Primeiro-ministro polaco insiste em realizar presidenciais em maio

30 de Abril 2020

Varsóvia, 29 abr 2020 (Lusa) - O primeiro-ministro da Polónia, Mateusz Morawiecki, insistiu hoje que as eleições presidenciais previstas para 10 de maio devem realizar-se naquele mês, para cumprir a constituição, mas admitiu um breve adiamento devido à pandemia de covid-19.

Varsóvia, 29 abr 2020 (Lusa) – O primeiro-ministro da Polónia, Mateusz Morawiecki, insistiu hoje que as eleições presidenciais previstas para 10 de maio devem realizar-se naquele mês, para cumprir a constituição, mas admitiu um breve adiamento devido à pandemia de covid-19.

“Constitucionalistas dizem que a eleição pode ser realizada nos dias 17 ou 23 de maio”, afirmou o primeiro-ministro.

“Vamos tomar a decisão em breve”, acrescentou.

O partido conservador Lei e Justiça, no poder, defende que as presidenciais venham a ser realizadas por correspondência, porque a recandidatura do presidente Adnrezej Duda, apoiado pelo governo, está à frente nas sondagens.

Para o partido que lidera o Executivo, o voto por correspondência “é seguro”.

A oposição pretende adiar as eleições presidenciais “um ano ou dois” por motivos de segurança sanitária.

A poucos dias do início do mês de maio, os procedimentos legais necessários para a realização das eleições ainda não foram adotados pelo Parlamento, levantando questões sobre a possibilidade de manutenção das datas propostas pelo governo.

Segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 215 mil mortos e infetou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 840 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram, entretanto, a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria, Espanha ou Alemanha, a aliviar algumas das medidas.

Lusa/HN

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