Ana Gomes considera que uso obrigatório da aplicação StayAway Covid viola a Constituição

15 de Outubro 2020

A candidata presidencial Ana Gomes considerou esta quinta-feira que o uso obrigatório da aplicação StayAway Covid viola a Constituição da República e pediu ao parlamento que chumbe a proposta do Governo que aponta nesse sentido.

“É inconstitucional tornar obrigatória a app StayAway Covid”, defendeu a ex-eurodeputada socialista numa mensagem colocada na sua conta oficial na rede social Twitter.

Para Ana Gomes, “além da violação da privacidade num país em que a Comissão Nacional de Proteção de Dados não tem dentes, da ineficácia e da análise custo-benefício, equivaleria a consagrar discriminacao contra pobres e idosos mais vulneráveis”.

“Espero que a Assembleia da República chumbe o projeto-lei”, escreve ainda a candidata a Presidente da República.

O primeiro-ministro anunciou na quarta-feira que o Governo iria apresentar ao parlamento uma proposta de lei para que seja obrigatório quer o uso de máscara na via pública quer a utilização da aplicação ‘Stayaway Covid’ em contexto laboral, escolar, académico, bem como nas Forças Armadas, Forças de Segurança e na administração pública.

Ao fim do dia, o diploma entrou na Assembleia da República e prevê multas que variam entre os 100 e os 500 euros para quem não cumprir a lei, tanto na parte das máscaras como da aplicação.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Federação apela à dádiva de sangue em época festiva

A Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES) alertou hoje a população para a importância de doar sangue especialmente na época festiva, quando as necessidades aumentam e a disponibilidade de dadores diminui.

Nova plataforma do i3S acelera a medicina de precisão em oncologia pediátrica

Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) criaram organoides que mimetizam tumores cerebrais pediátricos, permitindo “identificar os fármacos mais adequados” e desenvolver “terapias mais eficazes e menos tóxicas”, foi hoje divulgado.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights