Brasil regista 658.566 mortes desde o início da pandemia

Brasil regista 658.566 mortes desde o início da pandemia

De acordo com as autoridades, o país registou 29.802.257 infeções.

Nas últimas 24 horas, o gigante sul-americano registou 373 mortes e 45.472 casos da doença provocada pelo vírus SARS-CoV-2.

O Brasil é um dos três países do mundo mais afetados pela pandemia em números absolutos, além dos Estados Unidos e a Índia.

A cCvid-19 provocou mais de seis milhões mortos em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse, divulgado na segunda-feira.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 21.248 pessoas e foram contabilizados 3.352.874 casos de infeção, segundo dados de hoje da Direção-Geral da Saúde.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante no mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.

LUSA/HN

Aumentam mortes por tuberculose na Europa pela primeira vez em 20 anos

Aumentam mortes por tuberculose na Europa pela primeira vez em 20 anos

“Em 2020, foram estimadas 21 mil mortes por tuberculose na região europeia da OMS, o equivalente a 2.3 mortes por 100 mil pessoas, com cerca de 3.800 destas mortes a ocorrerem na UE/EEE” (União Europeia e Espaço Económico Europeu), avança o relatório do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) e da OMS.

Segundo o documento, nos países da UE e do EEE a taxa de óbitos por tuberculose, a segunda doença infecciosa mais mortífera, a seguir à Covid-19, foi de 0.8 mortes por 100 mil pessoas.

No primeiro ano da pandemia da Covid-19 e “pela primeira vez em mais de duas décadas, o número de mortes por tuberculose aumentou devido ao atraso ou à falta de diagnóstico”, o que comprometeu o objetivo de reduzir em 35% o número de mortes em 2020 previsto na estratégia de combate à doença, refere o ECDC em comunicado.

 De acordo com o relatório, as estirpes da tuberculose resistentes aos medicamentos “continuam a ser uma grande preocupação” e é “fundamental” um investimento urgente, especialmente no contexto da pandemia da Covid-19.

Em 2020, foram reportados mais de 33 mil casos de tuberculose na UE/EEE, uma redução face aos 47 mil notificados em 2019.

“Os padrões e tendências epidémicas variam muito, com a maioria dos países da UE/EEE a aproximarem-se do baixo nível de incidência inferior a 10 por 100 mil habitantes, embora a região europeia tenha, no geral, nove dos 30 países do mundo com maior carga de tuberculose multirresistente”, alertam o ECDC e a OMS.

De todos os casos notificados em 2019 com um resultado de tratamento reportado em 2020, 71,8% foram tratados com sucesso na UE/EEE, refere ainda o relatório, ao considerar que a taxa de sucesso do tratamento continua abaixo das respetivas metas regionais de 85% para casos novos e de recaídas.

“Infelizmente, a luta contra a tuberculose tornou-se ainda mais difícil nos últimos dois anos. Devido à pandemia em curso, assistimos a uma forte diminuição das tendências de notificação, que é, pelo menos em parte, causada por uma diminuição dos dados”, salientou a diretora do ECDC, Andrea Ammon.

De acordo com Hans Kluge, diretor da OMS para a Europa, as mortes por tuberculose subiram pela primeira vez em duas décadas entre 2019 e 2020, com a “Covid-19 a interromper os serviços, deixando as pessoas não diagnosticadas e sem tratamento”.

No ano em que a pandemia chegou a Portugal foram notificados 1.465 casos de tuberculose, menos 383 do que em 2019, segundo um relatório nacional divulgado este mês e que aponta para um diagnóstico cada vez mais tardio.

Segundo o Relatório da Vigilância e Monitorização da Tuberculose em Portugal 2020, a taxa de notificação fixou-se em 14,2 casos/100 mil habitantes em Portugal e as regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Norte continuam a ser as de maior incidência.

LUSA/HN

Açores com 506 novos casos e duas mortes nas últimas 24 horas

Açores com 506 novos casos e duas mortes nas últimas 24 horas

No seu boletim diário, aquela entidade adianta que foram “registados dois óbitos nas últimas 24 horas”, um dos quais no Faial e outro na Terceira.

No Hospital da Horta, na ilha do Faial, morreu “um homem com 99 anos”, que “estava internado desde 20 de fevereiro”, residente nas Angústias e “não estava vacinado”.

O outro óbito, de um homem com 89 anos, ocorreu no Hospital de Santo Espírito de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, onde estava o paciente internado desde a passada sexta-feira.

“Era residente em São Brás. Tinha a vacinação primária, não tendo levado a dose de reforço. Apresentava múltiplas comorbilidades”, lê-se no comunicado da Autoridade de Saúde Regional.

Quanto aos 506 novos casos de Covid-19, 164 foram diagnosticados em São Miguel, 164 na Terceira, 68 em São Jorge, 52 no Faial, 38 no Pico, sete nas Flores, seis na Graciosa, seis em Santa Maria e um no Corvo, resultantes de 1.912 análises.

Por concelhos, na ilha de São Miguel há 95 novos casos de infeção pelo SARS-CoV-2, que provoca a doença Covid-19, em Ponta Delgada, 33 na Ribeira Grande, 14 na Lagoa, 10 em Vila Franca do Campo, seis na Povoação e seis no Nordeste.

Na Terceira, foram diagnosticadas 85 novas infeções em Angra do Heroísmo e 79 na Praia da Vitória.

No Pico, 18 no concelho da Madalena, 15 nas Lajes e cinco em São Roque.

Na ilha de São Jorge foram diagnosticados, nas últimas 24 horas, 56 novos casos de Covid-19 no concelho de Velas e 12 na Calheta.

Nas Flores seis novos casos no concelho de Santa Cruz e um nas Lajes.

Já a Graciosa conta hoje com seis novas infeções no concelho de Santa Cruz e no Faial 52 no concelho da Horta.

O Corvo regista um novo caso.

Hoje estão internadas nos hospitais dos Açores 22 pessoas com Covid-19, menos uma do que na segunda-feira.

No Hospital do Divino Espírito Santo, em São Miguel, há 14 doentes internados (um em cuidados intensivos), três no Hospital da Horta, no Faial e cinco no Hospital de Santo Espírito da Terceira.

Os Açores registam presentemente 2.916 casos ativos, sendo 1.737 em São Miguel, 615 na Terceira, 180 no Faial, 154 no Pico, 129 em São Jorge, 63 na Graciosa, 25 nas Flores, 12 em Santa Maria e um no Corvo.

Desde o início da pandemia, o arquipélago contabilizou 63.442 casos de infeção, 60.084 recuperações e 93 óbitos associados à Covid-19.

Desde 31 de dezembro de 2020 e até hoje, 212.367 pessoas tinham nos Açores a vacinação primária completa (89,8%) e 118.789 tinham já recebido a dose de reforço (50,2%).

A vacinação pediátrica registava nesta data, 6.666 inoculações referentes à 1.ª dose, o que corresponde a 39,1% de um universo de 17.033 crianças entre os 5 e os 11 anos.

Os dados divulgados pelas autoridades regionais dos Açores e da Madeira podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da Direção-Geral da Saúde.

A Covid-19 provocou pelo menos 5.978.400 mortos em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse, divulgado no sábado.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

LUSA/HN

Moçambique com sete mortos por Covid-9 na última semana

Moçambique com sete mortos por Covid-9 na última semana

O número de casos ativos mais que quadruplicou (de 1.874 no dia 13 para 8.017 hoje) e o número de internados quase duplicou (de 27 no dia 13 para 64 hoje).

No mesmo período – desde segunda-feira, dia 13, até hoje – houve sete novas mortes, quando na semana anterior tinha havido quatro.

O número de testes no país desde o início da pandemia ascendeu hoje a 1.028.872, com um total de 25.187 feitos na última semana.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, suspendeu hoje o recolher obrigatório para os dias das festas de Natal e de fim de ano, mantendo a maioria das restrições relacionadas com a prevenção da Covid-19 no país.

O chefe de Estado alertou para a “evolução gigantesca e preocupante” da taxa de positividade semanal no país, que subiu de 0,4% para 24,5% nas últimas quatro semanas e referiu que mediante a evolução dos dados poderão ser tomadas “medidas mais drásticas”.

Moçambique tem um total acumulado 1.952 óbitos e 160.457 casos, dos quais 150.484 recuperados.

LUSA/HN

Bastonário pede à DGS para tornar públicos dados sobre mortes e internamentos de pessoas vacinadas

Bastonário pede à DGS para tornar públicos dados sobre mortes e internamentos de pessoas vacinadas

“Nós para podermos ajudar, nós comunidade científica, investigadores, as pessoas que se importam com isto, têm de ter acesso a estes dados (…). Isto não deve, nem pode funcionar assim. Não é assim que funciona nos outros países”, defendeu Miguel Guimarães, que falava à Lusa sobre a atual situação epidemiológica no país.

Para o bastonário, é preciso que a DGS torne público quem é que está a ser internado em enfermaria e em cuidados intensivos e quem é que está a morrer com Covid-19.

“É preciso perceber se são pessoas que estão, ou não, vacinadas. Se estão vacinadas totalmente ou só com uma dose”, bem como se está a aumentar o número de pessoas vacinadas infetadas e a necessitar de internamento, detalhou.

No seu entender, estes dados que estão no domínio da DGS deviam ser incluídos no Relatório das Linhas Vermelhas até para “as pessoas se acautelarem”.

“Estamos numa fase em que a pandemia está controlada”, mas os casos estão a aumentar porque já há “um conjunto muito grande de pessoas em que a vacina já não tem a mesma eficácia” e daí a necessidade da terceira dose.

Como tal, reiterou que é preciso “perceber o que está a acontecer objetivamente, com dados” para, “com mais segurança” e “fundamentação” delinear as medidas necessárias, que, no seu entender, passam por medidas de proteção individual.

Para o bastonário, “é inegável” que Portugal está a atravessar a “quinta onda” da pandemia, defendendo por isso ser fundamental acelerar o processo de vacinação, alargar o uso de máscara a espaços fechados [pequenos estabelecimentos], como nas lojas de rua, nas empresas, nos restaurantes, e um “controlo mais rigoroso” das fronteiras, sobretudo as aéreas.

Salientou ainda a importância da reunião dos peritos, no Infarmed, sobre a situação epidemiológica no país, marcada para a próxima sexta-feira.

“Quanto mais rápido for [a reunião], melhor conseguimos controlar o crescimento da doença com medidas simples”, disse considerando que não serão necessários confinamentos, se se atuar rapidamente.

Miguel Guimarães recordou que o outono/inverno é habitualmente uma “altura crítica” porque circulam mais vírus respiratórios, o que leva “uma pressão maior sobre os serviços de saúde”.

A agravar esta situação estão “muitos doentes” com doenças crónicas como a diabetes, hipertensão, doenças oncológicas, que ficaram para trás na pandemia e que “estão a descompensar das suas doenças e a recorrer ao serviço de urgência”.

Perante esta situação, defendeu ser fundamental proteger as pessoas, vacinando-as desde logo contra a gripe sazonal, que “pode ter um impacto muito grande, até ser superior à da Covid-19”, e vacinar as pessoas elegíveis contra o vírus SARS-CoV-2.

Contudo, avançou, a vacinação contra a gripe ainda não está a ser feita em massa, porque faltam “chegar vacinas”.

“Eu espero que possamos começar a vacinar as pessoas o mais rapidamente possível para a gripe sazonal e para a Covid-19 e espero, sobretudo, que não se façam compassos de espera demasiado prolongados, como suspeito que possa estar a ser feito, aguardando que chegue a vacina da gripe sazonal para fazer as duas ao mesmo tempo, porque estamos a perder oportunidades”, advertiu.

LUSA/HN