Despesas das famílias abrandam quebra para -4,3% no terceiro trimestre

Despesas das famílias abrandam quebra para -4,3% no terceiro trimestre

Segundo as Contas Nacionais Trimestrais divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), “as despesas das famílias residentes em bens duradouros aumentaram 2,1% em termos homólogos, após terem diminuído acentuadamente no segundo trimestre (-26,2%), observando-se uma variação homóloga menos negativa das aquisições de veículos automóveis no terceiro trimestre face ao observado no trimestre anterior”.

“A componente de bens não duradouros e serviços também registou uma recuperação, embora menos expressiva que a observada na componente de bens duradouros, passando de uma taxa de variação homóloga de -13,6% no segundo trimestre para -5,0%, verificando-se um abrandamento na componente de bens alimentares”, pode ainda ler-se no documento do INE.

Já em relação ao segundo trimestre, as despesas de consumo das famílias residentes aumentaram 13,3%, (diminuição de 13,4% no trimestre anterior), “verificando-se uma variação em cadeia de 40,2% das despesas em bens duradouros, tendo as despesas em bens não duradouros e serviços aumentado 10,8% (taxas de -22,5% e -12,5% no segundo trimestre, respetivamente)”.

“O consumo privado no território económico, refletindo a forte redução da despesa efetuada por não residentes, continuou a registar uma diminuição homóloga significativa (taxa de -9,4%), mas consideravelmente menos intensa que a observada no trimestre anterior (-21,4%)”, precisa o INE.

O INE confirmou hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 5,7% no terceiro trimestre em termos homólogos e recuperou 13,3% em cadeia.

“No terceiro trimestre de 2020, o PIB registou uma diminuição homóloga de 5,7% em volume, depois da contração de 16,4% observada no trimestre anterior. Esta evolução deveu-se em grande medida ao comportamento da procura interna, que registou um contributo significativamente menos negativo que no trimestre precedente (passando de -11,8 pontos percentuais no segundo trimestre para -4,0 pontos percentuais), refletindo sobretudo a recuperação expressiva do consumo privado e, em menor grau, do investimento e do consumo público”, refere o INE.

No mesmo sentido, o contributo da procura externa líquida no terceiro trimestre foi menos negativo que o registado no trimestre precedente (passando de -4,6 pontos percentuais para -1,6 pontos percentuais), verificando-se uma recuperação mais significativa das exportações de bens e serviços (passando de uma taxa de -39,4% para -15,2%) que a observada nas importações de bens e serviços (de -29,2% para -11,4%), devido sobretudo à evolução das exportações de bens”, acrescenta.

Já no que se refere à evolução em cadeia – o PIB aumentou 13,3% em termos reais face ao segundo trimestre, depois de ter diminuído 13,9% no trimestre precedente – o INE explica também este resultado “sobretudo pelo comportamento da procura interna, que registou um contributo positivo de 10,7 pontos percentuais para a variação em cadeia do PIB, quase simétrico do observado no segundo trimestre (-10,9 pontos percentuais)”.

Os números hoje conhecidos seguem-se a duas estimativas rápidas anteriormente divulgadas pelo INE: A primeira, em 30 de outubro, apontava para uma queda de 5,8% do PIB em termos homólogos e uma recuperação de 13,2% em cadeia, e a segunda, de 13 de novembro, reviu a anterior em alta numa décima (para uma contração homóloga de 5,7% e recuperação em cadeia de 13,3%), sendo igual à divulgada hoje.

LUSA/HN

Aumenta para onze o número de mortos do lar de Minde em Alcanena

Aumenta para onze o número de mortos do lar de Minde em Alcanena

Notando tratar-se de uma “instituição de grande dimensão, que tem dois edifícios”, Fernanda Asseiceira (PS) explicou que na prática “é como se houvesse dois surtos”. Porém, como os imóveis integram a mesma instituição, considera-se que existe um.

Sublinhando que o concelho se encontra entre os classificados como de risco extremamente elevado, devido ao número de infetados no lar de Minde, Fernanda Asseiceira disse esperar que a testagem generalizada da próxima quarta-feira a todos os utentes e funcionários do lar venha a permitir “contabilizar todos como recuperados” ou “pelo menos já um elevado número de recuperados”.

A autarca lamentou o número de mortes registadas até ao momento, manifestando a sua solidariedade para com as famílias, a instituição e os funcionários, e apelando a todos os munícipes para que cumpram estritamente as recomendações da Direção-Geral da Saúde.

O surto foi identificado no dia 07 de novembro depois de uma idosa ter sido submetida ao teste ao SARS-CoV-2 quando foi internada no Centro Hospitalar do Médio Tejo.

Nos testes realizados em 20 de novembro, registou-se um total de 158 infetados (111 utentes e 47 trabalhadores), havendo na altura dois mortos.

Desde o dia 20 de novembro e até hoje ocorreram mais nove óbitos, o último das quais no fim de semana.

Segundo os dados divulgados no domingo pelo Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo, o concelho de Alcanena tem 297 casos ativos de Covid-19 e 173 recuperados.

Portugal contabiliza pelo menos 4.427 mortos associados à Covid-19 em 294.799 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O país está em estado de emergência desde 09 de novembro e até 08 de dezembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado.

Durante a semana, o recolher obrigatório tem de ser respeitado entre as 23:00 e as 05:00, enquanto nos fins de semana e feriados, nos territórios mais afetados, a circulação está limitada entre as 13:00 de sábado e as 05:00 de domingo e entre as 13:00 de domingo e as 05:00 de segunda-feira.

LUSA/HN

Surto mata dois idosos e infeta 45 pessoas em lar de Santo Tirso

Surto mata dois idosos e infeta 45 pessoas em lar de Santo Tirso

O responsável pela comunicação daquele lar no distrito do Porto, Celso Campos, disse que a presença do vírus foi detetada no início de novembro, “quando uma idosa foi hospitalizada devido a uma doença que não a Covid-19 e, uma vez testada, acusou positivo”.

Essa idosa, de 90 anos, acrescentou, viria a ser o “primeiro caso mortal na instituição” que, entretanto, já “lamentou outro óbito, de um utente de 92 anos, numa fase mais avançada do mês e que estava também hospitalizado”.

No lar que “acolhe 50 idosos, de momento 21 deles estão positivos, sendo que quatro estão hospitalizados”, e há ainda “24 colaboradores de quarentena, em casa, pelo mesmo motivo”, descreveu Celso Campos.

“Assim que soubemos do caso positivo da idosa hospitalizada testámos todos os utentes e colaboradores do lar”, assinalou o responsável, dando conta que os 21 utentes infetados “desde o desencadear do surto colocados em ala covid, estão, na sua maioria, assintomáticos, e apenas uma pequena parte apresenta sintomas ligeiros”.

Sobre os quatro hospitalizados, Celso Campos disse “estarem estáveis”, tendo salientado que “desde março é a primeira vez que o lar regista casos do novo coronavírus”.

A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 1.453.074 mortos resultantes de mais de 62,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 4.427 pessoas dos 294.799 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

LUSA/HN

Moderna pede uso de emergência de vacina a reguladores nos EUA e Europa

Moderna pede uso de emergência de vacina a reguladores nos EUA e Europa

A empresa revelou ainda que os resultados finais dos testes clínicos da vacina contra o novo coronavírus indicam uma eficácia de 94,1%.

A eficácia e a segurança demonstrada pela vacina – que suscitou efeitos secundários temporários semelhantes a sintomas de gripe – cumprem os requisitos da agência norte-americana, a FDA, para uma autorização de uso de emergência ainda antes de toda a fase de testes estar concluída.

A Agência Europeia do Medicamento também já manifestou abertura para autorizar o uso do fármaco.

Em comunicado, a Moderna aponta que a análise primária de eficácia incluiu 196 pessoas que adoeceram – 30 das quais gravemente -, mas 185 estavam no grupo que tomou o placebo, ou seja, não tomaram a vacina mRNA-1273.

Assim, a Moderna conta pedir hoje uma autorização de uso de emergência à FDA e uma autorização de introdução no mercado condicional à Agência Europeia do Medicamento.

Além disso, vai apresentar à Organização Mundial de Saúde um procedimento acelerado de registo da vacina.

Caso obtenha autorização da FDA, a Moderna espera ter prontas 20 milhões de doses da vacina no fim do ano para os Estados Unidos.

Como a vacina precisa de duas doses, isso significa que dez milhões de pessoas poderão ser imunizadas.

Fora dos Estados Unidos, a empresa já afirmou que poderá uma quantidade significante de vacina na Europa no primeiro trimestre de 2021.

A vacina da Moderna, tal como a da Pfizer, usa uma parte do código genético de uma proteína que reveste o novo coronavírus.

Quando introduzido no corpo humano, leva-o a produzir essa proteína, treinando o sistema imunitário para reagir e reconhecê-la se entrar em contacto com o vírus.

A vacina não precisa de temperaturas negativas de 70 graus, como é o caso da Pfizer, possibilitando transporte e armazenamento mais baratos e acessíveis para áreas rurais ou economias em desenvolvimento.

A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 1.460.018 mortos resultantes de mais de 62,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 4.427 pessoas dos 294.799 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

LUSA/HN

Bruxelas aprova ajuda estatal de Portugal de 750 milhões de euros para PME

Bruxelas aprova ajuda estatal de Portugal de 750 milhões de euros para PME

Em comunicado, o executivo comunitário dá conta que deu ‘luz verde’ a um “regime português de 750 milhões de euros para apoio às micro, pequenas e médias empresas ativas em setores particularmente afetados pelo surto do coronavírus”, como do comércio, restauração, cultura e alojamento.

Notando que em causa estão os programas ‘Apoiar Restauração’ e ‘Apoiar.PT’, Bruxelas explica que esta ajuda pública portuguesa foi aprovada ao abrigo do Quadro Temporário de Auxílios Estatais, por ser considerada como “necessária, adequada e proporcional para sanar uma perturbação grave da economia de um Estado-membro”.

Em concreto, esta ajuda estatal de Portugal, em forma de subvenções diretas, preenche os requisitos da Comissão Europeia para apoios públicos devido à pandemia de Covid-19 por não exceder os 800 mil euros por empresa e por ser concedida antes do final do prazo para estas regras mais flexíveis, explica a instituição na nota de imprensa.

No âmbito dos programas ‘Apoiar.pt’ e ‘Apoiar Restauração’, já divulgados pelo Governo, está previsto um montante global de 750 milhões de euros em subsídios a fundo perdido destinado a micro e pequenas empresas dos setores mais afetados pela crise, como é o caso do comércio, restauração, cultura, alojamento e atividades turísticas.

Estão abrangidas pela medida as empresas com quebras de faturação superiores a 25% registadas nos primeiros nove meses de 2020 e que tenham a situação fiscal e contributiva regularizada.

No comunicado divulgado pela Comissão Europeia, e tendo por base as informações dadas pelas autoridades portuguesas, é referido que o programa ‘Apoiar.PT’ estará “aberto a micro e pequenas empresas exclusivamente ativas no comércio e serviços abertos aos consumidores, atividades culturais, atividades turísticas, setor hoteleiro, e atividades de serviços alimentares e de bebidas”, enquanto o ‘Apoiar Restauração’ se destina a “micro, pequenas e médias empresas que desenvolvam atividades de serviços alimentares e de bebidas”.

Ambos os programas podem ser cumulativos, sendo que o ‘Apoiar.PT’ visa colmatar o correspondente a 20% do volume de negócios perdido nos três primeiros trimestres de 2020 em comparação com o mesmo período em 2019, com limites que vão dos 7.500 aos 40 mil euros para micro e pequenas empresas, respetivamente.

Já o ‘Apoiar Restauração’ tem o intuito de colmatar o equivalente a 20% da diminuição da faturação diária das empresas nos dias em que se aplicavam restrições específicas impostas pelas autoridades públicas, em comparação com a faturação média durante os fins de semana nos três primeiros trimestres de 2020.

“O objetivo das medidas é responder às necessidades de liquidez dos beneficiários e ajudá-los a prosseguir as suas atividades durante e após a eclosão do surto”, observa ainda a Comissão Europeia, concluindo que “o regime português está em conformidade com as condições estabelecidas no Quadro Temporário”.

Adotado em meados de março passado, este enquadramento europeu temporário para os auxílios estatais alarga os apoios que os Estados-membros podem prestar às suas economias em altura de crise gerada pela pandemia.

Inicialmente, previa-se que estas regras temporárias apenas estivessem em vigor até 31 de dezembro deste ano, mas uma vez que os efeitos da crise económica perduram na UE, a Comissão Europeia decidiu estender estes prazos e, assim, as regras temporárias mantêm-se até junho de 2021.

LUSA/HN