Médicos alertam para importância de antecipar o inverno

Médicos alertam para importância de antecipar o inverno

Sob o tema “Esperar pelo inverno não é o melhor remédio” vários especialistas alertam para a necessidade da prevenção em saúde antes da chegada do inverno, realçando a importância do médico de família de uma forma global, transversal a todas as idades, seja em contexto saudável ou de doença.

A CUF garante que “será debatida a importância de uma vigilância mais atenta no caso das doenças crónicas ligadas às áreas da cardiologia, diabetes e doenças respiratórias.”

O evento gratuito e aberto ao público vai contar com a participação de Hélder Simões, Endocrinologista no Hospital CUF Descobertas; Mário Oliveira, Cardiologista no Hospital CUF Tejo e no Hospital CUF Porto; Nuno Capela, especialista de Medicina Geral e Familiar no Hospital CUF Porto e Sofia Ventura, especialista de Medicina Interna no Hospital CUF Sintra.

Os interessados podem assistir o evento através da página de Facebook da CUF.

PR/HN

Ryanair vai reduzir capacidade de voos em Portugal no inverno

Ryanair vai reduzir capacidade de voos em Portugal no inverno

A companhia aérea irlandesa Ryanair anunciou hoje uma redução de 40% na capacidade de voos este inverno em vários países, entre os quais Portugal, devido ao impacto da pandemia de Covid-19 e queda no tráfego aéreo.

Em comunicado, Ryanair diz que as bases em Cork e Shannon, na Irlanda, e em Toulouse, França, vão fechar para a temporada, de novembro a março, e adianta que vai reduzir significativamente o número de aeronaves em bases na Bélgica, Alemanha, Espanha, Portugal e Viena (Áustria).

A companhia detalha que vai reduzir as suas capacidades de voo este inverno para 40% contra os 60% que tinha previsto anteriormente.

No entanto, operadora pretende manter 65% de sua rede, mas com frequência reduzida.

Em meados de setembro, a companhia irlandesa tinha dito que queria reduzir os seus voos em 20% para outubro devido ao impacto sobre a procura, na sequência das restrições de viagens decididas pelos governos para impedir a propagação da Covid-19.

O diretor-geral da Ryanair, Michael O’Leary, culpa a “má gestão dos voos aéreos da União Europeia” para justificar esta redução nos seus planos de voo.

“Será inevitavelmente necessário criar mais licenças sem vencimento e repartição de empregos neste inverno nas bases em que acordamos reduções nas horas de trabalho e salários, mas esta é uma solução melhor a longo prazo do que perdas massivas de empregos”, disse

“Infelizmente haverá mais demissões nas poucas bases (…) onde não conseguimos um acordo sobre redução de trabalho e de salários, que são a única alternativa”, disse, sem especificar quais.

O setor de aviação é um dos mais atingidos pela pandemia.

Na terça-feira, as organizações que representam o setor lançaram um apelo global urgente por ajudas governamentais para enfrentar a crise de saúde que continua a esvaziar os cofres das companhias aéreas e aeroportos.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de um milhão e oitenta e sete mil mortos e mais de 38,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

LUSA/HN

Especialistas querem estratégia coordenada no inverno para evitar colapso das urgências

Especialistas querem estratégia coordenada no inverno para evitar colapso das urgências

Num artigo publicado na Acta Médica Portuguesa, a revista científica da Ordem dos Médicos, um conjunto de especialistas, entre eles o ex-diretor-geral da saúde Constantino Sakellarides, criticam o Plano de Inverno apresentado pelo Governo, que dizem ser tardio, pois ainda tem de ser apreciado pelo Conselho Económico e Social e pelo Conselho Nacional de Saúde.

“Além disso, é muito intencional e pouco operacional, verificando-se a ausência de um enquadramento estratégico, priorização das medidas, quantificação, um cronograma, definição de responsabilidades, financiamento associado, gestão dos recursos humanos e procedimentos em caso de sobrelotação”, sublinham.

O artigo, que conta com a colaboração de especialistas de unidades como o Hospital São Francisco Xavier (Lisboa), da NOVA Medical School/Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa, do Hospital Fernando da Fonseca e da Escola Nacional de Saúde Pública, refere que o plano apresentado “não presta atenção às necessidades dos profissionais de saúde, muito acentuadas por esta crise”.

Os especialistas lembram que Portugal é o país europeu onde as pessoas recorrem mais às urgências hospitalares e alertam que, se não houver uma atuação a montante, estas podem colapsar pois “o internamento irá transbordar”.

“Entraremos numa nova fase de cancelamento da atividade programada com consequências catastróficas para a saúde das populações”, afirmam os especialistas, defendendo que a estratégia para o inverno deve ser construída “de forma participada” e exige “um acordo mínimo com as profissões e um compromisso multissetorial”.

“Estes são tempos excecionais, que requerem respostas excecionais: os modelos conhecidos de operar foram interrompidos e o novo normal ainda não emergiu”, afirmam.

LUSA/HN

Vacina da gripe disponível a partir de hoje para populações prioritárias

Vacina da gripe disponível a partir de hoje para populações prioritárias

A campanha de vacinação do Serviço Nacional de Saúde, que começa habitualmente em 15 de outubro, inicia-se este ano mais mais cedo com uma primeira fase para qual há 350 mil vacinas disponíveis.

Residentes em lares de idosos, profissionais de saúde, profissionais do setor social que prestam cuidados e grávidas estão entre os setores mais vulneráveis e serão os primeiros a poder ser vacinados.

Na segunda fase, que começará em 19 de outubro, estão incluídos outros grupos de risco: pessoas com 65 ou mais anos e pessoas com doenças crónicas.

“Queremos vacinar o mais depressa possível e estamos a fazer planeamento com as administrações regionais de saúde para, se for necessário, ampliar os pontos vacinação para outras estruturas da comunidade” além dos centros de saúde, afirmou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas quando anunciou a época da vacinação deste ano.

Graça Freitas apelou a todas as pessoas que tiverem indicação médica para que se vacinem, salientando que este ano, com a pandemia, é “ainda mais importante que o façam”.

Havendo a Covid-19 “convém não ter outras infeções respiratórias que se possam confundir com Covid e que obriguem a fazer um diagnóstico para ver se as pessoas têm Covid ou têm gripe”, referiu.

Além das vacinas gratuitas para as pessoas incluídas nos grupos de risco, haverá vacinas à venda nas farmácias que podem ser compradas com receita médica e são comparticipadas.

O SNS comprou este ano mais de dois milhões de vacinas da gripe a duas empresas diferentes, por concurso público, mas todas as vacinas são iguais.

A gripe é uma doença contagiosa e que geralmente se cura de forma espontânea. As complicações, quando surgem, ocorrem sobretudo em pessoas com doenças crónicas ou com mais de 65 anos.

LUSA/HN

Teste da Unilabs permite diferenciar a Covid-19 de outras infeções respiratórias

Teste da Unilabs permite diferenciar a Covid-19 de outras infeções respiratórias

“A ideia era tentarmos ter uma ferramenta de diagnóstico que, em simultâneo, nos permitisse diferenciar se é ou não Covid-19 e, se não for, qual o vírus que está a causar aquele quadro clínico”, afirmou António Maia Gonçalves.

Em declarações à agência Lusa, o diretor médico da Unilabs Portugal explicou que a ferramenta surgiu no âmbito de uma colaboração com um laboratório sul coreano.

“Agora com a época da gripe, vamos ter doentes a tossir, com dores de garganta, pingo no nariz e com febre a recorrerem aos hospitais e centros de saúde. Clinicamente, é impossível sabermos se é Covid-19, uma gripe banal ou gripe A”, observou o médico.

Esta “arma de diagnóstico”, que ficará disponível “nos próximos 10 dias”, permitirá assim, através de uma única amostra via zaragatoa da nasofaringe depreender se se trata do novo coronavírus ou de outras patologias respiratórias.

O teste, realizado mediante prescrição médica, poderá ser feito nos mesmos locais dos testes Covid-19, em ‘drive thru’ ou algumas unidades da empresa.

“Depois vamos tentar massificar a distribuição à medida que for necessário”, afirmou António Maia Gonçalves, acrescentando que os resultados ficarão disponíveis entre 24 a 36 horas após a realização do teste.

“Este novo teste irá ajudar os médicos a realizar diagnósticos mais precisos e a tomar melhores decisões, com maior rapidez sobre as opções de tratamento de cada caso”, sublinhou o clínico.

Em Portugal, morreram 1.931 pessoas dos 71.156 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

LUSA/HN