Instituições saúdam adoção de novos objetivos para a diabetes

Instituições saúdam adoção de novos objetivos para a diabetes

A 75.ª Assembleia Mundial da Saúde aprovou cinco objetivos para a diabetes a serem concretizados até 2030. Os especialistas querem 80% das pessoas com diabetes com diagnóstico realizado, 80% das pessoas com diabetes com bom controlo da glicemia, 80% das pessoas com diabetes com bom controlo da pressão arterial, 60% das pessoas com diabetes e com 40 ou mais anos de idade a receberem tratamento com Estatinas e 100% das pessoas com diabetes tipo 1 com acesso a tratamento com insulina e à automonitorização da glicose.

“Acreditamos que a adoção destes objetivos proporcionará uma direção suficientemente forte para que os países possam atuar eficazmente no combate à diabetes durante a próxima década”, refere José Manuel Boavida, presidente da APDP e membro da Direção da IDF-Europa.

Do mesmo modo, João Filipe Raposo, presidente da SPD, explica que “a adoção das recomendações da OMS acontece um ano após o lançamento do Global Diabetes Compact”.”Estes objetivos oferecem uma excelente oportunidade para melhorar a vida das pessoas que vivem atualmente com diabetes e de todas as que desenvolverão diabetes no futuro.”

Se as tendências atuais se mantiverem, estima-se que em 2045 sejam mais de 780 milhões de pessoas com diabetes no mundo.

“Alcançar os objetivos definidos pela OMS permitirá ainda reduzir as despesas que a diabetes representa para os sistemas de saúde, que a IDF estima terem sido de quase 966 bilhões de dólares durante 2021. Os objetivos só podem ser alcançados se os países lhes dedicarem recursos humanos e financeiros suficientes, tanto para agir sobre a diabetes, como para monitorizar o progresso das ações”, explica Luís Gardete Correia, ex-vice-presidente da IDF Global.

Objetivos propostos pela OMS incluem melhorias na realização do diagnóstico, no controlo da glicemia e da pressão arterial e no acesso ao tratamento adequado.

PR/HN/VC

OMS estima que surto na Coreia do Norte piorou mas lembra falta de dados

OMS estima que surto na Coreia do Norte piorou mas lembra falta de dados

“Neste momento, não podemos fazer uma avaliação adequada da situação no terreno. Estamos a assumir que as coisas estão a piorar, não a melhorar”, salientou Michael Ryan, diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O especialista, que falava durante uma conferência de imprensa na sede do organismo da ONU, em Genebra, lembrou que “é muito difícil fornecer uma análise correta ao resto do mundo quando se tem os dados necessários”.

Segundo Maria van Kerkhove, responsável pela gestão da resposta à pandemia de Covid-19 na OMS, a Coreia do Norte registou um total de 3,7 milhões de casos do vírus SARS-CoV-2, sem se referir oficialmente aos casos de “febre”, ao contrário de Pyongyang.

Na sexta-feira, a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA referiu que o número de casos de “febre” caiu pelo sétimo dia consecutivo, com pouco mais de 100.000 novos casos naquele dia, abaixo dos 390.000 casos diários relatados no início de maio.

Em 27 de maio, o número oficial de mortos devido aos casos de “febre” era de 69.

“Muitas curas foram relatadas, mas apenas há informações limitadas que nos chegam do país”, realçou Maria van Kerkhove.

Os 25 milhões de norte-coreanos não estão vacinados e o sistema de saúde de seu país é um dos piores do mundo.

Michael Ryan explicou que a OMS “ofereceu várias vezes ajuda” às autoridades norte-coreanas, incluindo vacinas “em três ocasiões”, sendo que esta organização contínua disponível para prestar ajuda.

O diretor de emergências da OMS explicou que a agência continua a trabalhar com a China e a Coreia do Sul para tentar avançar na ajuda.

“Vemos uma atitude muito positiva na tentativa de resolver este problema coletivamente”, explicou.

“Não queremos ver uma transmissão intensa numa população vulnerável com um sistema de saúde já enfraquecido. Não é bom para o povo da República Popular Democrática da Coreia, não é bom para a região e não é bom para o mundo”, acrescentou.

A imprensa estatal norte-coreana avançou no domingo que o líder Kim Jong Un e outros altos funcionários da Coreia do Norte discutiram um possível levantamento das medidas implementadas para conter o primeiro surto confirmado de Covid-19 no país.

A discussão na reunião do órgão político mais poderoso da Coreia do Norte sugeriu que Kim poderá em breve relaxar um conjunto de restrições, sobretudo devido à preocupação com a situação alimentar e económica do país.

Kim e outros membros do Politburo do Comité Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte “fizeram uma avaliação positiva da situação da pandemia que está a ser controlada e melhorada em todo o país”, referiu ainda a agência oficial de notícias norte-coreana.

No sábado, a KCNA tinha elogiado a resposta das autoridades ao novo coronavírus, que inclui confinamentos em municípios e centros de trabalho.

No entanto, imagens obtidas por satélite ou captadas a partir das fronteiras com a Coreia do Sul ou com a China sugerem que não houve confinamento e que os cidadãos teriam sido somente aconselhados a apenas sair de casa para trabalhar e quando fosse estritamente necessário.

LUSA/HN

Assembleia Mundial da Saúde: APDP, SPD e IDF saúdam a adoção de novos objetivos para a diabetes

Assembleia Mundial da Saúde: APDP, SPD e IDF saúdam a adoção de novos objetivos para a diabetes

Em causa estão cinco objetivos, que vão desde melhorias na realização do diagnóstico ao acesso ao tratamento com insulina e à automonitorização da glicose, que já tinham sido propostos ao Ministério da Saúde português.

“Acreditamos que a adoção destes objetivos proporcionará uma direção suficientemente forte para que os países possam atuar eficazmente no combate à diabetes durante a próxima década”, refere José Manuel Boavida, presidente da APDP e membro da direção da IDF-Europa.

“A adoção das recomendações da OMS acontece um ano após o lançamento do Global Diabetes Compact, que procura responder à epidemia da diabetes através da redução do risco e da garantia de que todas as pessoas diagnosticadas com diabetes têm acesso a tratamento e a cuidados acessíveis e de qualidade”, explica João Filipe Raposo, presidente da SPD, que participou na elaboração deste documento de referência.

A 75.ª Assembleia Mundial da Saúde aprovou os seguintes cinco objetivos para a diabetes a serem concretizados até 2030: 80% das pessoas com diabetes com diagnóstico realizado; 80% das pessoas com diabetes com bom controlo da glicemia; 80% das pessoas com diabetes com bom controlo da pressão arterial; 60% das pessoas com diabetes e com 40 ou mais anos de idade a receberem tratamento com estatinas; e 100% das pessoas com diabetes tipo 1 com acesso a tratamento com insulina e à automonitorização da glicose.

“Atingir os objetivos de diagnóstico, de controlo da glicemia e da pressão arterial e acesso a tratamento com estatinas permitirá a prevenção das consequências da diabetes, ajudando assim a melhorar a qualidade de vida de grande parte das 643 milhões de pessoas que se estima terem diabetes em todo o mundo”, explica José Manuel Boavida, acrescentando: “Os esforços para alcançar o objetivo de 100% de acesso ao tratamento com insulina e à automonitorização da glicose, por exemplo, ajudarão a evitar as mortes que resultam do acesso insuficiente aos cuidados essenciais de que as pessoas com diabetes tipo 1 necessitam, nomeadamente em África”.

Para João Filipe Raposo, “estes objetivos oferecem uma excelente oportunidade para melhorar a vida das pessoas que vivem atualmente com diabetes e de todas as que desenvolverão diabetes no futuro”. Se as tendências atuais se mantiverem, estima-se que em 2045 sejam mais de 780 milhões de pessoas com diabetes no mundo.

“Alcançar os objetivos definidos pela OMS permitirá ainda reduzir as despesas que a diabetes representa para os sistemas de saúde, que a IDF estima terem sido de quase 966 bilhões de dólares durante 2021. Os objetivos só podem ser alcançados se os países lhes dedicarem recursos humanos e financeiros suficientes, tanto para agir sobre a diabetes, como para monitorizar o progresso das ações”, afirma Luís Gardete Correia, ex-vice-presidente da IDF Global.

Passaram-se 100 anos desde a primeira utilização da insulina, mas estas organizações consideram que a ação para mudar o curso global da diabetes está ainda muito atrasada. A APDP, a SPD e a própria IDF encontram-se disponíveis para apoiar o Governo português na concretização dos objetivos estabelecidos pela OMS e que já foram propostos ao Ministério da Saúde.

PR/HN/Rita Antunes

OMS lança “Saúde da Visão nos Sistema de Saúde: um Guia para a Ação”

OMS lança “Saúde da Visão nos Sistema de Saúde: um Guia para a Ação”

“Para enfrentar muitos dos desafios da saúde da visão – incluindo as desigualdades no acesso e a falta de integração no sistema de saúde – os cuidados para a saúde da visão devem ser parte integrante da cobertura universal de saúde: todos devem ter acesso aos serviços de saúde da visão de que necessitam, com qualidade e sem barreiras financeiras”, afirma a OMS.

“Para Portugal, é uma oportunidade de mobilizar os intervenientes relevantes, concertar esforços e ultrapassar as enormes e crónicas dificuldades de acesso a cuidados para a saúde da visão no Serviço Nacional de Saúde. A liderança do Ministério da Saúde é essencial, para um processo inclusivo, idóneo, focado nas necessidades reais e em resultados mensuráveis. É uma oportunidade histórica para uma mudança paradigmática, desafiando todos os intervenientes a fazer mais e melhor. Seja para o cumprimento dos objetivos para a cobertura do erro refrativo e cirurgia à catarata, já assumidos pelo Estado Português. Seja para objetivos adicionais baseados no Eye Care Indicator Menu (ECIM) e acordados internamente”, diz a Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO).

Em comunicado, A APLO sublinhou ainda a relevância das ferramentas Package of Eye Care Interventions (PECI) e Eye Care Competency Framework (ECCF) para o planeamento e implementação das intervenções e da força de trabalho para a saúde da visão.

“Este é o momento para a máxima ambição na eliminação de toda a deficiência visual e cegueira evitável em Portugal. Os optometristas portugueses declaram o seu apoio e compromisso total para com este desafio para a ação, a ser liderada pelo Ministério da Saúde. Solicita-se uma audiência para analisar e refletir como avançar nesta iniciativa”, escreveu a associação.

Mais informações aqui.

PR/HN/Rita Antunes

OMS acredita que a transmissão do vírus Monkeypox pode ser interrompida

OMS acredita que a transmissão do vírus Monkeypox pode ser interrompida

“Queremos parar a transmissão de pessoa para pessoa. Podemos fazer isso nos países não endémicos. Estamos numa situação em podemos usar as ferramentas de saúde púbica para uma rápida identificação e isolamento dos casos”, adiantou Maria Van Kerkhove, especialista da OMS para área das doenças emergentes e zoonoses (doenças de animais que são transmissíveis ao homem).

Numa situação de esclarecimento sobre a Monkeypox, que já tem 37 casos confirmados em Portugal, a epidemiologista da OMS salientou ainda que, conforme a vigilância se vai intensificando, é expectável que mais casos de infeção sejam detetados, mas atualmente não chegam às duas centenas de confirmados e suspeitos na Europa e América do Norte.

“Estamos a falar de menos de 200 casos de casos confirmados e suspeitos até agora, mas isso pode mudar com o tempo”, alertou Maria Van Kerkhove, ao reiterar que a situação atual é “controlável particularmente nos países que estão a assistir a surtos na Europa e na América do Norte”.

De acordo com Rosamund Lewis, especialista em varíola do programa de emergências da OMS, esta não é uma doença nova, uma vez que têm sido detetados casos de infeção pelo menos há 40 anos e que tem ainda “sido bem estudada na região africana”.

“Temos visto poucos casos na Europa nos últimos cinco anos e todos ligados a viajantes, mas esta é a primeira vez que estamos a ver casos em muitos países ao mesmo tempo em pessoas que não viajaram para as regiões endémicas de África”, reconheceu Rosamund Lewis.

De acordo com a especialista, os dados conhecidos para já não permitem dizer que se registou uma mutação do vírus, mas está a ser recolhida mais informação através da sua sequenciação.

“São vírus que tendem a não mutar e são muito estáveis”, salientou Rosamund Lewis.

O número de casos confirmados de Monkeypox subiu para 37 e estão distribuídos pelas regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Norte e Algarve, anunciou hoje a DGS, adiantando que os doentes estão “estáveis e em ambulatório”.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) adiantou, em comunicado, que foram confirmados mais 14 casos de infeção humana por vírus Monkeypox pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o que fez aumentar para 37 o número total de casos confirmados até ao momento em Portugal.

Segundo a DGS, estão em curso os inquéritos epidemiológicos dos casos suspeitos que vão sendo detetados, com o objetivo de identificar cadeias de transmissão e potenciais novos casos e respetivos contactos.

O vírus Monkeypox foi descoberto pela primeira vez em 1958 quando dois surtos de uma doença semelhante à varíola ocorreram em colónias de macacos mantidos para investigação, refere o portal do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês).

O primeiro caso humano de infeção com o vírus Monkeypox foi registado em 1970 na República Democrática do Congo, durante um período de esforços redobrados para erradicar a varíola. Desde então, vários países da África Central e Ocidental reportaram casos.

Apesar de a doença não requerer uma terapêutica específica, a vacina contra a varíola, antivirais e a imunoglobulina vaccinia (VIG) podem ser usados como prevenção e tratamento para a Monkeypox.

LUSA/HN