, foram reportados 18 casos de gripe pelas enfermarias que colaboram na vigilância.

Na época 2021/2022, os laboratórios da Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe (Hospitais) notificaram 93.886 casos de infeção respiratória e foram identificados 5.153 casos de gripe.

Na semana 15/2022 (11 a 17 abril), foram identificados 733 casos positivos para o vírus da gripe, dos quais 622 do tipo A, cinco do tipo B e 78 não tipados. Em 242 dos casos foi identificado o subtipo A(H3) e em quatro o subtipo A(H1).

Até ao momento, foram detetados 111 casos de co-infeção pelo vírus da gripe e SARS-CoV-2, refere o boletim.

No documento, o INSA diz ainda que desde o início da época 2021/2022 foram identificados outros agentes respiratórios em 4.842 casos. Na semana a que se refere boletim foram 155 casos.

No total, até a semana 15 (11 a 17 abril) foram caracterizados 204 vírus da gripe com características antigénicas que se distinguem do vírus contemplado na vacina contra a gripe da época 2021/2022.

A vacinação contra a gripe arrancou em Portugal no final de setembro, mais cedo do que o habitual devido à pandemia de Covid-19, e foram vacinadas mais de 2,5 milhões de pessoas.

O boletim do INSA refere ainda que a mortalidade por todas as causas está “dentro do esperado para esta época do ano”.

Sobre a situação europeia, indica que na semana 14/2022 (04 a 10 abril) vários países da parte central e ocidental da região europeia apresentaram uma taxa de deteção laboratorial do vírus da gripe acima de 30%: Holanda (78%), Polónia (59%), Luxemburgo (57%), Dinamarca (56%), França (50%), Eslovénia (48%), Hungria (34%) e Bélgica (31%).

LUSA/HN

Alemanha regista novo recorde da incidência com mais de 1.600 infeções

Alemanha regista novo recorde da incidência com mais de 1.600 infeções

A incidência acumulada hoje é de 1.607,1 novas infeções por 100 mil habitantes em sete dias, após 1.585,4 novos contágios registados na terça-feira, 1.319,0 há uma semana e 1.401,0 há um mês, segundo os dados atualizados hoje pelo Instituto Robert Koch (RKI).

As autoridades de saúde alemãs relataram 262.593 novos casos positivos e 269 mortes nas últimas 24 horas. Há uma semana foram registados 215.854 novas infeções e 314 óbitos, enquanto os casos ativos são estimados em cerca de 3.637.200.

Enquanto isso, o Bundestag (Câmara dos Deputados) debate hoje o projeto de modificação da lei de proteção contra doenças infeciosas apresentado pelo Governo de coligação entre sociais-democratas, verdes e liberais que deve substituir a base legal atual que expira no próximo sábado.

O projeto de lei contempla assim, a partir de domingo, um afrouxamento da maioria das restrições para conter a pandemia de Covid-19 e mantém apenas medidas básicas de proteção, como o uso de máscara em hospitais, centros de assistência, transporte público, centros com grupos vulneráveis e escolas.

Em caso de surto localizado, restrições mais amplas podem ser aplicadas, como uso generalizado de máscaras, regras de distanciamento, testagem e certificado de vacinação contra a Covid-19.

No entanto, dado o avanço da sexta onda da pandemia de Covid-19, a maioria dos Estados federais quer manter as medidas de proteção, pelo menos até 02 de abril, quando expira o período de transição que foi estabelecido pelas autoridades.

Cerca de 76,5% da população (63,6 milhões de pessoas) já foram vacinadas até terça-feira, 75,8% (63 milhões) com o esquema vacinal completo, enquanto 58,0% (48,2 milhões) receberam a dose de reforço da vacina contra a Covid-19.

A Covid-19 provocou mais de seis milhões de mortos em todo o mundo desde o início da pandemia.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China. A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante no mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.

LUSA/HN

Gripe com tendência crescente e taxa de incidência sobe para 15,1%

Gripe com tendência crescente e taxa de incidência sobe para 15,1%

Segundo o boletim, referente à semana de 28 de fevereiro a 06 de março, a taxa de incidência de Infeção Respiratória Aguda (IRA) também se fixou em 15,1 por 100 mil habitantes, com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) a sublinhar que ambos os valores de incidência, contudo, devem ser interpretados tendo em conta “a reorganização do atendimento ao doente respiratório e a menor população sob observação do que a observada em período homólogo de anos anteriores”.

O INSA refere também que na semana em análise foram detetados 165 casos positivos para o vírus da gripe, todos do tipo A. Em 20 dos casos foi identificado o subtipo A(H3N2) e num dos casos o subtipo A(H1N1).

Até ao momento, foram detetados 33 casos de co-infeção pelo vírus da gripe e SARS-CoV-2.

Na semana em análise foram também detetados 75 casos positivos para outros agentes respiratórios, “na sua maioria do grupo picornavírus, vírus sincicial respiratório e metapneumovirus”.

Quanto à gravidade, foi reportado um caso de gripe pelas três enfermarias que enviaram informação, tendo sido identificado o vírus Influenza A(H3N2). Segundo o INSA, trata-se de uma criança de 10 anos de idade, sem doença crónica e vacinada.

Os valores de vigilância clínica da gripe foram apurados através da rede médicos-sentinela, um sistema de informação constituído por médicos de medicina geral e familiar do continente e das regiões autónomas.

No que se refere à vigilância laboratorial, que permite a identificação de vários vírus respiratórios, o boletim do INSA indica que, no âmbito do Programa Nacional de Vigilância da Gripe, na época 2021/2022, foram analisados 450 casos de Infeção Respiratória Aguda (IRA)/Síndrome Gripal (SG). Foi detetado um caso positivo para o vírus da gripe do tipo B na semana 49/2021 (06 a 12 dezembro), e um caso positivo para gripe do subtipo A (H1N1) na semana 04/2022 (24 a 30 janeiro).

Na semana em análise (28/02 a 06/03) foram detetados dois casos de gripe do subtipo A (H3N2).

Desde o início da época de vigilância (semana 40/2021 – 04 a 10 outubro), foram detetados outros vírus respiratórios em 217 casos de IRA/SG, dos quais 22 com co-infeções. Foram detetados 122 rinovírus (hRV), 45 vírus respiratório sincicial (RSV), 40 coronavírus (hCoV), 8 parainfluenza (PIV), 10 metapneumovirus (hMPV), 9 enterovírus (hEV), 1 adenovírus (AdV) e 9 bocavírus (hBoV).

Na época 2021/2022, os laboratórios da Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe (Hospitais) notificaram 59.968 casos de infeção respiratória e foram identificados 612 casos de gripe.

No que se refere à caracterização genética, o boletim diz que até a semana de 28 de fevereiro a 06 de março foram caracterizados 66 vírus da gripe.

O boletim diz ainda que a mortalidade por todas as causas está dentro do esperado para esta época do ano

A vacinação contra a gripe arrancou em Portugal no final de setembro, mais cedo do que o habitual devido à pandemia de Covid-19,estando já vacinadas mais de 2,5 milhões de pessoas.

Sobre a situação europeia, o boletim do INSA indica que na semana 08/2022 (21 a 27 fevereiro) sete países (Eslovénia, Hungria, Itália, França, Luxemburgo, Irlanda e Reino Unido) apresentaram uma taxa de deteção laboratorial do vírus da gripe acima de 10%.

LUSA/HN

Rio de Janeiro suspende uso de máscaras na rua e em espaços fechados

Rio de Janeiro suspende uso de máscaras na rua e em espaços fechados

“Cumprindo as determinações do Comité Científico amanhã sai decreto acabando com a obrigatoriedade de máscaras em espaços abertos e fechados. Com um esforço para vacinar aqueles que podem tomar dose de reforço, em três semanas acabamos também com o passaporte”, anunciou o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, na rede social Twitter.

O Rio de Janeiro será a primeira capital regional brasileira a flexibilizar o uso de máscaras em locais fechados.

A medida entrará em vigor na terça-feira, quando será publicada no Diário Oficial do município, segundo Paes.

A decisão foi tomada após uma reunião com o comité científico formado para auxiliar os gestores a tomarem medidas na pandemia de Covid-19, que já matou mais de 652 mil pessoas em todo o Brasil e infetou quase 30 milhões de pessoas.

Somente na capital do Rio de Janeiro, que tem cerca de 6,7 milhões de habitantes, foram registados pelo menos 920 mil infetados e 36.264 mortes relacionadas com a Covid-19 desde o início da pandemia, segundo o último balanço oficial.

Desde meados de fevereiro, o número de infetados caiu acentuadamente e segue em trajetória de queda em todo o país, após os recordes registados nas primeiras semanas do ano, devido à propagação da variante Ómicron.

Outras regiões do Brasil estão a flexibilizar gradualmente o uso da máscara, como o Distrito Federal, onde desde a última sexta-feira o seu uso na rua deixou de ser obrigatório.

São Paulo, estado mais populoso do país e também o mais afetado pelo coronavírus, pretende seguir os passos da capital brasileira e acabar com a imposição do uso de máscara apenas em ambientes externos, também sob o argumento de que a pandemia começa a ficar sob controlo.

Especialistas epidemiológicos atribuem essa melhoria nos indicadores de Covid-19 ao bom acolhimento da campanha de vacinação, que permitiu que 73% dos 213 milhões de brasileiros tenham a vacinação completa e cerca de 30% já tenham a dose de reforço.

A Covid-19 provocou pelo menos 5.978.400 mortos em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse, divulgado no sábado.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante no mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.

LUSA/HN