Polícia emitiu mais de 100 multas por “festas” do Governo britânico durante pandemia

Polícia emitiu mais de 100 multas por “festas” do Governo britânico durante pandemia

Esta atualização sobre a chamada Operação Hillman indica que emitiu mais 50 multas desde o mês passado, quando o primeiro-ministro, a esposa, Carrie, e o ministro das Finanças, Rishi Sunak, foram multados por terem participado numa festa de aniversário surpresa a Boris Johnson a 19 de junho de 2020, quando o país ainda estava sob confinamento.

A polícia acrescenta que a investigação continua em curso.

O chamado “partygate” causou uma onda de indignação entre os britânicos, impedidos de se encontrar com amigos e familiares durante meses em 2020 e 2021 para conter a propagação da Covid-19.

Dezenas de milhares de pessoas foram multadas pela polícia por desrespeitarem as regras.

Boris Johnson pediu desculpa mas negou ter violado as regras conscientemente, recusando demitir-se.

Um inquérito parlamentar foi aberto sobre se mentiu aos deputados quando desmentiu a existência da irregularidades, ofensa que normalmente resulta em demissão.

LUSA/HN

Tribunal critica Governo britânico por enviar idosos hospitalizados para lares

Tribunal critica Governo britânico por enviar idosos hospitalizados para lares

Dois britânicos cujos pais morreram de Covid-19 levaram a tribunal o Governo britânico e as autoridades de saúde inglesas, acusando-os de terem, no início da pandemia, autorizado estes regressos que contribuíram para a propagação do vírus entre as populações mais vulneráveis.

Numa decisão anunciada hoje, dois juízes do Tribunal Superior [High Court] concluíram que as políticas assumidas pelo Executivo em março e no início de abril de 2020 foram “ilegais” porque não levaram em consideração os riscos de transmissão assintomática do vírus.

Os magistrados consideraram também que, apesar da “noção crescente” do risco de transmissão assintomática em março de 2020, “nenhuma evidência” mostra que o então ministro da Saúde Matt Hancock levou em conta o risco para residentes dos lares de idosos.

Mesmo assintomático, um paciente que receba alta do hospital neste momento deve, “na medida do possível, ser mantido afastado dos demais residentes por 14 dias”, afirmam os juízes.

Jason Coppel, advogado dos queixosos Cathy Gardner e Fay Harris, tinha apontado na audiência que mais de vinte mil idosos ou pessoas com incapacidades que viviam em residências partilhadas morreram de covid-19 em Inglaterra e País de Gales entre março e junho de 2020.

Na sua opinião, o “fracasso do governo” em proteger essa população “particularmente vulnerável” foi “um dos fracassos políticos mais flagrantes e contundentes da era moderna”.

O primeiro-ministro, Boris Johnson, recordou hoje no Parlamento que na altura vivia-se um “momento incrivelmente difícil” e que “não sabíamos muito sobre a doença”.

Um porta-voz de Hancock afirmou que o Tribunal considerou que ele agiu de forma razoável, mas que as autoridades de saúde na Inglaterra “não disseram aos ministros o que sabiam sobre transmissão assintomática” e que o antigo ministro “disse muitas vezes que desejava que isso tivesse chegado ao seu conhecimento mais cedo”.

LUSA/HN

Cabo Verde retira obrigatoriedade de máscara nos espaços fechados

Cabo Verde retira obrigatoriedade de máscara nos espaços fechados

“Depois de dois anos de fortes restrições necessárias ao combate à covid-19, e com bons resultados produzidos na proteção sanitária, estamos em condições hoje de anunciar: deixa de ser obrigatória a utilização de máscaras, em espaços interiores fechados, designadamente atendimento público”, anunciou o chefe do Governo, numa declaração ao país.

Desde 06 de março que o país voltou à situação de alerta, o menos grave de três níveis, mantendo um nível “mínimo” de restrições devido à pandemia de Covid-19.

A utilização de máscara na via pública não era obrigatória, mas mantinha-se essa obrigatoriedade nos espaços fechados de atendimento público, exceto em discotecas.

E a partir de hoje deixa de ser obrigatório o uso de máscaras em espaços fechados, incluindo as escolas, mas segundo o primeiro-ministro excetuam-se os estabelecimentos e infraestruturas de saúde, públicas e privadas, nomeadamente hospitais, centros de saúde, farmácias, clínicas e laboratórios, centros de dia e lares de idosos, estabelecimentos prisionais e transportes coletivos de passageiros, terrestres, aéreos e marítimos.

Deixa também de ser obrigatória a apresentação de certificado de vacinação ou de teste negativo para o acesso a atividades culturais, artísticas, recreativas, de lazer, de espetáculos ou eventos de qualquer natureza.

“Em consequência, a realização desses eventos deixa de estar condicionada à autorização prévia pelas autoridades sanitárias”, prosseguiu Ulisses Correia e Silva, adiantando que mantém-se a obrigatoriedade de apresentação do certificado de vacinação para efeitos de viagens interilhas e internacionais com destino a Cabo Verde.

A declaração do primeiro-ministro foi antecedida de uma análise epidemiológica do país, por parte do diretor nacional de Saúde, Jorge Noel Barreto, que disse que a situação é “bastante favorável”, estando o país há 11 semanas a registar menos de 70 casos por semana.

O país contabiliza um total de 56.008 casos positivos acumulados desde o início da pandemia, dos quais 55.541 casos recuperados e tem apenas 14 casos ativos.

A taxa média de positividade nos últimos 14 dias foi de 0,9%, a taxa de incidência acumulada foi de 7 por 100 mil habitantes, a taxa de letalidade de 0,7% e a de transmissibilidade (Rt) de 0,89.

O diretor nacional de Saúde avançou ainda que todos os concelhos do país têm uma taxa de incidência acumulada inferior a 25 por 100 mil habitantes, não há nenhum doente internando nos hospitais e há mais de dois meses que o país não regista qualquer óbito provocado pela doença, situando-se no total de 401.

Entretanto, Jorge Barreto alertou que o país deve continuar atento, apostar na vigilância e na vacinação – 97,7% de adultos têm uma primeira dose de vacina, 84,3% estão completamente vacinados, 19,8% com a dose de reforço (a terceira), 85% de adolescentes dos 12 aos 12 anos têm a primeira dose e 70% já estão completamente vacinados.

O primeiro-ministro também lembrou que a pandemia ainda persiste e que existem riscos.

“Por isso, para uma maior proteção, é preciso que todos os que não tomaram ainda a terceira dose da vacina contra a covid-19, o façam. Vacinas estão disponíveis. Não custa nada. Só tem ganhos para si e para a comunidade”, pediu Correia e Silva, para quem o país teve “sucesso” na gestão da pandemia, mesmo sendo um dos mais afetados a nível económico.

Questionado sobre que efeitos espera dessas medidas na economia cabo-verdiana, o primeiro-ministro respondeu que o efeito é nas pessoas, que estão há mais de dois anos a usar a máscara, mas que chegou o momento de “libertar um bocadinho” e de “passar à vida normal”.

“Mas sempre com essa preocupação de vigilância e de proteção lá onde for necessário e nos momentos em que forem necessários”, respondeu o chefe do Governo.

Os dados mais recentes da universidade Johns Hopkins, que continua a compilar os números, apontam para mais de 6,2 milhões de mortos e mais de 510 milhões de casos em todo o mundo.

LUSA/HN

Costa afirma que cinco mil pessoas estiveram nas comemorações no Palacete de São Bento

Costa afirma que cinco mil pessoas estiveram nas comemorações no Palacete de São Bento

António Costa avançou com este dado sobre o número de pessoas que entrou no espaço da residência oficial, entre as 14:30 e as 18:00 de segunda-feira, na sua conta na rede social Twitter.

“Já tínhamos saudades deste ambiente e de podermos, juntos, festejar o 25 de Abril. Nos últimos dois anos não foi possível devido à pandemia” da Covid-19, referiu o primeiro-ministro.

Na sua mensagem, tal como fez no discurso que proferiu ao final da tarde perante centenas de pessoas no Palacete de São Bento, António Costa sustentou a ideia de que as comemorações do 25 de Abril “têm mais força” se forem celebradas com os cidadãos “juntos”.

“Recebemos, na residência oficial e nos jardins, cerca de cinco mil pessoas”, salientou António Costa.

“Celebramos a liberdade neste ano marcante em que já vivemos mais tempo em liberdade do que em ditadura. Significa que a liberdade criou raízes, aprofundou-se e temos de saber cuidar dela. Liberdade, sempre. 25 de Abril, sempre”, acrescentou.

António Costa participou na cerimónia oficial das comemorações do 48º aniversário do 25 de Abril de 1974 na Assembleia da República e, a partir das 15:00, esteve presente nos festejos na residência oficial do primeiro-ministro.

Numa jornada em que também estiveram presentes os ministros da Presidência, Mariana Vieira da Silva, da Saúde, Marta Temido, e da Cultura, Pedro Adão e Silva, entre outros membros do Governo e responsáveis socialistas, António Costa assistiu ao início da tarde a um concerto da Orquestra do Futuro, inaugurou uma obra de arte Sara Bichão nos jardins do Palacete de São Bento e ouviu o concerto de Dino d’Santiago que encerrou a festa.

LUSA/HN

Costa considera prioritário investir na produção de energia na Europa

Costa considera prioritário investir na produção de energia na Europa

“Hoje, ninguém pode ter dúvidas, é mesmo prioritário investir na transição energética, é mesmo prioritário apostar na produção própria de energia na Europa através das energias renováveis, é fundamental diversificarmos as rotas de abastecimento”, disse.

O primeiro-ministro falava hoje no Centro de Negócios da Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS), Setúbal, onde foi lançado o projeto Madoqua Power2x, de produção de hidrogénio e amónia verdes, do consórcio internacional liderado pela empresa portuguesa Madoqua Renewables, no valor de 1.000 milhões de euros.

Na cerimónia, António Costa lembrou que 24 de fevereiro, dia em que a Rússia invadiu a Ucrânia, “provou a todos aquilo que já dizíamos há muito tempo: não há autonomia estratégica da Europa se não houver segurança energética da Europa”.

“E para haver segurança energética da Europa, em primeiro lugar é fundamental que a Europa aposte na energia que a própria Europa pode produzir e nós podemos produzir muita da energia de que dependemos”.

LUSA/HN