Compostos naturais bioativos para a luta contra o cancro

As fotoalexinas são fitoquímicos bioativos que têm atraído muita atenção nos anos recentes devido aos seus efeitos promotores da saúde em humanos e ao seu papel vital na saúde das plantas

As fotoalexinas são fitoquímicos bioativos que têm atraído muita atenção nos anos recentes devido aos seus efeitos promotores da saúde em humanos e ao seu papel vital na saúde das plantas e, assim mesmo, para investigações de larga escala aos seus efeitos. Especialmente os que digam respeito à influência positiva na luta contra o cancro.

Através de uma dieta equilibrada consumimos cada vez mais fitoalexinas todos os dias – de uma forma natural e saudável. As fitoalexinas são fitoquímicos que as plantas produzem como parte da sua resposta imunitária a certos estímulos para que possam manter a sua própria saúde. Vários estudos científicos mostraram já que estes produtos naturais bioativos têm também um efeito promotor da saúde nos humanos.

Ainda assim, para que possam investigar os mecanismos de ação ao detalhe, é importante obter simplesmente as fitoalexinas individuais. Algo que tem sido feito com pouca eficácia e com recurso a substâncias tóxicas.

O Dr. Philipp Ciesielski e o professor Peter Metz da cadeira de Química Orgânica I na Universidade Técnica de Dresden apresentaram agora uma nova e extremamente eficiente síntese para as fitoalexinas na reconhecida publicação Nature Communications. Em particular, a síntese de baixo-nível das fitoalexinas Gliceolinas I e Gliceolinas II, que são produzidas como parte da resposta imunitária da soja, esta é uma inovação decisiva. Estes dois compostos naturais são caracterizados por um vasto espetro de bioatividades, entre elas atividade anti tumor e promotora da saúde, antioxidante e efeitos anti colesterol contra doenças ocidentais.

A síntese anterior das Gliceolinas I e II utiliza grandes quantidades bastante toxicas e caras do agente oxidante tetróxido de ósmio, bem como grandes quantidades de um excipiente comparativamente tão caro como ligante num passo chave do processo.

Por outro lado, o processo agora apresentado consegue ser realizado sem tetróxido de ósmio ao mesmo tempo que se provou muito mais eficiente.

“O nosso caminho na síntese para várias fitoalexinas permite acesso a estas substâncias. Esta é uma base importante para futuras investigações na atividade biológica destes compostos naturais, e pode bem ser a base para o desenvolvimento de terapêuticas. O caminho que temos descrito para a estrutura básica das fitoalexinas pode ser usado por outros grupos de pesquisa na síntese de compostos naturais ativos relacionados”, descreve o professor Peter Metz quanto à importância da sua publicação.

NR/HN/João Daniel Ruas Marques

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