Polícia emitiu mais de 100 multas por “festas” do Governo britânico durante pandemia

Polícia emitiu mais de 100 multas por “festas” do Governo britânico durante pandemia

Esta atualização sobre a chamada Operação Hillman indica que emitiu mais 50 multas desde o mês passado, quando o primeiro-ministro, a esposa, Carrie, e o ministro das Finanças, Rishi Sunak, foram multados por terem participado numa festa de aniversário surpresa a Boris Johnson a 19 de junho de 2020, quando o país ainda estava sob confinamento.

A polícia acrescenta que a investigação continua em curso.

O chamado “partygate” causou uma onda de indignação entre os britânicos, impedidos de se encontrar com amigos e familiares durante meses em 2020 e 2021 para conter a propagação da Covid-19.

Dezenas de milhares de pessoas foram multadas pela polícia por desrespeitarem as regras.

Boris Johnson pediu desculpa mas negou ter violado as regras conscientemente, recusando demitir-se.

Um inquérito parlamentar foi aberto sobre se mentiu aos deputados quando desmentiu a existência da irregularidades, ofensa que normalmente resulta em demissão.

LUSA/HN

Xangai retrocede no processo de desconfinamento apesar da queda no número de novos casos

Xangai retrocede no processo de desconfinamento apesar da queda no número de novos casos

Avisos emitidos em vários distritos informaram que os moradores foram ordenados a ficar em casa e estão impedidos de receber entregas não essenciais, como parte de um “período tranquilo”, que dura até quarta-feira.

As medidas mais rígidas podem ser prolongadas, dependendo dos resultados dos testes em massa.

Não é claro o que motivou o retrocesso na abertura da cidade, numa altura em que o número de novos casos continua a cair.

Xangai registou 3.947 casos, nas últimas 24 horas, quase todos sem sintomas, e onze mortos.

A “capital” económica da China ordenou, inicialmente, testes em massa e um bloqueio limitado a bairros onde foram diagnosticados casos positivos, mas acabou por alargar as medidas a toda a cidade, face ao rápido aumento do número de casos.

Milhares de residentes foram isolados em centros de quarentena centralizados, por testarem positivo à covid-19 ou apenas por terem estado em contacto com uma pessoa infetada.

O isolamento de todos os casos, mesmo que assintomáticos, em instalações designadas, muitas com condições degradantes, e falta de acesso a bens essenciais e cuidados médicos na cidade mais próspera da China suscitaram uma vaga de reclamações.

“Eu moro em Xangai porque me sinto confortável aqui. É mais internacional, mais liberal. Mas, se se tornar noutra cidade sob o jugo do poder central, começo a pensar seriamente o meu futuro aqui”, disse à Lusa um cidadão estrangeiro radicado na cidade.

Em Pequim, as autoridades fecharam o maior distrito da cidade, com os moradores a terem de permanecer em casa e as lojas fechadas.

A capital chinesa ordenou várias rondas de testes em massa, encerrou parques e outros locais de lazer. Os restaurantes podem apenas fazer entregas ao domicílio.

A China pratica uma política de “zero casos”, que inclui medidas de confinamento altamente restritivas e a realização de rondas de testes em massa sempre que um surto é detetado.

LUSA/HN

Pequim encerra parques e impõe novas restrições para travar surto

Pequim encerra parques e impõe novas restrições para travar surto

A cidade registou 49 infeções, nas últimas 24 horas, incluindo 16 casos assintomáticos, elevando o total da atual vaga para pouco mais de 700.

A China pratica uma política de ‘zero casos’, que inclui o isolamento de bairros ou cidades inteiras, sempre que um surto é detetado.

Chaoyang e Shunyi – os dois distritos de Pequim no centro das últimas infeções – estão paralisados. Os moradores foram instruídos a ficar em casa e os habitantes em outras áreas da cidade proibidos de entrar nas zonas afetadas.

Todos os serviços de transporte público em Chaoyang – que abriga quase 4 milhões de pessoas e muitos complexos comerciais – foram interrompidos e os funcionários de escritório estão a trabalhar a partir de casa.

O Parque Chaoyang, um dos maiores de Pequim, foi fechado até novo aviso, juntamente com a Floresta Olímpica e os parques de Shunyi.

“O número de novos casos ainda está em níveis altos”, disse o porta-voz do governo municipal de Pequim, Xu Hejian, no domingo.

“A batalha contra o vírus está num impasse. Devemos intensificar o controlo em áreas-chave”, afirmou.

Os moradores de Pequim passaram por três rodadas de testes em massa desde o início do surto, juntamente com outras medidas de precaução, para impedir a propagação da doença.

No distrito de Dongcheng – o centro cultural da cidade – as pessoas devem apresentar um resultado de teste PCR negativo feito nos sete dias anteriores para aceder a locais públicos.

As reclamações sobre a inconveniência causada pelas medidas antiepidémicas aumentaram.

Um consultor português radicado na capital chinesa, que prefere não ser identificado, disse à Lusa ter recebido ordem para ficar em casa nos próximos 17 dias, após dois moradores no seu condomínio terem testado positivo.

O condomínio, situado na zona oeste de Pequim, é composto por 12 prédios e abriga mais de cinco mil pessoas. Todos os moradores vão ter que cumprir quarentena e serão sujeitos a seis rondas de testes.

Grades foram colocadas em torno dos edifícios, para impedir a saída dos moradores, segundo fotografias partilhas pelo consultor.

“Todos os prédios foram barricados, apesar de apenas num edifício existirem dois moradores que testaram positivo”, descreveu. “Isto faz algum sentido?”, questionou.

LUSA/HN

Liga Diamante de atletismo cancela etapas chinesas devido a restrições

Liga Diamante de atletismo cancela etapas chinesas devido a restrições

Os ‘meetings’ de Xangai e Shenzhen, agendados para 30 julho e 06 de agosto, respetivamente, após o Mundial de Eugene (EUA), em julho, não ocorrerão “devido a restrições de viagem e às rigorosas condições de quarentena” impostas na China.

O ‘meeting’ Kamila Skolimowska Memorial, competição realizada em Chorzow, na Polónia, foi promovido do Continental Tour (2.ª divisão mundial) à Liga Diamante, realizado-se em 06 de agosto e não em setembro, como estava planeado.

A organização da Liga Diamante, que aponta como prioridade garantir que todos os atletas tenham uma oportunidade justa de se apurarem para as finais de Zurique, de 07 a 08 de setembro, espera poder voltar à China em 2023.

A Liga Diamante de atletismo é uma competição por pontos, em que os atletas competem ao longo da temporada, em vários ‘meetings’, por um lugar na final de Zurique, local onde poderão ser coroados vencedores da sua disciplina.

Já hoje foi anunciado o adiamento indefinido dos Jogos Asiáticos, que deveriam ocorrer em setembro na China, o cancelamento dos Jogos Asiáticos da Juventude, previstos para dezembro, em Shantou, e o adiamento para 2023 das Universíadas de 2021, que tinham já sido adiadas para 2022.

Os números compilados pela OMS a partir da informação disponibilizada pelos países-membros desde o início da pandemia indicavam um total de 5,4 milhões de mortes no período em causa, mas a OMS tem avisado para uma subavaliação.

Já os valores avançados pela Universidade norte-americana Johns Hopkins apontam para 6,2 milhões de mortos causadas pelo novo coronavírus até ao momento.

A Covid-19 é uma doença respiratória provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante no mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.

LUSA/HN

Cabo Verde retira obrigatoriedade de máscara nos espaços fechados

Cabo Verde retira obrigatoriedade de máscara nos espaços fechados

“Depois de dois anos de fortes restrições necessárias ao combate à covid-19, e com bons resultados produzidos na proteção sanitária, estamos em condições hoje de anunciar: deixa de ser obrigatória a utilização de máscaras, em espaços interiores fechados, designadamente atendimento público”, anunciou o chefe do Governo, numa declaração ao país.

Desde 06 de março que o país voltou à situação de alerta, o menos grave de três níveis, mantendo um nível “mínimo” de restrições devido à pandemia de Covid-19.

A utilização de máscara na via pública não era obrigatória, mas mantinha-se essa obrigatoriedade nos espaços fechados de atendimento público, exceto em discotecas.

E a partir de hoje deixa de ser obrigatório o uso de máscaras em espaços fechados, incluindo as escolas, mas segundo o primeiro-ministro excetuam-se os estabelecimentos e infraestruturas de saúde, públicas e privadas, nomeadamente hospitais, centros de saúde, farmácias, clínicas e laboratórios, centros de dia e lares de idosos, estabelecimentos prisionais e transportes coletivos de passageiros, terrestres, aéreos e marítimos.

Deixa também de ser obrigatória a apresentação de certificado de vacinação ou de teste negativo para o acesso a atividades culturais, artísticas, recreativas, de lazer, de espetáculos ou eventos de qualquer natureza.

“Em consequência, a realização desses eventos deixa de estar condicionada à autorização prévia pelas autoridades sanitárias”, prosseguiu Ulisses Correia e Silva, adiantando que mantém-se a obrigatoriedade de apresentação do certificado de vacinação para efeitos de viagens interilhas e internacionais com destino a Cabo Verde.

A declaração do primeiro-ministro foi antecedida de uma análise epidemiológica do país, por parte do diretor nacional de Saúde, Jorge Noel Barreto, que disse que a situação é “bastante favorável”, estando o país há 11 semanas a registar menos de 70 casos por semana.

O país contabiliza um total de 56.008 casos positivos acumulados desde o início da pandemia, dos quais 55.541 casos recuperados e tem apenas 14 casos ativos.

A taxa média de positividade nos últimos 14 dias foi de 0,9%, a taxa de incidência acumulada foi de 7 por 100 mil habitantes, a taxa de letalidade de 0,7% e a de transmissibilidade (Rt) de 0,89.

O diretor nacional de Saúde avançou ainda que todos os concelhos do país têm uma taxa de incidência acumulada inferior a 25 por 100 mil habitantes, não há nenhum doente internando nos hospitais e há mais de dois meses que o país não regista qualquer óbito provocado pela doença, situando-se no total de 401.

Entretanto, Jorge Barreto alertou que o país deve continuar atento, apostar na vigilância e na vacinação – 97,7% de adultos têm uma primeira dose de vacina, 84,3% estão completamente vacinados, 19,8% com a dose de reforço (a terceira), 85% de adolescentes dos 12 aos 12 anos têm a primeira dose e 70% já estão completamente vacinados.

O primeiro-ministro também lembrou que a pandemia ainda persiste e que existem riscos.

“Por isso, para uma maior proteção, é preciso que todos os que não tomaram ainda a terceira dose da vacina contra a covid-19, o façam. Vacinas estão disponíveis. Não custa nada. Só tem ganhos para si e para a comunidade”, pediu Correia e Silva, para quem o país teve “sucesso” na gestão da pandemia, mesmo sendo um dos mais afetados a nível económico.

Questionado sobre que efeitos espera dessas medidas na economia cabo-verdiana, o primeiro-ministro respondeu que o efeito é nas pessoas, que estão há mais de dois anos a usar a máscara, mas que chegou o momento de “libertar um bocadinho” e de “passar à vida normal”.

“Mas sempre com essa preocupação de vigilância e de proteção lá onde for necessário e nos momentos em que forem necessários”, respondeu o chefe do Governo.

Os dados mais recentes da universidade Johns Hopkins, que continua a compilar os números, apontam para mais de 6,2 milhões de mortos e mais de 510 milhões de casos em todo o mundo.

LUSA/HN