Máscara obrigatória apenas em alguns espaços fechados a partir de domingo na Madeira

Máscara obrigatória apenas em alguns espaços fechados a partir de domingo na Madeira

O Conselho de Governo da Madeira decidiu manter o “uso de máscara em determinados espaços fechados”, como lares, unidades de saúde e farmácias “e aquando da utilização pelos cidadãos de transportes coletivos de passageiros, bem como no transporte de passageiros em táxis ou similares”, lê-se numa nota divulgada depois da reunião semanal daquele órgão.

Também nas plataformas e acessos cobertos a transportes públicos, incluindo aeroportos e terminais marítimos, o uso de máscara cirúrgica ou FFP2 é obrigatório por maiores de seis anos, indica o executivo.

Os cidadãos com teste positivo à Covid-19 estão, igualmente, obrigados a usar máscara de proteção “em todas as circunstâncias, sempre que estejam fora do seu local de isolamento até ao 10.º dia após data do início de sintomas ou do teste positivo”.

A resolução ontem aprovada, que prolonga também a situação de alerta por mais 15 dias, entra vigor às 00:00 de domingo, 15 de maio.

Segundo o boletim diário de internamentos associados à Covid-19, estão 21 pessoas hospitalizadas no Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, nenhuma delas na unidade de cuidados intensivos.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, a Madeira registou um total de 272 mortes devido à doença.

O secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, afirmou ontem de manhã que a região não vai “mudar os planos” de alívio das medidas de combate à pandemia tendo em conta que o arquipélago registou a primeira amostra da variante BA.5.

O governante justificou que a decisão de manter as medidas delineadas se baseia em fatores como “o número de internamentos ser cada vez menor, a mortalidade ou letalidade relacionada com a doença estar abaixo daquilo que eram as previsões da Organização Mundial de Saúde e o Rt [índice de transmissibilidade] ser o mais baixo do país, 0.86”.

LUSA/HN

Serviço de Saúde da Madeira contratou mais de 600 enfermeiros na última década

Serviço de Saúde da Madeira contratou mais de 600 enfermeiros na última década

“Não há desemprego neste grupo profissional na Região Autónoma da Madeira”, afirmou Pedro Ramos à margem da cerimónia alusiva ao Dia Internacional do Enfermeiro, promovida pelo Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (Sesaram)

O secretário Regional da Saúde e Proteção Civil salientou que “nos últimos 10 anos foram contratualizados 623 enfermeiros” pelo Sesaram.

O governante apontou ainda que 80% de um total de 1.983 enfermeiros trabalham exclusivamente no Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, considerando que, com esta percentagem, “o sucesso do Sesaram será uma realidade no futuro”.

Pedro Ramos ressalvou, contudo, que “a região precisa de enfermeiros, médicos e técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica”.

De qualquer forma, disse, a Madeira tem evidenciado “uma atitude diferente” em comparação com outros sistemas no que diz respeito à valorização da carreira dos enfermeiros.

“Desde 2019 que se faz descongelamento das carreiras, que se vai ao encontro das suas remunerações, das suas promoções”, lembrou, salientando que o Governo Regional fez “um investimento que atingiu 25 milhões de euros só para regularizar a carreira profissional” dos enfermeiros.

Pedro Ramos destacou ainda a importância dos enfermeiros, “muito mais evidente na situação de exceção” da pandemia de Covid-19, tendo sido responsáveis pela testagem, vacinação, organização e planificação.

“Foi um trabalho digno, resultado da sua formação, diferenciação, dedicação e entrega à causa”, disse.

O Sesaram tem cerca de 2.000 enfermeiros ao serviço.

LUSA/HN

Surgimento de variante BA.5 na Madeira não muda “planos” do Governo Regional

Surgimento de variante BA.5 na Madeira não muda “planos” do Governo Regional

“A primeira amostra da variante B.5 não muda os planos”, declarou Pedro Ramos aos jornalistas à margem da cerimónia de abertura alusiva ao Dia Internacional do Enfermeiro, promovida pelo Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira.

O governante argumentou que a decisão de manter as medidas delineadas se baseia em fatores como “o número de internamentos ser cada vez menor, a mortalidade ou letalidade da doença relacionada com a doença estar abaixo daquilo que eram as previsões da Organização Mundial de Saúde e o Rt [índice de transmissibilidade] ser o mais baixo do país, 0.86”.

“Naturalmente que isto são tudo argumentos para que as medidas que têm sido implementadas da forma sequencial, da forma como as autoridades de saúde e o Governo Regional têm entendido, vão continuar a sua marcha”, afirmou.

O responsável salientou que “a maior contagiosidade desta variante está relacionada com Ómicron, que permitiu as comunidades conviverem com o vírus”.

O Governo Regional da Madeira já anunciou que pretende abolir a obrigatoriedade do uso de máscara nos espaços interiores a partir de 14 de maio, vigorando o estado de alerta até às 23:59 horas desse dia.

A única exceção ao fim da obrigatoriedade do uso de máscara serão os locais frequentados por pessoas vulneráveis, como hospitais e demais unidades de saúde, farmácias e lares, estando ainda para decidir o uso obrigatório nos transportes públicos.

O boletim de internamentos associados à Covid-19 hoje divulgado indica que estão hospitalizadas 21 pessoas na Madeira, não havendo qualquer cama nos cuidados intensivos do Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, dedicada à doença ocupada.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, a Madeira registou um total de 272 mortes associadas à Covid-19.

A linhagem BA.5 da variante Ómicron já é responsável por 37% dos casos de infeção em Portugal, uma tendência de crescimento que deve chegar aos 80% em 22 de maio, segundo estimativas do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

O último relatório do grupo de trabalho do Instituto Superior Técnico sobre a evolução da pandemia, divulgado na terça-feira pela Lusa, alerta que as novas linhagens da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2, em conjugação com a eliminação da obrigatoriedade do uso generalizado de máscara, podem estar a contribuir para o aumento do número de casos.

De acordo com o documento, a incidência média a sete dias aumentou de 8.763 para 14.267 casos desde 19 de abril, o que se deve “à retirada abrupta do uso de máscara em quase todos os contextos e à nova linhagem BA.5 da variante Ómicron que começa a instalar-se” no país.

Quanto à BA.2, que foi detetada pela primeira vez em Portugal no final de 2021 e que passou a ser a dominante na última semana de fevereiro deste ano, apresenta uma prevalência decrescente, representando agora 62,9% das amostras analisadas pelo INSA.

No âmbito da monitorização contínua da diversidade genética do SARS-CoV-2 que o INSA está a desenvolver, têm sido analisadas uma média de 523 sequências por semana desde o início de junho de 2021, provenientes de amostras colhidas aleatoriamente em laboratórios distribuídos pelos 18 distritos de Portugal continental e pelas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, abrangendo uma média de 139 concelhos por semana.

LUSA/HN

Desafios da gripe e lições da pandemia discutido por especialistas

Desafios da gripe e lições da pandemia discutido por especialistas

De acordo com a farmacêutica, o simpósio intitulado “Os desafios da gripe: o que aprendemos com a pandemia?” visa “abordar os desafios da gripe, para além de infeção respiratória per si, e utilizar os ensinamentos retirados da pandemia para aumentar a eficácia da prevenção desta doença”.

O simpósio promovido pela Sanofi terá como palestrante Filipe Froes, pneumologista e coordenador do gabinete de crise covid-19 da Ordem dos Médicos (OM).

“O nosso contributo para o conhecimento científico está no ADN da Companhia. Nesse sentido, é para nós de extrema importância apoiarmos iniciativas que visem a formação dos profissionais de saúde, dotando-os de ferramentas que lhes sejam úteis na prática clínica”, destaca Helena Freitas, diretora-geral da área de vacinas da Sanofi.

O evento realiza-se no Hotel Vidamar Madeira e decorre no âmbito das 32.ªs Jornadas de Medicina Familiar da Madeira e Continente.

PR/HN/Vaishaly Camões

ACES da Madeira acaba com consulta de Medicina Sexual na região

ACES da Madeira acaba com consulta de Medicina Sexual na região

De acordo com o SMZS, a decisão surge “surpreendentemente após ter sido questionada a legalidade das recém-elaboradas escalas de atendimento não programado, precisamente pela médica responsável pela consulta de Medicina Sexual, uma vez que não estariam de acordo com o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) regional.”

A consulta, realizada desde 2014, tem sido assegurada unicamente por uma médica de família. Para o SMZS, “a eliminação desta valência mostra o desinvestimento por parte da tutela numa consulta que teve, no período pré-pandémico (2014-2018), mais de 100 consultas por ano, em média. Além disso, a ausência de alternativa determina que os/as madeirenses que necessitem de avaliação e cuidados médicos de Medicina Sexual não a possam obter na Região Autónoma da Madeira.”

O sindicato lamenta que “em pleno século XXI indivíduos em cargos de chefia e com grande responsabilidade na prestação de cuidados à população, tenham uma visão redutora de uma área fundamental como é a sexualidade, ao considerarem que questões de saúde sexual estão necessariamente ligadas à genitália”.

A decisão foi fortemente criticada pelo SMZS que considera “estranha esta coincidência”, pois a medida foi decidida após “a denúncia de incumprimento do ACT por parte da médica responsável pela consulta de Medicina Sexual”.

“Se for esse o caso, trata-se de uma restrição do exercício de atividade sindical, o que não será tolerado pelo SMZS, que recorrerá aos mecanismos judiciais disponíveis, principalmente considerando que a médica visada exerce, precisamente, as funções de dirigente sindical, impendendo sobre si não só o direito de reclamar pela aplicabilidade do ACT vigente, mas de igual modo denunciar as decisões que a coloquem em crise”, garantem.

PR/HN/Vaishaly Camões