Malária matou pelo menos 126 pessoas este ano em Moçambique

Malária matou pelo menos 126 pessoas este ano em Moçambique

“Tendo em conta esta situação, reconhecemos que o caminho até atingir a eliminação da malária, como plasmado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ainda é longo e difícil”, disse Adriano Maleiane, citado pela Televisão de Moçambique.

O governante falava durante a cerimónia de celebração do Dia Mundial da Luta Contra a Malária, assinalado na segunda-feira.

Segundo o primeiro-ministro, o número de mortes por malária tende a reduzir em Moçambique, tendo sido registados 193 óbitos no primeiro trimestre de 2020 e baixado para 142 no mesmo período de 2021.

O número de casos da doença também reduziu, tendo sido registados cerca de 10 milhões em 2021, contra mais de 11 milhões de casos em 2020, uma redução em 11%, avançou Adriano Maleiane.

“Se continuarmos a agir em conjunto poderemos atingir as metas previstas e ter a malária sob controlo no nosso país”, disse o primeiro-ministro, num apelo à adoção de medidas de prevenção da doença.

LUSA/HN

Universidade da Beira Interior atribui Honoris Causa a reitores de Moçambique e Angola

Universidade da Beira Interior atribui Honoris Causa a reitores de Moçambique e Angola

Em nota de imprensa, a UBI especifica que o mais alto grau atribuído pela instituição contemplará Orlando António Quilambo, reitor da Universidade Eduardo Mondlane (Moçambique), e Orlando Manuel José Fernandes da Mata, reitor da Universidade Mandume ya Ndemufayo (Angola), sendo atribuído no dia 30 de abril, na cerimónia do 36.º aniversário daquela universidade do distrito de Castelo Branco.

A decisão de homenagear os dois reitores figuras foi tomada pela Universidade sediada na Covilhã em 2019, mas a entrega do galardão acabou por ser adiada devido à Covid-19.

“O percurso profissional e académico de ambas as individualidades é revelador do trabalho desenvolvido em organizações científicas das suas áreas de formação, bem como de entidades nacionais e organizações internacionais, com destaque para a ligação ao ensino superior português”, aponta a UBI.

A informação também especifica que Orlando António Quilambo é doutorado em Ciências Naturais pela Universidade de Gröningen, da Holanda, tem formação em áreas da gestão universitária e é reitor da Universidade Eduardo Mondlane desde 2011, onde também já tinha desempenhado funções de vice-reitor, diretor científico e diretor da Faculdade de Ciências.

Além disso, está envolvido em organismos internacionais dedicados à educação e formação, tais como a Associação das Universidades Africanas, a Associação do Ensino à Distância dos Países de Língua Portuguesa e a Associação das Universidades da Língua Portuguesa.

Relativamente a Orlando Manuel José Fernandes da Mata, a UBI lembra que é reitor da Universidade Mandume ya Ndemufayo, desde 2015, e que, anteriormente, foi reitor da Universidade Agostinho Neto, também sediada em Angola.

“É engenheiro agrónomo, mestre em Agroquímica pela Universidade Martin Luther-Halle/Wittenberg, da antiga República Democrática da Alemanha (RD) e doutorado em Nutrição Vegetal, pelo Instituto de Agronomia Tropical da Universidade de Leipzig (República Federal da Alemanha)”, acrescenta.

De acordo com o referido, atualmente, preside à Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), da qual a UBI faz parte, e é membro fundador e presidente do Conselho de Reitores das Universidades Angolanas (Cruang).

Orlando da Mata também exerceu o cargo de vice-ministro da Ciência e Tecnologia de Angola e foi o representante daquele país no Comité Consultivo Multidisciplinar de Ciência e Tecnologia da SADC da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação.

A cerimónia está marcada para o dia 30 de abril, a partir das 15:00, no grande auditório da Faculdade de Ciências da Saúde.

LUSA/HN

Moçambique com 47 casos ativos e sem mortes há 14 dias

Moçambique com 47 casos ativos e sem mortes há 14 dias

A taxa de positividade desde a última segunda-feira até hoje manteve-se em 0,6% e o número de casos ativos fixou-se hoje em 47 (mais dois que na última segunda-feira).

A taxa de vacinação é de 87,8% num universo de 15,2 milhões.

Moçambique tem um total acumulado de 2.200 mortos e 225.267 casos de Covid-19, dos quais 99% recuperados da doença e dois atualmente internados.

A Covid-19 provocou mais de seis milhões de mortos em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo um balanço da agência de notícias France-Presse.

A doença é causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante no mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.

LUSA/HN

Tempestades e secas devem prejudicar campanha agrícola moçambicana

Tempestades e secas devem prejudicar campanha agrícola moçambicana

“No geral, a produção nacional deverá ser inferior à do ano passado e ficar abaixo da média de cinco anos, após os múltiplos choques ao longo da campanha agrícola”, lê-se no documento da Rede de Alerta Antecipado de Fome (rede Fews, sigla inglesa) que auxilia operações humanitárias.

A maior parte do sul de Moçambique, incluindo partes das províncias de Sofala e Manica, “terá, provavelmente, colheitas bem abaixo da média devido a chuvas reduzidas e períodos de seca prolongados”, refere o relatório, que prevê o alastrar de situações de crise alimentar na região.

As áreas baixas das províncias de Nampula, Zambézia e Sofala também perderam colheitas devido às cheias, mas “a plantação após o período de inundações é possível se os agregados familiares tiverem acesso a sementes de ciclo curto”.

Espera-se que a próxima colheita esteja próxima da média “nas áreas de maior produção de Moçambique, incluindo o norte de Tete, os planaltos de Sofala, Manica e Zambézia, grande parte do Niassa, e o interior de Nampula e Cabo Delgado”.

Na zona costeira de Cabo Delgado permanece a crise alimentar provocada pela insurgência armada, que obrigou cerca de 800 mil pessoas procurarem outras paragens, enquanto nas zonas urbanas, apesar do levantamento de restrições associadas à Covid-19, há dificuldades económicas por causa da subida de preço dos combustíveis.

A rede prevê ainda que o início da colheita “seja adiado por um mês na maior parte de Moçambique, exceto na província de Maputo, onde a colheita principal já começou”.

“O atraso na colheita provavelmente prolongará a época de escassez e impedirá que os preços dos alimentos caiam sazonalmente”, conclui.

Em Moçambique, mais de 2,9 milhões de pessoas enfrentam risco alimentar severo e a desnutrição grave afeta quase metade das crianças com menos de cinco anos de idade, segundo dados do Programa Alimentar Mundial (PAM).

LUSA/HN

Moçambique: segurança permite regresso de médicos

Moçambique: segurança permite regresso de médicos

“Neste momento, em Palma, há médicos: temos cirurgião, médico de clínica geral e assim é também em Mocímboa da Praia e Macomia. Temos pessoal em prontidão e também temos médicos militares, no terreno”, referiu.

Mussa Ali falava em Pemba, capital provincial, durante a saudação ao governador de Cabo Delgado alusiva ao dia 28 de março, dia do médico moçambicano.

O regresso de pessoal de saúde surge na sequência do “aumento da segurança” naqueles distritos.

O governador Valige Tauabo saudou a medida e deixou um alerta: que os jovens médicos não se deixem aliciar pelos grupos insurgentes.

“O nosso médico jovem tem esta responsabilidade de servir a população e não servir o terrorismo”, referiu numa alusão a promessas com que os rebeldes aliciam populações, pelas quais o profissional de saúde “não se pode alinhar”.

A província de Cabo Delgado, é rica em gás natural, mas, aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Há 784 mil deslocados internos devido ao conflito, de acordo com a Organização Internacional das Migrações (OIM), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED.

Desde Julho de 2021, uma ofensiva das tropas governamentais com apoio do Ruanda a que se juntou depois a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) permitiu recuperar zonas onde havia a presença de rebeldes, mas, a fuga destes tem provocado novos ataques noutros distritos usados como passagem ou refúgio temporário.

LUSA/HN