ARS Centro confirma problemas na plataforma de requisição de transporte de doentes

ARS Centro confirma problemas na plataforma de requisição de transporte de doentes

“Neste momento, estão a ser desenvolvidos todos os esforços para mitigar os constrangimentos sentidos, sendo que é expectável que a situação se encontre resolvida em breve”, referiu à agência Lusa fonte da ARSC.

O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) disse à agência Lusa que o problema ficou resolvido, através de uma solução que permite que os bombeiros tenham acesso em segurança aos pedidos de transportes não urgentes.

“Isto teve impacto, nomeadamente na ligação dos bombeiros ao sistema, e causou constrangimentos”, disse o dirigente, considerando que a solução interna encontrada “é segura para dar resposta” aos doentes.

Segundo Carlos Cortes, os problemas na plataforma de acesso foram causados por um ataque informático.

Num e-mail enviado à ministra da Saúde, na quarta-feira, o cidadão João Morgado, de Coimbra, denunciou que a plataforma informática de requisição de transportes de doentes na região Centro estava em baixo há mais de 15 dias.

“São centenas de pessoas que estão prejudicadas sem terem como fazer os seus tratamentos”, escreveu o animador socioeducativo na missiva dirigida a Marta Temido, a que a agência Lusa teve acesso, no seguimento de uma situação de falta de transporte para a sua mãe, que necessita de medicina de reabilitação após uma cirurgia.

Segundo disse à agência Lusa, “atualmente em Coimbra só se estão a fazer transportes de doentes que necessitem de hemodiálise, estando esses transportes a ser requisitados telefonicamente e diariamente”.

“Os restantes utentes estão há mais de 15 dias sem transporte e segundo as previsões de quem fala com os utentes, a situação mantém-se e sem resolução à vista”, acrescentou João Morgado, que, através das suas diligências, conseguiu agendar telefonicamente transporte para a sua mãe.

LUSA/HN

Marcelo defende que o mais importante é aumentar a vacinação

Marcelo defende que o mais importante é aumentar a vacinação

Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre este assunto em Díli, durante a sua visita oficial a Timor-Leste, e começou por responder: “Eu aqui estou muito longe. Eu acompanho o que se passa, mas não acompanho em pormenor as razões dos especialistas”.

“Eu devo dizer que prefiro respostas pela positiva do que respostas pela negativa”, acrescentou, defendendo que “aumentar a vacinação é mais importante e de efeitos mais duradouros do que apenas aplicar restrições”.

Segundo o chefe de Estado, “porventura, é essa a justificação da ministra da Saúde”, Marta Temido, para afastar por enquanto o regresso do uso obrigatório de máscara, assim como a reposição da gratuitidade de testes de diagnóstico de infeção com o vírus da Covid-19.

“No começo da semana que vem já estarei em condições de perceber o porquê de os especialistas terem proposto o que propuseram, alguns, pelo menos, e por outro lado, os responsáveis sanitários terem entendido que essa não é a resposta”, disse.

A propósito desta discussão, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou o entendimento de que “os especialistas têm uma palavra a dizer, propondo soluções, mas a palavra decidida é a do poder político”.

“Quem é eleito para decidir é o poder político. Portanto, o poder político não pode decidir sem ouvir especialistas, mas quem é responsável por aquilo que faça ou não faça é o poder político”, argumentou o Presidente da República.

LUSA/HN

Autarcas do Médio Tejo lamentam ausência de medidas para travar degradação de cuidados saúde primários

Autarcas do Médio Tejo lamentam ausência de medidas para travar degradação de cuidados saúde primários

Em comunicado divulgado hoje, a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) afirma que “há muito” que os responsáveis pela Saúde sabiam da existência de médicos de família próximos da aposentação, o que irá agravar uma situação para a qual têm vindo a alertar, sem que tenha sido acautelada atempadamente.

“Neste contexto, os autarcas do Médio Tejo apelam a que rapidamente sejam tomadas medidas extraordinárias que alterem o rumo de degradação e ineficácia de resposta da Rede de Cuidados de Saúde Primários” na região, lê-se na nota.

A CIMT lembra que a “preocupação pelas percentagens elevadas de população sem médico de família, e sem capacidade de resposta por parte dos serviços de saúde”, tem vindo a ser manifestada, tanto por autarcas individualmente como a nível intermunicipal, junto do Governo e da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

Em particular, refere o alerta sobre a “ausência de planeamento” manifestada em reunião realizada, no dia 31 de março, com responsáveis da ARSLVT, da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB), do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo e da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

“Nesta mesma reunião foi garantido pelo representante da ACSS que seriam lançados no mês de abril novos concursos e que o Médio Tejo seria considerado”, acrescenta.

Segundo o comunicado, não só a situação não se resolveu, como “nas últimas semanas tende a agravar-se com a aposentação de mais médicos de família que estavam ao serviço no Médio Tejo”.

“Certo é que, já há muito, se sabia por parte das entidades competentes que estes médicos se aproximavam da idade da reforma, devendo nessa altura serem acauteladas todas estas situações”, frisa.

Os autarcas dos 13 concelhos abrangidos pela CIMT apelam para que “rapidamente sejam tomadas medidas extraordinárias que alterem o rumo de degradação e ineficácia de resposta da Rede de Cuidados de Saúde Primários no Médio Tejo”, tendo solicitado uma audiência à ministra da Saúde, Marta Temido.

Na passada quinta-feira, o presidente da Câmara de Alcanena disse à Lusa que a situação do centro de saúde do concelho é “absolutamente dramática”, com 63% da população sem médico de família, lamentando a incapacidade das autoridades da Saúde de anteciparem uma situação que era expectável.

Questionada pela Lusa, a ARSLVT disse estar a aguardar a abertura do concurso nacional de ingresso na carreira especial médica, Medicina Geral e Familiar.

No comunicado, a CIMT salienta que os cuidados de saúde primária “constituem um elemento central do Serviço Nacional de Saúde com importantíssimas funções de promoção da saúde e prevenção da doença, prestação de cuidados de saúde, e no acompanhamento e proximidade às populações”.

A CIMT integra os municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha (todos do distrito de Santarém) e Sertã e Vila de Rei (ambos do distrito de Castelo Branco), contando com uma população residente 247.330 pessoas.

LUSA/HN

Enfermeiros entregam postais no Ministério da Saúde a exigir a imediata progressão na carreira

Enfermeiros entregam postais no Ministério da Saúde a exigir a imediata progressão na carreira

As 13 caixas contendo os 1.020 postais assinados por enfermeiros foram entregues pelo presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), João Carlos Martins, a uma representante do Ministério da Saúde.

A iniciativa do SEP, que fechou a Avenida João Crisóstomo, em Lisboa, em frente ao Ministério da Saúde, integra-se nas comemorações do Dia Internacional do Enfermeiro, uma data que homenageia “o trabalho e o contributo dos enfermeiros pelo seu trabalho na proteção da saúde, no tratamento da doença e na reabilitação dos doentes, famílias e comunidades”.

Envergando t-shirts amarelas, com a inscrição “Quero mudar o DL 71/19”, os enfermeiros vindos de várias partes do país entoaram palavras de ordem como “é tempo de resolver, os pontos devolver”, “o tempo trabalhado tem que ser contado” e a “luta continua”.

Alguns seguravam faixas com as suas reivindicações, como “Valorizar os enfermeiros. Fortalecer o SNS” e “Progressão e promoção” e outros balões amarelos e pretos e bandeiras azuis e vermelhas do SEP, sob o olhar atento de vários agentes da PSP.

João Carlos Martins disse à Lusa que são esperados cerca de 220 dirigentes e delegados do SEP na concentração que prosseguiu em desfile do Ministério da Saúde para o Campo Pequeno, onde será comemorada a data com música, testemunhos de enfermeiros e um piquenique.

“Hoje é o Dia Internacional do Enfermeiro e estamos simultaneamente a comemorar, por um lado, e a reivindicar, como é natural, por outro”, disse o presidente do SEP, sublinhando que a reivindicação é “a justa contagem de pontos”.

José Carlos Martins adiantou que dois anos e meio de ações e intervenções do SEP levaram “a que a não contagem quanto aos enfermeiros se tornasse politicamente insustentável”.

“O governo teve que assumir que é para contar pontos. Está aberto o processo negocial de um decreto-lei específico para os enfermeiros com vista a contar esses pontos e a próxima reunião negocial, em que será apresentada a primeira proposta por parte dos Ministério da Saúde, é no dia 25 de maio”, avançou à Lusa.

Hoje, sustentou, “exigimos que esse diploma de contagem de pontos consagre todas as soluções para as inúmeras situações de injustiça que existem”.

O SEP recordou o mais recente estudo sobre as condições de vida e de trabalho dos enfermeiros em Portugal, que apresenta dados para os quais tem “sistematicamente alertado, mas que têm sido desvalorizados pelos decisores políticos”.

Um dos dados do estudo afirma que “o índice (para toda a classe) de exaustão é elevado, 3,42 pontos (bastante acima do valor de 2 pontos, considerado normal)”.

“Existe uma percentagem de profissionais em níveis de exaustão emocional muito elevada, 32,3% no escalão 3, 15,5% no escalão 4 e 1,57% no escalão 5, todos estes muito preocupantes”, sublinha o SEP.

LUSA/HN

Mais de metade dos utentes do concelho de Alenquer sem médico de família

Mais de metade dos utentes do concelho de Alenquer sem médico de família

Dos 40.812 utentes de saúde deste concelho do distrito de Lisboa, 22.213 estão sem médico de família, existindo pelo menos 11 profissionais em falta, de acordo com a mesma fonte.

Segundo os dados, 18.474 têm médico, existindo 12 profissionais em funções.

O problema agrava-se na extensão de saúde do Carregado, a zona mais populosa a seguir à sede do concelho e onde, dos 13.007 utentes inscritos, 86,2% (11.213 utentes) estão sem médico de família.

Por este motivo, o Carregado é uma das duas zonas consideradas carenciadas dentro do Agrupamento de Centros de Saúde do Estuário do Tejo, para a qual foram abertas duas vagas, num despacho dos ministérios da Saúde e das Finanças, publicado na quarta-feira em Diário da República.

Na terça-feira, em sede da discussão do Orçamento do Estado, o deputado do PS João Nicolau pediu à ministra da Saúde, Marta Temido, para que “olhe para a situação urgente e dramática que se vive no centro de saúde do Carregado”, qualificando a situação como “gritante” e “desesperante”.

Na resposta, a secretária de Estado da Saúde, Fátima Fonseca, anunciou a abertura das vagas para o concelho de Alenquer, entretanto já concretizada no despacho.

O despacho define as zonas geográficas qualificadas como carenciadas para efeitos da atribuição dos incentivos aos procedimentos de mobilidade e de recrutamento de pessoal médico iniciados a partir de 01 de janeiro de 2022, por estabelecimento de saúde e especialidade médica.

De acordo com o despacho, a medida visa contribuir para “a equidade no acesso aos cuidados de saúde médicos, minimizando as assimetrias que ainda se denotam, sobretudo em zonas mais periféricas ou de maior pressão demográfica”.

Os profissionais que aceitem trabalhar para as instituições, identificadas no despacho, poderão receber um conjunto de incentivos que passam, entre outros, por um vencimento superior em 40%, mais dois dias de férias e preferência na colocação do cônjuge e dos filhos nas escolas, e compensação das despesas de deslocação e transporte.

LUSA/HN