“Cordão humano solidário” rejeita desmantelamento do Hospital dos Covões

9 de Junho 2020

Diversas organizações e cidadãos realizam hoje, em Coimbra, um “cordão humano solidário” em defesa do Hospital dos Covões.

A iniciativa, que começa às 10:30 na entrada principal daquele hospital de Coimbra, tem como objetivo alertar a população da cidade e da região Centro para a passagem da urgência para o seu nível básico, por decisão da administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Os promotores da concentração alegam que a transformação da atual urgência dos Covões, na margem sul do rio Mondego, em Serviço de Urgência Básico “irá levar ao encerramento da resposta de cardiologia, de pneumologia e de medicina interna” pelo também designado Hospital Geral do CHUC.

Por outro lado, essa mudança vai “aumentar em cerca de 25% o número de macas” nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), polo principal do CHUC, cujo conselho de administração é presidido pelo médico e professor universitário Fernando Regateiro.

No “cordão solidário”, em São Martinho do Bispo, estarão representados o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, o Sindicato dos Médicos da Zona Centro, o Sindicato dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica, o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, o Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Atividades Diversas, o Sindicato da Hotelaria do Centro e a União dos Sindicatos de Coimbra.

Também a Ordem dos Médicos, o Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos e o Sindicato Independente Profissionais Enfermagem anunciaram a sua presença.

Os organizadores recusam o desmantelamento do Hospital dos Covões, do qual foi utente o principal impulsionador do SNS, o socialista António Arnaut, um dos fundadores do PS, que residia em Santa Clara, na margem esquerda do Mondego.

LUSA/HN

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