Organização Mundial da Saúde aprova utilização da 11ª vacina

Organização Mundial da Saúde aprova utilização da 11ª vacina

Em comunicado, a OMS refere que o procedimento da lista de uso de emergência avalia a qualidade, segurança e eficácia das vacinas contra a Covid-19 como pré-requisito para o fornecimento de vacinas Covax, permitindo também que os países agilizem a sua própria aprovação regulatória para importar e administrar vacinas.

A Organização Mundial de Saúde dá conta que a Convidecia, uma vacina fabricada pela chinesa CanSino Biologics, foi avaliada no âmbito do procedimento da lista de uso de emergência da OMS com base na revisão de dados sobre qualidade, segurança, eficácia, plano de gestão de riscos, adequação programática e inspeção de local de fabricação realizado pela OMS.

“O grupo consultivo técnico para a listagem de uso de emergência, convocado pela OMS e composto por especialistas de todo o mundo, determinou que a vacina atende aos padrões da OMS para proteção contra o Covid-19 e que os benefícios da vacina superam em muito os riscos”, lê-se no comunicado.

A Convidecia, administrada numa única dose, é baseado num adenovírus humano modificado que expressa o pico de proteína S de SARS-CoV-2.

Esta vacina também foi analisada no início deste mês pelo Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (SAGE) da OMS, que formula políticas específicas de vacinas e recomendações para o uso de vacinas em populações, como faixas etárias recomendadas, intervalos entre vacinas e grupos específicos.

A OMS indica que a SAGE recomenda o uso da vacina como uma única dose (0,5ml), em todas as faixas etárias a partir dos 18 anos.

Segundo a OMS, a Convidecia tem 64% de eficácia contra a doença sintomática e 92% contra o Covid-19 grave.

Em quase dois anos e meio de pandemia, registaram-se 520 milhões de casos confirmados e 6,2 milhões de mortes, apesar de os números reais serem maiores, devidos aos muitos contágios e casos não registados.

LUSA/HN

Idosos começam hoje a receber quarta dose da vacina contra a Covid-19

Idosos começam hoje a receber quarta dose da vacina contra a Covid-19

Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), também esta semana os idosos com 80 ou mais anos vão começar a tomar o segundo reforço da imunização contra o coronavírus SARS-CoV-2 nos centros de vacinação ou de saúde, depois de serem convocados por mensagem SMS ou chamada telefónica.

A Comissão Técnica de Vacinação Contra a Covid-19 (CTVC) da DGS recomendou esta nova toma da vacina com “objetivo de melhorar a proteção da população mais vulnerável, face ao atual aumento da incidência de casos em Portugal”.

A população elegível para esta vacinação é de cerca de 750 mil pessoas, que devem ser vacinadas com um intervalo mínimo de quatro meses após a última dose ou após um diagnóstico de infeção por SARS-CoV-2, ou seja, este reforço abrange também as pessoas que recuperaram da infeção.

A DGS anunciou ainda que as crianças e jovens entre os 12 e 15 anos com condições de imunossupressão, no âmbito da norma publicada sobre esta matéria, também passam a ser elegíveis para receber uma dose adicional de vacina, na sequência de um parecer favorável da CTVC.

LUSA/HN

MSD apresenta nova vacina para adultos com risco acrescido de doença pneumocócica

MSD apresenta nova vacina para adultos com risco acrescido de doença pneumocócica

O webinar “Vacina às 9” tem como objetivo apresentar uma nova vacina antipneumocócica. A farmacêutica  anuncia que o imunizante “retende alcançar um maior controlo epidemiológico da doença pneumocócica, a principal causa de morte prevenível através da vacinação, pela inclusão de novos serotipos e pela sua formulação diferenciada.”

O evento prevê ainda a discussão dos benefícios da nova vacina por parte dos especialistas.

Moderado pelo Prof. Doutor Filipe Froes, pneumologista, intensivista e coordenador da Unidade de Cuidados Intensivos do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), este encontro vai contar com a partilha de conhecimento e a expertise do Prof. Doutor José Melo Cristino, professor catedrático de Microbiologia da Faculdade de Medicina de Lisboa e diretor do Serviço de Patologia Clínica do CHULN, sobre o tema “A dança dos serotipos em Portugal – DIP do adulto”.

Após esta análise, a Dra. Ulrike Buchwald, diretora executiva e Section Head Pneumococcal Vaccines dos Laboratórios de Pesquisa da MSD, vai abordar as características e os benefícios da nova vacina pneumocócica conjugada.

No final da sessão, os participantes terão, ainda, a oportunidade de interagir e colocar as suas questões aos especialistas convidados.

O webinar decorre no dia 26 de maio entre as 21h00 e as 22h00.

PR/HN/Vaishaly Camões

Açores antecipam segunda dose de reforço para idosos e residentes em lares

Açores antecipam segunda dose de reforço para idosos e residentes em lares

“Estamos a trabalhar na antecipação da segunda dose de reforço, também vulgarmente designada por quarta dose da vacina contra a Covid-19, para maiores de 80 anos e residentes em lares. Esperamos poder avançar nos próximos dias”, afirmou Clélio Meneses, em declarações aos jornalistas na Horta, à margem do plenário da Assembleia Legislativa Regional.

O governante não soube precisar a data de início de administração da vacina, devido à “condição arquipelágica” dos Açores e ao facto de ainda não se saber quando vão as vacinas chegar às nove ilhas, mas mostrou-se confiante de que o processo decorra “ainda este mês”.

Quanto aos doentes imunodeprimidos, o secretário regional disse que “já podiam tomar” esta segunda dose de reforço “por prescrição médica”.

No continente, os idosos com mais de 80 anos e os residentes nos lares vão ser vacinados com a segunda dose de reforço da vacina contra a Covid-19 num processo que se inicia na próxima segunda-feira, anunciou na quinta-feira a Direção-Geral da Saúde (DGS).

A DGS revelou ainda que as crianças e jovens entre os 12 e 15 anos com condições de imunossupressão, no âmbito da norma publicada sobre esta matéria, também passam a ser elegíveis para receber uma dose adicional de vacina, na sequência de um parecer favorável da CTVC.

“Os jovens com estas condições serão vacinados de acordo com orientação e prescrição médica”, informou a direção-geral.

LUSA/HN

Investigador defende reforço da vacina “só se a pandemia piorar” e para grupos de risco

Investigador defende reforço da vacina “só se a pandemia piorar” e para grupos de risco

“Só faz sentido administrar uma quarta dose se a situação epidemiológica piorar muito e apenas aos grupos de maior risco”, adiantou à agência Lusa o especialista do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa.

Na quinta-feira, após o Conselho de Ministros, a ministra da Saúde avançou que as autoridades do setor estão a preparar a administração de uma nova dose de reforço da vacina antes do período de outono e inverno.

“A Comissão Técnica de Vacinação contra a covid-19 considerou que seria de recomendar, de facto, uma segunda dose de reforço e esse segundo reforço deveria acontecer com uma sazonalidade de maior risco”, referiu Marta Temido, sem especificar a que grupo em concreto será administrada essa nova inoculação da vacina contra o coronavírus SARS-CoV-2.

Em abril, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças e a Agência Europeia do Medicamento já tinham recomendado uma quarta dose da vacina, apenas para maiores de 80 anos de idade.

Para Miguel Castanho, a administração de uma quarta dose de forma generalizada à população portuguesa “não faz sentido”, a não ser que surja uma nova vacina “muito eficaz contra as novas variantes” do coronavírus que causa a Covid-19.

“Vários estudos, incluindo um português, apontam para uma manutenção de proteção imunitária além do declínio de anticorpos. Portanto, não vale a pena persistir em vacinações sucessivas com a mesma vacina”, salientou o investigador do Instituto de Medicina Molecular.

Relativamente ao fim do uso obrigatório de máscaras decidido quinta-feira pelo Governo e que hoje entrou em vigor, Miguel Castanho lembrou que o objetivo das máscaras é o de “fazer reduzir todos os indicadores a níveis considerados aceitáveis”.

De entre todos os indicadores de avaliação da pandemia, o de “maior importância e impacto é a mortalidade”, salientou o especialista, para quem, traduzindo um padrão internacional para a população portuguesa, o objetivo em Portugal deveria corresponder a 15 mortes diárias ou menos, quando o país está com cerca de 20 óbitos por dia.

“Agora, subitamente, contrariando decisões recentes, [o Governo] abdicou de algumas medidas sem que o objetivo tivesse sido atingido. Não sabemos se o Governo claudicou no objetivo ou se quis apenas libertar-se do ónus da manutenção das medidas”, considerou o investigador à Lusa.

 O uso de máscaras deixou de ser hoje obrigatório, depois de ter sido publicado na noite de quinta-feira o decreto-lei que altera e simplifica as medidas no âmbito da pandemia de Covid-19 em Diário da República.

Segundo o decreto-lei, a máscara continua obrigatória nos estabelecimentos e serviços de saúde, nas estruturas residenciais ou de acolhimento ou serviços de apoio domiciliário para populações vulneráveis ou idosas, bem como unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e, ainda, nos transportes coletivos de passageiros, incluindo o transporte aéreo, bem como no transporte de passageiros em táxi ou TVDE.

Segundo o Governo, Portugal regista uma mortalidade por Covid-19 de 27,9 óbitos por um milhão de habitantes a 14 dias, superior ao limiar de 20 mortes definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC) e que era uma das referências para o país passar para um nível sem restrições de controlo da pandemia.

LUSA/HN