Estudo revela que só os palavrões “tradicionais” aumentam a capacidade de tolerar a dor

18 de Junho 2020

Psicólogos da Universidade Keele, no Reino Unido, demonstraram que o uso de palavrões convencionais pode aumentar em 33% a tolerância à dor, em comparação com a utilização de uma linguagem alternativa

O professor de Psicologia Richard Stephens e o aluno de doutoramento Olly Robertson realizaram um estudo, publicado na Revista “Frontiers in Psychology”, com o objetivo de verificar se a repetição dos “palavrões” “twizpipe” e “fouch” pode ser tão eficaz como pronunciar palavrões tradicionais para ajudar a tolerar a dor.

A investigação, financiada por Nurofen, envolveu a medição do limiar de dor de 92 participantes enquanto submergiam as mãos em água gelada. O limiar da dor foi medido pelo tempo que demoraram a sentir dor, e a sua tolerância à dor foi determinada pelo tempo em que foram capazes de manter as mãos na água gelada.

Cada participante aceitou o desafio quatro vezes, repetindo uma das palavras do teste em cada tentativa. A ordem das palavras foi aleatória, de modo a evitar qualquer possibilidade de distorção dos resultados.

O estudo constatou que dizer “twizpipe” e “fouch” gerou respostas emocionais bem-humoradas, mas tiveram pouco impacto quando se tratou de ajudar os participantes a lidar com a dor, em comparação com o uso de palavrões tradicionais, que induzem analgesia induzida pelo stresse e aumentam a tolerância à dor em 33%.

Richard Stephens refere que “este é o primeiro estudo para avaliar se os novos “palavrões” têm efeito no alívio da dor. Mas isso não aconteceu, apesar de serem classificados como engraçados e emocionalmente excitantes. Esta nova descoberta confirma que não são as propriedades superficiais dos palavrões, como a sonoridade, que estão por trás dos seus efeitos benéficos, mas algo muito mais profundo, provavelmente ligado à infância e à aprendizagem dos palavrões à medida que vamos crescendo”.

NR/HN/Adelaide Oliviera

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Acesso Restrito

Advertisement

A Kite anunciou os resultados promissores de seguimento de três anos do estudo ZUMA-3 de Tecartus que mostram uma sobrevivência global (SG) mediana de 26 meses e uma resposta duradoura em adultos com leucemia linfoblástica aguda de células B recidivante/refratária (B-LLA R/R) com um perfil de segurança consistente observado desde a análise de dois anos.

Morreu o médico e político Cândido Ferreira

Advertisement

A Câmara de Leiria lamentou hoje a morte do médico e político Cândido Ferreira, aos 74 anos de idade, realçando que “marcou a história” da cidade.

MAIS LIDAS

Share This