Hospital da Cruz Vermelha reúne hoje Assembleia-geral em tempo de polémica e instabilidade

11 de Maio 2020

O Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa (HCVP) reúne hoje a assembleia-geral, numa altura de polémica e instabilidade, com os trabalhadores contra o presidente da CVP, Francisco George, e a questionarem as condições de sobrevivência da instituição. Também presidente não-executivo do HCVP, Francisco George é há mais de um mês contestado pelos trabalhadores, que em duas […]

O Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa (HCVP) reúne hoje a assembleia-geral, numa altura de polémica e instabilidade, com os trabalhadores contra o presidente da CVP, Francisco George, e a questionarem as condições de sobrevivência da instituição.

Também presidente não-executivo do HCVP, Francisco George é há mais de um mês contestado pelos trabalhadores, que em duas cartas puseram em causa a sua liderança que acusam de estar “a pôr em risco a sobrevivência clínica e económica do hospital”.

A polémica já levou mesmo a Ordem dos Médicos a afirmar-se preocupada com as dificuldades financeiras e a instabilidade do corpo clínico, denunciadas na carta dos trabalhadores. E pede para que “seja possível reencontrar um caminho que possibilite que o HCVP se mantenha como uma instituição de referência”.

Em abril, por duas vezes, mais de uma centena de profissionais do HCVP enviaram uma “carta denúncia” ao Governo, na qual manifestaram “enorme preocupação” com a forma como Francisco George “está a pôr em risco a sobrevivência clínica e económica” do hospital.

Na primeira carta, divulgada a 07 de abril, assinada por médicos, enfermeiros, técnicos, administrativos e auxiliares de ação médica e colaboradores, os trabalhadores dizem que o HCVP entrou “num processo de ruína económica e financeira” desde a entrada de Francisco George, em 2018.

E dizem também que foi decidido manter o HCVP como livre de covid-19, ou seja, que não trataria doentes infetados com o novo coronavírus, uma decisão que Francisco George alterou em 48 horas, dizendo aos trabalhadores que era decisão do Ministério da Saúde, o que “não corresponde à verdade”. Dois dias depois desta carta o Governo anunciou que o HCVP não ia integrar a “rede covid”.

No dia da divulgação das denúncias, Francisco George disse à Lusa estranhar a carta e explicou que está no HCVP “de manhã à noite” e que ninguém lhe disse nada, afirmando-se disponível para falar com os trabalhadores, ainda que à data não tivesse recebido qualquer pedido.

Na segunda carta, em 29 de abril, os trabalhadores dizem também que “o relacionamento entre o corpo clínico e administrativo do hospital e o Dr. Francisco George atingiu um ponto de rotura total”.

Questionado sobre esta polémica o ministro da Defesa Nacional (a tutela do  é da Defesa) disse na semana passada que deve ser o conselho supremo da Cruz Vermelha Portuguesa a averiguar a “boa ou má gestão” de Francisco George, porque à tutela apenas compete “verificar a legalidade dos atos”.

O HCVP foi inaugurado em 1 de fevereiro de 1965, resultando do Hospital de Santo António da Convalescença ou Casa de e instabilidadeSaúde de Benfica, mandada construir pela Cruz Vermelha Portuguesa para dar resposta na avaliação, diagnóstico e tratamento dos doentes com graves ferimentos sofridos na guerra colonial.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia promove reunião de Verão em Évora

Nos próximos dias 28 e 29 de junho, a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) realizará a sua Reunião de Verão no Hotel Vila Galé, em Évora. O evento é uma oportunidade para dermatologistas e profissionais da área compartilharem conhecimentos, debaterem os últimos avanços na especialidade e fortalecerem laços profissionais

SIM e Secretaria da Saúde dos Açores avançam em negociações para melhorar condições de trabalho dos médicos

Os Sindicatos Médicos e a Secretaria Regional da Saúde dos Açores (SRSA) estiveram reunidos no passado dia 4 para discutir questões relacionadas com condições de trabalho dos médicos na região. Embora a reunião não tenha resultado na implementação imediata de medidas específicas para a melhoria dessas condições, diversos aspetos do processo negocial foram revistos e acordados, prometendo tornar as futuras negociações mais céleres e eficazes.

Preveris é a nova marca de prevenção em saúde

A Preveris, uma empresa do Grupo CUF, resulta da união de duas marcas de sucesso: SAGIES e Atlanticare. Com uma experiência acumulada de mais de 50 anos e o legado de experiência, rigor e confiança do Grupo CUF, esta união representa a soma desse conhecimento, numa nova marca que se coloca ao serviço da prevenção, da saúde e do bem-estar das empresas portuguesas. Operadora líder de mercado no setor da saúde ocupacional em Portugal, a Preveris é responsável por servir 25 por cento das 100 maiores empresas que atuam no nosso país.  

ENSP NOVA e NTT DATA estabelecem parceria para potenciar a inovação em saúde

A Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA) e a consultora global de negócio e tecnologia NTT DATA fornalizaram esta quarta-feira um protocolo de colaboração que vai permitir impulsionar a formação avançada, o desenvolvimento de investigação e projetos de inovação na área da saúde. O objetivo é promover avanços significativos no setor.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights