Ministro da Saúde de Israel diz que vai deixar a pasta

26 de Abril 2020

Jerusalém, 26 abr 2020 (Lusa) – O ministro da Saúde de Israel, Yaakov Litzman, disse que vai deixar o cargo, na sequência de uma controvérsia sobre a forma como lidou com a crise de covid-19 e a sua própria infeção.

Jerusalém, 26 abr 2020 (Lusa) – O ministro da Saúde de Israel, Yaakov Litzman, disse que vai deixar o cargo, na sequência de uma controvérsia sobre a forma como lidou com a crise de covid-19 e a sua própria infeção.

Yaakov Litzman informou o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que se afastava, enquanto o país forma novo governo, sem mencionar a sua muito criticada atuação enquanto ministro da Saúde, pasta que liderou na última década.

Em comunicado, afirmou que decidiu não integrar o Ministério da Saúde pela quarta vez, preferindo liderar um projeto mais abrangente para resolver a crise de habitação em Israel no Ministério da Habitação.

O Governo tem sido elogiado por manter a crise de coronavírus sob controlo.

Mais de 15.000 israelitas foram infetados e morreram cerca de 200 pessoas, mas Israel não tem visto o seu sistema de saúde sobrecarregado como outros locais duramente atingidos, como Itália ou Nova Iorque.

Litzman, um ultraortodoxo sem formação médica, tem estado debaixo de críticas por surgir mal preparado em conferências de imprensa e resistir a propostas para apertar as medidas de confinamento que iriam afetar a comunidade religiosa do país.

No início do mês, Litzman foi diagnosticado com covid-19, aparentemente depois de ignorar as ordens do seu próprio ministério para evitar orações de grupo em locais públicos. Entretanto, recuperou.

O coronavírus causa sintomas ligeiros a moderados na maioria dos pacientes, que recuperam em algumas semanas.

Mas pode causar doença grave ou morte, particularmente em doentes mais velhos ou com outros problemas de saúde.

Com a crise aparentemente controlada, o Governo anunciou hoje um novo abrandamento das medidas de confinamento.

Barbeiros, salões de beleza e outros pequenos negócios reabriram e os restaurantes estão autorizados a servir encomendas para fora pela primeira vez em quase dois meses.

Na semana passada, algumas lojas foram autorizadas a reabrir também.

No entanto, os mercados de rua permanecem encerrados, devido aos receios de ressurgimento do surto.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 200.000 mortes e infetou mais de 2,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 800.000 doentes foram considerados curados.

Lusa/HN

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