Uso prolongado de máscaras causa queixas de enxaquecas e cefaleias

28 de Outubro 2020

Um inquérito promovido pela MiGRA Portugal e pela Sociedade Portuguesa de Cefaleias recolheu várias queixas de doentes que apontam a utilização de máscaras por um largo período de tempo no local de trabalho como a causa de enxaquecas e cefaleias

Segundo as entidades responsáveis pelo inquérito, “a utilização prolongada de equipamentos de proteção individual pode também provocar cefaleias em pessoas que não sofram habitualmente desta patologia”. Ainda assim, a utilização destes equipamentos é essencial e necessária em espaços fechados, nos tempos que correm.

O inquérito foi desenvolvido para compreender melhor o impacto que a utilização dos equipamentos de proteção está a ter ao nível das crises de enxaqueca e cefaleias.

Para contribuir basta preencher um questionário que está disponível online e pode ser preenchido por todos: tanto doentes com enxaqueca e ou outros tipos de cefaleias, como pessoas que nunca sofreram com dores de cabeça, e será possível de preencher até 30 de novembro.

“O conhecimento da alteração do padrão das crises provocada pela utilização de equipamentos de proteção individual é muito importante para monitorizarmos os doentes com cefaleias. Mas é também importante compreender se a utilização destes equipamentos está a desencadear crises de cefaleias em pessoas que não sofriam desta doença, de forma a compreendermos como atuar e sensibilizar a população.” salienta a Doutora Raquel Gil Gouveia, neurologista da Sociedade Portuguesa de Cefaleias.

Tendo em conta que a utilização de equipamentos de proteção individuais é de uso obrigatório, existem algumas estratégias que podem ser adotadas de forma a tentar minimizar o número e o impacto das crises.

“Sabemos que a utilização de máscara tem contribuído para aumentar o número de crises, mas temos consciência de que a sua utilização é necessária no período que atravessamos. Manter-se hidratado é uma das principais estratégias para diminuir o número de crises, uma vez que muitas vezes com a máscara, há menos tendência para bebermos água e a desidratação é um dos grandes desencadeadores de crises Não saltar refeições e não fazer longos períodos de jejum, são também bons conselhos, que nos ajudarão a evitar algumas crises”, explica Madalena Plácida, presidente da MiGRA Portugal.

Os doentes devem ainda controlar os níveis de stresse e ansiedade, bem como privilegiar os momentos de lazer, que os ajudarão a ficar mais relaxados. Também o teletrabalho poderá ser uma importante opção para os doentes que agravaram as suas crises com a utilização da máscara, nestes casos é importante que os doentes façam esta gestão com sua entidade patronal. Embora seja possível a dispensa da obrigatoriedade da utilização de máscara, perante apresentação de declaração médica, isso faz com que a proteção e segurança do próprio doente e das pessoas com quem contacta, seja colocada em causa, pelo que deve ser evitado.

Pode preencher o questionário aqui.

 

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