Sociedade Portuguesa de Oftalmologia elege Rufino Silva para presidente

Sociedade Portuguesa de Oftalmologia elege Rufino Silva para presidente

Rufino Silva é Professor Associado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e Assistente Hospitalar Sénior do Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra. Ao longo da sua atividade tem desempenhado vários cargos tendo sido vice-presidente da SPO no biénio que agora termina. De realçar a atividade científica na área da retina nomeadamente na degenerescência macular da idade, doença em que é perito de renome mundial.

Na cerimónia de tomada de posse, Rufino Silva agradeceu à direção cessante na pessoa do Sr. Prof. Falcão Reis, a dedicação, o empenho e todo o trabalho realizado no biénio que agora termina, num mandato marcado por circunstâncias nunca antes vividas, que exigiu uma capacidade enorme de adaptação e resiliência o que levou a que muitos dos projetos planeados não fossem realizados.

Segundo o Presidente que agora assume funções ”a nossa atuação terá, nos próximos 2 anos, quatro linhas principais de ação: a formação científica e educação médica, a revisão dos estatutos, a defesa do ato médico em Oftalmologia e da saúde ocular dos Portugueses e a indexação internacional da revista Oftalmologia.  É um projeto ambicioso e todos somos chamados para a discussão e tomada de decisões importantes, para a participação ativa em diferentes áreas de atuação da Sociedade. A SPO somos todos nós, depende de todos nós”.

A restante comitiva que agora toma posse da SPO inclui o vice-presidente Dr. Fernando Jorge Antas da Cunha Trancoso Vaz, o tesoureiro Prof. Doutor Manuel Alberto de Almeida e Sousa Falcão, a secretária-geral Dra. Ana Maria Aires Magriço de Miranda Boavida e secretária-geral adjunta Dra. Ana Isabel Vide Escada Simões Machado e os vogais Doutora Lilianne Gonçalves Duarte e Prof. Dr. Pedro Miguel Alves Moreira Menéres.

PR/HN/João Marques

Especialistas alertam para a forma como problemas oculares afetam o desempenho dos alunos na escola

Especialistas alertam para a forma como problemas oculares afetam o desempenho dos alunos na escola

As escolas do ensino público reabriram portas esta segunda-feira aos alunos com novas medidas de proteção. Para os especialistas de saúde ocular, este regresso às aulas presenciais deve ser acompanhado pela saúde visual dos estudantes, uma vez que a falta de visão pode afetar negativamente a aprendizagem dos alunos.

“Na sala de aula um défice visual pode ser impeditivo da aprendizagem e até do gosto pela leitura e boa relação com a própria escola” afirma Rosário Varanda, oftalmologista da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).

A oftalmologista admite que existe ainda um profundo receio por parte dos pais, tanto no recomeço das aulas presenciais, como nas consultas de oftalmologia. “É compreensível a preocupação dos pais em lidar com o recomeço presencial das aulas, receando que um possível contágio coloque a saúde ocular em segundo plano. No entanto, tal não deve acontecer, pois as crianças a partir dos seis anos, ou ainda antes, podem usar a máscara facial de proteção sem qualquer dificuldade. Além disso, os consultórios de oftalmologia estão ainda preparados para atender os seus doentes  com todas as regras de segurança adequadas”.

“É desejável que as crianças sejam observadas antes da idade escolar, nos programas de rastreio visual infantil aos dois e quatro anos, mas se isso não acontecer deve ser sempre feita uma avaliação oftalmológica antes de se entrar para a escola” refere a médica. “Se as crianças já são seguidas regularmente e usam óculos é também uma boa altura para, no início de setembro, fazer uma reavaliação, pois as lentes dos óculos ficam muitas vezes danificadas nas férias e necessitam de uma rápida substituição”, acrescenta.

Com o novo no letivo a ser iniciado esta segunda-feira, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia alerta para a importância para a saúde ocular das crianças.

PR/HN/Vaishaly Camões