Merck cresce 141% no 1.º trimestre para 458 ME

14 de Maio 2020

O lucro da Merck aumentou 141% no primeiro trimestre deste ano, para 458 milhões de euros, na comparação com idêntico período do ano anterior, apesar da pandemia da covid-19, revelou hoje a farmacêutica alemã.

A crise provocada pela pandemia da covid-19 teve “impacto moderado” nos resultados do primeiro trimestre apresentados pela Merck, refere o grupo farmacêutico em comunicado.

A faturação registou um aumento de 16,7% nos primeiros três meses deste ano, para 4.370 milhões de euros, em termos homólogos, enquanto o resultado operacional subiu 89%, para 716 milhões de euros.

A empresa prevê, no entanto, que o impacto da crise “aumente nos próximos meses”, pelo que teve isso em consideração nas suas previsões para o final deste ano.

O presidente executivo da Merck, Stefan Oschmann, disse ao apresentar o relatório e contas trimestral, que muitas áreas dos negócios do grupo são essenciais, pelo que continuam as suas operações, numa altura em que muitas empresas tiveram de parar a produção.

No primeiro trimestre, o impacto da pandemia da covid-19 foi variável nos negócios da Merck, mas permitiu um “forte trimestre”, assinala-se no comunicado, lembrando que aumentou a procura de medicamentos ligados à área da medicina geral e da endocrinologia por causa da pandemia.

A empresa revelou também que a margem de lucro operacional das vendas foi de 16,4% no primeiro trimestre, contra 10,1% no mesmo período ano anterior e que o fluxo de caixa aumentou 21,4%, para 661 milhões de euros.

A Merck espera faturar entre 16.800 milhões e 17.800 milhões de euros no final deste ano.

O efeito da aquisição da empresa norte-americana de semicondutores Versum Materials, por sua vez, deverá melhorar a margem de lucro da Merck, lê-se no comunicado.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 294 mil mortos e infetou mais de 4,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (83.249) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,3 milhões).

Seguem-se o Reino Unido (33.186 mortos, cerca de 230 mil casos), Itália (31.106 mortos, mais de 222 mil casos), Espanha (27.104 mortos, mais de 228 mil casos) e França (27.074 mortos, mais de 178 mil casos).

A Rússia, com menos mortos do que todos estes países (2.212), é no entanto o segundo país do mundo com mais infeções (mais de 232 mil).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou agora a ser o que tem mais casos confirmados (1,86 milhões contra 1,8 milhões no continente europeu), embora com menos mortes (111 mil contra 160 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

LUSA/HN

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