O que condiciona a gravidade da infeção por Covid-19?

4 de Maio 2020

Investigadores encontraram uma relação significativa e positiva entre a quantidade de vírus presente numa amostra de esfregaço da garganta e a gravidade da doença Covid-19

Quanto maior é a carga viral relativa da amostra, maior o dano e mais tempo demorará até que a contagem de RNA viral se torne negativa, de acordo com os resultados de uma investigação publicada na revista Viral Immunology.

No artigo sobre “Correlação entre a carga relativa de RNA do vírus nasofaríngeo e a gravidade da doença na contagem de linfócitos em pacientes com Covid-19”, Wei Zhang e os seus colegas, do Hospital of Nanchang University (Jjangxi, China) revelam que recolheram amostras nasofaríngeas de pacientes com Covid-19 leve a grave e mediram o nível de RNA viral das amostras.

A carga viral correlacionou-se positivamente com a gravidade dos sintomas da doença e com o aumento de fatores inflamatórios. Houve uma correlação negativa entre a carga viral de SARS-CoV-2 e os linfócitos, como os linfócitos CD4 + e CD8 + T, que combatem a infeção.

David L. Woodland, editor-chefe da revista Viral Immunology, e membro do Trudeau Institute, em Saranac Lake (Nova Iorque), afirma: “Atualmente, temos apenas uma compreensão limitada de porquê alguns pacientes com o vírus SARS-CoV-2 desenvolvem sintomas graves e com risco de vida, enquanto outros não. Neste artigo, Zhang e os seus colegas apresentam dados em que correlacionam as cargas virais na nasofaringe com a gravidade e progressão da doença. Estas importantes descobertas oferecem aos médicos informações cruciais para a decisão sobre as opções de tratamento dos pacientes com Covid-19”.

Viral Immunology/AO

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